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			<description>Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise</description>
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				<title>2 anos da maior catástrofe climática do Estado do Rio Grande do Sul: aprendizados e contribuições para o debate e para a ação</title>
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				<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:24:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[Maio remete ao período da maior catástrofe climática registrada no Rio Grande do Sul, em 2024. A reflexão sobre a memória desses acontecimentos é fundamental para transformar a experiência vivida em aprendizados — tanto pessoais quanto técnicos — de modo a evitar que situações semelhantes se repitam. Nesse sentido, olhar para o ocorrido também permite [&hellip;]]]></description>
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[caption id="attachment_615" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-615" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Sao-Sebastiao-do-Cai-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778503833595.jpg" alt="" width="600" height="400" /> São Sebastião do Caí (RS). Duda Fortes / ZH 2024.[/caption]
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<p><strong>Maio remete ao período da maior catástrofe climática registrada no Rio Grande do Sul, em 2024. </strong></p>
<p>A reflexão sobre a memória desses acontecimentos é fundamental para transformar a experiência vivida em aprendizados — tanto pessoais quanto técnicos — de modo a evitar que situações semelhantes se repitam. Nesse sentido, olhar para o ocorrido também permite identificar legados de gestão, contribuindo para o aperfeiçoamento e o fortalecimento de práticas mais eficazes de enfrentamento. Embora os eventos climáticos extremos não possam ser controlados, é possível mitigar seus impactos e construir resiliência por meio de processos estruturados de prevenção, preparação, prontidão e capacidade de resposta diante de crises graves, como a que ocorreu no estado. Nesse contexto, a comunicação assume papel estratégico e indispensável.</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #0000ff"><strong>O protagonismo da comunicação desde a prevenção</strong></span></h3>
<p> </p>
<p>Comunicar em uma sociedade marcada por riscos exige mais do que simplesmente informar, alertar ou avisar. Não se trata apenas do uso de tecnologias digitais de monitoramento de alertas e da transmissão de informações. O processo comunicacional nesse contexto também se estabelece a partir de fontes institucionais confiáveis, tanto do governo quanto da mídia, de comunicação pública que vai além de campanhas de informação, assim como de cobertura midiática responsável, que contribui na educação para riscos de desastres e agenda o debate sobre os riscos e as consequências da crise climática. Sem esse esforço coletivo, abre-se espaço para medo, dúvidas, desconfiança e desinformação. Para isso, a comunicação precisa ser contínua, não restrita ao momento da crise, levando em conta fontes oficiais e legitimadas de referência. Dessa forma, gera segurança e constrói confiança ao longo do tempo junto à população.</p>
<p>Tendo em vista o cenário de incertezas, o papel estratégico da comunicação ganha destaque, impondo ainda mais responsabilidade aos profissionais da área. Comunicar em contextos de crises e desastres pressupõe ainda mais planejamento, coordenação/cooperação e conhecimento sobre os interlocutores envolvidos. Situações críticas também impõem agilidade, proximidade e assertividade no que se refere à comunicação, garantindo que as mensagens cheguem e sejam compreensíveis pelas pessoas. De pouco adianta infraestrutura digital (site, redes sociais, SMS e aplicativos) sofisticada se ela não for capaz de possibilitar a ação em caso de crise indicando rotas de fuga, orientações de locais seguros como abrigos previamente preparados, além de como chegar até lá e o que levar.</p>
<p>Só que para isso é preciso, antes, escuta e envolvimento da população. A comunicação deve ser construída com a participação das comunidades em situação de risco, através de pesquisas e em diálogo com elas, reconhecendo suas vivências e necessidades específicas. A comunicação necessita chegar antes, na prevenção e na preparação, pois apenas no momento crítico não é suficiente. Provavelmente este tenha sido um dos principais aprendizados trazidos pelos acontecimentos de maio de 2024 no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Por reconhecer a centralidade da comunicação também nestes momentos críticos, o OBCC vem, desde então, participando ativamente e fomentando discussões em torno do tema, seja em eventos seja a partir dos conteúdos disponibilizados no portal do Observatório. A seguir, destacamos algumas das entrevistas com especialistas, orientações para a sociedade, artigos e notícias publicadas no portal, que se somam a publicações e iniciativas desenvolvidas por diferentes instituições no âmbito da comunicação e de outras áreas, compondo um conjunto colaborativo de produções.</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #0000ff"><strong>Contribuições do OBCC para o debate e para a ação</strong></span></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Entrevistas com especialistas</strong></p>
<p>Considerando que a gestão de riscos, de crises e de desastres se trata de um esforço inter e multidisciplinar, no período subsequente aos eventos climáticos ocorridos no Rio Grande do Sul, o OBCC realizou seis entrevistas com especialistas brasileiros de diferentes áreas de conhecimento para debater sobre o tema. Acesse e leia as contribuições dos convidados:</p>
<p>Entrevista 1 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/sabrina-ribas-defesa-civil-rs"><strong> Ten. Sabrina Ribas</strong></a>, Coordenadora de Comunicação Social da Casa Militar- Subchefia de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul. </p>
<p>Entrevista 2 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/maicon-bock-secom-rs"><strong> Maicon Bock</strong></a>, Ex-secretário-adjunto de Comunicação do Governo do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Entrevista 3 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/paulo-roberto-de-abreu-bruno-fiocruz"><strong> Dr. Paulo Roberto de Abreu Bruno</strong></a>, Tecnologista em Saúde Pública na Fiocruz.</p>
<p>Entrevista 4 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/abner-de-freitas-hopeful"><strong> Abner de Freitas</strong></a>, Fundador da Hopeful - startup para Educação em desastres.</p>
<p>Entrevista 5 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/odir-dellagostin-fapergs"><strong> Dr. Odir Dellagostin</strong></a>, Diretor-Presidente da Fapergs.</p>
<p>Entrevista 6 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/paulo-marchiori-buss"><strong> Dr. Paulo Marchiori Buss</strong></a>, Professor Emérito da Fiocruz e membro titular da Academia Nacional de Medicina.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_616" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-616" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Bairro-Mathias-Velho-em-Canoas-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778507604790.jpg" alt="" width="600" height="400" /> Bairro Mathias Velho em Porto Alegre (RS). Duda Fortes / ZH 2024[/caption]
<p><strong>Orientações para a sociedade </strong></p>
<p><strong>                                                              </strong></p>
<p>Com a finalidade de indicar caminhos para auxiliar na gestão de desastres, elencamos sugestões voltadas à população, às organizações públicas e privadas, governos e aos veículos de comunicação para ação em casos de tempestades, incêndios florestais, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes. Elas partem de uma abordagem comunicacional e também levam em conta perspectivas interdisciplinares para tomada de atitudes e decisões.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/17/orientacoes-para-a-sociedade-no-contexto-de-eventos-climaticos-extremos-atualizacao"><strong>Orientações para a sociedade no contexto de eventos climáticos extremos</strong></a></p>
<p> </p>
<p><strong>Artigos publicados no portal</strong></p>
<p>Com o intuito de reunir múltiplas vozes, o OBCC se consolidou como um espaço aberto para a colaboração de especialistas, professores e pesquisadores de diversas áreas. Nesse ambiente, experiências, reflexões e boas práticas de gestão ganham visibilidade e se transformam em oportunidades de troca de ideias, contribuindo para a construção de novos conhecimentos e soluções inovadoras diante da atual conjuntura. Veja a seguir:</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/06/01/inundacao-de-maio-de-2024-um-ano-depois-licoes-avancos-e-desafios">Inundação de maio de 2024, um ano depois: lições, avanços e desafios</a> – por Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PUCRS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/17/comunicacao-de-risco-ja">Comunicação de risco já</a> – por Jorn. Sílvia Marcuzzo</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/06/um-ano-depois-das-inundacoes-e-preciso-recordar-comunicacao-e-ciencia-e-precisa-de-cuidado-2">Um ano depois das inundações, é preciso recordar: comunicação é ciência e precisa de cuidado</a> – por Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PUCRS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/03/26/tres-crises-globais-e-o-futuro-da-humanidade">Três crises globais e o futuro da humanidade</a> – por Jorn. João Fortunato</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/10/02/autoridade-do-clima-em-clima-de-autoridade">Autoridade do Clima em Clima de Autoridade</a> – por Ten. Leonardo Siqueira Alves dos Passos (Corpo de Bombeiros Militar – RS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/19/sobre-a-chamada-fadiga-da-compaixao-a-cobertura-de-desastres-e-o-papel-jornalistico-em-cenarios-de-crise">Sobre a chamada fadiga da compaixão, a cobertura de desastres e o papel jornalístico em cenários de crise</a> – por Filipe Barrado Ferreira (Mineração Morro do Ipê)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/06/saude-mental-e-atencao-psicossocial-no-contexto-das-enchentes-no-rio-grande-do-sul">Saúde Mental e Atenção Psicossocial no Contexto das Enchentes no Rio Grande do Sul</a> – por Beatriz Schmidt et.al. (FURG)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/10/comunicacao-de-riscos-em-desastres">Comunicação de risco em desastres</a> – por Profª Drª Ana Karin Nunes (UFRGS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/03/14/a-maior-de-todas-as-crises-esta-em-andamento">A maior de todas as crises está em andamento</a> – por Jorn. João Fortunato</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/08/blumenau-uma-cidade-resiliente-a-inundacoes">Blumenau: uma cidade resiliente a inundações</a> – por Ana Flavio de Bello Rodrigues (Cosafe)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/06/27/comunicacao-de-risco-em-saude-unica-estrategias-integradas-para-a-gestao-de-crises-e-emergencias">Comunicação de Risco em Saúde Única: Estratégias Integradas para a Gestão de Crises e Emergências</a> – por Luís Felipe Sardenberg (OPAS/OMS) e Gustavo Buss (Fiocruz)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/20/crises-como-a-do-rio-grande-do-sul-quem-se-importa">Crises como a do Rio Grande do Sul, quem se importa?</a> – por Adv. Otávio Novo</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/13/as-enchentes-no-rio-grande-do-sul-e-o-luto-coletivo">As enchentes no Rio Grande do Sul e o luto coletivo</a> – por Psic. Helena Bornhorst</p>
<p> </p>
<p><strong>Notícias publicadas</strong></p>
<p> </p>
<p>Nos últimos dois anos, o OBCC tem divulgado mapeamentos, textos e iniciativas voltadas à comunicação e à gestão em cenários de crise. As notícias do portal buscam mostrar como a pesquisa científica, a comunicação e diferentes áreas do conhecimento são fundamentais para enfrentar situações críticas. Abaixo seguem algumas das notícias que marcaram esse período:</p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/15/mapeamento-do-obcc-mostra-a-producao-academica-brasileira-na-area-da-comunicacao-relacionada-a-crise-climatica">Mapeamento do OBCC mostra a produção acadêmica brasileira na área da comunicação relacionada à crise climática</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/20/15-textos-para-pensar-o-desastre-climatico-no-rs-sob-a-perspectiva-comunicacional">15 textos para pensar o desastre climático no RS sob a perspectiva comunicacional</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/29/10-textos-para-pensar-sobre-gestao-de-crise-a-partir-das-enchentes-no-rs">10 textos para pensar sobre gestão de crise a partir das enchentes no RS</a> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/11/obcc-compoe-guia-de-integridade-da-informacao-no-contexto-da-crise-climatica-no-rio-grande-do-sul">OBCC compõe Guia de Integridade da Informação no contexto da crise climática no RS</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/09/obcc-participa-em-porto-alegre-do-summit-em-mudancas-climaticas">OBCC participa em Porto Alegre do Summit em Mudanças Climáticas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/06/um-ano-depois-das-inundacoes-e-preciso-recordar-comunicacao-e-ciencia-e-precisa-de-cuidado">Um ano depois das inundações, é preciso recordar: comunicação é ciência e precisa de cuidado</a></strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Publicações e iniciativas desenvolvidas no âmbito da comunicação</strong></p>
<p> </p>
<p>Desde 2024, diferentes instituições têm desenvolvido iniciativas e publicações relevantes no campo da comunicação de risco, comunicação de crise e crise climática. Essas ações incluem congressos, capacitações, pesquisas, relatórios técnicos, protocolos, guias de referência, entre outros. A seguir, reunimos alguns destaques que podem inspirar novas ações e estimular debates sobre o tema, especialmente diante dos desafios que ainda persistem para o enfrentamento às incertezas do cenário atual.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/11/20/lancamento-de-e-book-ufrgs-ufsm-manual-para-a-cobertura-jornalistica-dos-desastres-climaticos">+</a> <strong>Manual para a cobertura jornalística dos desastres climáticos</strong> – UFSM/UFRGS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/07/governo-federal-lanca-sistema-de-alertas-contra-desastres-defesa-civil-alerta-exibira-advertencia-na-tela-dos-celulares-da-populacao-em-risco">+</a> <strong>Alerta <em>Cell Broadcast</em></strong> – Defesa Civil</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/18/pesquisa-do-ibge-revela-dados-sobre-uso-de-sistemas-de-alerta-planos-de-contingencia-e-ferramentas-de-comunicacao-no-rs">+</a> <strong>Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC 2024)</strong> – IBGE</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/09/08/defesa-civil-do-rs-lanca-pesquisa-sobre-percepcao-de-riscos-de-desastres-pela-populacao">+</a> <strong>Pesquisa Percepção de Risco de Desastres pela População Gaúcha</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/07/07/estudo-da-aberje-analisa-papel-da-comunicacao-com-empregados-diante-de-desastres-climaticos">+</a> <strong>Comunicação com Empregados no enfrentamento aos desastres climáticos</strong>: Aprendizados e possíveis caminhos – Aberje</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/05/estudo-da-ana-aponta-a-comunicacao-de-risco-como-uma-das-fragilidades-no-contexto-do-desastre-climatico-no-rs-em-2024">+</a> <strong>As enchentes no Rio Grande do Sul: lições, desafios e caminhos para um futuro resiliente </strong>– Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/10/08/defesa-civil-rs-realiza-1o-ciclo-de-palestras-sobre-comunicacao-de-riscos-de-desastres">+</a> <strong>1º Ciclo de Palestras sobre Comunicação de Riscos de Desastres</strong> - Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/04/07/comunicacao-na-para-sociedade-de-risco-e-o-tema-do-xix-congresso-abrapcorp">+</a> <strong>XIX Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas</strong>: Comunicação na/para Sociedade de Risco - Abrapcorp</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/04/16/100-coisas-para-saber-sobre-riscos-e-desastres-livro-apresenta-conceitos-de-forma-didatica-a-fim-de-popularizar-termos-tecnicos">+</a> <strong>Ebook 100 coisas para saber sobre riscos e desastres</strong> - UFRN/UFABC/Cemaden</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/08/29/grupo-de-pesquisa-da-pucrs-lanca-podcast-sobre-comunicacao-crises-e-cultura-do-cuidado">+</a> <strong>Grupo de Pesquisa lança podcast sobre comunicação, crises e cultura do cuidado</strong> – PUCRS</p>
<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/304997-guia-de-integridade-da-informa%C3%A7%C3%A3o-no-contexto-da-crise-clim%C3%A1tica-no-rio-grande-do-sul">+</a> <strong>Guia de Integridade da Informação no Contexto da Crise Climática no RS</strong> – Fiocruz/ONU/Embrapa/SecomRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/03/16/lancamento-e-book-lancado-pela-abrapcorp-discute-o-papel-da-comunicacao-na-sociedade-de-risco">+</a> <strong>Ebook Comunicação na/para Sociedade de Risco</strong> – Abrapcorp</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/10/primeiro-coloquio-cuidar_com-reune-pesquisa-e-vozes-comunitarias-em-dialogo-sobre-cultura-do-cuidado">+</a> <strong>Colóquio Cuidar_Com: Comunicação e cuidado em tempos de eventos extremos</strong>: pesquisa e prática em diálogo – PUCRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/01/12/protocolo-meteorologico-da-ufrgs-norteia-gestao-de-alertas-para-eventos-climaticos">+</a> <strong>Protocolo Meteorológico para Eventos Climáticos</strong> – UFRGS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/01/09/defesa-civil-rs-implementa-sistema-de-acessibilidade-nas-comunicacoes-de-risco-para-pessoas-com-daltonismo">+</a> <strong>Sistema de acessibilidade Color ADD para comunicação de risco</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/05/06/12-coisas-que-voce-pode-aprender-ouvindo-o-podcast-clima-de-crise">+</a> <strong>Podcast Clima de Crise</strong> – UFSM</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/04/30/defesa-civil-rs-promove-capacitacao-em-comunicacao-de-risco">+</a> <strong>1ª Edição da Capacitação em Comunicação de Risco para Municípios</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/04/seminario-internacional-de-comunicacao-de-risco-e-cultura-do-cuidado-abre-inscricoes-na-pucrs">+</a> <strong>1º Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado</strong> – PUCRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/08/marcas-da-chuva-pesquisadores-da-ufsm-lancam-serie-documental-sobre-catastrofe-de-2024">+</a> <strong>Marcas da Chuva: pesquisadores lançam série documental sobre catástrofe de 2024</strong> – UFSM</p>
<p> </p>
<p><strong>_______</strong></p>
[caption id="attachment_617" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-617" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Eldorado-do-Sul-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778507982718.jpg" alt="" width="600" height="400" /> Eldorado do Sul (RS). Duda Fortes / Zero Hora 2024[/caption]
<p><strong>A catástrofe climática de 2024 no Rio Grande do Sul                                          </strong></p>
<p>Durante o fim de abril e o começo de maio de 2024, o Estado do Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes, resultantes de fortes chuvas na região. Esse acontecimento fez com que as bacias dos rios Caí, Gravataí, Jacuí, Pardo, Sinos e Taquari, além do Lago Guaíba e da Lagoa dos Patos, transbordassem e a água invadisse os municípios e áreas no entorno. De acordo com a última atualização da Defesa Civil, <strong>478 cidades foram afetadas (o que representa mais de 90% dos municípios gaúchos), sendo mais de 2,3 milhões de pessoas atingidas, o que resultou em 185 mortes, mais de 800 feridos e 23 pessoas desaparecidas.</strong> Milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas, estradas foram bloqueadas e diversas atividades foram suspensas, como as do Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre.</p>
<p><strong>Esse episódio foi considerado a maior catástrofe climática da história do RS e seus impactos são sentidos até hoje na economia, infraestrutura, meio ambiente, logística e saúde mental.</strong> A partir deste caso ficaram explícitas várias falhas, a exemplo de comunicação de risco precária, reduzida percepção de risco pela população e gestão pública ineficiente. No período, cabe destacar ainda os efeitos do negacionismo científico e do fenômeno da desinformação orquestrada que acabou atrapalhando os resgates, a ajuda humanitária e a ação por parte da população afetada.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>OBCC compõe Guia de Integridade da Informação no Contexto da Crise Climática no Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/11/obcc-compoe-guia-de-integridade-da-informacao-no-contexto-da-crise-climatica-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 17:55:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e a Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (SECOM/RS) lançam o Guia de Integridade da Informação no Contexto da Crise Climática no Rio Grande do Sul: Protocolos, [&hellip;]]]></description>
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<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/304997-guia-de-integridade-da-informa%C3%A7%C3%A3o-no-contexto-da-crise-clim%C3%A1tica-no-rio-grande-do-sul"><img class="alignright size-full wp-image-539" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2025/11/Guia.png" alt="" width="419" height="581" /></a>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e a Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (SECOM/RS) lançam o <strong>Guia de Integridade da Informação no Contexto da Crise Climática no Rio Grande do Sul: Protocolos, Boas Práticas e Governança da Informação para Enfrentar a Infodemia Climática</strong>, obra que marca um novo marco para a governança da informação em emergências climáticas no país.</p>
<p>Estruturado sob a abordagem de Uma Só Saúde (One Health), <strong>o Guia traduz em diretrizes práticas o que a crise climática de 2024 evidenciou: sem integridade informacional, não há coordenação eficaz, confiança pública ou ação solidária duradoura.</strong></p>
<p>O documento, com mais de 200 páginas, é resultado de seis meses de trabalho colaborativo, envolvendo 10 instituições autoras e 55 especialistas de universidades, órgãos públicos e centros de pesquisa.</p>
