O
Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (Larp), pertencente ao Departamento
de Química da UFSM, possui diversos projetos desenvolvidos em seu interior,
sendo um deles sobre os poluentes orgânicos persistentes que se encontram no
leite materno e na água. Esse é um projeto de 2012, em uma parceria com o
Ministério do Meio Ambiente e foi desenvolvido pelas estudantes Giovana
Ferronato e Mariela Vieira.
Os
poluentes orgânicos persistentes analisados no projeto são os agrotóxicos que
já foram banidos de uso há muito tempo, mas que ainda permanecem na natureza
devido a sua persistência. Tais compostos têm grande importância, pelo seu
efeito tóxico em seres humanos. “Esses poluentes tem grande afinidade com a
gordura. Se em algum momento a pessoa teve contato com esses compostos e eles
por acaso se bioacumularam no organismo, eles ficaram nesses tecidos
gordurosos”, explica Giovana. Então, como retirar gordura de qualquer outra
parte do corpo seria muito evasivo, se optou por analisar o leite materno no
projeto. Para tal, foi utilizado o leite da primeira amamentação, porque é
nesse momento que o corpo elimina tais compostos.
Segundo
Mariela, “o objetivo principal do projeto foi avaliar se aqui na região havia
contaminação desses compostos nas mães que doaram o leite”. Mas a ideia
principal era desenvolver o método para essas análises, o que até então não
existia, e não tanto o monitoramento desses casos. O projeto também foca na
presença desses poluentes em amostras de água. Para análise das amostras é
utilizado o método de análise química, ou seja, como serão analisadas as amostras, como
será feita a abertura de amostras, a extração dos compostos dessa matriz para
analise nos equipamentos.
As
mães que passaram pelo projeto deveriam responder um questionário, que consistia
em saber o que elas consumiam, local onde residiam, idade, número de filhos,
entre outras perguntas que pudessem ser correlacionadas com os resultados. Para
que o projeto acontecesse foi feito um termo de confidencialidade com a
Universidade e também passou pelo comitê de ética, porque a amostra de leite é
considerada amostra biológica.
O
projeto envolvendo o leite já está praticamente concluído e as amostras de água
ainda precisam ser analisadas. O Laboratório de Análises de Resíduos de
Pesticidas é coordenado pelos professores Renato Zanella, Martha Adaime e Osmar
Prestes.