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Casa Verônica recebe pesquisadora da UFRGS para fortalecer parceria em pesquisa sobre saúde da população trans



Na manhã desta terça-feira, 7, a equipe da Casa Verônica recebeu a visita da Profa. Laura Cecília López, docente do Departamento de Saúde Coletiva da UFRGS para um encontro de diálogo e troca de experiências sobre o cuidado em saúde da população trans.

O encontro, em formato de roda de conversa e compartilhamento de experiências, contou com a presença de integrantes do Coletivo Trama, a administradora Bruna Loureiro Denkin e o assistente social Ricardo Pereira de Felippe e Monalisa Dias de Siqueira, professora adjunta e atual chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM.

Antropóloga e pesquisadora área da Saúde Coletiva, Laura López desenvolve pesquisas sobre interseccionalidade entre gênero, raça e sexualidade, com foco nas políticas públicas de saúde e nos direitos sexuais e reprodutivos. Durante o encontro, a pesquisadora apresentou seu projeto de pesquisa “Produção de cuidado gênero-sensível com a saúde e a vida de pessoas trans no Rio Grande do Sul”, contemplado no edital Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), que irá desenvolver um importante pesquisa junto aos ambulatórios Trans do Estado.

O projeto será desenvolvido em parceria entre pesquisadoras da UFRGS e da UFSM e prevê o mapeamento da situação dos ambulatórios trans do Rio Grande do Sul, além de estudos de caso realizados nos serviços localizados em Porto Alegre, na Região Metropolitana e em Santa Maria.

O Trama UFSM, formado por estudantes trans da UFSM, também compartilho suas experiências e apresentou reflexões sobre o acesso aos serviços de saúde, os desafios vivenciados e as demandas relacionadas ao acolhimento e à garantia de direitos. Organizado em torno de pautas como acesso, permanência e visibilidade das pessoas trans na universidade, o coletivo desenvolve ações de formação, rodas de conversa e espaços de debate voltados à promoção da inclusão e do respeito à diversidade.

Ao reunir pesquisadoras, profissionais e integrantes do movimento estudantil, a atividade reforça a importância da participação social na construção coletiva do conhecimento, reconhecendo que as experiências e os saberes das pessoas diretamente envolvidas são essenciais para o desenvolvimento de pesquisas comprometidas com a realidade. A aproximação entre universidade, serviços de saúde e movimentos sociais fortalece a produção de conhecimento, a qualificação das políticas públicas e a promoção do direito à saúde da população trans.

 

Texto e fotos: Fabiane Gomes – Bolsista Casa Verônica

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