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​Coleta Seletiva Solidária completa um mês na UFSM



Equipe responsável pela coleta e representantes de associações de catadores

A Coleta Seletiva Solidária na UFSM completa o
primeiro mês alcançando 36 pontos de coleta – um crescimento de 40% em relação aos 25 pontos iniciais, no
início de junho.

Para a coordenadora da Comissão de Planejamento Ambiental (Complana), Marta Tocchetto, isto é reflexo do trabalho sério e incansável que
está sendo feito por toda a comunidade acadêmica.

“Ainda precisamos crescer e temos
condições, tanto numericamente, com aumento da adesão à Coleta Seletiva
Solidária, quanto no aspecto qualitativo, ou seja, aumentar o encaminhamento à
reciclagem, melhorando a separação. Ainda verificamos mistura de resíduos nos
contêineres. Esta mistura ocorre em todos os níveis, desde alunos, professores,
funcionários, quanto terceirizados. Todos podem melhorar a separação e contribuir
para que mais resíduos recicláveis sejam encaminhados à reciclagem”, ressalta.

Neste primeiro mês, foram encaminhadas
aproximadamente 4,5 toneladas de material reciclável – em sua maioria papelão (70% do total), papéis
e plásticos, nesta ordem.

Atualmente, a coleta seletiva é realizada no
campus sede nas segundas e quartas-feiras, a partir das 13h30min, mas em breve deverá ser acrescido
mais um dia ao roteiro. Confira também o calendário.

Processo em crescimento

Segundo Marta, a adesão à coleta seletiva tem
sido feita no boca a boca, ou seja, integrantes da comissão procuram os setores,
levando a ideia a lideranças que podem influenciar positivamente os colegas
para realizarem a segregação de resíduos. 

“Atualmente, já começou a
ocorrer o inverso, temos sido procurados por alguns setores que têm visto as
postagens ou mesmo perceberam que setores próximos estão separando. Temos claro
que a Coleta Seletiva Solidária é um processo que não tem retorno, ao contrário,
crescerá até tomar conta de toda a UFSM.

A Coleta Seletiva Solidária atende,
primeiramente, a um cumprimento legal advindo do governo federal, que determina que a partir do
Decreto 5940, de 2006, todos os órgãos federais devem implantar as políticas de
coleta inteligente nas instituições de ensino.

Mesmo com atraso na implantação do decreto, a UFSM
passou a se comprometer socialmente e ambientalmente com a causa mundial.

No seu primeiro mês, a coleta já foi
responsável por implantar e realocar os contêineres dentro do campus sede.
Apesar dessas mudanças graduais e significativas, tais distribuições ainda não
se encerraram. 

Para que as mudanças ocorram em níveis cada vez maiores nos
próximos meses, a cooperação entre os professores, alunos e trabalhadores da
UFSM será fundamental. Por isso mesmo, a palavra de ordem no momento é “expandir”.
Com este intuito, a efetividade do projeto se dará também pelos valores
educativos disseminados pelas ações ecológicas e a aceitação da comunidade em
meio a essas políticas.

Os modelos de resíduos coletados são dispostos
em três categorias: recicláveis (com potencial para voltar ao ciclo produtivo),
rejeitos (aquele resíduo cujo único destino é o aterro, não há mais o que
fazer, a não ser descartar) e, por último, os resíduos orgânicos
(biodegradáveis, aqueles que podem ser encaminhados para compostagem).

O processo de envio dos resíduos orgânicos
coletados se dá pelo encaminhamento destes para a compostagem – processo de reciclagem do lixo orgânico
responsável pelo reaproveitamento da matéria orgânica.

Consciência ecológica e cidadã

O trabalho que a UFSM desenvolve no seu campus
sede é apenas o começo do que a Complana pretende para o uso sustentável dos
resíduos na instituição. Até o momento, a coleta seletiva vem dando bons frutos
na instituição, propiciando, por exemplo, a retirada dos copos descartáveis para água no
RU 1, resultando em uma mudança considerável do ponto de vista ambiental e
econômico. Esta medida está relacionada com a adesão do RU à coleta seletiva.

Além disso, a comunidade santa-mariense ainda
carece de locais próprios para a reciclagem do lixo orgânico. A visão do
projeto – que é o recolhimento
do lixo, organização e reaproveitamento do material –, necessita de uma demanda especializada para
a operacionalização do processo de reciclagem. Com isso, o papel do projeto é também
articular com as associações e cooperativas responsáveis pelo reordenamento do
lixo degradado.

Dessa maneira, quatro associações da cidade
estão aptas para exercer a coleta na UFSM. Todas elas com o compromisso social
de expandir a consciência ecológica e também cidadã dos membros acadêmicos da
instituição.

Texto: Luis Fernando Filho, acadêmico de Jornalismo, bolsista
da Agência de Notícias

Foto: Divulgação

Edição: Ricardo Bonfanti

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