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Oficina de RPG Pedagógico é atração do 1º PETchê, que inicia neste sábado (23)



Foto colorida horizontal mostra páginas do livro abertas, com um desenho de mapa em preto e branco ocupando as duas páginas, e sobre o livro cinco diferentes dados
Livro e dados que serão utilizados para o RPG

No próximo sábado (23) e no domingo (24), a UFSM sedia o 1º Encontro Gaúcho dos Grupos do Programa de Educação Tutorial (PET). O evento, batizado de PETchê, tem como objetivo reunir petianos e petianas discentes, docentes e egressos dos diversos grupos PETs existentes em universidades do Rio Grande do Sul, a fim de construir um espaço de diálogo e organização democrático, além de fortalecer o programa a nível estadual e nacional.

Durante a programação, com o intuito de integrar os grupos e socializar os trabalhos desenvolvidos em cada PET, serão realizadas atividades culturais e artísticas, além de rodas de conversas, palestras, apresentações de trabalhos e oficinas de diferentes temas, ministradas por grupos PET da UFSM.

“Navegantes da História: RPG Pedagógico no Mundo Moderno”

Entre as oficinas oferecidas durante o evento, destaca-se a atividade ministrada pelo PET das Ciências Sociais e Aplicadas (PETCisa), formado pelos cursos de História, Meteorologia e Produção Editorial da Universidade. Intitulada “Navegantes da História: RPG Pedagógico no Mundo Moderno”, a atividade trará a experiência do RPG Pedagógico, no intuito de aguçar a criatividade e a interação entre os participantes.

Criado por estudantes de História estadunidenses ainda na década de 70, o Role Playing Game (RPG) , ou “jogo de interpretação de papéis”, na tradução para o português, ganhou fama em todo o mundo. Hoje, além da versão tradicional, jogada em tabuleiros, o RPG ganhou espaço no mundo virtual, popularizado por meio dos jogos online, nos quais os participantes precisam concluir “missões” de maneira conjunta para avançar na atividade.

De maneira geral, o jogo se apresenta como uma narração histórica interativa, baseada em algumas regras, pelas quais os jogadores poderão desenvolver diferentes roteiros. Para que a atividade aconteça, é necessário um narrador ou mestre, responsável por conduzir a história, além dos jogadores, que darão vida às personagens. Os cenários apresentados durante as partidas variam desde mundos medievais fictícios, com seres mitológicos e fantasiosos, até paisagens inspiradas em eventos reais e históricos.

Na UFSM, o jogo que será apresentado durante o PETchê foi desenvolvido pelos estudantes Giovana da Rosa Carlos e João Alles Cardoso, ambos do do 5º semestre de História. Segundo os alunos, que ministram pela segunda vez uma oficina de RPG, as ideias para construir a narrativa surgiram não só da experiência como jogadores, como também pelas referências adquiridas nas aulas de História Moderna, durante a graduação.

De acordo com Giovana, a principal inspiração para a oficina é o livro “O Chapéu de Vermeer”, de Timothy Brook, uma das leituras indicadas durante as aulas. Serão utilizados como referências alguns capítulos que propõem o cenário transoceânico, base para conectar diferentes sociedades nos séculos XV, XVI e XVII, e que apresentam, a partir de crônicas contadas por padres jesuítas, a história do naufrágio de um grande barco português, ocorrido próximo a Macau, na China.

Foto colorida horizontal mostra a capa do livro e dados que serão utilizados no RPG
“O Chapéu de Vermeer”, de Timothy Brook, traz referência sobre história moderna para o jogo

A partir disso, os estudantes conseguirão explorar diferentes áreas do conhecimento, como História e Geografia, além de interagir com diversas experiências culturais, já que as personagens presentes no livro, e que
serão interpretadas pelos participantes, são portugueses, japoneses, muçulmanos e judeus.

Nesse sentido, João destaca o exercício de alteridade desenvolvido durante a partida. “A gente estará colocando vocês (os jogadores) na mentalidade de um indivíduo dos séculos XVI e XVII. Então vai ser um esforço enriquecedor para quem comparecer”, comenta.

UFSM conta com Grupo de Estudos Autônomo sobre RPG Pedagógico

Ainda de acordo com João, jogador de RPG há mais de 10 anos, a ideia da oficina é apresentar a prática em sua modalidade pedagógica. O oficineiro, que participa do Grupo de Estudos Autônomo sobre RPG Pedagógico (AD20), surgido a partir de experiências vividas no PETCisa e que hoje conta com a participação de cerca de 20 estudantes de diferentes cursos da UFSM, explica que já existem estudos e pesquisas que confirmam a eficácia da utilização dos jogos de RPG nas práticas educativas.

Nesse sentido, João explica que, durante a oficina, os jogadores passarão por um exercício conceitual, através do qual terão de compreender situações de mundo para, depois, iniciar a partida. “A nossa ideia é, no começo da oficina, dar uma boa contextualização sobre História Moderna, sobre como as coisas se desenvolveram, as dinâmicas históricas ocorridas, e aí, depois, partir para o jogo”, explica Giovana.

Além da partida de RPG, outra atividade exercitada durante a oficina será a prática de produção textual. O intuito é incentivar os participantes a desenvolverem a criatividade e construírem as próprias aventuras a partir da imersão. Para isso, João esclarece que os oficineiros ajudarão a estimular o pensamento, sugerindo elementos, magias e situações de
narrativas. “A gente tem muita cultura, muito acervo de livros, séries e desenhos, o importante é ir soltando isso aos poucos”, aconselha o estudante.

A programação do PETchê, que acontecerá no Centro de Tecnologia (CT),  conta ainda com oficinas de voltadas ao estudo da matemática, cuidado com plantas medicinais, criação e gerenciamento de blogs, geração de atas, além de primeiros socorros, dança, autodefesa, e muitos outros. Confira a programação completa no site do evento.

Texto e fotos: Bárbara Marmor, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Edição: Ricardo Bonfanti


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