<p>Dentre os autores, estão dois pesquisadores do Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise (OBCC) - Prof. Dr. Jones Machado e Profª Drª Patrícia Milano Pérsigo - os quais redigiram o capítulo "Comunicação Inclusiva e Acessível em Situações de Risco e de Crise: Mensagens Claras para Todas as Pessoas". </p>
<p>“<strong>O Guia representa a convergência entre ciência, comunicação pública e políticas de resiliência territorial. Ele nasce da dor de uma emergência e se transforma em um legado de prevenção e cooperação. Informação íntegra é infraestrutura crítica — sem ela, nenhuma sociedade é resiliente</strong>”, afirma Gustavo Buss, coordenador geral e editorial do Guia e assessor regional sênior da Rede Saúde Única (RSU/Fiocruz).</p>
<p>O lançamento oficial será realizado em solenidade de entrega ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em novembro de 2025, consolidando o documento como referência técnica e metodológica para gestores públicos, comunicadores e instituições científicas.</p>
<p>Reconhecendo sua relevância internacional, <strong>o Guia também foi selecionado pela Organização das Nações Unidas para integrar o Mutirão Global pela Integridade da Informação sobre a Mudança do Clima, dentro da Agenda de Ação da COP30, e será apresentado no Celeiro de Soluções, em Belém do Pará.</strong> A seleção destaca o protagonismo do Brasil e do Rio Grande do Sul na construção de respostas inovadoras à desinformação climática.</p>
<p>O documento consolida experiências práticas e estudos de caso, como a atuação do Gabinete de Crise de Comunicação e do Núcleo de Combate à Desinformação, que se tornaram referências nacionais em governança da informação. Apresenta ainda protocolos de verificação, diretrizes operacionais, fluxos de comunicação e ações de pré-bunking e educação midiática, reafirmando a informação como pilar da saúde pública, da gestão de risco e da democracia.</p>
<p>O projeto é uma das entregas do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Fiocruz e a Embrapa, que instituiu o Programa de Pesquisa e Inovação Sustentável entre as duas instituições, voltado à integração entre ciência, comunicação e políticas de resiliência climática.</p>
<p>O Guia de Integridade da Informação pode ser <a href="https://brasil.un.org/pt-br/304997-guia-de-integridade-da-informa%C3%A7%C3%A3o-no-contexto-da-crise-clim%C3%A1tica-no-rio-grande-do-sul">acessado e baixado gratuitamente</a> no Portal de Publicações das Nações Unidas (ONU).</p>
<p> </p>
<p><strong>Instituições Realizadoras:</strong></p>
<p>Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) • Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) • Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (SECOM/RS).</p>
<p> </p>
<p><strong>Instituições Autoras:</strong></p>
<p>Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) • Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) • Universidade Federal do Rio Grande (FURG) • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) • Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) • Universidade Feevale (FEEVALE) • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) • Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) • Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (SECOM/RS).</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Crises como a do Rio Grande do Sul, quem se importa?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/20/crises-como-a-do-rio-grande-do-sul-quem-se-importa</link>
				<pubDate>Mon, 20 May 2024 17:07:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=322</guid>
						<description><![CDATA[Por Otávio Novo (advogado, profissional de Gestão de Riscos e Crises, autor do livro “Gestão da Qualidade e de Crises em Negócios do Turismo”)*   Nesse momento, todos. E esse é um efeito comum nos casos de grandes crises e catástrofes, e no caso do Rio Grande do Sul não seria diferente, afinal a situação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Otávio Novo</strong> (advogado, profissional de Gestão de Riscos e Crises, autor do livro “Gestão da Qualidade e de Crises em Negócios do Turismo”)*</p>
<p> </p>
<p>Nesse momento, todos. E esse é um efeito comum nos casos de grandes crises e catástrofes, e no caso do Rio Grande do Sul não seria diferente, afinal a situação é grave e a comoção é geral. Entretanto, como será depois que o momento mais crítico passar? E quando as câmeras e postagens mirarem para outro acontecimento? Obviamente, ações e providências reativas emergenciais são compreensíveis e muito válidas para minimizar impactos. Mas e com o processo completo e que realmente pode evitar perdas importantes, ou seja, a Gestão de Crises como a do Rio Grande do Sul, quem se importa?</p>
<p><br />A pergunta se mantém e enquanto ainda há água e destruição nos espaços públicos e privados do Rio Grande do Sul, equipes de resgate e atendimento voluntários em todo o país e principalmente na região afetada se esforçam para ajudar as vítimas e trazer o mínimo de dignidade nesse momento. E tudo é transmitido por pessoas físicas e jurídicas da comunicação, seja na mídia tradicional ou nas redes sociais. Além disso, representantes políticos e de setores da sociedade se engajam, discutem e aprovam ações para auxilio prático no árduo processo de financiamento da reestruturação do estado.</p>
<p><br />Esse olhar é fundamental, mas é parte subsequente de procedimentos anteriores e da mesma forma essenciais. Ou seja, a resposta às ocorrências e crises deve vir, obrigatoriamente, após o levantamento de riscos e a preparação ampla, e muitas vezes simples, dos atores e estruturas desse contexto. Assim, a chamada Gestão de Crises será realizada da forma correta, caso contrário o Gerenciamento da Crise ocorrerá, contudo sem a devida preparação e consequentemente com efeitos danosos que poderiam ter sido evitados.</p>
<p> </p>
<p>A Pandemia parecia ter sido uma oportunidade dolorosa de ensinamento para todos, especialmente para aqueles que ainda sentem, de uma forma ou de outra, os efeitos dessa crise tão grave. Mas o que percebemos é que pouco transformamos, ou pouco restou, dessa experiência em maturidade. E de modo geral, não existem sinais expressivos de mudança de comportamento de gestores e público. E isso é preocupante porque pode reforçar a tendência geral de esperar que os problemas aconteçam para buscar uma solução, ou seja, o famoso : “Se acontecer a gente dá um jeito”.</p>
<p> </p>
<p>E apesar de totalmente indesejada e lamentada por todos, a calamidade do Rio Grande do Sul é mais uma oportunidade que todos temos de entender as nossas demandas adiante. No caminho da transformação responsável estamos nós como atores que podem ou não assumir papéis adequados nos cenários a que estamos inseridos.</p>
<p><br />É preciso se importar com toda a cadeia de ações e responsabilidades da Gestão de Crises e não só com a resposta que acontecerá com menos ou mais potencial de caridade, de isenções fiscais e outras medidas paliativas. A atitude responsável e esperada de gestores e líderes, exemplos seguidos pelos liderados, é o olhar preventivo e antecipatório, não só diante das possibilidades de ocorrência, mas da criação de cultura de proteção em todos os níveis e papéis das organizações, seja nas grandes estruturas públicas ou privadas, seja no pequeno comércio e na casa de cada um.</p>
<p><br />A observação ampla de vulnerabilidades, mesmo distante de plena solução para todas, leva qualquer estrutura, de qualquer nível, a um patamar de redução de impactos muito considerável, já que o conhecimento do que pode nos afetar nos tira das sombras do passivo sentimento de medo para a exposição da bravura das ações reais e efetivas.</p>
<p><br />Uma das grandes críticas ao pensamento de gestão de riscos e crises é o foco em históricos e acontecimentos passados como base das soluções de futuro, ou seja, seria como alguém dirigir um carro olhando o tempo todo pelo retrovisor. Conhecer o passado é importante, contudo uma visão ampla da gestão de Crises inclui a capacidade de antecipação, que dará a possibilidade de decisões serem tomadas considerando o passado e também de situações até então imponderáveis.</p>
<p><br />E até mesmo nas medidas reativas há a necessidade do olhar antecipatório para que as ações emergenciais não agravem outros pontos do mesmo cenário. Como exemplo, no caso do Rio Grande do Sul será importante haver cuidados na reconstrução, pensando não só em restabelecer rapidamente o que já existia, mas pensar na prevenção total (sociedade em geral) para evitar recorrência de erros, além de não deixar com que restrições de orçamento e investimentos prejudiquem os demais serviços essenciais e etc.</p>
<p> </p>
<p>A coragem dos líderes e daqueles que norteiam o amadurecimento das organizações e da sociedade deve ir além da solidariedade e do socorro no momento trágico. Quem se importa de verdade com a resiliência e proteção da sociedade, age antes, ao tratar antecipadamente de temas desagradáveis enquanto a maioria vive a tranquilidade dos momentos de calmaria e céu azul.</p>
<p> </p>
<p>*artigo publicado originalmente no Diário do Turismo.</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Saúde Mental e Atenção Psicossocial no Contexto das Enchentes no Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/06/saude-mental-e-atencao-psicossocial-no-contexto-das-enchentes-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 17:34:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=356</guid>
						<description><![CDATA[Por Beatriz Schmidt (FURG), Fernanda Serpeloni (Fiocruz), Ana Cecilia Andrade de Moraes Weintraub (USP), Flavio Kapczinski (UFRGS) e Debora da Silva Noal (OPAS/OMS).   Entre abril e maio de 2024, chuvas intensas atingiram o Rio Grande do Sul, afetando diretamente 2,4 milhões de pessoas (em torno de 22% da população do estado). Nos primeiros dias [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por Beatriz Schmidt (FURG), Fernanda Serpeloni (Fiocruz), Ana Cecilia Andrade de Moraes Weintraub (USP), Flavio Kapczinski (UFRGS) e Debora da Silva Noal (OPAS/OMS).</p>
<p> </p>
<p>Entre abril e maio de 2024, chuvas intensas atingiram o Rio Grande do Sul, afetando diretamente 2,4 milhões de pessoas (em torno de 22% da população do estado). Nos primeiros dias após o início do evento extremo, mais de meio milhão de pessoas foram desalojadas de suas residências e a população em abrigos provisórios superou 80 mil. Até 10 de julho, 182 mortes haviam sido confirmadas pela Defesa Civil e 29 pessoas seguiam desaparecidas.</p>
<p>Afora a perda de vidas humanas, os desastres se associam a múltiplas outras perdas, concretas e simbólicas: moradia, bens materiais, objetos pessoais e de valor emocional, trabalho, propriedades rurais, estradas, espaços comunitários, dispositivos institucionais, rotinas, projetos de vida e sonhos. Diante desses impactos, aprofundam-se vulnerabilidades, com possíveis implicações à saúde mental e ao bem-estar individual e coletivo. Isso ocorre tanto pelo estressor primário (ex.: inundações), quanto pelos estressores secundários (relacionados à capacidade de resposta por sistemas públicos e sociedade civil).</p>
<p>Frente ao contexto de insegurança e múltiplas perdas associado a desastres, são esperadas algumas reações emocionais e comportamentais, tais como tristeza, raiva, angústia, medo, insônia, alterações gastrintestinais e no apetite. Grande parte da população afetada pode apresentar essas manifestações de sofrimento psicológico agudo, as quais comumente são normativas (i.e., não psicopatológicas) e têm remissão gradativa nos primeiros meses após a exposição ao evento extremo. Paradoxalmente, embora essas reações emocionais e comportamentais sejam esperadas, alguns estudos têm revelado um aumento no número de prescrições de psicofármacos no primeiro mês subsequente a desastres.</p>
<p>Não obstante, o Comitê Permanente Interagências (<em>Inter-Agency Standing Committee</em> [IASC]), que é um fórum criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para garantir a coordenação, o desenvolvimento de políticas e a tomada de decisões relativas a emergências humanitárias globalmente, contraindica o uso de psicofármacos como estratégia de suporte a pessoas em sofrimento psicológico agudo após a exposição a eventos extremos. Em contrapartida, sugere que as ações de saúde mental e atenção psicossocial (SMAPS) sejam estruturadas com base em um sistema de apoio com níveis complementares, que devem ser implementados simultaneamente, de modo a atender às necessidades de diferentes grupos populacionais, na perspectiva da intersetorialidade e da integralidade na assistência à saúde.</p>
<p>Em linhas gerais, esses níveis podem ser sumarizados da seguinte forma: (a) serviços básicos e de segurança (água, alimentação, abrigo e cuidados básicos em saúde), ofertados a todas as pessoas afetadas, para proteger a dignidade e o bem-estar; (b) apoio às famílias e às comunidades, voltado a um número relativamente menor de pessoas, que precisem de suporte no processo de busca e reunificação familiar devido à evacuação de territórios e deslocamentos, atividades para fortalecimento de laços comunitários, comunicação de massa sobre recursos disponíveis e estratégias de enfrentamento ao evento extremo; (c) apoios focados não especializados, para um número ainda menor de pessoas, que necessitem de intervenção profissional em nível individual, familiar ou grupal (ex.: Atenção Primária à Saúde [APS]); (d) serviços especializados, necessários a uma pequena parcela da população afetada, cujo grau de sofrimento psicológico é intolerável e dificulta significativamente o funcionamento cotidiano (ex.: suporte psicológico ou psiquiátrico a pessoas com condições graves de saúde mental, que excedem a capacidade dos serviços de APS).</p>
<p>Para o planejamento adequado das ações de SMAPS, nos diferentes níveis, parte-se das particularidades loco-regionais e do contexto sociocultural dos territórios atingidos por desastres, com base no princípio de que cada pessoa ou comunidade pode ser afetada de modo diferente, o que requer diferentes tipos de apoio. É importante salientar que o Brasil possui, além do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Sistema Único de Assistência Social e de diversas outras políticas públicas nas áreas de habitação e direitos humanos, o Sistema Único de Saúde (SUS) como principal organizador de ações em saúde no país. Portanto, as equipes multiprofissionais, ainda que compostas por profissionais ou organizações externas, especialistas ou não em saúde mental, devem atuar de forma articulada com o SUS e incluir profissionais familiarizados com as especificidades do contexto sociocultural que, preferencialmente, contem com a confiança da comunidade. Assim, tende-se a favorecer a interlocução com as populações afetadas e a participação social no processo de cuidado.</p>
<p>Nessa perspectiva, são enfatizadas estratégias coletivas de cuidado em SMAPS, em detrimento de estratégias com foco no adoecimento, ou apenas em nível individual. Isso não significa, porém, que pessoas com condições de saúde mental, especialmente as mais vulnerabilizadas, serão negligenciadas quanto à necessidade de apoios focados ou serviços especializados, visto que os diferentes níveis de cuidado devem ser implementados de forma simultânea e complementar. Logo, com base na integralidade, é possível proteger o bem-estar psicossocial, prevenir agravos e tratar, sempre que necessário, repercussões negativas à saúde mental em curto, médio e longo prazo.</p>
<p>Destaca-se ainda a importância da continuidade das ações de SMAPS longitudinalmente, e não apenas na fase de resposta ao evento extremo, em que costumam ser observadas as manifestações de sofrimento psicológico agudo entre a população afetada. Nesse sentido, reações emocionais e comportamentais são esperadas também diante de estressores secundários, tais como problemas financeiros, disputas envolvendo indenizações, demora na efetivação de processos de reconstrução, dificuldades para elaborar o luto diante das múltiplas perdas, lembranças negativas que acompanham as chuvas, preocupações com inundações futuras, necessidade de deixar a moradia ou a comunidade com a qual se tem vínculo afetivo, memória compartilhada e senso de pertencimento. Em suma, os estressores secundários têm o potencial de afetar a saúde mental, impactando desproporcionalmente as populações socioeconomicamente mais vulnerabilizadas, que vivem em locais mais precários.</p>
<p>As ações de SMAPS são parte essencial da gestão integral de riscos e desastres, política pública vigente no Brasil e que se desdobra em um trabalho contínuo, envolvendo não apenas a fase de resposta, mas também as fases de recuperação, reconstrução, prevenção e mitigação de novos incidentes. O componente do cuidado em SMAPS, para ser mais efetivo, deve estar integrado a todas essas fases.</p>
<p> </p>
<p>Sobre as autoras:</p>
<p>Beatriz Schmidt é Professora de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).</p>
<p>Fernanda Serpeloni é Pesquisadora no Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>
<p>Ana Cecilia Andrade de Moraes Weintraub é Doutoranda na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p>Flavio Kapczinski é Professor de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Coordenador da Rede Nacional de Saúde Mental (ReNaSaM).</p>
<p>Debora da Silva Noal é Consultora em Desastres para os Ministérios da Saúde do Brasil e do Chile e para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) / Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>
<p> </p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>As enchentes no Rio Grande do Sul e o luto coletivo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/13/as-enchentes-no-rio-grande-do-sul-e-o-luto-coletivo</link>
				<pubDate>Mon, 13 May 2024 12:20:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Helena Bornhorst (Psicóloga Clínica &#8211; UFSM. Pós Graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental &#8211; PUCRS. CRP 07/39306)   A situação do Rio Grande do Sul é de crise, de proporções inesperadas e emergenciais, onde perdas múltiplas, físicas e simbólicas vão se somando. Perdas de pessoas queridas, de conhecidos, de animais, das casas e móveis, mas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Helena</strong> <strong>Bornhorst </strong>(Psicóloga Clínica - UFSM. Pós Graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental - PUCRS. CRP 07/39306)</p>
<p> </p>
<p>A situação do Rio Grande do Sul é de crise, de proporções inesperadas e emergenciais, onde perdas múltiplas, físicas e simbólicas vão se somando. Perdas de pessoas queridas, de conhecidos, de animais, das casas e móveis, mas também da história familiar, das memórias, do acesso às necessidades básicas, de planos futuros…</p>
<p> </p>
<p>É um momento que nos sensibiliza e nos afeta, direta ou indiretamente, em diferentes camadas, e por isso nos pegamos em uma situação que tem nome: luto coletivo. Luto coletivo justamente por ser uma dor coletiva, uma dor compartilhada e que perpassa uma sensação de pertencimento à situação que está ocorrendo. É como se a dor do outro se tornasse nossa também.</p>
<p> </p>
<p>Nesse momento é esperado que apareçam sentimentos muito diversos, como raiva, culpa, tristeza, desânimo, impotência, medo. É esperado que haja mudanças no sono, no apetite, na concentração e no funcionamento habitual, nosso e da nossa rotina. Podem ocorrer também questionamentos sobre a vida, a finitude, a fé, os valores pessoais e algumas pessoas podem querer ficar muito próximas uma das outras ou mais isoladas.</p>
<p> </p>
<p><strong>O que se recomenda nesses momentos? </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Acolher e validar os nossos pr</strong><strong>ó</strong><strong>prios sentimentos e os do outro. </strong>O luto, por mais que coletivo, segue sendo uma experiência sentida e vivida de formas diferentes para cada um. Precisamos ser compreensivos e acolhedores com o sofrimento que vier, ele é esperado e natural em uma situação como essa. Se fazer presente e disponível é o mais importante.</p>
<p> </p>
<p><strong>Ajudar dentro dos nossos pr</strong><strong>ó</strong><strong>prios recursos e condições. </strong>Auxiliar de alguma forma pode ser uma maneira de lidar com as emoções, mas é importante entender como conseguimos e nos sentimos capazes de ajudar. Qualquer auxílio é bem vindo, válido e necessário dentro das possibilidades de cada pessoa e, nesse momento, cada um vai conseguir ajudar de uma forma diferente.</p>
<p> </p>
<p><strong>Restringir informações e aceitar nossos limites</strong>. Muitas vezes o acesso contínuo e intenso às informações, vídeos, notícias pode desencadear emoções muito intensas, como medo e ansiedade. Portanto, nesse momento é importante percebermos o nosso limite e como estamos sendo afetados por tudo isso. Restringir alguns perfis, desconectar notificações e fazer atividades fora do celular, pelo menos por algum tempo, pode ser benéfico.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pedir ajuda quando necessá</strong><strong>rio. </strong>Não é preciso lidar com esse processo todo sozinho, existem profissionais que podem e devem auxiliar, seja no acolhimento emocional, no direcionamento de informações e serviços disponíveis, na busca de atender necessidades básicas.</p>
<p> </p>
<p><strong>O que não se recomenda nesses momentos?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comparar ou julgar a dor do outro.</strong> Quem está passando por um luto não precisa e não deve ter sua dor medida ou invalidada. Frases como “mas a outra pessoa está em uma situação pior”, “tudo acontece por um motivo”, “logo vai passar” apenas atrapalham.</p>
<p> </p>
<p><strong>Ser invasivo. </strong>No momento não precisamos ficar perguntando detalhes sobre a situação para as pessoas envolvidas, deixem que elas falem apenas aquilo que quiserem e se sentirem seguras. Dar espaço e conforto é imprescindível.</p>
<p> </p>
<p><strong>Compartilhar notí</strong><strong>cias falsas e sensacionalistas.</strong> Divulgar e compartilhar sobre o evento é importante, porém precisamos nos responsabilizar por aquilo que está sendo passado. Verificar as informações e fontes, assim como evitar repassar conteúdos de cunho sensível e expositivo às vítimas é primordial e pode evitar aumentar o risco do trauma.</p>
<p> </p>
<p>Por fim, estamos aprendendo a lidar, como sociedade e coletivo, com esse momento.</p>
<p>Entender a dimensão do que estamos vivendo requer tempo, paciência e apoio mútuo. <strong>Seguimos, um dia de cada vez.</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mapeamento do OBCC mostra a produção acadêmica brasileira na área da Comunicação relacionada à crise climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/15/mapeamento-do-obcc-mostra-a-producao-academica-brasileira-na-area-da-comunicacao-relacionada-a-crise-climatica</link>
