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“Saudade é o amor que fica”: homenagem às vítimas do acidente com estudantes do Colégio Politécnico aconteceu nesta quarta feira (1°)

Momento de memória e respeito contou com cerimônia inter-religiosa, fala de gestores e inauguração de memorial



Cerimônia inter-religiosa marcou momento de reflexão

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio do Colégio Politécnico, e a Associação das Vítimas do Acidente em Imigrante-RS (Avapi), realizaram, nesta quarta-feira (1º), uma cerimônia em homenagem às vítimas do acidente envolvendo estudantes do Curso Técnico em Paisagismo do Colégio Politécnico. A atividade ocorreu no auditório da unidade e marcou um ano da tragédia, ocorrida em 4 de abril de 2025, durante uma visita técnica ao cactário Horst, no município de Imigrante (RS), que resultou em sete mortes.

A cerimônia iniciou com um momento de reflexão e espiritualidade, reunindo representantes de diferentes religiões. Participaram Rosane Garcia da Silva, da Igreja Fraternidade Espírita Ramatiz e do Centro de Umbanda Ogum Beira Mar e Oxum; Pastora Thais de Almeida dos Santos Sena, representando a Igreja Metodista de Itararé; Pastor Fabrício Tavares do Amaral, representando a Igreja do Evangelho Quadrangular; e Padre Júnior Lago, representando a Igreja Católica, da Catedral Arquidiocese de Santa Maria.

Durante sua fala, o pastor Fabrício Tavares do Amaral, destacou a importância da memória coletiva. “É importante que agora possamos viver a vida através da memória daqueles que nos deixaram. O ontem é uma saudade, e o amanhã é um mistério. A saudade é o amor que fica”, afirmou.

A presidente da Avapi, Cristina Zanini Santana, também fez uma fala durante a homenagem. Em seu pronunciamento, ela relembrou o entusiasmo e a dedicação dos estudantes. “Não foi apenas um ônibus destruído, mas sonhos interrompidos, histórias silenciadas e sete vidas que jamais serão esquecidas”, disse.

Representando o Colégio Politécnico, o vice-diretor Moacir Bolzan também prestou homenagem às vítimas. A reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou o compromisso institucional com a memória e o acolhimento. “Temos a missão de manter esse legado vivo. Que a UFSM seja, por meio desse memorial, um lugar de escuta ativa e de compromisso permanente com a dignidade da nossa história”, afirmou.

Memorial preserva lembrança das vítimas

Flores simbolizam vítimas do acidente

A cerimônia foi encerrada com a inauguração de um memorial construído atrás do auditório do Colégio Politécnico. O espaço é composto por sete vasos com flores e folhagens, simbolizando cada uma das vidas perdidas no acidente.

São elas: Dilvani Hoch, Elizeth Fauth Vargas, Fátima E. R. Copatti, Flavia Marcuzzo Dotto, Janaina Finkler, Marisete Maurer e Paulo Victor Estefanói Antunes.

O memorial se constitui como um espaço de memória, cuidado e permanência, criado para honrar e manter vivas as histórias, os sonhos e os caminhos dessas vidas que seguem presentes na lembrança da comunidade universitária.

Texto: Ellen Schwade, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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