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Projeto do NEPRADE-UFSM e UFPR avalia restauração ecológica e serviços ecossistêmicos no Corredor Ecológico da Quarta Colônia

Iniciativa apoiada pela FAPERGS e Fundação Araucária busca fortalecer a resiliência climática da região central do Estado após as enchentes de 2024



O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da Universidade Federal de Santa Maria (NEPRADE-UFSM) foi contemplado na Chamada Resiliência Climática Rio Grande do Sul – Teia de Soluções com um projeto voltado à restauração ecológica e produtiva no Corredor Ecológico da Quarta Colônia (CEQC), uma das regiões mais impactadas pelas enchentes de 2024.

Intitulada “Restauração Ecológica para a Resiliência Climática”, a iniciativa é desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e da Fundação Araucária. O projeto teve início em fevereiro de 2026 e seguirá até agosto de 2027, com investimento total de R$ 480 mil, sendo R$ 320 mil provenientes da FAPERGS e R$ 160 mil da Fundação Araucária.

A proposta busca avaliar o potencial da restauração ecológica e do retorno de serviços ecossistêmicos na reconstrução da resiliência climática da região central do Rio Grande do Sul, a partir de soluções baseadas na natureza adaptadas à realidade do pós-enchente.

Entre as ações previstas estão a avaliação do potencial de regeneração natural em áreas de matas ciliares e encostas atingidas pelas enchentes, além da análise da restauração produtiva em agroflorestas já implementadas pelo grupo de pesquisa na região. O estudo considera variáveis como composição, estrutura e diversidade funcional da vegetação em regeneração, bem como a capacidade produtiva das agroflorestas, integrando produção de alimentos, geração de renda e conservação ambiental.

Também serão analisados serviços ecossistêmicos associados às áreas em recuperação, como qualidade do solo, recarga hídrica, sequestro de carbono e fluxos de gases de efeito estufa. A partir desses dados, será elaborado um plano de recuperação para o CEQC, incluindo mapas de áreas prioritárias para regeneração natural assistida e restauração ativa, protocolos de manejo e orientações que possam ser replicadas em outras regiões do Rio Grande do Sul.

Corredor Ecológico da Quarta Colônia

O Corredor Ecológico da Quarta Colônia abrange uma área de 124.947 hectares em sua zona núcleo e compreende 11 municípios: Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Itaara, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca, Santa Maria, São João do Polêsine e Silveira Martins. O território conecta 11 remanescentes florestais, uma Terra Indígena e uma rede de sete Unidades de Conservação.

Atualmente, a atuação do projeto está concentrada principalmente nos municípios de Agudo, Santa Maria, Silveira Martins e Paraíso do Sul, onde são monitoradas áreas de agrofloresta. Nos próximos meses, também terão início os monitoramentos em encostas e matas ciliares atingidas pelas enchentes de 2024 e que se encontram em processo de regeneração natural.

Com informações e fotos do Neprade

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