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Mutirão no HUSM amplia atendimentos e reforça cuidado com a saúde da mulher

Realizado no último sábado (21), a ação da Rede Ebserh contabilizou cerca de 400 atendimentos em Santa Maria, com foco em exames, cirurgias e acesso a método contraceptivo pelo SUS



Foto colorida na horizontal com uma placa sinalizadora escrito ‘sala de espera’ localizada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM)
Em Santa Maria foram realizados 408 atendimentos

O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) realizou, no último sábado (21), o Dia E da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). A quarta edição do mutirão nacional de atendimentos ocorreu de forma simultânea em 45 hospitais universitários federais em todo o país, e contabilizou cerca de 45 mil procedimentos, entre cirurgias, consultas e exames especializados. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), foram ofertados aproximadamente 36,5 mil exames e terapias, 7,3 mil consultas especializadas e 1,2 mil cirurgias eletivas realizadas em pacientes que aguardavam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Santa Maria, aconteceram 408 atendimentos ao longo do dia, contemplando diversas especialidades médicas. Neste ano, parte significativa da programação teve foco na saúde da mulher, com ações voltadas à ginecologia, mastologia, planejamento reprodutivo e aleitamento materno. Entre os atendimentos, 30 cirurgias foram realizadas, com destaque para as ginecológicas e de mama. Na área de diagnóstico, o mutirão também contou com mais de 170 exames especializados e terapias, como mamografias e ultrassonografias, ampliando o acesso a serviços essenciais e fortalecendo o cuidado com a saúde das mulheres.

Pacientes são atendidos no mutirão 

Cidadãos de diferentes faixas etárias participaram do mutirão em busca de atendimentos aguardados há meses. A paciente Francisca Martins Vieira, de 72 anos, natural de Santa Maria, conseguiu antecipar uma ultrassonografia que estava inicialmente prevista para maio. “Eu fiquei contente porque vou ter uma consulta e não ia conseguir fazer o exame antes. Agora vou realizar a tempo”, afirma. Para ela, iniciativas como essa fazem diferença no acesso à saúde pública. “Eu gostei porque estão antecipando para quem está mais necessitado. Então, eu achei uma boa ação e precisa continuar assim para ficar cada vez melhor”, destaca. 

Foto colorida na horizontal onde mostra a paciente Marisa Schwertner esperando para ser atendida na sala de espera do HUSM
Paciente Marisa Schwertner na sala de espera do HUSM

Além da antecipação de exames, o mutirão também possibilitou o acesso mais rápido a procedimentos cirúrgicos. A paciente Marisa Schwertner, de 70 anos, relata que convivia com artrite reumatoide nos dois punhos, doença inflamatória crônica em que o sistema imunológico ataca o tecido que reveste a articulação. Essa condição vinha causando dores intensas e limitações no dia a dia. Encaminhada para a realização do procedimento, ela aguardava o atendimento para dar continuidade ao tratamento. “Eu tenho muita dor, não consigo dormir de noite e tomo muito medicamento. Isso acaba prejudicando outras coisas também”, conta. Segundo ela, o encaminhamento para a cirurgia ocorreu de forma ágil. “Dessa vez foi muito rápido. Eu fui ao posto de saúde e 20 dias depois já me chamaram aqui”, afirma. Para Marisa, a realização do procedimento representa alívio e melhora na qualidade de vida. “É maravilhoso poder fazer uma coisa dessas, porque é uma cirurgia que sai caro. E pelo HUSM, pra mim, é tudo”, destaca.

O mutirão também possibilitou o acesso de 25 unidades do método contraceptivo ‘Implanon’. Disponibilizado pelo SUS, o dispositivo permite ampliar o acesso das pacientes a alternativas de planejamento reprodutivo. A jovem Jaqueline, de 21 anos, moradora de São Francisco de Assis, foi até o hospital para a colocação do método. “É algo bom, porque é um método seguro, principalmente para quem já tem filhos. Então, é bom conseguir pelo SUS”, destaca. Conhecido como “chip anticoncepcional”, o Implanon consiste em uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço. O dispositivo libera continuamente o hormônio etonogestrel, prevenindo a gravidez por até três anos com alta eficácia. Além disso, é um método reversível e não contém estrogênio.

Profissionais destacam a importância do planejamento reprodutivo

Foto colorida na vertical exibindo Izabel Cristina Hoffman, a esquerda, e Camila Jacques, a direita. As duas estão localizadas no setor de ginecologia do HUSM para realizar a aplicação do Implanon nas pacientes.
A enfermeira Izabel Cristina Hoffman, junto a ginecologista Camila Jacques, no setor de ginecologia do HUSM

A oferta de métodos contraceptivos de longa duração durante o mutirão também mobilizou profissionais da área da ginecologia e enfermagem, responsáveis pela inserção dos implantes e organização dos atendimentos. A ginecologista Camila Jacques e a enfermeira Izabel Cristina Hoffman atuaram auxiliando os residentes na ação.

Segundo Camila, a iniciativa amplia o acesso das mulheres a diferentes opções de contracepção. “Eu acho que é preciso ter a opção de escolha. Então, quanto mais métodos disponíveis, melhor vai ser a escolha dessas pacientes. Por optar pelo que é melhor para elas no planejamento familiar e não ficarem restritas a algumas opções, pois quanto mais opções a gente tem, em termos de SUS, melhor para essa mulher”, afirma.

Izabel também destaca o impacto da ação na autonomia feminina. “Conseguir fazer o planejamento reprodutivo é uma forma de empoderamento feminino também, pois a mulher pode decidir gestar ou não”, ressalta.

Além de ampliar o acesso, o Implanon surge como uma alternativa importante para mulheres que não se adaptam a outros métodos contraceptivos. “Muitas vezes a paciente não atende aos critérios de outros métodos já são disponíveis. O Implanon, que é um método de longa duração, serve para as pacientes que não querem ter filhos agora, estando protegidas por mais tempo”, explica Camila. A médica também destaca que o método pode ser indicado em casos específicos. “Às vezes elas têm contraindicação ao uso do DIU ou outros contraceptivos, e daí entra um método também de longa duração com o uso de progesterona, que traz inúmeras vantagens”, completa. Por ser livre de estrogênio, reduz riscos cardiovasculares, como trombose, além de evitar efeitos colaterais associados a contraceptivos combinados, como melasma e diminuição da libido.

Futuras edições do mutirão

Segundo o chefe do setor de contratualização e regulação do HUSM, Helder Ferreira de Souza, o “Dia E” permite ampliar o funcionamento do hospital para além da rotina habitual, possibilitando o atendimento de pacientes de Santa Maria e região que, em um dia comum, não estariam sendo contemplados. “Hoje seria um dia que o hospital não estaria funcionando plenamente. Então é um dia que ampliamos o funcionamento desses serviços, tanto na parte de consultas, exames e cirurgias.”, explica.

De acordo com Souza, a ação também contribui para agilizar o andamento das listas de espera, ao antecipar atendimentos que ocorreriam apenas nas semanas seguintes. “Com a abertura desses horários, conseguimos adiantar atendimentos e também beneficiar outros pacientes que serão chamados na sequência”, destaca.

A iniciativa deve ter continuidade ao longo do ano, com a previsão de pelo menos mais duas edições do “Dia E”, programadas para os meses de maio e novembro.

Mais informações sobre essa edição do mutirão e as próximas ações podem ser acompanhadas pelos canais oficiais do hospital, como o Instagram (@husmufsm) e o site institucional do HUSM.

 

Texto: Giovanna Felkl, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Gabriele Mendes, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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