				<pubDate>Wed, 15 May 2024 13:12:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=321</guid>
						<description><![CDATA[Com o intuito de apresentar, mas também de inspirar novos movimentos na direção de aprofundamento e avanço das pesquisas em Comunicação relacionadas à crise climática, reunimos a produção sobre o tema num mapeamento dos últimos 15 anos, incluindo 120 obras, dentre elas livros, capítulos de livro, teses, dissertações e artigos publicados em periódicos científicos e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: left">Com o intuito de apresentar, mas também de inspirar novos movimentos na direção de aprofundamento e avanço das pesquisas em Comunicação relacionadas à crise climática, reunimos a produção sobre o tema num mapeamento dos últimos 15 anos, incluindo 120 obras, dentre elas livros, capítulos de livro, teses, dissertações e artigos publicados em periódicos científicos e eventos da área.</p>
<p> </p>
<p>A produção acadêmica brasileira na área da Comunicação no que se refere à pesquisa envolvendo os conceitos de risco e crise ainda não é robusta. No que diz respeito à relação destes conceitos com a crise climática especificamente é ainda menor se levado em conta os desafios enfrentados no Brasil. Alguns exemplos são a cobertura midiática superficial, espetaculosa ou sensacionalista, a falta de percepção dos riscos pela população brasileira e a ausência da cultura de gestão de riscos e de crises por parte de governos, instituições e organizações privadas. Diante desse cenário, é preciso continuar avançando nas pesquisas e discussões tendo em vista os impactos e as consequências cada vez mais graves para a sociedade, o meio ambiente e as próprias organizações.</p>
<p> </p>
<p>A partir deste mapeamento, pode-se inferir que os temas/conceitos mais presentes são os seguintes: cobertura midiática, cobertura jornalística, discurso jornalístico, discurso organizacional, Jornalismo e Jornalismo ambiental. Ficou evidente uma construção teórica mais sólida e constante na área do Jornalismo, muito tímida em Relações Públicas e quase inexistente em Publicidade e Propaganda.</p>
<p> </p>
<p>Este mapeamento não se encerra aqui nem contém a totalidade da produção, tendo em vista dificuldades de acesso ou erros em links de destino. No entanto, mostra um panorama geral das pesquisas relacionadas à Comunicação e crise climática principalmente na área do Jornalismo, em que o assunto é mais discutido.</p>
<p> </p>
<p>Além disso, ao final, elencamos alguns grupos de pesquisa, Observatórios e outras entidades dedicadas ao tema. Elas podem ser ponto de partida, oportunidades de parcerias para pesquisadores, ou ainda, servirem de referência bibliográfica e fonte para os veículos de comunicação.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #003366"><strong>LIVROS</strong></span></p>
<p> </p>
<p>ABREU, M. S. <strong>Quando a palavra sustenta a farsa</strong>: o discurso jornalístico do desenvolvimento sustentável. Florianópolis: Editora da UFSC, 2006.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F. (Org.); LOOSE, E. B. (Org.); GIRARDI, I. M. T. (Org.) <strong>Minimanual para a cobertura jornalística das mudanças climáticas</strong>. 1. ed. Santa Maria: FACOS, 2020. 52p.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; LOZANO ASCENCIO, C. (Org.). <strong>Periodismo y desastres</strong>: múltiples miradas. 1. ed. Barcelona: Editorial UAB, 2019. v. 1. 184p.</p>
<p> </p>
<p>BARROS, A. T.; SOUZA, J. P. <strong>Jornalismo e ambiente</strong>: análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2010.</p>
<p> </p>
<p>BUENO, W. C. (Org.). <strong>Comunicação Empresarial e Sustentabilidade</strong>. 1ed. Barueri: Manole, 2015.</p>
<p> </p>
<p>BUENO, W. C. <strong>Comunicação, jornalismo e meio ambiente</strong>: teoria e pesquisa. São Paulo, Marajoara Editorial, 2007.</p>
<p> </p>
<p>COSTA, L. M. <strong>Comunicação e Meio Ambiente</strong>: a análise das campanhas de prevenção a incêndios florestais na Amazônia. Belém: UFPA/NAEA, 2006.</p>
<p> </p>
<p>GIRARDI, I. T.; SCHWAAB, R. T. (org.). <strong>Jornalismo Ambiental</strong>: desafios e reflexões. Porto Alegre: Editora Dom Quixote, 2008.</p>
<p> </p>
<p>GIRARDI, I. T.; MORAES, C. H.; LOOSE, E. B.; BELMONTE, R.V. (org.). <strong>Jornalismo Ambiental</strong>: teoria e prática. Porto Alegre: Metamorfose, 2018</p>
<p> </p>
<p>KAUFMANN, C.; BALDISSERA, R. <strong>Comunicação organizacional e sustentabilidade</strong>: cartografia dos sentidos instituídos pelo discurso organizacional. 1. ed. Curitiba: Appris, 2021. v. 1. 241p.</p>
<p> </p>
<p>KUNSCH, M. M. K. <strong>Comunicação e Meio ambiente</strong>. São Paulo: Intercom, 1996.</p>
<p> </p>
<p>KUNSCH, M. M. K.; OLIVEIRA, I. L. (Orgs.). <strong>A comunicação na gestão da sustentabilidade das organizações.</strong> São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2009.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B. <strong>Jornalismos e Crise Climática</strong>. Um estudo desde o Sul Global sobre os vínculos do Jornalismo. Florianópolis: Insular, 2024.</p>
<p> </p>
<p>_________. <strong>Jornalismo e Riscos Climáticos</strong> – Percepções e entendimentos de jornalistas, fontes e leitores. 1. ed. Curitiba: Editora da UFPR, 2020. v. 1. 270p.</p>
<p> </p>
<p>LUFT, S. <strong>Jornalismo, Meio ambiente e Amazônia</strong>: os desmatamentos nos jornais O Liberal do Pará e A Crítica do Amazonas. São Paulo: Annablume, 2005.</p>
<p> </p>
<p>MACHADO, J.; FOLETTO, R. (Org.). <strong>Temas socioambientais em relações públicas.</strong> 1. ed. Santa Maria: FACOS-UFSM, 2023. v. 1. 126p.</p>
<p> </p>
<p>MARQUES DE MELO, J. (org). <strong>Mídia, Ecologia e Sociedade</strong>. São Paulo: Intercom, 2008.</p>
<p> </p>
<p>MORAES, C. H. <strong>Rio+20 Entre o clima e a economia</strong>: enquadramentos discursivos nas revistas brasileiras. 1. ed. Bauru - SP: Canal 6, 2016. v. 1. 211p.</p>
<p> </p>
<p>NELSON, P. <strong>Dez dicas práticas para reportagens sobre o meio ambiente</strong>. Brasília: WWF, 1994.</p>
<p> </p>
<p>VILAS BOAS, S. (org). <strong>Formação &amp; informação ambiental:</strong> jornalismo para iniciados e leigos. São Paulo: Summus, 2004.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #003366"><strong>CAPÍTULOS DE LIVRO</strong></span></p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F. <strong>Regras absolutas não servem na cobertura de acontecimentos extremos</strong>. In: PAUL, Dairan; BECKER. Denise. (Org.). Ética jornalística e pandemia: entrevistas com especialistas. 1ed.Florianópolis: UFSC/Objethos, 2020, p. 13-20.</p>
<p> </p>
<p>________. <strong>Buenas prácticas en comunicación para la reducción de los riesgos</strong>. In: José Antonio Aparicio Florido; Esther Puertas Cristobal. (Org.). Turismos azul y seguro? fundamentos para la getión de los riesgos costeros. 1ed.Cadiz: IERD e INDESS, 2020, p. 78-80.</p>
<p> </p>
<p>________. <strong>Periodismo: de los desastres a las vulnerabilidades y los riesgos.</strong> In: Carlos Lozano Ascencio. (Org.). Periodismo y desastres: múltiples miradas. 1ed.Barcelona: Editorial UOC, 2019, v. 1, p. 23-42.</p>
<p> </p>
<p>________. <strong>Las catastrofes en las revistas semanales brasileñas</strong>: evidencias y silenciamientos. In: Carlos Lozano Ascencio. (Org.). La construcción del acontecer de riesgos y de catástrofes. 1ed.La Laguna: Sociedad Latina de Comunicacion Social, 2015, v. 82, p. 33-54.</p>
<p> </p>
<p>________. <strong>Fontes testemunhais, autorizadas e experts na construção jornalística das catástrofes.</strong> In: Kunsch, Dimas; Coelho. Cláudio e Menezes, José Eugênio. (Org.). Jornalismo e contemporaneidade: um olhar crítico. 1ed.São Paulo: Editora Casper Líbero, 2015, p. 221-223.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; LOZANO ASCENCIO, C. <strong>Periodismo Especializado en Desastres Medioambientales</strong> (PEDMed). In: PEÑA, Beatriz e LOPES, Javier. (Org.). Periodismo Especializado. 1ed.Madrid: ACCI, 2017, p. 123-150.</p>
<p> </p>
<p>BALDISSERA, R. <strong>Da responsabilidade social à sustentabilidade</strong>: comunicação, cultura e imaginários. In: Luiz Alberto de Farias. (Org.). Relações Públicas: técnicas, conceitos e instrumentos. São Paulo: Summus, 2011, p. 179-195.</p>
<p> </p>
<p>FORNI. J. J. <strong>Braskem: omissão leva a desastre ambiental e humanitário</strong>. In: MACHADO, J. (Org.). Risco e Crise no Contexto da Comunicação Organizacional: artigos e entrevistas de especialistas. 1ed.Santa Maria: FACOS - UFSM, 2024, v. 1, p. 13-25</p>
<p> </p>
<p>KAUFMANN, C.; BALDISSERA, R. <strong>Comunicação organizacional para a responsabilidade socioambiental</strong>. Tendências em comunicação Organizacional: temas emergentes no contexto das organizações. 1ed.Santa Maria: FACOS-UFSM, 2019, v. 1, p. 265-276.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B. <strong>Comunicação de riscos e Jornalismo:</strong> considerações sobre esta relação a partir das mudanças do clima. In: Multidimensão e territórios de risco. 1ed.Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2014, p. 21-24.</p>
<p> </p>
<p>________. <strong>Percepção, comunicação e governança dos riscos climáticos</strong>: uma pesquisa a partir do circuito da notícia da Gazeta do Povo. In: Francisco Mendonça; Myrian Del Vecchio de Lima. (Org.). A cidade e os problemas socioambientais: uma perspectiva interdisciplinar. 1ed.Curitiba: Editora da UFPR, 2020, v. 1, p. 817-841.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B.; MORAES, C.; MASSIERER, C. <strong>Comunicação de riscos e desastres versus comunicação para mitigação e adaptação.</strong> In: Daniel Rodrigo Cano, Rosalba Mancinas Chávez, Rogelio Fernández Reyes. (Org.). La comunicación del cambio climático, una herramienta ante el gran desafío. 1ed.Madri: Dykinson, 2021, v. 1, p. 36-55.</p>
<p> </p>
<p>MACHADO, J. <strong>Desastres naturais ou tragédias anunciadas?</strong> In: MACHADO, J. (Org.). Risco e Crise no Contexto da Comunicação Organizacional: artigos e entrevistas de especialistas. 1ed.Santa Maria: FACOS - UFSM, 2024, v. 1, p. 26-29.</p>
<p> </p>
<p>MORAES, C. H. <strong>Cobertura sobre mudanças climáticas no Brasil</strong>: os direitos humanos como tópico da repercussão do IPCC-AR6. In: Laura Manzano-Zambruno; Victoria García Prieto. (Org.). Pensar el poder: derechos humanos y herramientas comunicativas. 1ed.Sevilha: Dykinson, 2022, v. 1, p. 674-694.</p>
<p> </p>
<p>TEIXEIRA, P. B. <strong>Gestão de Crise e a Crise Climática: </strong>como mapear riscos para evitar crises futuras. In: MACHADO, J. (Org.). Risco e Crise no Contexto da Comunicação Organizacional: artigos e entrevistas de especialistas. 1ed.Santa Maria: FACOS - UFSM, 2024, v. 1, p. 81-84.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #003366"><strong>TESES</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>BELMONTE, R. V. <strong>O jornalismo ambiental: três perspectivas em cinco décadas de especialização no Brasil megadiverso</strong>. Tese (Doutorado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2020.</p>
<p> </p>
<p>CAMPOS, P. C. <strong>Jornalismo ambiental e consumo sustentável: proposta de comunicação integrada para a educação permanente</strong>. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação). São Paulo, Universidade de São Paulo, 2006.</p>
<p> </p>
<p>DJIVE, E. G. F.<strong> Educomunicação socioambiental nas rádios comunitárias da província de Gaza-Moçambique</strong>. Tese (Doutorado em Comunicação) Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2022.</p>
<p> </p>
<p>FANTE, E. <strong>O jornalismo do Correio do Povo e o discurso do desmonte da política ambiental do Rio Grande do Sul. </strong>Tese (Doutorado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2020.</p>
<p> </p>
<p>FOLETTO, L. R.<strong> Comunicação em rede para a mudança ambiental</strong>: as narrativas da sustentabilidade dos institutos de permacultura brasileiros. Tese (Doutorado em Comunicação) Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2023.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B.  <strong>Jornalismo e Mudanças Climáticas desde o Sul</strong>: Os vínculos do jornalismo não hegemônico com a colonialidade. Tese (Doutorado em Comunicação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2021.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B. <strong>Riscos climáticos no circuito da notícia local</strong>: percepção, comunicação e governança. Tese (Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento). Curitiba, Universidade Federal do Paraná, 2016.</p>
<p> </p>
<p>MORAES, C. H. <strong>Entre o clima e a economia:</strong> enquadramentos discursivos sobre a Rio+20 nas revistas Veja, Isto É, Época e Carta Capital. Tese (Doutorado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015.</p>
<p> </p>
<p>MOURA, D. O. <strong>Do campo científico ao jornalismo científico</strong>: o discurso sobre o valor da floresta amazônica. Tese (Doutorado em Ciências da Informação). Brasília, Universidade de Brasília, 2001.</p>
<p> </p>
<p>MOYA, I.M. S. <strong>Crítica do discurso da sustentabilidade global</strong>: a comunicação como estratégia possível. Tese (Doutorado em Comunicação) São Paulo, Universidade de São Paulo, 2016.</p>
<p> </p>
<p>PAVANELLO, A. B. <strong>As mulheres na cobertura jornalística de desastres: </strong>o discurso de atingidas no jornal A Sirene. Tese (Doutorado em Comunicação). Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2024.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>QUINTEROS, C. C. <strong>A comunicação pública do clima e riscos de desastres:</strong> imbricações comunicacionais sobre as políticas públicas em Curitiba, Brasil. Tese (Doutorado em Comunicação). São Paulo, Universidade de São Paulo, 2023.</p>
<p> </p>
<p>SCHWAAB, R. <strong>Uma ecologia do jornalismo</strong>: o valor do verde no saber dizer das revistas da Abril. Tese (Doutorado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011.</p>
<p> </p>
<p>SILVA, A. C. <strong>Jornalismo ambiental na rede de notícias da Amazônia</strong>: estudo da cobertura jornalística sobre a Hidrelétrica de Belo Monte (2008-2013). Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação). São Leopoldo, Unisinos, 2015.</p>
<p> </p>
<p>SILVA, E. B. <strong>O jornalismo do Diario de Pernambuco (1825-1984) na construção do (re)conhecimento sobre o Cais José Estelita</strong>: memórias e expectativas sobre uma paisagem de espigões, armazéns e espelhos d´água. Tese (Doutorado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2020.</p>
<p> </p>
<p>SILVA, M. C. V. G. <strong>Um estudo comparado do enquadramento e do discurso jornalístico sobre a Amazônia nas revistas, Time e The Economist</strong>. Tese (Doutorado em Comunicação Social). Porto Alegre, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2005.</p>
<p> </p>
<p>SOUZA, E. A. <strong>Risco é notícia?</strong> A relevância jornalística dos riscos nos grandes desastres da mineração brasileira. Tese (Doutorado em Comunicação). Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2023.</p>
<p> </p>
<p>STEIGLEDER, D. G. <strong>A contribuição do processo educomunicativo aos princípios do jornalismo ambiental:</strong> uma proposta de reflexão epistemológica a partir de experiência com estudantes de ensino médio. Tese (Doutorado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2021.</p>
<p> </p>
<p>VIANNA, M. D. <strong>A cobertura jornalística sobre poluição do solo por resíduos</strong>: uma análise da produção dos jornais O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo da Rio-92 a 2007. Tese (Doutorado em Ciência Ambiental). São Paulo, Universidade de São Paulo, 2012.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #003366"><strong>DISSERTAÇÕES</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>BELMONTE, R. V. <strong>A construção do discurso da economia verde na revista Página 22</strong><strong>.</strong> Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>BENEDETI, C. A. <strong>A qualidade da informação jornalística:</strong><strong> uma análise da cobertura da grande imprensa sobre os transgênicos em 2004. </strong>Dissertação (Mestrado em Comunicação Social). Brasília, Universidade de Brasília, 2006.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>CAMANA, A. <strong>Discursos sobre a revolução biotecnológica</strong><strong>: sentido e memória em textos da Globo Rural.  </strong>Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>CARVALHO, C. P. G. <strong>Amazônia em crise</strong><strong>: o avanço do desmatamento nos grandes jornais do Brasil. 2009. </strong>Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável). Brasília, Universidade de Brasília, 2009.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>DALLA VECCHIA, V. <strong>Meio ambiente e desenvolvimento no discurso do jornalismo de economia</strong><strong>: a questão energética no jornal Valor Econômico. </strong>Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014.</p>
<p> </p>
<p>DELEVATI, A. S. <strong>Comunicação de risco e cobertura de desastres:</strong> o campo jornalístico e as fontes especializadas. Dissertação (Mestrado em Comunicação). Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2012.</p>
<p> </p>
<p>DINIZ, N. S. M. <strong>A saga de um líder seringueiro dentro e fora das páginas da imprensa</strong>: comentário sobre a cobertura dos Jornais para o caso Chico Mendes. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social). Brasília, Universidade de Brasília, 2000.</p>
<p> </p>
<p>FANTE, E. <strong>As representações sociais sobre o Bioma Pampa no jornalismo de referência sul-riograndense</strong>. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2012.</p>
<p> </p>
<p>FARRANGUANE, A. J. <strong>O meio ambiente na imprensa moçambicana</strong>: o caso do Jornal Notícias. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015.</p>
<p> </p>
<p>GUIMARÃES JÚNIOR, I. S. <strong>A construção discursiva da florestania</strong>: comunicação, identidade e política no Acre. (Mestrado em Comunicação). Niterói, Universidade Federal Fluminense, 2008.</p>
<p> </p>
<p>HUBERTY, D. <strong>A narrativa jornalística imediata e tardia do desastre socioambiental na região serrana do Rio de Janeiro em 2011.</strong> Dissertação (Mestrado em Comunicação). Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2020.</p>
<p> </p>
<p>KOLLING, P. <strong>A recepção das informações jornalísticas ambientais do programa Globo Rural:</strong> os sentidos produzidos por agricultores familiares do município de Santa Rosa (RS). Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.</p>
<p> </p>
<p>LEAL, G. S. <strong>Crise de energia e mídia impressa</strong>: um exemplo da teoria do agendamento. (Mestrado em Comunicação Social). Brasília, Universidade de Brasília, 2003.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. <strong>Jornalista ambiental em revista</strong>: das estratégias aos sentidos. Dissertação (Mestrado em  Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2010.</p>
<p> </p>
<p>MASSIERER, C. <strong>O olhar jornalístico sobre o meio ambiente:</strong> um estudo das rotinas de produção nos jornais Zero Hora e Correio do Povo. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2007.</p>
<p> </p>
<p>MOTTER, S. B. <strong>Discursos sobre pagamento por serviços ambientais nos jornais de referência do Brasil.</strong> Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.</p>
<p> </p>
<p>NEULS, G. <strong>Agroflorestas possíveis</strong>: comunicação e apropriação de informações por assentados em MT. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2012.</p>
<p> </p>
<p>PINTO, M. M. <strong>Comunicação e educação em campanhas de enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas</strong>. Dissertação (Mestrado em Comunicação). Curitiba, Universidade Federal do Paraná, 2012.</p>
<p> </p>
<p>ROCHA, M. E. V. B. <strong>A comunicação da temática ambiental como expressão do pensamento complexo</strong><strong>: um estudo exploratório no jornalismo gaúcho.</strong> Dissertação (Mestrado em Comunicação Social). Porto Alegre, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2004.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>RUBIN, A. <strong>Da previsão do tempo às catástrofes</strong>: os valores-notícia dos acontecimentos climáticos em zero hora. Dissertação (Mestrado em Comunicação). Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2012.</p>
<p> </p>
<p>SCHMIDT, S. <strong>Páginas verdes, a presença da emoção</strong>: uma análise da seção de entrevistas pingue-pongue da revista Ecologia &amp; Desenvolvimento. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005.</p>
<p> </p>
<p>SCHWAAB, R. <strong>O discurso jornalístico da sustentabilidade em programas de rádio sobre meio ambiente</strong>: uma análise do quadro Mundo Sustentável e do programa Guaíba Ecologia. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2007.</p>
<p> </p>
<p>SILVA, A. J. C. da.<strong> O lugar do jornalismo diante das emergências socioambientais nos discursos de repórteres</strong>. Dissertação (Mestrado em Comunicação). Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2024.</p>
<p> </p>
<p>SILVA, E. B. <strong>Meio ambiente no telejornalismo</strong>: efeitos de sentido sobre preservação no Nordeste Viver e Preservar. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.</p>
<p> </p>
<p>SILVA, J. A. <strong>A Amazônia na tela da TV Escola:</strong> um olhar para as fontes na perspectiva do Jornalismo Ambiental. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019.</p>
<p> </p>
<p>SORDI, J. O. <strong>Os sentidos do verde nas páginas de Zero Hora</strong><strong>. </strong>Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>SOUZA, J. C. P. V. B. <strong>Comunicação, meio ambiente e práticas culturais</strong><strong>: um estudo sobre o Alto Uruguai catarinense. </strong>Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2005.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>SOUZA, E. <strong>Cobertura do desastre socioambiental em Mariana/MG pelo portal em.com.br</strong>: das fontes aos enunciadores. Dissertação (Mestrado em Comunicação). Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2019.</p>
<p> </p>
<p>STEIGLEDER, D. G. <strong>O jornalismo e a cidade em construção</strong>: o discurso ambiental do jornal Zero Hora sobre as obras da Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015.</p>
<p> </p>
<p>TEIXEIRA, T. G. <strong>A cobertura sobre o Código Florestal no Jornal Nacional.</strong> Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação). Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014.</p>
