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Membro da Academia Brasileira de Letras abre o primeiro dia da Festa Literária de Santa Maria



Foto colorida horizontal mostra em primeiro plano os três professores no palco do evento, com iluminação reduzida em tons amarelos, um deles fala ao microfone
Flism é organizada pelos professores da UFSM Raquel Trentin, Gérson Werlang e Enéias Tavares

Apesar da forte chuva, dezenas de pessoas lotaram, no final da tarde desta quarta-feira (11), o auditório da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (Cesma), no centro da cidade, para prestigiar a abertura da segunda edição da Festa Literária de Santa Maria (Flism).

A primeira atividade do evento foi um painel especial com o escritor membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) Ignácio de Loyola Brandão, mediado pela professora do curso de Letras da UFSM Raquel Trentin.

“O principal objetivo é levar a discussão da literatura para o centro da cidade, oferecendo um espaço com o formato menos acadêmico, mais festivo e de celebração das diferentes literaturas”, afirmou Raquel, uma das organizadoras e idealizadoras da Flism, juntamente com os professores Enéias Tavares e Gérson Werlang, com colaboração de outros docentes da UFSM.

Foto colorida horizontal mostra em plano fechado, sentados em poltronas, o autor convidado falando ao microfone e ao lado uma mulher ruiva olhando para ele
Ignácio de Loyola Brandão foi o convidado para o painel de abertura do evento

Com mais de 40 livros publicados em diversos idiomas e ganhador de alguns reconhecimentos, como o Prêmio Jabuti de Literatura de 2008 e o Prêmio Machado de Assis de 2016, Ignácio de Loyola Brandão foi a personalidade escolhida para dar início às festividades da segunda edição da Flism.

Com passagem pelo jornalismo e escritor de crônicas, contos e romances, Loyola dividiu com o público o seu bom-humor ao relatar suas experiências literárias e curiosas histórias de vida, como a de uma paixão por uma mulher natural de Santa Maria na sua juventude.

Durante o painel, Loyola contou como escreveu um de seus maiores sucessos, o romance “Zero”, publicado em 1974, e também sobre a distopia “Não verás país nenhum”, de 1981. O primeiro teve sua primeira edição censurada e marcou uma certa mudança na literatura da época. Já o segundo aborda questões evidentes na atualidade, como a miséria e os problemas ambientais, mesmo décadas depois de escrito.

Ao mencionar a extinção de eventos literários importantes, como a Jornada Literária de Passo fundo, o autor foi aplaudido de pé pelos presentes ao evidenciar a Flism como um ponto de resistência no momento político atual. “Esta festa é um momento muito especial, pois contribui para desenvolver ou formar leitores”, ressaltou Loyola.

Ao final, o público pôde fazer perguntas e participar do lançamento de “Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela”, 45º livro escrito pelo autor.

A convidada desta quinta (12) é a autora da obra “A Casa das 7 Mulheres”, Leticia Wierzchowski. A programação segue até sexta-feira (13), com debates abertos, painéis especiais, lançamentos de livros e sessões de autógrafos no auditório da Cesma.

Programação completa e mais informações sobre o evento na página no Facebook.

Texto: Pablo Iglesias, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Thiago Rampelotti/Divulgação 

Edição: Ricardo Bonfanti


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