GRUPO DE ESTUDOS EM JORNALISMO (EJOR)
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ejor@ufsm.br (55)32206151 Prédio:67 Sala:1110Projetos
Pesquisa
World of Journalism Study visa estudar os níveis de risco e incerteza que os jornalistas enfrentam em todo o mundo. Ao fazê-lo, o estudo se propõe a entender melhor as maneiras pelas quais o jornalismo lida e se adapta ao risco e à incerteza em diferentes contextos políticos, socioeconômicos e culturais, e como o jornalismo se desenvolveu ao longo do tempo. Em consonância com nosso quadro teórico geral, avaliamos essas percepções nas seguintes áreas-chave críticas para o exercício do jornalismo: autonomia editorial, influências no jornalismo, papéis jornalísticos, epistemologias jornalísticas, ética profissional, segurança e resiliência dos jornalistas, bem como as condições de trabalho. Em um sentido mais amplo, o principal objetivo do projeto é ajudar pesquisadores, profissionais e formuladores de políticas de jornalismo a entender melhor as mudanças que estão ocorrendo nas orientações profissionais dos jornalistas, as estruturas de oportunidades em que trabalham, bem como o(s) papel(es) do jornalismo em um mundo em mudança.
Para conhecer mais sobre o projeto, acesse http://ufsm.br/wjs3

O objetivo desse projeto é compreender as dinâmicas de construção dos mundos sociais locais. Busca, dessa forma, substituir a mídia pelo território como dispositivo de construção dos públicos, considerando o papel da dimensão territorial como um espaço de pertencimento e de construção identitária nos quais os indivíduos vão desenvolver suas práticas informacionais, para além do simples consumo do conteúdo midiático. Como as pessoas se informam? Como as informações circulam? Qual o papel da mídia na construção das práticas de consumo da informação? Como essa informação é mobilizada no cotidiano das conversas entre indivíduos situados em territórios precisos? Quais são as sociabilidades que se organizam ao redor dessa informação? E como as pessoas percebem as ferramentas de circulação da informação, os roteiros propostos pelos algoritmos das redes sociais? Quais são as práticas de resistência e contorno a esses formatos desenvolvidas? Como essas práticas se inserem nas carreiras dos indivíduos que participam desses mundos sociais da informação local? Para discutir e responder a essas perguntas, este projeto propõe uma abordagem qualitativa, etnográfica e comparativa sobre a recepção, os usos e as práticas culturais dos públicos consumidores da informação em cinco territórios distintos: a cidade satélite do Guará (Distrito Federal), a comunidade da Rocinha (Rio de Janeiro) e a região da Quarta Colônia (Rio Grande do Sul), no Brasil; a cidade de Bégard, na Bretanha (França) e o bairro de Montcalm, na cidade de Québec (Canadá). A escolha metodológica consiste, portanto, em partir do território vivenciado pelos habitantes e dos espaços de realização de atividades coletivas e associativas.
O projeto se propõe a analisar como cientistas ligados à Meteorologia, Climatologia, Antropologia e Sociologia e áreas afins avaliam a cobertura jornalística das mudanças climáticas, dos eventos extremos e dos desastres relacionados a elas. Partimos da noção de ampliação da ideia de comunidade interpretativa dos jornalistas e consideramos que as fontes científicas são fundamentais nesta rede de interações que amplia o conhecimento sobre o tema e a prática jornalística nestas coberturas. O objetivo geral é analisar como os cientistas avaliam os limites e potências da cobertura jornalística das mudanças climáticas com ênfase nos eventos extremos e dos desastres ligados a elas, tendo em vista sua intangibilidade e também suas possíveis conexões com os eventos meteorológicos extremos e desastres. Entre os objetivos específicos, estão: a) Compreender que questões os cientistas apontam como fundamentais na cobertura das mudanças climáticas; b) Pesquisar como consideram que a simetria de fontes e as controvérsias científicas tem sido tratadas pelo jornalismo; c) Consultar os entrevistados acerca de como o jornalismo aborda o eixo explicativo das questões climáticas e dos desastres; d) Avaliar junto aos cientistas como são abordadas as vulnerabilidades socioambientais que viabilizam os desastres e e) Examinar com os entrevistados questões sobre a cobertura dos eventos extremos em seu eixo temporal. Partimos da constatação da crise climática e dos crescentes eventos meteorológicos extremos e desastres decorrentes deles, refletimos sobre a produção de subjetividades no desafio das mudanças climáticas e sobre o imaginário brasileiro sobre o tema, abordamos a comunidade interpretativa no jornalismo e suas práticas profissionais para ao final debater sobre a relação do jornalismo com os cientistas, as incertezas e as controvérsias. Metodologicamente, realizaremos entrevistas semiestruturadas com especialistas sobre estes temas a partir dos seguintes eixos: Intangibilidade da crise climática x Possibilidades de conexão com eventos extremos e desastres específicos; Temporalidade do acontecimento x Ciclo de atenção midiático ao acontecimento; Soluções gerenciais x Soluções estruturais; Causas x Impactos x Soluções e, ainda, Certezas x Incertezas científicas.