O
crescimento obtido pela UFSM nos cursos de mestrado e doutorado nos
últimos anos fez com que a universidade conquistasse, no ranking de
pós-graduação, a 15ª posição em número de cursos no Brasil e a
2ª no estado, atrás apenas da UFRGS. A pós-graduação stricto
sensu apresentou
aumento de mais de 600 alunos e 200 professores nos últimos dois
anos. Hoje, são oferecidos 54 cursos de mestrado e 28 de doutorado.
Determinante para esse avanço foi o programa chamado “qualificação
da Pós-Graduação”, desenvolvido pela Pró-Reitoria de
Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), que consiste no acompanhamento
de alguns cursos de mestrado e doutorado para
que eles subam de conceito.
A
UFSM é avaliada de quatro em quatro anos pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que, além de
fiscalizar e controlar a pós-graduação stricto
sensu no
Brasil, também é responsável pela aprovação final de todas as
propostas que as universidades submetem para avaliação. Com base
nos desempenhos obtidos pelos cursos, a Capes emite um conceito a
cada um deles. A média da universidade é nota 4, mas, de acordo com
o professor José Fernando Schlosser, pró-reitor substituto da
PRPGP, há uma expectativa de que ela alcance o nível de 4,38 na
próxima avaliação, perto do conceito médio brasileiro de 4,13.
Segundo o professor, a Pró-Reitoria já tem algumas estimativas
sobre os cursos com maior potencial de crescimento, baseado em
números e comparações com outros programas e universidades.
Para
que a UFSM alcance uma posição superior no ranking de universidades
brasileiras, é preciso que haja uma evolução constante, não só
no aumento numérico, como também na qualidade de seus cursos. É o
que a PRPGP tem visualizado nos últimos anos. “A gente está vendo
nesse momento, com muito carinho, o que está acontecendo que é a
manifestação dos professores em relação à questão da
apresentação de novos grupos. Nós temos uma quantidade grande de
propostas que foram elaboradas e outras que estão sendo elaboradas
para entrar ainda este ano”, comenta Schlosser. De acordo com o
professor, estão em análise neste momento pelo comitê assessor da
PRPGP programas de doutorado em Medicina, Engenharia Ambiental,
Psicologia e Administração Pública, e mestrados em Medicina,
Turismo, Comunicação e Sociedade, e Administração Pública. Além
disso, há três propostas que poderão ser apresentadas ainda este
ano ao comitê, e algumas outras que já estão em avaliação na
Capes.
Já
na produção intelectual do ano de 2016, o professor destaca: “Em
termos do último ano, há um dado impressionante. No somatório de
toda a universidade, nós relatamos à Capes que os nossos docentes,
junto aos nossos alunos, produziram 12.183 itens”. Esses itens
abrangem artigos publicados em periódicos qualificados, participação
em eventos, publicação de livros, entre outros. Essa produção
contribui para o desenvolvimento de novos projetos, disciplinas e
turmas de ensino.
O
professor também salienta o quanto a universidade cresceu e
adaptou-se às novas necessidades, como o aumento no número de
professores e a expansão do próprio campus da UFSM para outras
cidades, como Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira
do Sul. “Essa perspectiva de crescimento tem que ser olhada sob o
ponto de vista de qualidade. Às vezes é bom ver os números
crescendo, mas nós acreditamos que mais importante do que só
crescer, é também nos posicionarmos nessa situação de qualidade”,
pondera Schlosser.
Novas
possibilidades de internacionalização – Outra
questão de estudo relacionada à pós-graduação é a possibilidade
dos alunos saírem do Brasil e fazerem parte da sua formação no
exterior. É o chamado Programa de Pós-Doutorado Sanduíche no
Exterior (PDSE): o aluno inicia os seus estudos aqui na
universidade, entra em contato, juntamente com seu professor
orientador, com outra universidade no exterior, e lá o estudante
também vai encontrar outro orientador para continuar a pesquisa.
Depois de terminado o seu estudo fora, que pode variar de
quatro a 12 meses, o aluno retorna à UFSM e incorpora todo o
aprendizado no programa em que ele estava.
A
Pró-Reitoria também ampliou os programas para os professores.
Através de um edital, há a possibilidade de um grande número de
docentes estrangeiros virem atuar dentro dos programas de
pós-graduação. Ainda neste primeiro semestre, a UFSM poderá
contar com professores visitantes vindos de diversos países para
trabalhar diretamente nos cursos que tiveram suas propostas
aprovadas.
Texto: Gabrielle Ineu Coradini, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: João Ricardo Gazzaneo