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Artigo sobre ortopedia é aceito em revista internacional



 

Alterada em 14/03/2013, às 9h.

Em janeiro de 2013, a revista Journal of Bone e Joint Surgery a de maior impacto e maior importância internacional na área de ortopedia e traumatologia, aceitou o artigo An Atypical Equivalent Type II Monteggia Fracture dos então médicos ortopedistas e traumatologistas, Tiango Aguiar Ribeiro (especialista formado no Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Universitário de Santa Maria – SOT-HUSM) e Fabiano Zappe Pinho (médico preceptor do SOT-HUSM) e também dos médicos Douglas Zaione Nascimento, Liliane Bellenzier e Vinícius André Guerra (todos graduados pela UFSM).

O artigo fala sobre um comportamento fora do normal de Fraturas de Monteggia, que se trata de uma fratura da ulna com um deslocamento da cabeça do radio (esse deslocamento é denominado como luxação). A ulna e o radio são ossos do antebraço, parte que fica entre o nosso cotovelo e se estende até o punho.

Em junho de 2011, uma criança de oito anos, que estava brincando, caiu de uma certa altura, machucando a região do cotovelo. Duas horas depois do ocorrido, a criança apresentava muita dor na região do cotovelo, quase não o movendo. Os médicos apontaram uma fratura da ulna e uma fratura da cabeça do radio sem ferimentos do punho, com mecanismo que é similar ao mecanismo que causa uma Fratura de Monteggia. Por isso, o caso está sendo descrito como uma lesão variável e ou equivalente da Fratura de Monteggia. As fraturas são consideradas equivalentes, quando têm o mesmo mecanismo da lesão de Monteggia, ou a mesma similaridade radiográfica, ou mesmo comportamento na hora de necessitar de tratamento.

Na maioria das vezes em que essa lesão acontece, a situação pode evoluir para um quadro mais grave para o indivíduo: ele pode apresentar sequelas, tanto na deformidade do membro, quanto na parte dos nervos que o antebraço possui, trazendo sequelas ao movimento e a sensibilidade do antebraço do paciente. Dependendo do tipo da lesão, ela pode atingir um nervo do cotovelo, o que causa uma sequela temporária ou até definitiva no movimento do membro e na sensibilidade do nervo, ocorrendo uma perda da movimentação do braço do lesionado.

Um ano depois do início do tratamento, em junho de 2012, a criança estava saudável, exercendo as atividades da vida diária sem nenhuma sequela de deformidade ou perda de movimento. O braço ficou perfeito para voltar à ativa.

Desde o começo de sua graduação, o médico e autor do artigo Tiango Aguiar Ribeiro interessou-se pela área de Ortopedia na Medicina. “A gente foi estudar para ver se existia uma classificação para esta lesão atípica, porque sempre quando acontece algo atípico, é bom estudar e tentar aprender mais com aquele caso único, de baixa incidência ou até raro.”

Com a repercussão que o caso recebeu e a atenção dos médicos com o paciente, eles pensaram que o caso poderia ser relatado para posteridade. Para a preparação do artigo, os médicos investigaram se o comportamento atípico já havia ocorrido anteriormente. Na revisão da literatura, eles acharam somente o relato de um caso com uma descrição bastante similar ao que aconteceu com a criança. Com a autorização dos pais da criança para poder ser feita a publicação, os médicos submeteram o artigo à equipe do volume americano do Journal of Bone And Joint Surgery em setembro do ano passado.

O artigo abre uma discussão sobre um diferente comportamento de uma fratura que pode até ser considerada perigosa, devido à proximidade dos ossos com o sistema nervoso periférico, podendo apresentar sequelas, tanto de deformidade, quanto de questões funcionais.

O médico especialista e um dos autores do artigo, Tiango Aguiar, além da publicação do artigo na revista internacional, foi premiado recentemente em novembro de 2012, no 44° Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia como o prêmio de melhor Pesquisa Clínica – Prof. Dr. Bruno Maia pelo trabalho: Estudo de Corte Prospectivo de fraturas do fêmur proximal em idosos de 2007 a 2011. Este trabalho premiado faz parte da dissertação de mestrado (Mestrado em Ciências da Saúde – CCS – UFSM), juntamente com os demais autores: João Alberto Larangeira (co-orientador e idealizador deste estudo), Melissa Orlandin Premaor (orientadora), Odirlei André Monticielo (co-orientador), Michel Luft, Leonardo Waihrich Guterres e Luiz Giulian Brito.

Foto: Leonardo Cortes – Acadêmico de Jornalismo.

Repórter: Leonardo Cortes – Acadêmico de Jornalismo.

Edição: Lucas Durr Missau.

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