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UFSM e UFRR promovem ciclo de palestras sobre a cobertura jornalística na fronteira Brasil-Venezuela



Arte com informações do evento sobre foto de refugiados venezuelanos entrando no Brasil com malas A UFSM promove na próxima semana, em conjunto com a Universidade Federal de Roraima (UFRR), um ciclo de palestras intitulado “A cobertura jornalística na fronteira Brasil-Venezuela: relatos do local para o global”. O evento é organizado pelo Programa de Extensão Universitária Rede Terecom, da UFRR, em parceria com o Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidades e Fronteiras, da UFSM.

O circuito de palestras ocorre nos dias 7 e 10 de maio, das 18h às 22h, no Auditório Alexandre Borges, na UFRR, em Boa Vista. O evento será presencial e terá transmissão via Facebook da Rede Terecom, com emissão de certificado. São 165 vagas para participantes na modalidade presencial e 200 vagas na modalidade online.

As palestras serão ministradas por jornalistas radicados em Roraima que atuaram e/ou atuam na cobertura da crise na fronteira Brasil-Venezuela para a mídia nacional e internacional.

A professora Ada Cristina Machado, coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidades e Fronteiras da UFSM, explica que o evento foi organizado tendo em vista a dificuldade que se tem de obter informações concretas e fidedignas sobre os acontecimentos que envolvem a relação do Brasil com a Venezuela. Nesse sentido, o ciclo de palestras tem como objetivo produzir conhecimentos consistentes sobre essa relação fronteiriça, que é muito particular devido aos fluxos imigratórios, vínculos comerciais e tensionamentos políticos.

Para entender um pouco mais da realidade da região, o coordenador do Programa Rede Terecom da UFRR, professor Edileuson Santos Almeida, explica que aquele Estado recebe imigrantes advindos do país vizinho, carentes de emprego, saúde, alimentação adequada e sem formação qualificada. As políticas públicas brasileiras não têm respondido na mesma velocidade que as demandas, e com o agravamento dessa situação, a Venezuela suspendeu o contrato de fornecimento de energia que abastecia Roraima há mais de 20 anos.

Ambos os professores responsáveis pela organização do evento acreditam que a abordagem mais explorada pela mídia de referência diz respeito ao tensionamento que existe entre o governo brasileiro e o venezuelano. Segundo eles, essa postura resulta em uma cobertura parcial, que mostra essa região como sendo um lugar de tensão e eminentes distúrbios.

“Nós não conhecemos, de fato, a região Norte do nosso país, devido à contingência da estrutura de mídia que nós temos, que realiza a mediação das informações com base nos seus interesses econômicos específicos que provêm das capitais situadas na costa litorânea”, enfatiza a professora Ada.

Almeida salienta que a fronteira Brasil-Venezuela se revela mais uma vez como espaço de disputa de narrativas, mas pela primeira vez conta com a participação da cobertura feita pela ótica da mídia local, ou pelo menos de seus profissionais, que conhecem a realidade, como protagonistas na produção de notícias.

“Em algumas situações a cobertura apenas alimentou as tensões, o que culminou inclusive com ataques xenófobos aos venezuelanos que vivem em cidades do Estado de Roraima, mas também teve casos em que a cobertura resultou em ações positivas a favor dos imigrantes”, afirma.

Ele esclarece que o ciclo de palestras também tem a intenção de entender como essa mídia local se apropriou da temática e que tipo de narrativas são apresentadas sobre o conflito.

Inscrições para o evento podem ser feitas pelo link.

Programação:

Dia 7 de maio
– Jornalista Cyneida Correia – repórter do Grupo Folha e correspondente do Jornal Estadão e Wall Street Journal;
– Fotojornalista Priscilla Torres – Grupo Folha e correspondente de agências de notícias;
– Jornalista Gleide Rodrigues – documentarista;
– Jornalista Érica Figueiredo – repórter da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo;
– Publicitário Wagner Pessoa – ex-repórter-cinematográfico da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo.

Dia 10 de maio
– Jornalista Bruno Perez – repórter da Band Roraima e correspondente da TV Band nacional;
– Jornalista Josué Ferreira – repórter do Jornal Roraima em Tempo e correspondente da BBC Brasil;
– Acadêmico de Jornalismo Robson Moreira – repórter da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo;
– Acadêmico de Jornalismo Alan Chaves – ex-repórter do G1/RR e correspondente do G1 nacional;
– Repórter-cinematográfico Roque Neto – Rede Amazônica e correspondente da TV Globo.

Texto: Bruna Meinen Feil, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Edição: Ricardo Bonfanti


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