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Incubadora Social da UFSM levou comunidades quilombolas para a 26ª Feicoop



Foto colorida horizontal mostra o lonão da UFSM visto de fora
Lonão José Mariano da Rocha na 26ª Feicoop

A UFSM contou com um espaço exclusivo na 26ª Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), onde foram apresentadas diversas ações da Instituição. Um dos destaques foi a Incubadora Social, que levou para a feira representantes de comunidades quilombolas da região Centro Serra do Rio Grande do Sul.

No Lonão 3 – José Mariano da Rocha estiveram instalados estandes da Associação Quilombola Linha Fão, de Arroio do Tigre, e da Associação Remanescentes de Quilombolas Júlio Borges, de Salto do Jacuí. Além de possibilitar a comercialização de produtos oriundos dessas comunidades, a UFSM também promoveu uma discussão frente aos desafios enfrentados pelos quilombolas.

Entre os expositores esteve Romilda de Fátima Miranda da Silva, da comunidade Júlio Borges. Ela levou para a feira diversos itens que produz em sua propriedade, como bergamota, laranja de suco, laranja de umbigo, limãozinho, feijão, mandioca, carqueja para chá, amendoim, bolinho de farinha de milho salgado, bolinho de milho doce, rapadura de amendoim e pé-de-moleque de amendoim com melado.

Para oferecer tudo isso aos visitantes, ela relatou que ficou duas noites sem dormir, mas que valeu a pena o sacrifício. “Nesta feira é sempre importante participar porque trocamos experiências e aprendemos coisas novas”, relatou Romilda.

O objetivo da Incubadora Social da UFSM é articular a execução de projetos concebidos a partir de demandas locais e regionais na perspectiva da sustentabilidade socioambiental. O trabalho visa à geração de trabalho e renda para coletivos em situação de vulnerabilidade social e em processo de organização solidária.

As comunidades são atendidas pelo Núcleo de Extensão em Desenvolvimento Territorial (Nedet), programa de extensão coordenado pelo professor José Marcos Froehlich, do Departamento e Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da UFSM, submetido em nome do Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar (Nesaf) da UFSM.

“Trabalhamos com a incubação destes projetos desde 2017. O maior desafio é que estamos em Santa Maria e eles na região Centro Serra, em comunidades localizadas no interior de Salto do Jacuí e Arroio do Tigre, com difícil acesso”, comenta Froehlich.

Na tarde de sábado (13), no espaço da UFSM, ocorreu um debate sobre a agenda étnico-racial no Brasil e os desafios na conjuntura atual. O encontro foi acompanhado pelo coordenador estadual da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Roberto Potacio Rosa, que elogiou o trabalho desenvolvido pela UFSM junto às comunidades quilombolas.

“A academia é uma instituição de suma importância, pois proporciona uma visão de mundo indispensável. Somente o olhar técnico da academia pode apontar caminhos necessários para resgatar cidadania e formação de indivíduos”, comenta Potacio.

Texto e foto: Maiquel Rosauro, assessor de imprensa da 26ª Feicoop


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