<p> </p>
<p>WINCH, R. R. <strong>Trajetos de sentidos sobre a mudança climática na discursivização da Revista Superinteressante (1995 - 2015).</strong> Dissertação (Mestrado em Comunicação). Santa Maria, Universidade Federal de Santa Maria, 2017.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="color: #003366"><strong>ARTIGOS CIENTÍFICOS</strong></span></p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; QUEVEDO, J. P.; SOUZA, E. <strong>Evento climático extremo e vulnerabilidades a comunicação de um desastre no Twitter</strong>. InTexto, v. 1, p. 01-22-22, 2024.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; LOZANO ASCENCIO, C.; CRISTOBAL, E. P. <strong>Indicadores para análise das narrativas jornalísticas sobre desastres</strong>: em busca de invisibilidades e saliências. CHASQUI, v. 1, p. 85-100, 2020.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; POZOBON, R. O. <strong>Entre o céu e a terra: a cobertura das catástrofes e o discurso das autoridades.</strong> Rumores (USP), v. 7, p. 119-137, 2013.</p>
<p> </p>
<p>BALBE, A.; LOOSE, E. B. <strong>Jornalismo, medo e alterações climáticas</strong>: <strong>articulações possíveis para pensar o enfrentamento dos riscos climáticos.</strong> OBSERVATORIO (OBS*), v. 14, p. 38-55, 2020.</p>
<p> </p>
<p>BALDISSERA, R.; KAUFMANN, C. <strong>Desafios da comunicação para a sustentabilidade em tempos de mudança climática</strong>: o lugar na cultura, o discurso organizacional e as ofertas de sentidos. Razón y Palabra , v. 91, p. 01-27, 2015.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E. <strong>Alternativas para enfrentar la crisis climática.</strong> ¿Cómo defienden los Bienes Comunes los medios de comunicación no hegemónicos? Observatorio Medioambiental, v. 25, p. 25-42, 2022.</p>
<p> </p>
<p>__________. <strong>Os riscos climáticos no circuito da notícia da Gazeta do Povo</strong>. E-COMPÓS (BRASÍLIA), v. 21, p. 1-22, 2018.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E.; TOURINHO GIRARDI, I. M. <strong>Antes do desastre: notas a respeito do Jornalismo, da comunicação de risco, da prevenção e do envolvimento cidadão</strong>. Mediaciones Sociales, v. 17, p. 209-222, 2018.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E.; CAMANA, A.; VILLAR BELMONTE, R. <strong>A (não) cobertura dos riscos ambientais: debate sobre silenciamentos do jornalismo</strong>. REVISTA FAMECOS (IMPRESSO), v. 24, p. 26545-26545, 2017.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E.; FANTE, E.; JACOBI, C. M.; THIESEN, L. <strong>A cobertura climática pode levar à ação? </strong>REVISTA CIÊNCIAS HUMANAS, v. 15, p. 8-21, 2022.</p>
<p> </p>
<p>FANTE, E.M.; MORAES, C. H. ; LENGERT, M. <strong>Porto Alegre e a mudança climática</strong>: abordagens do jornalismo local na construção da resiliência. REVISTA LATINOAMERICANA COMUNICACIÓN CHASQUI, v. 1, p. 109-124, 2020.</p>
<p> </p>
<p>GIRARDI, I. M. T.; MORAES, C. H.; FANTE, E.M. <strong>Mudança do clima e novas formas de atuação no jornalismo. </strong>Razón y Palabra, v. 20, p. 1-24, 2015.</p>
<p> </p>
<p>GUTIERREZ, M. B. S. <strong>A comunicação corporativa e as políticas de combate às mudanças climáticas</strong>: teorias, perspectivas e uma avaliação do uso das redes sociais no caso do Brasil. Boletim regional, urbano e ambiental IPEA, v. 24, p. 142-155, 2020.</p>
<p> </p>
<p>HERTE DE MORAES, C.; BELING LOOSE, E.; TOURINHO GIRARDI, I. M. <strong>Dengue, Zika e Chikungunya: Análise da cobertura do risco de doenças associadas às mudanças climáticas sob a ótica do Jornalismo Ambiental.</strong> Anuario Estudios en Comunicación Social Disertaciones, v. 10, p. 120-132, 2017.</p>
<p> </p>
<p>KAUFMANN, C.; BALDISSERA, R. <strong>Sobre o Modelo de Sustentabilidade instituído no âmbito da Organização Comunicada</strong>. In: VI Abrapcorp 2012 - Comunicação, Discurso, Organizações, 2012, São Luis. VI Abrapcorp 2012 - Comunicação, Discurso, Organizações. São Paulo: Abrapcorp/UFMA, 2012.</p>
<p> </p>
<p>LENGERT, M.; ZANOVELLO, R.; MORAES, C. H. DE. <strong>Eventos extremos e mudança climática no discurso dos jornais Folha de São Paulo e O Globo em 2016</strong>. PERCURSOS (FLORIANÓPOLIS. ONLINE), v. 21, p. 54-82, 2020.</p>
<p> </p>
<p>LEITE, D. A.; MONTEIRO, M. S. A. <strong>Gerenciamento de discursos hídricos: A comunicação da crise de abastecimento de água na RMSP (2014-2015)</strong>. Revista Ambiente e Sociedade, v. 26, 2023.</p>
<p> </p>
<p>LEITZKE, M. R. L.; FONSECA, G. M. <strong>Crise ambiental e crise de informação: reﬂexões sobre a opinião pública no contexto da sustentabilidade. </strong>Revista Organicom, v. 13, 2016.</p>
<p> </p>
<p>LONDE, L. R.; LOOSE, E. B.; MARCHEZINI, V.; SAITO, S. M. <em><strong>Communication in the Brazilian civil defense system</strong></em><em>.</em> International Journal of Disaster Risk Reduction, v. 95, p. 103869, 2023.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B; LONDE, L. R.; MARCHEZINI, V. <em><strong>Communication of civil defense agencies in Brazil: Highlighting risks or disasters?</strong></em><strong>.</strong> Revista de Estudios Latinoamericanos sobre Reducción del Riesgo de Desastres REDER, v. 7, p. 165-173, 2023.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B. <strong>Contribuições do Jornalismo para o enfrentamento da crise climática.</strong> International Journal of Environmental Resilience Research and Science (IJERRS), v. 1, p. 67-79, 2019.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B.; GIRARDI, I. M. T. <strong>O Jornalismo Ambiental sob a ótica dos riscos climáticos.</strong> Interin (UTP), v. 22, p. 154-172, 2017.</p>
<p> </p>
<p>LOOSE, E. B.; CAMANA, A. <strong>Reflexões sobre o papel do Jornalismo Ambiental diante dos riscos da sociedade contemporânea</strong>. OBSERVATORIO (OBS*), v. 9, p. 119-132, 2015.</p>
<p> </p>
<p>LOZANO ASCENCIO, C.; AMARAL, M. F.; CRISTOBAL, E. P. <strong>Los relatos periodísticos de riesgos y catástrofes en las televisiones de España</strong>. Revista Mexicana de Investigación Educativa, v. 25, p. 1183, 2020.</p>
<p> </p>
<p>LOZANO ASCENCIO, C.; AMARAL, M. F. <strong>Coberturas informativas de la prevención y del acontecer de catástrofes a través de los Manuales institucionales dirigidos a los periodistas</strong>. ESTUDIOS RURALES, v. 8, p. 06-27-27, 2018.</p>
<p> </p>
<p>LOZANO ASCENCIO, C.; AMARAL, M. F. <em><strong>Comunicar riesgos en la sociedad de la incertidumbre</strong></em>. In Texto (UFRGS. Online), p. 21, 2017.</p>
<p> </p>
<p>LOZANO ASCENCIO, C.; AMARAL, M. F. ; CRISTOBAL, E. P. . <strong><em>Las catástrofes y los desastres en las noticias sobre el cambio climático en España de 2019 a 2021.</em></strong> Estudios sobre el Mensaje Periodístico, v. 28, p. 537-548, 2022.</p>
<p> </p>
<p>MIGUEL, K. G. <strong>A crise da água no Facebook: estudo comparativo da comunicação em rede das ONGs ambientalistas.</strong> 38º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2015, Rio de Janeiro, RJ. In: Anais do 38º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2015.</p>
<p> </p>
<p>MORAES, C. H<strong>. A mudança climática no enquadramento discursivo da revista Época</strong>. DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE (UFPR), v. 40, p. 37-56, 2017.</p>
<p> </p>
<p>MORAES, C. H.; LENGERT, M. <strong>Enquadramentos no discurso da série Crise do Clima da Folha de São Paulo</strong>. CAMBIASSU: ESTUDOS EM COMUNICAÇÃO (ONLINE), v. 14, p. 46-59, 2019.</p>
<p> </p>
<p>PAVANELLO, A.; AMARAL, M. F. <strong>A configuração das mulheres na cobertura jornalística de desastres</strong>. CLIMACOM CULTURA CIENTÍFICA - PESQUISA, JORNALISMO E ARTE, v. 1, p. 1-30, 2023.</p>
<p> </p>
<p>QUINTEROS, C. C. <strong>Comunicação pública e riscos climáticos</strong>: quatro dimensões estratégicas para interação com comunidades em áreas de vulnerabilidade climática. In: Anais XIV Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas. Bauru, SP. 2020.</p>
<p> </p>
<p>VICTOR, C. <strong>Mudanças Climáticas no Centro das Questões Humanitárias</strong>: da comunicação de riscos às propostas de media interventions. In: Anais XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo, SP. 2016.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #003366"><strong>GRUPOS DE PESQUISA, DOSSIÊS, OBSERVATÓRIOS</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Dossiê Revista Organicom - USP: <a href="https://www.revistas.usp.br/organicom/issue/view/12657">Comunicação, Agenda 2030 da ONU e Organizações.</a> v.19, n. 39, 2022.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/">Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental - UFRGS</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/observatorio/">Observatório de Jornalismo Ambiental</a> </p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.baruobservatorio.com.br/">Baru - Observatório do Jornalismo Ambiental - UFG</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://licaufs.blogspot.com/">Laboratório Interdisciplinar de Comunicação Ambiental - UFS</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://portalintercom.org.br/eventos1/gps1/gp-comunicacao-ciencia-meio-ambiente-e-sociedade">Grupo de pesquisa Intercom: Comunicação, Divulgação Científica, Saúde e Meio Ambiente</a></p>
<p> </p>
<p>*Este mapeamento está em contínua atualização. Envie indicações de pesquisas na área para o email: <a class="notranslate" href="mailto:observat%C3%B3rio.crise@ufsm.br">observatorio.crise@ufsm.br</a> </p>
<p>**A bibliografia referenciada segue sistema próprio de padronização do OBCC, a fim de melhor visualização de temas, assuntos e palavras-chave que constam nos títulos e subtítulos.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Iniciativas das instituições públicas de ensino superior do RS no enfrentamento às enchentes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/06/03/iniciativas-das-instituicoes-publicas-de-ensino-superior-do-rs-no-enfrentamento-as-enchentes</link>
				<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 18:03:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=329</guid>
						<description><![CDATA[O saber científico e o fazer das instituições de ensino superior públicas gaúchas, além de formar profissionais e cidadãos, também visa apresentar respostas a problemas complexos da sociedade. Com o estado de calamidade pública decretado no Rio Grande do Sul, decorrente dos eventos climáticos do mês de maio de 2024, essas instituições têm sido protagonistas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O saber científico e o fazer das instituições de ensino superior públicas gaúchas, além de formar profissionais e cidadãos, também visa apresentar respostas a problemas complexos da sociedade. Com o estado de calamidade pública decretado no Rio Grande do Sul, decorrente dos eventos climáticos do mês de maio de 2024, essas instituições têm sido protagonistas em apresentar soluções e prognósticos para a crise, seja no atendimento e auxílio às pessoas desabrigadas ou no tratamento de animais, seja na gestão de projetos extensionistas ou como fonte de informação para a imprensa, para governantes e para a população, a partir da elaboração de análises, explicações, entrevistas, mapeamentos e relatórios técnicos.</p>
<p>A equipe do Observatório organizou um levantamento de atividades focadas no gerenciamento da crise e dividiu em duas seções específicas: 1. Ações de atendimento e auxílio e 2. Ações de informação e comunicação. O quadro a seguir apresenta alguns dos resultados encontrados - quase 70 iniciativas - com links para mais informações. É importante salientar que devido ao volume expressivo de atividades (mais de 200), o quadro é um recorte de parte das ações desenvolvidas apenas pelas IES públicas do RS e encontradas em seus sites oficiais.</p>
<p> </p>
<table style="height: 5647px;width: 100%" width="100%">
<tbody>
<tr style="height: 68px">
<td style="width: 14.5455%;text-align: center;height: 68px" width="84">
<p><strong>Instituição</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;text-align: center;height: 68px" width="227">
<p><strong>Ações de atendimento e auxílio </strong></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;text-align: center;height: 68px" width="274">
<p><strong>Ações de informação e comunicação</strong></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 1209px">
<td style="width: 14.5455%;height: 1209px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>FURG</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 1209px" width="227">
<p><strong>I</strong><a href="https://www.furg.br/eventos-extremos"><strong>nstitui o Comitê de Avaliação e Prognóstico de Eventos Extremos </strong>da FURG, órgão integrante do Programa Institucional de Avaliação, Prognóstico e Mitigação de Impactos de Eventos Climáticos Extremos</a> </p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.furg.br/noticias/noticias-institucional/parceria-entre-cufa-e-furg-entrega-cestas-basicas-para-abrigos-em-rio-grande"><strong>Parceria entre CUFA e- FURG entrega cestas-básicas</strong> para abrigos em Rio Grande.</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.furg.br/noticias/noticias-institucional/transformado-em-abrigo-caic-recebe-vitimas-da-enchente"><strong>Transformado em abrigo,</strong> CAIC recebe vítimas da enchente</a>.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.furg.br/noticias/noticias-institucional/escola-de-enfermagem-da-furg-implementa-e-gerencia-a-plataforma-abrigosrs-em-rio-grande">Escola de Enfermagem da FURG implementa e gerencia a <strong>plataforma ABRIGOSRS</strong> em Rio Grande.</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.furg.br/noticias/noticias-institucional/furg-se-mobiliza-com-diversas-acoes-para-auxiliar-atingidos-pela-enchente"><strong>FURG se mobiliza com diversas ações</strong> para auxiliar atingidos pela enchente.</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.furg.br/noticias/noticias-institucional/furg-convida-extensionistas-para-auxiliar-no-enfrentamento-de-problemas-causados-pelas-enchentes"><strong>FURG convida extensionistas para auxiliar no enfrentamento</strong> de problemas causados pelas enchentes.</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.furg.br/noticias/noticias-institucional/pesquisadores-realizam-medicoes-do-nivel-da-agua-em-diversos-pontos-de-rio-grande"><strong>Pesquisadores realizam medições do nível da água </strong>em diversos pontos de Rio Grande.</a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 1209px" width="274">
<p><strong>FURG cria mapa interativo com cenários possíveis de alagamento: </strong><a href="https://indi83ac917015ea.maps.arcgis.com/apps/mapviewer/index.html?webmap=a924bc1591ca45218fc9830ae7b2a347"><strong>Map Viewer (arcgis.com)</strong></a> </p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.furg.br/eventos-extremos"><strong>Universidade divulga diariamente um boletim eletrônico </strong>com informações e orientações sobre os eventos climáticos </a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.furg.br/noticias/noticias-institucional/estudantes-de-medicina-lancam-a-cartilha-do-recomeco-para-desabrigados-e-desalojados"><strong>Estudantes de medicina lançam a cartilha</strong> do recomeço para desabrigados e desalojados</a>.</p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 946px">
<td style="width: 14.5455%;height: 946px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>IFRS</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 946px" width="227">
<p><a href="https://ifrs.edu.br/campi-do-ifrs-realizam-acoes-de-solidariedade-para-vitimas-de-enchentes-e-precisam-de-doacoes-e-voluntarios/"><strong>Iniciativas solidárias são realizadas em diversos campis</strong> do IFRS. </a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ifrs.edu.br/campus-canoas-do-ifrs-abriga-atingidos-pelas-enchentes-e-precisa-de-doacoes-e-voluntarios/"><strong>Campus Canoas do IFRS abriga atingidos pela enchente </strong></a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ifrs.edu.br/campus-viamao-e-ponto-de-arrecadacao-de-itens-essenciais-para-atingidos-pelas-chuvas/"><strong>Campus Viamão é ponto de arrecadação </strong>de itens essenciais para atingidos pelas chuvas</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ifrs.edu.br/programa-envelhecer-nos-territorios-realiza-acoes-em-carater-de-urgencia-em-rio-grande/"><strong>Programa Envelhecer nos Territórios realiza ações</strong> em caráter de urgência em Rio Grande</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ifrs.edu.br/campus-erechim-confecciona-roupas-de-frio-para-os-afetados-pela-enchente-em-parceria-com-entidades/"><strong>Campus Erechim confecciona roupas de frio </strong>para os afetados pela enchente em parceria com entidades</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ifrs.edu.br/cursos-de-alimentacao-de-11-instituicoes-de-ensino-gauchas-produzem-paes-e-bolos-para-entregar-a-vitimas-da-chuva/"><strong>Cursos de alimentação de 11 instituições de ensino gaúchas produzem pães e bolos</strong> para entregar a vítimas das chuvas </a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 946px" width="274">
<p> </p>
<p><a href="https://ifrs.edu.br/ifrs-pelo-rio-grande-do-sul/"><strong>IFRS cria página a fim de unificar informações para sua comunidade e divulgar iniciativas da Instituição </strong></a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ifrs.edu.br/rede-federal-promove-campanha-em-beneficio-da-comunidade-academica-dos-ifs-gauchos/"><strong>Rede Federal promove campanha </strong>em benefício da comunidade acadêmica dos IFs gaúchos</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ifrs.edu.br/plataforma-desenvolvida-pelo-campus-rio-grande-possibilita-acompanhar-inundacoes/"><strong>Plataforma desenvolvida pelo Campus Rio Grande possibilita acompanhar inundações</strong></a></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 381px">
<td style="width: 14.5455%;height: 381px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>UERGS</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 381px" width="227">
<p><a href="https://uergs.edu.br/uergs-monta-comites-tecnico-e-de-aconselhamento-para-o-enfrentamento-da-calamidade-no-estado"><strong>UERS cria Comitê técnico de aconselhamento para o enfrentamento da crise</strong></a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 381px" width="274">
<p> </p>
<p><a href="https://www.sosuergs.com.br/"><strong>UERGS cria Observatório do Clima e Território </strong>com objetivo de reunir informações sobre a comunidade universitária e regiões impactadas pelas chuvas e enchentes no R</a>S</p>
<p> </p>
<p><a href="https://uergs.edu.br/cartilha-orienta-sobre-boas-praticas-no-preparo-de-alimentos-para-doacao"><strong>Cartilha orienta sobre boas práticas no preparo de alimentos para doação </strong></a></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 971px">
<td style="width: 14.5455%;height: 971px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>UFCSPA</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 971px" width="227">
<p><strong>I</strong><a href="https://ufcspa.edu.br/vida-academica/saude-e-bem-estar/enchentes/geec"><strong>nstitui Grupo de Enfrentamento a Emergências Climáticas</strong>, que coordena subgrupos para o atendimento das necessidade para enfrentamento da crise. </a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.recomecaufcspa.com/"><strong>Universidade cria a ação Recomeça UFCSPA</strong>, para levantar informações sobre a situação de sua comunidade acadêmica, esclarecer informações sobre saúde e questões financeiras de seguro, bem como conectar as vítimas das enchentes com apoio psicológico gratuito. </a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.recomecaufcspa.com/mutiroes"><strong>Comunidade da UFCSPA realiza limpeza e conserto</strong> de eletrônicos, mobiliza para limpeza de locais afetados e tem iniciativas para construção de móveis. </a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ufcspa.edu.br/noticias/materias-de-capa/5684-central-do-voluntariado-orienta-acoes-de-ajuda-e-encaminha-doacoes"><strong>Instaurou uma Central do Voluntariado.</strong> Atendimento presencial com voluntários para apoio, orientação, recebimento e destinação de doações e organização das ações de voluntários. </a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 971px" width="274">
<p> </p>
<p><a href="https://ufcspa.edu.br/noticias/materias-de-capa/5676-ufcspa-atua-em-diversas-frentes-na-emergencia-climatica-do-rs"><strong>ASCOM - Assessoria de Comunicação da UFCSPA e estudantes voluntários de todos os cursos de graduação e pós-graduação atuam na produção de conteúdo nos canais oficiais.</strong> Com informações úteis e confiáveis, checagem de fatos, informes institucionais à comunidade e à população.</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://ufcspa.edu.br/noticias/materias-de-capa/5676-ufcspa-atua-em-diversas-frentes-na-emergencia-climatica-do-rs">O Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde (PPG-TigSaúde)<strong> desenvolveu um formulário que conecta pessoas que precisam de medicamentos para crianças</strong> de até 12 anos a doadores dos remédios. E o curso de Farmácia realizou um cadastramento de voluntários para atuar na separação e distribuição de remédios doados.</a></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 547px">
<td style="width: 14.5455%;height: 547px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>UFPEL </strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 547px" width="227">
<p><a href="https://wp.ufpel.edu.br/emergenciaclimatica/acontece-na-ufpel/"><strong>UFPEL disponibiliza espaço para abrigo de pessoas e animais</strong> domésticos na ESEF (Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia) e no CESC (Centro de Esportes, Saúde e Cultura).</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://wp.ufpel.edu.br/emergenciaclimatica/acontece-na-ufpel/">Iniciativa de voluntários da Universidade <strong>recolhem doações </strong>e realizam ações de acolhimento</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://wp.ufpel.edu.br/emergenciaclimatica/acontece-na-ufpel/"><strong>Atuação no comitê de crise da Prefeitura de Pelotas</strong></a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 547px" width="274">
<p> </p>
<p><a href="https://wp.ufpel.edu.br/emergenciaclimatica/"><strong>UFPEL cria site para organizar e unificar informações relacionadas à emergência climática</strong></a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://wp.ufpel.edu.br/emergenciaclimatica/mapa-de-risco-do-municipio-de-pelotas-acompanhe-aqui/"><strong>Mapa de risco do Município de Pelotas</strong></a></p>
<p><a href="https://wp.ufpel.edu.br/emergenciaclimatica/mapa-de-risco-do-municipio-de-pelotas-acompanhe-aqui/"><strong>Emergência Climática</strong></a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://wp.ufpel.edu.br/emergenciaclimatica/outras-iniciativas/"><strong>UFPEL disponibiliza diversos guias e tutoriais para atendimento em abrigos</strong></a></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 1619px">
<td style="width: 14.5455%;height: 1619px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>UFRGS</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 1619px" width="227">
<p><a href="https://www.ufrgs.br/prorext/redeufrgs/"><strong>Extensão UFRGS em rede SOS RS. </strong></a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufrgs.br/prorext/redeufrgs/">Conjunto de atividades de extensão que estão atuando no combate ao estado de calamidade no RS. As iniciativas são na área da saúde humana e animal, amparo e apoio, assessoria jurídica e empresarial, educação e informação, dentre outras.</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7zD1TrfrVs0"><strong>Recebimento de medicamentos</strong> doados e avaliação de condições de uso. Encaminhamentos para secretarias de saúde de cidades atingidas. </a></p>
<p> </p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ufrgs-acolhe-desabrigados-da-enchente-no-ginasio-da-esefid"><strong>Escola de Educação Física Fisioterapia e Dança da UFRGS é um dos muitos centros de abrigo de Porto Alegre c</strong>om mais de 600 pessoas vítimas das enchentes. Diversas ações de acolhimento, atendimento em saúde humana e animal e voluntariado são desenvolvidas.</a></p>
<p> </p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/comunidade-academica-se-mobiliza-para-auxiliar-atingidos-pela-enchente"><strong>Iniciativas de doações</strong> são realizadas por órgãos administrativos e Unidades Acadêmicas da Universidade</a></p>
<p> </p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/escola-de-enfermagem-da-ufrgs-atua-na-promocao-da-saude-em-abrigos"><strong>Promoção de saúde em abrigos</strong></a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufrgs.br/icbs/saude_saneamento/index.html"><strong>Apoio Emergencial Saúde e Saneamento</strong> - realização de testes gratuitos ou por valores de custo para detecção de patógenos. </a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pl4lKWmwWUE&amp;list=UUna8_e7Ytg9WcRQg0NtkEgQ&amp;t=2s"><strong>Promoção da Saúde Mental </strong></a></p>
<p> </p>
<p><strong>Conheça outras iniciativas coordenadas</strong> pela UFRGS<a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ufrgs-desenvolve-diversas-acoes-durante-as-enchentes"> durante as enchentes — UFRGS | Universidade Federal do Rio Grande do Sul</a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 1619px" width="274">
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ceped-rs-articula-trabalho-em-rede-para-a-reconstrucao-do-estado"><strong>Planejamento para reconstrução do estado </strong></a></p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/repositorio-de-mapas-da-ufrgs-dimensiona-a-tragedia-no-rs-e-fornece-informacoes-detalhadas"><strong>Repositório de mapas da UFRGS </strong></a></p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/repositorio-de-mapas-da-ufrgs-dimensiona-a-tragedia-no-rs-e-fornece-informacoes-detalhadas">dimensiona a tragédia no RS e fornece informações detalhadas</a></p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/confira-orientacoes-do-iph-e-atualizacoes-das-previsoes-sobre-a-cheia-do-guaiba"><strong>Análises e previsões diárias</strong> sobre cheia do Guaíba e demais locais </a></p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/iph-coleta-amostras-do-guaiba-para-detectar-a-presenca-de-patogenos-e-de-residuos-quimicos-e-fisicos-na-agua-da-enchente"><strong>Coleta e processamento de amostras de água </strong>de diversos pontos do Guaíba </a></p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/professores-da-ufrgs-recomendam-medidas-economicas-para-enfrentar-a-crise-no-rs">Docentes da Faculdade de Ciências Econômicas divulgam <strong>manifesto "A Reconstrução do Rio Grande do Sul” </strong></a></p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/sites-compilam-pessoas-e-pets-abrigados-nas-enchentes"><strong>Estudantes criam sites de localização de pessoas desabrigadas e pets</strong></a><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufrgs.br/fabico/2024/05/13/mapeamento-revela-se-as-50-maiores-empresas-brasileiras-estao-apoiando-as-vitimas-das-enchentes-no-rs-e-quais-sao-as-principais-iniciativas/"><strong>Mapeamento revela se as 50 maiores empresas brasileiras estão apoiando as vítimas </strong>das enchentes no RS e quais são as principais iniciativas</a></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 777px">
<td style="width: 14.5455%;height: 777px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>UFSM</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 777px" width="227">
<p><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/28/ufsm-lanca-mapa-da-extensao-com-acoes-desenvolvidas-durante-a-crise-climatica-no-rio-grande-do-sul"><strong>UFSM lança Mapa da Extensão</strong> com ações desenvolvidas durante a crise climática no Rio Grande do Sul – UFSM</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/17/equipe-tecnica-da-ufsm-visita-sao-joao-do-polesine"><strong>UFSM realiza visita técnica em locais atingidos pela enchente</strong></a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/23/estudantes-de-quimica-produzem-sabao-liquido-para-ajudar-comunidades-atingidas-pelas-enchentes"><strong>Estudantes de Química produzem sabão líquido </strong>para ajudar comunidades atingidas pelas enchentes</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/22/de-quadradinho-em-quadradinho-somos-mais-fortes-laboratorio-de-la-da-ufsm-integra-acao-tricotando-cobertinhas"><strong>Laboratório de Lã da UFSM integra ação Tricotando Cobertinhas</strong></a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/17/alunos-da-ufsm-consertam-eletrodomesticos-afetados-pelas-chuvas"><strong>Alunos da UFSM consertam eletrodomésticos</strong> afetados pelas chuvas</a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 777px" width="274">
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/crise-climatica-rs-2024"><strong>UFSM cria página com as diversas iniciativas realizada pela Universidade</strong> </a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/15/professores-da-ufsm-atuam-no-processamento-de-imagens-de-desastres-obtidas-por-satelite"><strong>Professores da UFSM atuam no</strong> <strong>processamento de imagens de desastre</strong>s obtidas por satélite – UFSM</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/29/entrevista-professores-da-ufsm-abordam-o-desastre-ambiental-no-rio-grande-do-sul-pela-perspectiva-do-jornalismo-e-da-pesquisa-em-comunicacao">Entrevista: <strong>Professores da UFSM abordam o desastre ambiental </strong>no Rio Grande do Sul pela perspectiva do jornalismo e da pesquisa em comunicação – UFSM</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise"><strong>Observatório de Comunicação de Crise</strong> realiza mapeamentos e disponibiliza informações para auxiliar no pensar e tomada de decisão em relação a situação de calamidade ocasionada pelo desastre climático </a></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 813px">
<td style="width: 14.5455%;height: 813px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>Unipampa</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 813px" width="227">
<p><a href="https://sites.unipampa.edu.br/criseclimaticars/2024/05/21/unipampa-abre-inscricoes-para-concessao-de-auxilio-a-estudantes-atingidos-pelas-chuvas-no-rs/"><strong>Concessão de auxílio financeiro aos estudantes afetados</strong> pelas chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://sites.unipampa.edu.br/criseclimaticars/2024/05/14/sos-rio-grande-do-sul-unipampa-recebe-donativos-para-vitimas-das-chuvas-e-enchentes-no-rs/"><strong>Arrecadação de donativos</strong> para as famílias atingidas</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://sites.unipampa.edu.br/criseclimaticars/2024/05/17/nude-do-campus-jaguarao-promove-acolhimento-aos-discentes-atingidos-pela-situacao-de-calamidade-enfrentada-pelo-rio-grande-do-sul-e-uruguai/"><strong>Acolhimento e escuta aos discentes </strong>atingidos pela situação de calamidade</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://sites.unipampa.edu.br/criseclimaticars/2024/05/21/unipampa-confecciona-e-customiza-cadernos-artesanais-para-criancas-que-estao-em-abrigos-devido-as-enchentes/"><strong>Confecção e customização de cadernos artesanais para crianças</strong> que estão em abrigos devido às enchentes</a> </p>
<p> </p>
<p><a href="https://sites.unipampa.edu.br/criseclimaticars/2024/05/14/unipampa-cria-comite-tecnico-e-social-de-enfrentamento-as-condicoes-de-emergencia-sobre-eventos-climaticos-excepcionais/"><strong>Unipampa cria Comitê Técnico e Social de Enfrentamento </strong>às Condições de Emergência sobre Eventos Climáticos Excepcionais</a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 813px" width="274">
<p> </p>
<p><a href="https://sites.unipampa.edu.br/criseclimaticars/"><strong>Organiza site para divulgar suas ações</strong></a></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 316px">
<td style="width: 14.5455%;height: 316px" width="84">
<p> </p>
<p><strong>IFFAR</strong></p>
</td>
<td style="width: 40.8485%;height: 316px" width="227">
<p><a href="https://iffarroupilha.edu.br/ultimas-noticias/item/35931-iffar-pelo-rs-estudantes-e-servidores-de-santa-rosa-ajudam-a-reconstruir-casa-de-aluna"><strong>IFFar pelo RS: estudantes e servidores ajudam a reconstruir casa de aluna</strong> - IFFar (iffarroupilha.edu.br)</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://iffarroupilha.edu.br/ultimas-noticias/item/35897-iffar-recebe-doa%C3%A7%C3%B5es-para-atingidos-pelas-chuvas-no-rs"><strong>IFFAR cria pontos de coleta de doações</strong> em diversos campis</a></p>
</td>
<td style="width: 43.2727%;height: 316px" width="274">
<p><br /><br /><br /><a href="https://iffarroupilha.edu.br/ultimas-noticias/item/35930-iffar-pelo-rs-professor-do-iffar-fala-sobre-riscos-das-inunda%C3%A7%C3%B5es-para-as-edifica%C3%A7%C3%B5es"><strong>Professor do IFFar fala sobre riscos das inundações para as edificações</strong> - IFFar (iffarroupilha.edu.br)</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>Há também ações que envolvem várias universidades e entidades, das quais destacamos o Projeto <a href="https://open.spotify.com/episode/1VTw5dYQaB3STLisZkriBr"><strong>Comunicação Universitária em Rede – Emergência Climática Rio Grande do Sul</strong></a>, do qual fazem parte as universidades federais da Fronteira Sul (UFFS), de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Pampa (Unipampa), e Pelotas (UFPel), a Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) - além de  três universidades do sudeste - Fluminense (UFF), do ABC (UFABC), UFSCar e mais a Rede Saúde Única (Fiocruz RS). O projeto conversa com especialistas de diversas áreas sobre a crise climática para propor análises e soluções, além de combater fake news.</p>
<p> </p>
<p>Sabe de alguma outra iniciativa desenvolvida por IES pública do RS, envie-nos pelo email: observatorio.crise@ufsm.br </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Artigos científicos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/artigos-cientificos</link>
				<pubDate>Wed, 26 Oct 2022 12:22:34 +0000</pubDate>
				
				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?page_id=188</guid>
						<description><![CDATA[Artigos publicados em periódicos científicos e em eventos da área:   AGUIAR, Cassiane; PRETTO, Lara Thomazi; PAVANELLO, Alice Bianchini. Haters e lovers: uma história de amor e ódio envolvendo o campeão do BBB 24. In: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUL, 23., 2024Anais [&#8230;]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-6.   AGUIAR, J. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><strong>Artigos publicados em periódicos científicos e em eventos da área:</strong></p>
<p> </p>
<p>AGUIAR, Cassiane; PRETTO, Lara Thomazi; PAVANELLO, Alice Bianchini.<strong> Haters e lovers: uma história de amor e ódio envolvendo o campeão do BBB 24. </strong><em>In</em>: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUL, 23., 2024Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-6.</p>
<p> </p>
<p>AGUIAR, J. A. <strong>A Vale sob a ótica da crise</strong>: análise de discurso do vídeo “Covid-19” publicado nas mídias sociais da empresa durante a pandemia. In: Anais do 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2020). Salvador, BA. 2020.</p>
<p> </p>
<p>______. <strong>A crise e as organizações:</strong> a imagem da Vale no Jornal Nacional durante a pandemia do Coronavírus. In: XIV Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp, 2020).</p>
<p> </p>
<p>ALMEIDA, F. T.; ANDRELO, R. <strong>Relações Públicas Educativas na Prevenção de Crises de Imagem em Redes Sociais Digitais:</strong> a possível construção de uma conduta em conjunto com o público interno. In: XIV Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp, 2020).</p>
<p> </p>
<p>ALMEIDA, Jean; BHERING, Gabriel; COUTINHO, Iluska. <strong>Análise comparativa: perfis noticiosos amadores e Apuraí na cobertura jornalística da enchente no Rio Grande Do Sul</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 47., 2024, Balneário Camboriú. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-15.</p>
<p> </p>
<p>ALVES, C. M. P. <strong>Como sobreviver em tempos de Uber?</strong> 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2017, Curitiba, PR. In: Anais do 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2017.</p>
<p> </p>
<p>ALVES, D. F. Q. <strong>Reputação empresarial diante de uma crise institucional:</strong> o caso Anglo American. In: Anais do XIII Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp. 2019).</p>
<p> </p>
<p>ALVES, J. E. P. <strong>Comunicação de risco, elemento-chave na gestão de crises corporativas e um desafio para o século XXI</strong>: a teoria na prática, situação atual e tendências. Revista Organicom, v. 4, n. 6, São Paulo, SP, 2007.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; OLIVEIRA, J. M. ; SOUZA, E. . <strong>As narrativas do sofrimento na cobertura jornalística do rompimento das barragens e seus papeis na configuração da comoção nas primeiras horas do acontecimento.</strong> REVISTA ECO-PÓS (ONLINE), v. 25, p. 07-23, 2022.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; SOUZA, E. ; CAPOVILLA, J. <strong>Os sentidos do desastre em Mariana.</strong> E-COMPÓS (BRASÍLIA), p. 1-26, 2020.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; LOZANO ASCENCIO, C. ; CRISTOBAL, E. P. . <strong>Indicadores para análise das narrativas jornalísticas sobre desastres</strong>: em busca de invisibilidades e saliências. CHASQUI, v. 1, p. 85-100, 2020.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; OLIVEIRA, J. M. . <strong>O papel das vítimas nas narrativas jornalísticas sobre o desastre em Mariana</strong>. LUMINA (JUIZ DE FORA), v. 12, p. 19-39, 2018.</p>
<p> </p>
<p>AMARAL, M. F.; POZOBON, R. O. <strong>Entre o céu e a terra: a cobertura das catástrofes e o discurso das autoridades.</strong> Rumores (USP), v. 7, p. 119-137, 2013.</p>
<p> </p>
<p>ANDRADE, M.; MARBACK, H.; NETO, E. <strong>Crise de imagem e comunicação organizacional em tempos de mídias sociais</strong>:  o caso da Farm<strong>. </strong>46º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2023, Belo Horizonte, MG. In: Anais do 46º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2023.</p>
<p> </p>
<p>ANDREUCCI JR., S. J. <strong>A comunicação por ações culturais como estratégia de gestão de crises.</strong> 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2017, Curitiba, PR. In: Anais do 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2017.</p>
<p> </p>
<p>_______. <strong>Responsabilidade social como estratégia de gestão de crises:</strong> estudo das interfaces entre narrativas organizacionais, opinião pública e reputação. In: Anais do XI Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp 2017).</p>
<p> </p>
<p>_______. <strong>Gestão de Riscos de Imagem em Usinas Hidrelétricas Brasileiras.</strong> In: Anais do XIII Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp 2019).</p>
<p> </p>
<p>ANTUNES, E. <strong>Entre a Radicalização Online e a Comunicação de Crise:</strong> Principais Linhas de Pesquisa da Produção Científica entre Terrorismo e Redes Sociais. Revista Comunicando, v.11, n.2, Covilhã, PT, 2022.</p>
<p> </p>
<p>ARAÚJO, Isadora Gonçalves Eleutério Dias; RAIMONDI, Alice Souza; GOVEIA, Fábio Gomes. <strong>Cobertura das enchentes no Rio Grande do Sul: análise da mídia tradicional no Instagram sob a perspectiva da comunicação de risco</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 47., 2024, Balneário Camboriú. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-12.</p>
<p> </p>
<p>ATHAYDES, A. S. et. al. <strong>A comunicação de crise do governo brasileiro durante a pandemia do Covid-19: estratégia comunicativa para desinformar?</strong> In: XV Congresso Abrapcorp, 2021, São Paulo. Anais do XV Congresso Abrapcorp. São Paulo: Abrapcorp, 2021.</p>
<p> </p>
<p>AZEVEDO, P. M. <strong>O protesto nas mídias digitais e a falta de gerenciamento de crise:</strong> imagens da UFPB. 34º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2011, Recife, PE. In: Anais do 34º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2011.</p>
<p> </p>
<p>BACOVIS, Ana Beatriz Guedes <em>et al</em>. <strong>Uni Alternativa: relato de experiência de uma cobertura jornalística sobre a crise climática do RS no Instagram</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 47., 2024, Balneário Camboriú. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-15.</p>
<p> </p>
<p>BALBE, A.; LOOSE, E. B. <strong>Jornalismo, medo e alterações climáticas</strong>: <strong>articulações possíveis para pensar o enfrentamento dos riscos climáticos.</strong> OBSERVATORIO (OBS*), v. 14, p. 38-55, 2020.</p>
<p> </p>
<p>BARKLEY, K. <strong>Does one size fit all? The applicability of situational crisis communication theory in the Japanese context.</strong> Public Relations Review, Vol. 46, Issue 3, September 2020a.</p>
<p> </p>
<p>_______. <strong>The Impact of CEO Ethnicity and language choice on crisis communication in Japan</strong>. International Journal of Business Communication, Vol. 57(2) 244– 259, 2020b.</p>
<p> </p>
<p>BARBOSA, C. J. <strong>Comunicação de riscos e a mineração na Amazônia</strong>. 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2018, Joinville, SC. In: Anais do 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2018.</p>
<p> </p>
<p>BARUNA; MARTINEZ; LAUS. <strong>O discurso organizacional em crises: uma análise do caso Samarco.</strong> 2018. San Pedro. Memorias - XIV Congresso Latinoamericano de Investigadores de la Comunicación. San Pedro: Universidad de Costa Rica, 2018. </p>
<p> </p>
<p>BASTOS, V. R. et al. <strong>A influência da hospitalidade na gestão de crise nos negócios durante o isolamento social.</strong> Revista Gestão Organizacional, v. 14, n. 1, 2021, Edição Especial.</p>
<p> </p>
<p>BATISTA, L. L. <strong>A comunicação de riscos no mundo corporativo e o conteúdo da mensagem</strong>. Revista Organicom, v. 4, n. 6, São Paulo, SP, 2007.</p>
<p> </p>
<p>BAVARESCO, Isabelle Mercio. <strong>Saúde do trabalhador, comunicação e gestão de crises organizacionais internas: casos iFood e Mercado Livre</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUL, 23., 2024. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-6.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E.. <strong>Alternativas para enfrentar la crisis climática.</strong> ¿Cómo defienden los Bienes Comunes los medios de comunicación no hegemónicos?. Observatorio Medioambiental, v. 25, p. 25-42, 2022.</p>
<p> </p>
<p>__________. <strong>Os riscos climáticos no circuito da notícia da Gazeta do Povo</strong>. E-COMPÓS (BRASÍLIA), v. 21, p. 1-22, 2018.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E.; BALBE, A. <strong>Cobertura ambiental durante a pandemia no Brasil e em Portugal: explorando crises e (des)conexões. </strong>Chasqui. Revista Latinoamericana de Comunicación, v. 144, p. 1-21, 2020.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E.; TOURINHO GIRARDI, I. M. <strong>Antes do desastre: notas a respeito do Jornalismo, da comunicação de risco, da prevenção e do envolvimento cidadão</strong>. Mediaciones Sociales, v. 17, p. 209-222, 2018.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E.; CAMANA, A.; VILLAR BELMONTE, R.. <strong>A (não) cobertura dos riscos ambientais: debate sobre silenciamentos do jornalismo</strong>. REVISTA FAMECOS (IMPRESSO), v. 24, p. 26545-26545, 2017.</p>
<p> </p>
<p>BELING LOOSE, E.; FANTE, E.; JACOBI, C. M. ; THIESEN, L. <strong>A cobertura climática pode levar à ação?. </strong>REVISTA CIÊNCIAS HUMANAS, v. 15, p. 8-21, 2022.</p>
<p> </p>
<p>BIASIBETTI, Julia Machado. <strong>A pragmática da comunicação humana nas crises protagonizadas por agentes públicos nas redes sociais</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUL, 23., 2024. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-7.</p>
<p> </p>
<p>BOARINI, D. M. <strong>Big Data e Inteligência Artificial - Aliados na Detecção de Oportunidades e Crises.</strong> In: Anais do XIII Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp. 2019).</p>
<p> </p>
<p>BRAUNA, M. S.; MARTINEZ, M. C. A. <strong>Crise: fator operador de mudanças na organização e na comunicação organizacional</strong>. In: XII Congresso Abrapcorp. Goiânia, GO, 2018.</p>
<p> </p>
<p>BRONDINO-POMPEO, K. L.; CAIRES ABDALLA, C.; CARVALHO MORAIS, I.; HENRIQUES VIOTTO, M. <strong>Comunicação em tempos de crise e as armadilhas do oportunismo</strong>. International Journal of Business Marketing, <em>[S. l.]</em>, v. 6, n. 1, p. 13–26, 2021.</p>
<p> </p>
<p>BRUM, Eduardo; CARDOSO, Isis; DA ROCHA, Luciano; DA SILVA, Manuela N. T; MARQUES, Tauana; SANTOS, Alice. <strong>GESTÃO DE CRISE NO CASO TAYLOR SWIFT NO BRASIL</strong>. In: XVIII Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp, 2024).</p>
<p> </p>
<p>BUENO, W. C. <strong>Crise reputacional e comunicação de marca: a estratégia da Odebrecht para “lavar” a sua imagem.</strong>Revista Famecos, Porto Alegre, v. 25, n. 2, p. 1-18, 2018.</p>
<p> </p>
<p>CAMBOIM, Guilherme Teixeira; DIAS, Laura Valentina Oliveira. <strong>O crescente interesse dos estudantes de graduação nos temas de risco e crise na comunicação.</strong> <em>In</em>: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUL, 23., 2024. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-6.</p>
<p> </p>
<p>CARDOSO, C.; POLIDORO, M. <strong>Gestão do Risco da Imagem Institucional</strong>. In: Anais do V Abrapcorp, 2011, São Paulo. Anais 2011, 2011.</p>
<p> </p>
<p>CARVALHO, C. P. de; GOMES, R. S. <strong>O rito do processo de comunicação de crise como indicador de sustentabilidade organizacional.</strong> Revista de Estudos da Comunicação, [S. l.], v. 10, n. 23, 2009.</p>
<p> </p>
<p>CHITOLINA, Isabella; AXELRUD, Fernanda; OLIVEIRA, Rosângela Florczak de. <strong>Comunicação, crise e cultura do cuidado: análise dos ataques armados e ameaças às escolas brasileiras em 2023</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUL, 23., 2024. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-6.</p>
<p> </p>
<p>CLOSS, D. A.; FORMENTINI, M. <strong>Redes sociais e as crises de imagem.</strong> 37º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2014, Foz do Iguaçu, PR. In: Anais do 37º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2014.</p>
<p> </p>
<p>COSTA, Vitória A.; DE OLIVEIRA, Rosângela F.; SILVA, Ana Maria D. N. <strong>Cultura do Cuidado: um caminho possível para gestão de crises nas organizações</strong>. In: XVIII Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp, 2024).</p>
<p> </p>
<p>COOMBS, T. <strong>Protecting Organization Reputations During a Crisis</strong>: The Development and Application of Situational Crisis Communication Theory. Corporate Reputation Review, 10, 2007, p. 163–176.</p>
<p> </p>
<p>CRUZ, I. T.S. <strong>Boatos e eleições no Brasil: os atores mudam, os rumores permanecem. Análise das buscas pelo termo boato no Google entre 2014 e 2019.</strong> 42º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2019, Belém, PA. In: Anais do 42º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2019.</p>
<p> </p>
<p>DALL’AGNOL, T; NUNES, A.K. <strong>Estratégia de comunicação de crise nas redes sociais frente ao perfil consumidor vegano.</strong> In: XV Congresso Abrapcorp, 2021, São Paulo. Anais do XV Congresso Abrapcorp. São Paulo: Abrapcorp, 2021.</p>
<p> </p>
<p>DA SILVA. D. W.S.; BALDISSERA, R. <strong>Dinâmicas de riscos e crises em contextos de (in)visibilidade nas mídias sociais</strong>. Revista Cadernos de Comunicação, v.24, n.3, Santa Maria, RS, 2020.</p>
<p> </p>
<p>DA SILVA, Diego W.; DE OLIVEIRA, Rosângela F.; NUNES, Ana K.; SHIMODA, Aline R. B. <strong>COMUNICAÇÃO DE RISCO E CRISE NO TERREMOTO ISHIKAWA-NOTO NO JAPÃO EM 2024</strong>. In: XVIII Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp, 2024).</p>
<p> </p>
<p>DE OLIVEIRA, M. F. <strong>O papel essencial das Relações Públicas no gerenciamento de crises.</strong> Revista Organicom, v. 4, n. 6, São Paulo, SP, 2007.</p>
<p> </p>
<p>DIAS, Laura Ferreira; SOUZA, Vitoria Santos de; NUNES, Ana Karin. <strong>Celebridades no contexto da gestão de comunicação em crises organizacionais</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUL, 23., 2024. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-6.</p>
<p> </p>
<p>DIAS, Laura Valentina da Conceição Oliveira; NUNES, Ana Karin. <strong>A comunicação de risco da Prefeitura Municipal de Canoas, RS, com a população nas enchentes de maio de 2024</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 47., 2024, Balneário Camboriú. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-15.</p>
<p> </p>
<p>DORNELLES, S. M. G. <strong>A comunicação nas crises de imagem: reflexões sobre casos de crises informacionais ocorridas no ambiente de ensino.</strong> 35º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2012, Fortaleza, CE. In: Anais do 35º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2012.</p>
<p> </p>
<p>FARIAS, L. A.; MIANO, B. S. <strong>Haters, opinião pública e o papel do relações-públicas como promotor da diversidade em contextos digitais.</strong> 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2018, Joinville, SC. In: Anais do 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2018.</p>
<p> </p>
<p>FERNÁNDEZ-SOUTO, A. B.; VÁZQUEZ-GESTAL, M.; PUENTES-RIVERA, I. <strong>Comunicação e gestão de crises em empresas galegas:</strong> estudo da sua evolução nos últimos dois anos. Comunicação e Sociedade, vol. especial, Braga, PT, 2020. </p>
<p> </p>
<p>FERREIRA, A. P. M. <strong>As falhas comunicacionais como fator de risco em evento.</strong> 38º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2015, Rio de Janeiro, RJ. In: Anais do 38º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2015.</p>
<p> </p>
<p>FERREIRA, F. V. <strong>Crises nas organizações</strong>: da dificuldade do conceito à importância da comunicação. Revista Panorama. Goiânia, Brasil, v. 9, n. 1, p. 39–40, 2019. </p>
<p> </p>
<p>FILHO, N. C. A.; FERREIRA, E. G. M. <strong>Esfera pública em crise: o papel da comunicação estratégica e pública em meio à instabilidade institucional brasileira.</strong> 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2017, Curitiba, PR. In: Anais do 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2017.</p>
<p> </p>
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<p>PINHEIRO, P. C.; REIS, P. C. <strong>O papel da comunicação interna em tempos de pandemia: como as companhias estão se organizando durante a crise.</strong> Brazilian Journal of Development, <em>[S. l.]</em>, v. 7, n. 1, p. 5333–5348, 2021. </p>
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<p>RIBEIRO, Thaise. <strong>O (não) lugar do cuidado na gestão de crises: um olhar para o caso de trabalho análogo à escravidão nas vinícolas do Rio Grande do Sul</strong>. <em>In</em>: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUL, 23., 2024. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2024. p. 1-6.</p>
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<p>VIEGAS, P. R. <strong>Gerenciamento de crise na era digital através da comunicação integrada: o caso Ades</strong>. 36º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2013, Manaus, AM. In: Anais do 36º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo: Intercom, 2013.</p>
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<p>VILLELA, E. F. M. <strong>Comunicação de risco versus comunicação de crise na saúde pública: o discurso das autoridades diante de uma epidemia de dengue</strong>. RECIIS - Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 10, n. 4, p. 1-11, 2016.</p>
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<p>    </p>
<p>_____________________</p>
<p>*Esta lista está em permanente atualização.</p>
<p>**Envie suas indicações de referências para o email: <a class="notranslate" href="mailto:observat%C3%B3rio.crise@ufsm.br">observatorio.crise@ufsm.br</a> </p>
<p>***A bibliografia referenciada segue sistema próprio de padronização do OBCC, a fim de melhor visualização de temas, assuntos e palavras-chave que constam nos títulos e subtítulos.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>UFSM contribui para a mitigação dos impactos da catástrofe climática no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/06/02/ufsm-contribui-para-a-mitigacao-dos-impactos-da-catastrofe-climatica-no-rs</link>
				<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 13:25:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=472</guid>
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							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<p><img class="alignright  wp-image-478" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2025/06/Colapso-nos-municipios-do-RS-1.jpg" alt="" width="550" height="358" />Abril e maio de 2024. Neste período, o Rio Grande do Sul entrou em colapso. Chuvas intensas atingiram 471 das 497 cidades gaúchas, aproximadamente 95% dos municípios, e deixaram mais de 600 mil pessoas fora de casa – os dados são da Defesa Civil do estado. A falta de uma preparação adequada do Poder Público para conter as enchentes ocasionou diversas consequências que perduram até os dias de hoje, um ano após a calamidade.</p>
<p>Na Região Central, mais especificamente no município de Silveira Martins, a coproprietária da loja Massas do Vale, Cleci Bianchi, ainda sente os impactos da catástrofe em seu negócio. “Eu perdi todo o estoque de massas. Eu perdi tudo. A gente tinha um gerador, que só conserva, não congela. Eu consegui [retomar], mas não muito, porque não tinha estrada nem ponte para as pessoas virem buscar [os produtos]. Até agora <i>tá</i> difícil. Muito difícil”, revelou.</p>
<p>Outra vítima naquela cidade foi Maria Fighera. Ela conta que no dia 30 de abril de 2024, em um momento de descanso logo após o almoço, sua família ouviu um barulho estranho e, ao olhar para o lado de fora, notou deslizamentos em um morro próximo à estrutura do seu empreendimento. Além dos presentes precisarem sair de casa, o maquinário utilizado foi levado com as enchentes e os animais, mortos.</p>
<p>Ela conta que, embora o prejuízo financeiro tenha sido grande, nenhuma vida humana foi perdida. “Ficamos mais de um mês sem poder sair de carro. Só pudemos sair depois que veio uma retroescavadeira que abriu a estrada, fazendo um desvio. Ficamos 15 dias sem luz, 20 dias sem internet. Ainda bem que tínhamos em casa um gerador, só faltava a gasolina”, relembrou. A única forma de saber sobre a situação dos vizinhos era pessoalmente.</p>
<p>Santa Maria está entre os municípios atingidos e, consequentemente, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que precisou lidar com o acontecido. O Campus Sede teve de ser <a href="https://www.ufsm.br/2024/04/30/ufsm-orienta-para-evacuacao-do-campus-e-suspensao-das-atividades-academicas-e-administrativas">evacuado</a> e as atividades acadêmicas suspensas por 20 dias. Na sequência, foi revelado que o acervo do Departamento de Arquivo Geral da Universidade, que ficava localizado no subsolo da Reitoria, foi <a href="https://www.ufsm.br/2024/04/30/nota-sobre-o-incidente-com-o-acervo-da-ufsm">comprometido</a>.</p>
<p><img class="alignright  wp-image-475" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2025/06/Precipitacao-Tipica-vs-diaria.jpg" alt="" width="549" height="358" />Também afetada por toda essa situação, a Instituição recorreu ao ensino, à pesquisa e à extensão, com projetos voltados à mitigação dos danos causados tanto na cidade quanto fora, colocando-se na linha de frente da rede de apoio ao Estado. Ações foram desenvolvidas em diferentes esferas para entender a complexidade da aflição que o Rio Grande do Sul viveu ao mesmo tempo em que as vítimas eram auxiliadas. Contudo, isso não basta: a UFSM segue trabalhando para evitar que esse pesadelo aconteça novamente em território gaúcho.</p>
<h3> </h3>
<h3><b>Universidade contribui para diminuir perdas no campo</b></h3>
<p> </p>
<p>Um exemplo de ação desenvolvida pela UFSM associada à catástrofe climática é o projeto de divulgação de boletins agrometeorológicos para profissionais envolvidos com o agronegócio em Cachoeira do Sul. A iniciativa, coordenado pela professora Zanandra Oliveira, foi criada em 2017 em uma parceria entre o curso de Engenharia Agrícola com o Grupo Metos, empresa que trabalha com o monitoramento climático.</p>
<p>A ideia é adquirir dados relativos aos horários, temperatura, umidade relativa, chuva e velocidade do vento em Cachoeira do Sul, em tempo real, para, dessa forma, gerar boletins informativos que ajudem os produtores a tomar as melhores decisões. As informações são disponibilizadas <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cachoeira-do-sul/estacao-meteorologica-da-ufsm-cs">em uma página específica no site da UFSM</a> todo início de mês com gráficos sobre o mês anterior, fazendo um comparativo. Como o trabalho começou há aproximadamente oito anos, ainda não é possível definir um padrão no município no que diz respeito ao clima.</p>
<p>“As informações meteorológicas são importantes para todas as áreas do conhecimento. A gente vai pensar nas engenharias, todo o planejamento de obras é muito importante. Para o curso de Engenharia Agrícola, a gente tem uma relação direta do clima com as atividades agropecuárias. Então, é fundamental. Seria impossível a gente realizar as atividades de ensino e de pesquisa sem ter acesso a essas informações. É o clima que explica a variabilidade da educação das culturas, o bem-estar dos animais de produção. É um instrumento fundamental e necessário para essa área do conhecimento”, destacou Zanandra.</p>
<p>No dia 3 de junho de 2024, as secretarias da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul divulgaram um relatório acerca das perdas na produção rural causadas pelas chuvas. De acordo com o documento, elaborado com dados coletados entre 30 de abril e 24 de maio, mais de 206 mil propriedades foram afetadas por todo o Estado, prejudicando 48.674 produtores. Ao todo, 19.190 famílias tiveram perdas relacionadas às estruturas dos empreendimentos, como galpões, armazéns e estufas.</p>
<p>Em território cachoeirense, também surgiu, em 2020, durante a pandemia, o projeto <a href="https://pacomecsufsm.wixsite.com/ufsm-cs" target="_blank" rel="noopener">PaComê</a>, que consiste na promoção de teorias acerca da preparação de alimentos e o conhecimento por trás da prática. A ação tem uma parceria com a Escola Estadual Coronel Ciro Carvalho de Abreu desde 2024 e tem os jovens alunos como os responsáveis por “colocar a mão na massa”, em uma horta localizada na instituição. O objetivo é construir uma rede de entusiastas sobre a saúde alimentar, o plantio agroecológico e a culinária com produtos naturais.</p>
<p>A professora da UFSM, Mariana Coronas, coordenadora da iniciativa, explica os benefícios da autoprodução, levando em conta os problemas que a cidade teve durante a catástrofe climática do ano passado: “Cachoeira ficou por alguns dias desconectada. Fecharam vários acessos. A gente ficou alguns dias com os supermercados desabastecidos principalmente de produtos perecíveis. Os produtores locais, mesmo que tenham tido suas perdas, continuaram produzindo. Ter essa produção local, em casa, te dá uma certa autonomia para que, eventualmente, quando acontecerem esses eventos, ainda tenha essa fonte”.</p>
<p>O professor da escola cachoeirense, Volni Oestreich, destaca um dos cuidados que o grupo procura ter durante a atividade: “nós evitamos ao máximo o uso de qualquer produto químico. Então, aqui, o aluno planta, rega, colhe e entrega na cozinha da cantina. Ele mesmo acaba conseguindo participar de todo o processo do plantio e cuidado durante o crescimento. Todos esses produtos são utilizados na escola, consumidos pelos alunos e professores”.</p>
<p><img class="alignright  wp-image-474" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2025/06/Estradas-do-RS-sobrem-Danos.jpg" alt="" width="548" height="357" />Uma das responsáveis por atuar é Vanderleia dos Santos, estudante do curso de Engenharia Agrícola da UFSM em Cachoeira do Sul. Ela fez ensino médio na Ciro Carvalho e, através do PaComê, retornou para ajudar os atuais alunos. “Agora, com as mudanças climáticas, o fato de a gente ter essa segurança alimentar, de produzir alimentos, de ter contato com algo mais sustentável também, faz a diferença. É bem mais gratificante, saudável, e a gente consegue mostrar para eles na prática”, comentou. Ainda, na visão da acadêmica, os jovens já estão bem mais conscientes com as práticas da ação.</p>
<h3> </h3>
<h3><b>Resistir para diminuir os impactos de novos catástrofes</b></h3>
<p> </p>
<p>A catástrofe climática também chamou a atenção dos pesquisadores da UFSM no que diz respeito à infraestrutura ambiental dos municípios. O projeto “Resiliência de redes de transporte em eventos extremos”, coordenado pelo professor Felipe Caleffi, também do campus de Cachoeira do Sul, é um exemplo. A iniciativa tem como objetivo modelar, por meio de um simulador, todas as 497 cidades do Rio Grande do Sul para entender o efeito das fortes chuvas e como elas afetam o transporte público e o transporte de emergência, como ambulâncias, viaturas da polícia e caminhões dos bombeiros.</p>
<p>O grupo tem a parceria da Defesa Civil do Estado, entidade que estuda quais áreas do Rio Grande do Sul são as mais críticas e devem ser modeladas com mais urgência. Com o trabalho, espera-se que seja realizado um planejamento melhor quando as crises ocorrerem. “As cidades podem se planejar melhor para quando os próximos eventos ocorrerem. A gente imagina que em algum momento vá acontecer de novo. De posse desses dados, dessas simulações, a gente consegue entender melhor os cenários”, explicou Caleffi.</p>
<p>Conforme <a href="https://www.ihu.unisinos.br/639969-infraestrutura-comprometida-chuvas-afetaram-mais-de-80-das-estradas-no-rs" target="_blank" rel="noopener">reportagem publicada</a> pelo Instituto ClimaInfo, em 4 de junho de 2024, 80% das estradas gaúchas foram prejudicadas com a catástrofe climática – aproximadamente 13,7 mil quilômetros. No mesmo texto, mas com dados do G1, constata-se que 4.521 km de vias públicas foram afetadas, “distância mais do que suficiente para atravessar o Brasil de Norte a Sul (4.397 km) e de Leste a Oeste (4.320 km)”.</p>
<p>Na área da arquitetura e do urbanismo, é desenvolvido o projeto Santa Maria Mais Verde Mais Resiliente. A iniciativa, que tem como coordenador o professor Edson Luiz Bortoluzzi, busca aumentar a resiliência ambiental da cidade por meio da integração de políticas urbanas e da implantação de sistemas de espaços livres.</p>
<p>Segundo o docente, há pelo menos 20 anos são feitas discussões na Universidade acerca da promoção de uma infraestrutura sustentável. A iniciativa, contudo, surgiu realmente a partir das enchentes de maio de 2024. A ideia é propor o desenvolvimento de espaços ambientalmente adequados a fim de proteger possíveis vítimas, uma vez que, na visão de Bortoluzzi, o problema não é a enchente nem o deslizamento, mas a localização das moradias em áreas onde acontecem desastres climáticos.</p>
<p>“As pessoas atingidas são aquelas de mais baixa renda. Alguns ainda dizem ‘ah, invadiram aquele lugar’. Não, estão ocupando aquele lugar porque foi o que sobrou para elas. A questão da habitação é chave, fundamental”, detalhou o professor. A proposta também envolve a região da Quarta Colônia, em parceria com o <a href="https://www.geoparquequartacolonia.com.br/home" target="_blank" rel="noopener">Geoparque Quarta Colônia</a>, e tem a intenção de, além de pensar na infraestrutura, investir simultaneamente no aspecto social que envolve a vulnerabilidade ambiental.</p>
<p><img class="alignright  wp-image-476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2025/06/Propriedades-rurais-afetadas.jpg" alt="" width="547" height="356" />“A gente tem que ter espaços para caminhar, para fazer exercícios. [Tem] a questão da saúde mental, porque quando a gente fala em exercícios e parques não é só [sobre] saúde física, é a saúde mental também. E esses espaços verdes, essas áreas verdes (…) certamente tem que estar atrelados na ideia de reduzir as enchentes”, destacou Bortoluzzi.</p>
<p> </p>
<h3><b>‘Todo desastre tem uma linha do tempo’</b></h3>
<p> </p>
<p>É normal ocorrerem tempestades severas entre abril e maio, com ventos fortes e até mesmo granizo, no Rio Grande do Sul. Entretanto, a razão por trás da catástrofe climática diz respeito a uma situação de bloqueio das ondas atmosféricas. Isso significa que não houve uma intercalação entre períodos de chuva e tempo seco, o que fez com que a tempestade ficasse parada e o nível de água na Terra aumentasse. As informações são de acordo com o professor do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia e coordenador do Grupo de Modelagem Atmosférica de Santa Maria (GruMA) da UFSM, Vagner Anabor.</p>
<p>Ainda, segundo o docente, esse entrave ambiental durou cerca de duas semanas. Na Região Central, mais de 250 milímetros de chuva caíram em um único dia, enquanto lugares como a Serra Gaúcha sofreram com 600 milímetros por dia. Tipicamente, entre abril e maio, são cerca de 150 milímetros por mês. “Esses fenômenos foram muito intensos no estado do Rio Grande do Sul. Posso falar tranquilamente que é o maior desastre já ocorrido porque, para ter uma situação de desastre, a gente precisa ter: um fenômeno acontecendo, uma população exposta a esse fenômeno e que essa população exposta seja vulnerável, não esteja preparada”, afirmou Anabor.</p>
<p>A professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Márcia Amaral, evidencia a temporalidade da situação: “todo desastre tem uma linha do tempo. O desastre nunca começa quando eclode, começa muito tempo antes, e nunca termina em uma data específica. Ele perdura por longos anos na vida de uma comunidade”. Para ela, durante a crise climática, foi possível ver os governos do Estado convocando especialistas de fora para estudar a recuperação de toda a área atingida, mesmo que houvesse soluções “caseiras”, com muita expertise. “Nós criamos uma rede de emergência climática no Rio Grande do Sul reunindo mais de 100 cientistas e buscando justamente que essas pessoas tivessem alguma força junto à mídia, junto à imprensa e junto aos governos, para que esse conhecimento gerado dentro das universidades pudesse também ser acessado nos momentos práticos da recuperação do Estado”.</p>
<p>Na visão de Anabor, hoje, a UFSM forma os melhores previsores de tempo severo do Brasil, com as instituições de ensino superior gaúchas sendo referência na formação de profissionais da meteorologia. Contudo, pela falta de estrutura, os outros estados ficam com essa mão de obra. “A tecnologia que nós dominamos na UFSM permite prever e antecipar esses fenômenos com grande eficiência. A qualificação técnica e o preparo das comunidades é o que a gente precisa, encontrar meios de transferir essa informação lá para ‘a ponta’ da sistema, porque se uma pequena escola do interior não estiver preparada para o desastre e as pessoas não tiverem consciência do problema nem de como reagir a uma situação de emergência, por menor que seja o fenômeno, vai ser muito grave”, afirmou.</p>
<p>Outra ação desenvolvida pela Universidade foi a Sociologia do Alerta, coordenada pela professora do curso de Ciências Sociais, Mari Cleise Sandalowski, que está à frente do projeto Catástrofes Sócio Climáticas. A iniciativa surgiu durante as enchentes de 2024 com o questionamento de como a área das ciências sociais poderia contribuir. A resposta: realizando um mapeamento das características sócio-culturais das comunidades que sofreram com questões de ordem ambiental não só no último ano, mas desde a década de 1990.</p>
<p>Na primeira etapa, o que mais chamou a atenção da docente foi que, no Rio Grande do Sul, há uma ocorrência de eventos que destoa do resto do Brasil. Enquanto no país é possível identificar elementos de ordem climatológica com o passar do tempo, em território gaúcho, de 15 anos para cá, são eventos de ordem hidrológicas. Em Santa Maria, regiões de bairros como Tancredo Neves, Chácara das Flores, Itararé, KM3 e Camobi são as mais afetadas pelas ocorrências.</p>
<p><img class="alignright  wp-image-477" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2025/06/Vagner-Anabor.jpg" alt="" width="548" height="357" />Na Sociologia do Alerta, uma questão que também é abordada é a memória dos moradores dessas localidades. Mari Cleise conta que não é simples fazer com que uma pessoa, apesar das claras questões ambientais, deixe um lugar. “Não é suficiente você simplesmente retirar as famílias de um local e alojá-las em outro. Você não leva em consideração a memória afetiva, os laços com a vizinhança, os laços familiares, a questão da rede de apoio. Como fica a questão afetiva? O que é um risco, afinal? Para uma população que muitas vezes está em uma situação de precariedade social, de baixa renda, que não tem acesso ao saneamento básico, à segurança pública, à educação dentro dos fatores. Essas questões também são de risco”, pontuou.</p>
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<h3> </h3>
<h3><b>Enfrentamento exige esforço conjunto</b></h3>
<p> </p>
<p>Uma coisa é certa: apesar das investidas de instituições como a UFSM e do próprio Governo Federal, fortes chuvas, acompanhadas de ventos intensos e descargas elétricas, seguirão acontecendo no Rio Grande do Sul. No período em que a catástrofe climática completou um ano, a Defesa Civil gaúcha emite diferentes alertas para moradores de diferentes regiões do Estado acerca de possíveis transtornos que poderiam ocorrer.</p>
<p>A Secretaria Extraordinária da Presidência da República de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SERS), criada em meio às enchentes por meio de uma Medida Provisória, hoje não tem mais status de ministério. A pasta, então comandada por Paulo Pimenta, foi extinta no dia 20 de dezembro.</p>
<p>O objetivo principal da SERS foi organizar as demandas do Rio Grande do Sul e facilitar o envio de verbas do Governo Federal que, ao todo, investiu R$ 98,7 bilhões em medidas de reconstrução e apoio ao Estado. Desse montante, R$ 42,3 bilhões já chegaram “às mãos” do povo gaúcho entre repasses aos municípios afetados, criação de novas casas, descontos em dívidas, reformas em escolas e unidades básicas de saúde e compra de medicamentos.</p>
<p>A agora Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul integra a Secretaria-Executiva da Casa Civil, do ministro Rui Costa, e deverá ser extinta em 30 de maio deste ano. Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco, ex-prefeito de Taquari que, em 2023, foi secretário de Comunicação Institucional da Secretaria de Comunicação Social, é quem hoje dirige o setor.</p>
<p> </p>
<p>O enfrentamento de catástrofes climáticas exige muito mais do que ações emergenciais durante os episódios e medidas de reconstrução após os eventos extremos. É necessário que os poderes públicos municipal, estadual e federal, as instituições, a iniciativa privada e as comunidades estejam melhores preparados antes da ocorrência de tempestades, enchentes ou deslizamentos. Tudo começa com o entendimento de que o clima gaúcho sofre com situações extremas e que o ‘novo normal’, resultante do aquecimento global, intensifica isto. Diminuir riscos para todos abrange a compreensão de que o preparo deve levar em consideração aspectos ambientais, tecnológicos, econômicos, sociais e culturais.</p>
<p> </p>
</div>
</div>
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<p><em><strong>*Reportagem desenvolvida pelo projeto Repórter Universitário, da Agência de Notícias da UFSM e da TV Campus, com o objetivo de produzir conteúdo multimídia e multiplaforma por estudantes de Comunicação Social sob a supervisão de técnicos da área.</strong></em></p>
<p><em><b>Reportagem digital</b>: Pedro Pereira (jornalista)</em></p>
<p><em><strong>Reportagem audiovisual</strong>: Milene Eichelberger (jornalista) </em></p>
<p><em><strong>Captação de imagens</strong>: Felippe Richardt (técnico em audiovisual), Leonardo Dalla Porta (publicitário) e Taiane Wendland (acadêmica de Produção Editorial, bolsista da TV Campus)</em></p>
<p><em><b>Edição de imagens</b>: </em><em>Felippe Richardt (técnico em audiovisual) e Taiane Wendland (acadêmica de Produção Editorial)</em></p>
<p><em><strong>Arte: </strong>Daniel Michelon De Carli (analista de TI e designer)</em></p>
<p><em><strong>Edição</strong>: Mariana Henriques (jornalista) e Maurício Dias (jornalista)</em></p>
<p><em><strong>Supervisão geral</strong>: Felippe Richardt (TV Campus) e Mariana Henriques (Agência de Notícias)</em></p>
<p> </p>
</div>
<p>[embed]https://www.youtube.com/watch?v=7GAwz_Ds2LY&amp;t=1s[/embed]</p>
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</section>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>15 textos para pensar o desastre climático no RS sob a perspectiva comunicacional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/20/15-textos-para-pensar-o-desastre-climatico-no-rs-sob-a-perspectiva-comunicacional</link>
				<pubDate>Mon, 20 May 2024 17:40:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=323</guid>
						<description><![CDATA[Diante da ineficiente gestão de crise por parte do Poder Público e da disseminação desenfreada de desinformação durante o período em que o Rio Grande do Sul enfrenta os impactos da crise climática, realizamos uma curadoria de textos a fim de subsidiar a discussão sobre o papel da comunicação neste cenário. Trata-se de matérias, artigos, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Diante da ineficiente gestão de crise por parte do Poder Público e da disseminação desenfreada de desinformação durante o período em que o Rio Grande do Sul enfrenta os impactos da crise climática, realizamos uma curadoria de textos a fim de subsidiar a discussão sobre o papel da comunicação neste cenário.</p>
<p>Trata-se de matérias, artigos, orientações, recomendações e reportagens de jornalistas, pesquisadores e especialistas que abordam sob a perspectiva comunicacional temas que se relacionam com o contexto do desastre no Estado do RS.</p>
<p>Risco, crise, desinformação, gestão, cobertura midiática e jornalismo são alguns dos temas abordados nos textos elencados pelo Observatório da Comunicação de Crise a fim de contribuir para uma reflexão séria e propositiva neste momento.</p>
<p> </p>
<ol>
<li><strong><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/2024/05/07/rs-embaixo-dagua-observacoes-neste-inicio-da-cobertura-do-desastre/">RS embaixo d’água: observações neste início da cobertura do desastre</a></strong></li>
</ol>
<p>“Enquanto a chuva cai sem parar, a imprensa busca, em tempo real, dimensionar os impactos do que esse fenômeno climático extremo significa no cotidiano das pessoas”.</p>
<p>(Por <strong>Clara Aguiar</strong> e <strong>Eloíse Beling Loose</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="2">
<li><a href="https://apublica.org/2024/05/sistema-de-alertas-sobre-tragedia-no-rio-grande-do-sul-falhou-dizem-especialistas/"><strong>Sistema de alertas sobre tragédia no Rio Grande do Sul falhou, dizem especialistas</strong></a></li>
</ol>
<p>“A comunicação sobre tragédias no Brasil é feita de forma emergencial, faltam planos claros de evacuação para a população e não há comunicação preventiva de desastres."</p>
<p>(Por <strong>Lara Ely</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="3">
<li><a href="https://netlab.eco.ufrj.br/post/enchentes-norio-grande-do-sul-uma-an%C3%A1lise-da-desinforma%C3%A7%C3%A3o-multiplataforma-sobre-o-desastre-clim%C3%A1ti"><strong>Enchentes no Rio Grande do Sul: uma análise da desinformação multiplataforma sobre o desastre climático</strong></a></li>
</ol>
<p>“Ao influenciar a política nacional por meio da disseminação online, a desinformação climática se tornou um dos principais motores da tragédia”.</p>
<p>(Por <strong>NetLabs UFRJ</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="4">
<li><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2024/05/democracia-do-risco-clw5foydb0085014eh8uiyepm.html"><strong>Democracia do risco </strong></a></li>
</ol>
<p>“O que mudou com os novos cenários de risco é que hoje todos somos vulneráveis. Democraticamente vulneráveis”.</p>
<p>(Por <strong>Rosângela Florczak</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="5">
<li><a href="https://apublica.org/2024/05/a-desinformacao-sobre-desastres-como-do-rio-grande-do-sul-veio-pra-ficar-mas-ha-como-combate-la/"><strong>A desinformação sobre desastres como do RS veio pra ficar. Mas há como combatê-la.</strong></a></li>
</ol>
<p>"Toda tragédia ou desastre, como a atual calamidade no Rio Grande do Sul, que chega a mobilizar a sociedade e unir as atenções, trará sempre consigo uma realidade alternativa, paralela, criada por redes de desinformação."</p>
<p>(Por <strong>Natalia Viana</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="6">
<li><a href="https://www.ufrgs.br/jornal/a-cobertura-da-tragedia-na-tela-da-tv/"><strong>A cobertura da tragédia na tela da TV. </strong></a></li>
</ol>
<p>“Apesar da visibilidade que adquiriu no principal telejornal brasileiro, as críticas ao jornalismo na cobertura deste evento são diversas e não são de todo infundadas”.</p>
<p>(Por <strong>Débora Gadret</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="7">
<li><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/09/obcc-publica-orientacoes-de-comunicacao-para-resposta-em-situacoes-de-desastres-ligados-a-crise-climatica"><strong>Comunicação no contexto de eventos climáticos extremos: orientações para resposta em situações de desastres ligados à crise climática. </strong></a></li>
</ol>
<p>“As orientações foram formuladas sob a perspectiva comunicacional e são voltadas à população, às organizações públicas e privadas, governos e aos veículos de comunicação”.</p>
<p>(Por <strong>Observatório da Comunicação de Crise</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="8">
<li><a href="https://www.estadao.com.br/brasil/rio-grande-do-sul-gestao-da-crise-teve-abrigos-em-areas-alagaveis-evacuacao-tardia-e-dados-errados/"><strong>Rio Grande do Sul: gestão de crise teve abrigos em áreas alagáveis, evacuação tardia e dados errados.</strong></a></li>
</ol>
<p>“Comunicação de alertas e postagens nas redes sociais geraram saída às pressas de bairros; governo estadual diz evitar a disseminação do pânico”.</p>
<p>(Por <strong>Priscila Mengue</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="9">
<li><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/2024/05/17/tragedia-no-rs-jornalismo-deve-abordar-causas-e-conexoes-entre-eventos-climaticos-extremos/"><strong>Tragédia no RS: jornalismo deve abordar causas e conexões entre eventos climáticos extremos.</strong></a></li>
</ol>
<p>“Neste debate, o jornalismo tem uma importante função ao aprofundar o tema e não apenas cobrir as consequências”.</p>
<p>(Por <strong>Débora Gallas</strong> e <strong>Janaína Capeletti)</strong></p>
<p> </p>
<ol start="10">
<li><a href="https://www.comunicacaoecrise.com/site/index.php/comentarios/1245-tragedia-no-rio-grande-do-sul-poderia-ser-evitada"><strong>Tragédia no Rio Grande do Sul poderia ter sido evitada?</strong></a></li>
</ol>
<p>“Todas as regiões do Brasil, uma vez ou outra, acabam enfrentando situações semelhantes. Enquanto os governantes estão agindo só na hora da contenção de danos ou reparação, que é lenta, desorganizada e incompleta, e não da prevenção”.</p>
<p>(Por <strong>João José Forni</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="11">
<li><a href="https://www.ufrgs.br/obcomp/br/o-resgate-do-jornalismo"><strong>O resgate do jornalismo</strong></a></li>
</ol>
<p>“Foi preciso uma catástrofe ambiental para ressuscitar aqui, o jornalismo de qualidade. Aquele jornalismo de valores-notícias inquestionáveis, honestos e verdadeiros. Aquele jornalismo que ensinamos nas universidades, mas que nem sempre o mercado de trabalho está disposto a praticar”.</p>
<p>(Por <strong>Zelia Leal Adghirni</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="12">
<li><a href="https://ankreputation.com.br/reputationfeed/editoriais/board/crise-climatica-no-rs/"><strong>Crise climática no RS</strong></a></li>
</ol>
<p>“Conjunto de recomendações da ANK Reputation auxilia empresas e líderes a orientar equipes internas, assim como seu posicionamento institucional, durante o momento de crise que vive o Estado”.</p>
<p>(Por <strong>ANK Reputation</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="13">
<li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/rs-guia-lista-dicas-para-produtores-de-conteudo-em-momentos-de-crise"><strong>RS: guia lista dicas para produtores de conteúdo em momentos de crise</strong></a></li>
</ol>
<p>“Produtores de conteúdo e influenciadores digitais contam a partir de agora com um manual para ajudá-los a difundir informações com fontes confiáveis e verificadas em momentos de crise”.</p>
<p>(Por <strong>Flávia Albuquerque</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="14">
<li><a href="https://diariodoturismo.com.br/crises-como-a-do-rio-grande-do-sul-quem-se-importa-por-otavio-novo/"><strong>Crises como a do Rio Grande do Sul, quem se importa?</strong></a></li>
</ol>
<p>“Fato é que prevenção terá sempre menos visibilidade e dará menos retorno de reconhecimento do que as medidas reativas."</p>
<p>(Por <strong>Otávio Novo</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="15">
<li><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/2024/05/15/a-cerca-do-cavalo-no-telhado-circulacao-e-desinformacao-noticiosa/"><strong>Acerca do cavalo no telhado: circulação e desinformação noticiosa</strong></a></li>
</ol>
<p>“Durante vários dias, observou-se a mobilização de agentes públicos e privados que foi deslocada para o acompanhamento da situação do cavalo, nomeado Caramelo, como uma testemunha do drama que perdura por semanas”.</p>
<p>(Por <strong>Ada Cristina Machado da Silveira</strong> e <strong>Mauricio de Souza Fanfa</strong>)</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Maicon Bock | Secom-RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/maicon-bock-secom-rs</link>
				<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 19:36:11 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[Ativação do Gabinete de Crise de Comunicação – Quando e com base em quais critérios a Secom-RS instalou o Gabinete de Crise durante as enchentes de 2024, e que aprendizados de timing e governança ficaram para futuros eventos extremos? A ativação do Gabinete de Crise de Comunicação ocorreu ainda nos primeiros dias da catástrofe climática [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<ol>
<li><strong> Ativação do Gabinete de Crise de Comunicação – Quando e com base em quais critérios a Secom-RS instalou o Gabinete de Crise durante as enchentes de 2024, e que aprendizados de <em>timing</em> e governança ficaram para futuros eventos extremos?</strong></li>
</ol>
<p>A ativação do Gabinete de Crise de Comunicação ocorreu ainda nos primeiros dias da catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul no início de maio de 2024. O volume crescente e repentino de demandas da imprensa — local, nacional e internacional —, somado à necessidade urgente de repassar informações de utilidade pública e atualizações sobre as ações do governo, exigiu uma resposta rápida e estruturada da Secretaria de Comunicação.</p>
<p>Com base na análise do cenário e na experiência da equipe, foi decidido implementar uma estratégia de governança com a criação de “núcleos de atendimento e produção de conteúdo”. Esses núcleos passaram a atuar de forma coordenada em frentes específicas: atendimento à imprensa, gestão de crise, divulgação de boletins, produção de materiais audiovisuais, gerenciamento das redes sociais e apoio aos órgãos do governo na interlocução com a sociedade.</p>
<p>A estrutura permitiu agilizar os fluxos de informação, garantir alinhamento institucional nas mensagens e assegurar maior previsibilidade nos tempos de resposta — inclusive em situações de alta complexidade. Um dos legados mais relevantes desse processo foi a consolidação de um grupo intersetorial altamente funcional, que segue ativo até hoje por meio de um canal permanente de comunicação (via WhatsApp), voltado a temas sensíveis e à continuidade da cobertura da reconstrução do Estado.</p>
<p>Entre os principais aprendizados, destacam-se:</p>
<ul>
<li>a importância da ativação precoce de uma governança de crise;</li>
<li>a necessidade de equipes dedicadas e com funções bem definidas;</li>
<li>a força de uma comunicação transparente, ágil e centralizada para enfrentar eventos extremos e proteger vidas.</li>
</ul>
<p>Esse modelo de atuação passará a integrar os protocolos da Secom-RS para futuras situações de emergência, processo em elaboração junto a pesquisadores externos.</p>
<p> </p>
<ol start="2">
<li><strong> Arquitetura do Núcleo de Combate à Desinformação – Como foi estruturado esse Núcleo — equipe, procedimentos de checagem, escalonamento e publicação — para garantir velocidade e acurácia no enfrentamento das <em>fake news</em>?</strong></li>
</ol>
<p>Em maio de 2024, diante da crescente circulação de conteúdos falsos e distorcidos durante a crise climática no Rio Grande do Sul, a Secretaria de Comunicação (Secom-RS) instituiu uma força-tarefa dedicada ao enfrentamento da desinformação. A iniciativa resultou na criação do Núcleo de Combate à Desinformação, vinculado ao Gabinete de Crise de Comunicação.</p>
<p>A estrutura do núcleo foi composta por jornalistas experientes, com amplo domínio dos temas em maior evidência no contexto emergencial. O fluxo de trabalho seguia critérios rigorosos de verificação: todas as informações suspeitas eram inicialmente compartilhadas em um grupo interno de WhatsApp, onde passavam por triagem preliminar. A partir daí, eram conduzidos os procedimentos de checagem com base em fontes oficiais, especialistas técnicos e bancos de dados públicos.</p>
<p>Havendo confirmação de que se tratava de desinformação, o núcleo definia a estratégia de resposta: produção de conteúdo esclarecedor (em formato de texto, imagem e vídeo), publicação nas redes sociais oficiais e, quando necessário, divulgação de notas à imprensa ou inserções em veículos de comunicação. O trabalho contou com apoio de agências independentes de <em>fact-checking</em>, além da colaboração da Meta (empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp), que atuou na sinalização e contenção da disseminação de conteúdos falsos.</p>
<p>Além disso, o governo estadual manteve diálogo constante com a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) para viabilizar investigações e responsabilização legal dos autores da disseminação de <em>fake news</em> — especialmente em casos que colocavam em risco a integridade de serviços públicos e a segurança da população.</p>
<p>Como legado, o Núcleo estabeleceu um protocolo de ação ágil, transparente e tecnicamente embasado, que passa a integrar os mecanismos permanentes de enfrentamento à desinformação no âmbito do governo do Estado.</p>
<p> </p>
<ol start="3">
<li><strong> Parcerias externas e responsabilização legal – Quais mecanismos de colaboração foram estabelecidos com plataformas digitais, agências de <em>fact-checking</em> e órgãos de investigação para derrubar conteúdos nocivos e responsabilizar autores de desinformação, e que lacunas jurídicas ou técnicas ainda persistem?</strong></li>
</ol>
<p>Durante a crise climática de 2024, a Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Secom-RS) atuou de forma integrada com diferentes parceiros externos para enfrentar a desinformação de maneira ágil, técnica e responsável. No âmbito das plataformas digitais, foi estabelecida colaboração direta com a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, o que permitiu agilizar a sinalização de conteúdos enganosos, ampliar o alcance de informações oficiais e aplicar mecanismos de contenção à circulação de <em>fake news</em>.</p>
<p>Além disso, o Núcleo de Combate à Desinformação da Secom manteve diálogo contínuo com agências de fact-checking independentes, que contribuíram com validação técnica e amplificação da checagem de fatos em larga escala, reforçando a credibilidade das informações disseminadas pelo governo.</p>
<p>No campo da responsabilização legal, houve articulação com a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) para apuração de casos mais graves de desinformação, especialmente aqueles que colocavam em risco a segurança da população ou prejudicavam o funcionamento de serviços públicos. Esses casos foram encaminhados para investigação e, quando cabível, abertura de procedimentos legais.</p>
<p>Apesar dos avanços, persistem lacunas jurídicas e técnicas que dificultam uma atuação ainda mais eficaz. Entre os principais desafios estão:<br /> – a ausência de normativas específicas que responsabilizem de forma mais célere os autores de desinformação em contextos emergenciais;<br /> – limitações no acesso a dados de origem de conteúdos falsos, especialmente em aplicativos com alto grau de criptografia e circulação fechada;<br /> – e a necessidade de maior agilidade das plataformas na remoção de conteúdos nocivos sinalizados por autoridades públicas.</p>
<p>Esses pontos reforçam a urgência de uma regulamentação nacional mais robusta, que dê respaldo legal à atuação dos órgãos públicos e promova maior responsabilização das plataformas na contenção da desinformação, especialmente em momentos de calamidade pública.</p>
<p> </p>
<ol start="4">
<li><strong> Segmentação regional das mensagens de alerta – Poderia explicar como funcionam os canais de comunicação criados para as 28 Regiões Funcionais (grupos de WhatsApp, e-mails, comunidade de jornalistas) e de que forma essa reestruturação impactou a credibilidade e o alcance das informações de serviço?</strong></li>
</ol>
<p>Na verdade, o Estado é organizado em 9 Regiões Funcionais de Planejamento, estrutura que a Secom-RS passou a adotar de forma mais estratégica para ações de publicidade, divulgação institucional e relacionamento com a imprensa.</p>
<p>Com isso, a Secretaria reestruturou os canais já existentes, segmentando-os conforme cada uma das 9 regiões. Grupos de WhatsApp e listas de e-mails foram reorganizados para garantir que os jornalistas e veículos de comunicação recebessem apenas informações relevantes para sua área de cobertura, aumentando a pertinência e o engajamento com os conteúdos enviados.</p>
<p>Os profissionais da imprensa foram realocados nos grupos correspondentes à sua respectiva região, o que tornou o fluxo de notícias mais direcionado, evitando excesso de informações irrelevantes e ampliando a efetividade da comunicação. Além disso, foi mantido um grupo geral, que reúne jornalistas de todo o Estado, destinado à divulgação de conteúdos de interesse mais amplo ou estadual. Foi mantido ainda um grupo da Defesa Civil Estadual, que tem a participação de inúmeros jornalistas de fora do Estado dispostas a acompanhar os alertas meteorológicos e seus efeitos.</p>
<p>Essa segmentação trouxe resultados concretos: maior agilidade na disseminação de alertas, ganho de credibilidade junto à imprensa regional e aumento do alcance das informações de utilidade pública, especialmente em situações emergenciais. A iniciativa reforça a estratégia de uma comunicação pública mais descentralizada, próxima da realidade local e alinhada às necessidades dos veículos regionais.<br /> </p>
<ol start="5">
<li><strong> Integração da abordagem “Uma Só Saúde” – Como a Secom articulou mensagens preventivas multissetoriais (leptospirose, vacinação, doações) para minimizar ruído e pânico, considerando a interface entre saúde humana, animal e ambiental?</strong><br /><br />Diante de um cenário complexo, com riscos simultâneos como leptospirose, doenças respiratórias, contaminação da água, perdas de vacinas, documentos e necessidade de cuidado com animais resgatados, a Secom estruturou um fluxo de comunicação alinhado com os órgãos técnicos do governo (como SES, SEMA, Defesa Civil, Secretaria da Agricultura e outras) para garantir coerência, clareza e responsabilidade nas mensagens à população. Tínhamos acompanhamento diário com as áreas técnicas, para atualizar os conteúdos conforme a evolução da situação e evidências científicas.</li>
</ol>
<p>A Secom também atuou para alinhar discursos entre secretarias e autoridades, reduzindo ruídos e garantindo que a informação circulasse de forma coordenada e confiável, contribuindo para manter a calma da população e estimular comportamentos preventivos. A secretaria também articulou e viabilizou a produção de cartilhas e documentos de orientação para as situações mais preocupantes, como o retorno às residências após o refluxo das águas e boas-práticas para estruturação e manutenção de abrigos públicos de pessoas e animais.</p>
<p> </p>
<ol start="6">
<li><strong> Transparência via portais e <em>dashboards</em> de dados – Quais métricas de acesso, engajamento e <em>feedback</em> cidadão orientaram a atualização diária do portal SOS Rio Grande do Sul e dos painéis do Plano Rio Grande durante a fase de reconstrução?</strong></li>
</ol>
<p>A Secretaria de Comunicação (Secom-RS), em parceria com a Procergs e demais órgãos do governo, adotou um modelo de transparência ativa e responsiva para manter a população informada sobre ações emergenciais e de reconstrução, por meio do portal SOS Rio Grande do Sul e dos painéis interativos do Plano Rio Grande. Dados de acesso às páginas relacionadas à tragédia climática, demandas da imprensa e comentários nas redes sociais ajudaram a identificar os temas de maior interesse a serem debatidos e publicizados em nossas comunicações.</p>
<p>Importante ressaltar também que a arquitetura do site SOS Enchentes foi pensada, desde o início de seu desenvolvimento, para um formato estruturado a partir da visão do usuário, para tornar imediata e intuitiva a identificação dos tópicos de informação. O site foi programado com botões móveis de formato padrão, que permitiram a reorganização, em tempo real, a hierarquia dos assuntos na página inicial para seguir a relevância de cada tema a cada momento.</p>
<p> </p>
<ol start="7">
<li><strong> Capacitação e cultura profissional em comunicação de risco – Que programas de formação ou diretrizes éticas estão em curso para fortalecer competências dos jornalistas concursados e comissionados em verificação de fatos e gestão de crise?</strong></li>
</ol>
<p>A crise climática de 2024 representou um marco de aprendizado para toda a estrutura de comunicação do governo do Estado. A partir dessa experiência, a Secretaria de Comunicação (Secom-RS) iniciou a construção de protocolos formais de comunicação de risco e crise, com o objetivo de fortalecer a atuação de seus profissionais e aprimorar a resposta institucional em cenários de emergência.</p>
<p>Esses protocolos estão sendo desenvolvidos com base em boas práticas nacionais e internacionais, e incluem diretrizes éticas, padrões de checagem de informações, estratégias de contenção de desinformação e modelos de fluxos ágeis de comunicação com órgãos técnicos e públicos prioritários.</p>
<p>Assim que finalizados, esses materiais servirão de base para um programa de capacitação contínua, voltado a jornalistas efetivos, comissionados e demais integrantes das equipes de comunicação da Secom e das secretarias do governo. A proposta inclui oficinas, simulações práticas, guias operacionais e conteúdos digitais.</p>
<p>Além disso, a Secom pretende ampliar o alcance dessas orientações por meio de ações formativas voltadas também aos profissionais da imprensa regional, estimulando uma cultura colaborativa de enfrentamento à desinformação e de comunicação responsável em contextos de crise.</p>
<p>Esse esforço representa um passo importante na institucionalização da cultura de comunicação pública de risco, com foco em ética, precisão, agilidade e transparência como pilares fundamentais para proteger a população e preservar a confiança nas informações oficiais.</p>
<p> </p>
<ol start="8">
<li><strong> Avaliação de impacto das estratégias – Um ano após a enchente, quais indicadores (tempo médio de resposta, checagens publicadas, remoções de conteúdo, pesquisas de percepção) são usados para medir a efetividade do combate à desinformação, e há planos de auditorias externas ou novos estudos que subsidiem ajustes futuros?</strong></li>
</ol>
<p>O enfrentamento à desinformação durante a crise climática de 2024 exigiu respostas rápidas, coordenadas e, muitas vezes, em tempo real. Diante do volume excepcional de informações falsas circulando e da urgência na disseminação de dados confiáveis, o foco da equipe de comunicação esteve voltado prioritariamente à resposta ágil e contínua, com base em um monitoramento ativo de redes sociais, veículos de imprensa e canais diretos de contato com a população.</p>
<p>Embora ainda não exista um sistema estruturado de avaliação formal com indicadores consolidados, buscamos continuamente nos antecipar às dúvidas e questionamentos mais recorrentes, ajustando a estratégia de comunicação de forma dinâmica e responsiva.</p>
<p>O trabalho foi conduzido de forma colaborativa, com apoio de plataformas digitais, agências parceiras e órgãos de segurança, e os aprendizados acumulados nesse processo já estão sendo considerados para a construção de protocolos mais robustos, que poderão no futuro incluir ferramentas de medição, análise de impacto e eventuais estudos técnicos de avaliação externa.</p>
<p>Mais do que números, o resultado mais significativo até aqui tem sido a confiança mantida nos canais oficiais de informação e a capacidade de manter um fluxo constante e transparente de orientações em um momento de grande fragilidade social.</p>
<p>_____________</p>
<p>*Maicon Bock é secretário-adjunto de Comunicação do Governo do Rio Grande do Sul. Jornalista formado pela Unisinos e pós-graduado em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, tem mais de 20 anos de experiência na área da comunicação, com atuação nos setores público, privado e na imprensa.</p>
<p>Passou por veículos como Zero Hora, Correio do Povo, Jornal VS e portal Terra. Em 2012, foi eleito Repórter do Ano. No Metro Jornal, onde atuou como editor-chefe por sete anos, o veículo foi reconhecido duas vezes consecutivas como Veículo do Ano pela Associação Rio-grandense de Propaganda (ARP).</p>
<p>Na comunicação política e institucional, atuou na presidência da Assembleia Legislativa, foi assessor especial de gabinete na Prefeitura de Novo Hamburgo, consultor de comunicação na Critério e coordenador de imprensa do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).</p>
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													</item>
						<item>
				<title>As três mortes dentro de supermercados da rede Carrefour</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/as-tres-mortes-dentro-de-supermercados-da-rede-carrefour</link>
				<pubDate>Fri, 13 Dec 2024 12:37:24 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[Em 28 de novembro de 2018, o cão abandonado Manchinha faleceu após ser espancado por um segurança terceirizado do Carrefour, na cidade de Osasco, em São Paulo. Após o ocorrido, o animal chegou a ser recolhido pelo Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal da Prefeitura de Osasco, porém não resistiu. Já no dia 14 de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Em 28 de novembro de 2018, o cão abandonado Manchinha faleceu após ser espancado por um segurança terceirizado do Carrefour, na cidade de Osasco, em São Paulo. Após o ocorrido, o animal chegou a ser recolhido pelo Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal da Prefeitura de Osasco, porém não resistiu. Já no dia 14 de agosto de 2020, um representante de vendas de uma empresa fornecedora morreu durante o seu expediente, em uma unidade do Carrefour, no Recife, em Pernambuco. O supermercado continuou funcionando normalmente após o ocorrido. O corpo foi isolado por engradados de cerveja, tapumes e caixas de papelão e coberto com guarda-sóis, até a chegada do Instituto Médico Legal (IML). Por fim, no dia 19 de novembro de 2020, em um Carrefour de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um homem negro foi agredido e morto por dois seguranças, incluindo um Policial Militar (PM) temporário. Os agressores eram funcionários da empresa de segurança Vector, terceirizada da rede. Segundo a Brigada Militar, a agressão começou após um desentendimento entre uma funcionária e o indivíduo. A vítima morreu no local.</p>
<p> </p>
<p><strong>Causas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Caso Manchinha:</strong></p>
<p>Envenenamento do cão por veneno de rato em meio a um pedaço de mortadela, de acordo com testemunhas (não foi comprovado).</p>
<p>Espancamento do animal com uma barra metálica.</p>
<p> </p>
<p><strong>Representante de Vendas: </strong></p>
<p>Morte por mal súbito de um representante de vendas, enquanto trabalhava em uma unidade do Carrefour, no Recife, em Pernambuco.</p>
<p>Funcionamento do estabelecimento mantido normalmente após o ocorrido.</p>
<p>Isolamento improvisado do corpo com engradados de cerveja, tapumes e caixas de papelão.</p>
<p>Cobertura do corpo com guarda-sóis.</p>
<p> </p>
<p><strong>João Alberto:</strong></p>
<p>Espancamento e morte de um homem negro, chamado João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, por dois funcionários da empresa de segurança Vector, terceirizada de uma unidade do Carrefour na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>O homem foi agredido com chutes e socos no abdômen e na cabeça. Em seguida, um segurança usou o joelho para sufocar João Alberto, até que ele parou de se movimentar. Um dos agressores se chama Magno Braz Borges, de 30 anos, que trabalhava de segurança na loja. O outro é o Policial Militar temporário Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos.</p>
<p>De acordo com a Brigada Militar, houve um desentendimento entre uma funcionária e o homem, que ameaçou batê-la. A mulher chamou os seguranças, e o cliente foi levado para a parte externa do supermercado. Conforme apuração da Polícia Civil, a briga iniciou-se quando a vítima deu um soco no Policial Militar.</p>
<p>Segundo uma necropsia realizada por legistas do Departamento Médico Legal, que consta no inquérito da Polícia Civil, o homem morreu por asfixia.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Gerenciamento</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Manchinha:</strong></p>
<p>Recolhimento do animal por parte do Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal da Prefeitura Municipal de Osasco.</p>
<p>Afastamento do funcionário terceirizado.</p>
<p>Um inquérito foi aberto pela Delegacia de Polícia de Investigações Sobre o Meio Ambiente, a fim de investigar as causas e os responsáveis pelo ocorrido.</p>
<p>O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil, a fim de investigar o caso.</p>
<p>No dia 6 de dezembro de 2018, o segurança prestou depoimento na Delegacia do Meio Ambiente de Osasco, onde confessou ter golpeado o cão, dizendo estar arrependido. De acordo com o homem, após acertar o animal com uma barra metálica, ele não viu que o feriu. Segundo o segurança, ele só percebeu quando notou sangue no chão, e então ligou para o Centro de Zoonoses, buscando ajuda.</p>
<p>A Polícia Civil concluiu seu inquérito, responsabilizando o segurança pela agressão, que resultou em uma hemorragia, e mais tarde, na morte do animal. A responsabilidade dos funcionários do Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal foi descartada. Além disso, a hipótese de que o cão teria sido envenenado também foi excluída, porém esse fato não pode ser confirmado, já que o animal foi cremado. O segurança deve responder em liberdade, por maus-tratos e abuso a animais.</p>
<p>Em um acordo firmado com o Ministério Público do Estado de São Paulo e com o Município de Osasco, um valor de R$ 1 milhão foi estabelecido a ser pago pelo Carrefour. Esse valor, depositado em um fundo criado pelo município, será voltado para a causa animal.</p>
<p> </p>
<p><strong>Representante de Vendas: </strong></p>
<p>Realização dos primeiros socorros.</p>
<p>Acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).</p>
<p> </p>
<p><strong>João Alberto: </strong></p>
<p>Houve uma tentativa de reanimação do homem pelo SAMU, porém ele morreu no local.</p>
<p>Os dois agressores foram autuados por homicídio qualificado, em flagrante.</p>
<p>A prisão preventiva dos dois homens foi decretada. O Policial Militar foi conduzido para um presídio militar, enquanto o outro segurança da loja foi levado para um prédio da Polícia Civil.</p>
<p>Os dois agressores foram desligados da empresa terceirizada Vector, por justa causa.</p>
<p>A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Porto Alegre, começou a investigar o crime.</p>
<p>A Polícia Federal afirmou que iria suspender a Carteira Nacional de Vigilante de Magno Braz. O policial militar envolvido não possui a carteira. Além disso, também declarou a realização de uma fiscalização extraordinária na empresa Vector.</p>
<p>Adriana Alves Dutra, de 51 anos, agente de fiscalização do supermercado, foi presa temporariamente.</p>
<p>No dia 11 de dezembro de 2020, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou seis pessoas por homicídio triplamente qualificado (asfixia, motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). Os indiciados foram os dois seguranças, além de Adriana Alves Dutra, colaboradora que, segundo a polícia, tem comando sobre os funcionários e que tentou impedir uma gravação, Paulo Francisco da Silva, colaborador da Vector que não permitiu o acesso da esposa à vítima, Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende, que ajudaram a imobilizar o homem. De acordo com a polícia, foi identificado um exagero nas agressões, decorrente da fragilidade socioeconômica da vítima.</p>
<p>A prisão preventiva de Paulo Francisco da Silva, Adriana Alves Dutra, Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende foi solicitada pela polícia, além da manutenção da prisão preventiva dos dois seguranças.</p>
<p>No dia 17 de dezembro de 2020, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou as seis pessoas pelo ocorrido, por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual (meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), incluindo o racismo na qualificação por motivo torpe. O Ministério solicitou que os envolvidos respondessem ao processo presos.</p>
<p>O MP-RS também instaurou três inquéritos civis: um a fim de averiguar a política de direitos humanos do Carrefour, outro para obter informações em relação à atuação da Brigada Militar na fiscalização de empresas privadas de segurança, e um terceiro acerca de danos morais coletivos.</p>
<p>No dia 18 de dezembro de 2020, por decisão do Tribunal de Justiça, os seis envolvidos se tornaram réus, porém, a solicitação de prisão de Paulo Francisco da Silva, Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende foi negada, enquanto Adriana Alves Dutra recebeu prisão domiciliar.</p>
<p>A rede Carrefour prestou assistência psicológica e financeira à família da vítima, e realizou acordos para indenizar os familiares de João Alberto, como seus filhos, sua viúva, seu pai, sua enteada, sua neta e sua irmã.</p>
<p>No dia 11 de junho de 2021, o Carrefour assinou, no valor de R$ 115 milhões, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que será revertido para políticas que enfrentam o racismo.</p>
<p>A empresa de segurança patrimonial Vector, responsável pelos seguranças, pagou uma indenização de R$ 1,8 milhão pelo ocorrido. Além disso, foi obrigada a realizar campanhas buscando a conscientização acerca de práticas antirracistas e reformular suas políticas internas.</p>
<p>Em agosto de 2021, por duas noites, a polícia reconstituiu o caso na loja onde o crime ocorreu.</p>
<p>No dia 17 de novembro de 2022, o 2º Juizado da 2ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre definiu que os seis réus irão a júri.</p>
<p> </p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Manchinha:</strong></p>
<p>Em nota, o Carrefour informou que repudia todo tipo de maus-tratos aos animais. Segundo a rede, o cão circulava há dias pelo estacionamento do estabelecimento, e o Centro de Zoonoses de Osasco foi acionado em múltiplas ocasiões, mas não retirou o cachorro. O Carrefour afirma que, no dia do ocorrido, clientes reclamaram do animal, e que um funcionário terceirizado buscou afastá-lo da entrada, o que pode ter resultado em um ferimento na pata do cachorro. De acordo com a rede, o Centro de Zoonoses foi acionado e recolheu o animal, porém esse desfaleceu por conta do uso de um “enforcador”. Por fim, o Carrefour afirmou que a Delegacia Especializada de Osasco (D.I.I.C.M.A.) estava investigando o caso por meio de um inquérito, e que a rede estava colaborando com as autoridades.</p>
<p>Em resposta à nota do Carrefour, a Prefeitura de Osasco declarou que o Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal foi até o local para atender um cachorro que estava sangrando e ferido, e que um oficial de controle animal qualificado realizou o manejo. De acordo com a Prefeitura, o animal foi encaminhado para atendimento emergencial, porém veio a óbito. Por fim, a nota declara que, no dia 1 de dezembro de 2018, o Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal começou a receber informações de que o ocorrido era um caso de maus tratos, e que iniciou a investigação com a requisição de um inquérito policial, sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Osasco.</p>
<p>Em outra nota, o Carrefour reconheceu o ocorrido, dizendo que ia assumir sua responsabilidade, que estavam tristes com a morte do cão e que eram os maiores interessados no esclarecimento dos fatos. De acordo com a rede, o funcionário terceirizado foi afastado. Por fim, afirmaram que estavam buscando ONGs e entidades da causa, a fim de receberem auxílio na elaboração de uma nova política voltada para a defesa e proteção animal.</p>
<p>O Carrefour emitiu uma nota, declarando que firmou um acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo e com o Município de Osasco, após o ocorrido. Assim, afirmou que irá reverter R$ 1 milhão a um fundo, criado pelo município, ligado à causa animal. Além disso, declarou que já implementa um plano de ação voltado para a causa animal, que possui o apoio de ONGs e entidades, que está em curso em Osasco e no país.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Representante de Vendas: </strong></p>
<p>Em nota publicada no dia 19 de agosto de 2020, o Carrefour se desculpou pela forma inadequada com a qual conduziu o falecimento inesperado e triste do representante, que sofreu um ataque cardíaco. Também declarou que a empresa errou por não ter fechado o estabelecimento imediatamente, e que não achou a maneira certa de proteger o corpo. Segundo a rede, os primeiros socorros foram realizados e o SAMU foi acionado quando o homem começou a passar mal, e depois do seu falecimento, a orientação de manter o corpo no local foi seguida. Por fim, o Carrefour afirmou que as instruções aos funcionários, para situações como a ocorrida, foram alteradas, como o fechamento obrigatório dos estabelecimentos, e que iria manter contato com a família do representante.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>João Alberto: </strong></p>
<p>No dia 20 de novembro de 2020, o Carrefour emitiu uma nota declarando que, a fim de responsabilizar os envolvidos no ato criminoso, iria tomar as providências cabíveis. Ademais, afirmou que iria romper o contrato com a empresa responsável pelos agressores, que desligaria o funcionário que comandava o estabelecimento no momento do ocorrido e que a loja fecharia em respeito à vítima, além de confirmarem que, a fim de fornecer suporte, entrariam em contato com a família do homem. Por fim, a rede lamentou o ocorrido e disse que não admite qualquer intolerância e violência, declarando que uma apuração interna rigorosa foi iniciada, e que as medidas cabíveis foram tomadas imediatamente.</p>
<p>A Brigada Militar do Rio Grande do Sul emitiu uma nota, no dia 20 de novembro de 2020, declarando que foi ao local imediatamente depois de ter sido acionada, e que prendeu os envolvidos, até mesmo o Policial Militar temporário, que terá sua conduta fora do expediente avaliada. O órgão também afirmou que o PM não se encontrava em serviço policial, já que suas funções são limitadas, de acordo com a legislação. Por fim, a Brigada Militar declarou repúdio a todos os atos de discriminação, violência e racismo, e reafirmou seu comprometimento com a defesa dos direitos e garantias fundamentais.</p>
<p>Através de seu advogado, o Grupo Vector, responsável pelos seguranças, lamentou o ocorrido e se sensibilizou com a família da vítima, declarando que não tolera qualquer tipo de violência, principalmente quando derivada de discriminação e intolerância. Também afirmou que todos os funcionários recebem treinamento específico para suas funções, que procedimentos para apuração interna do ocorrido já tinham sido iniciados e que tomaria as providências cabíveis.</p>
<p>Em outra nota, o Grupo Vector lamentou novamente o ocorrido, repudiando todo ato de violência e afirmando o desligamento dos funcionários envolvidos no ocorrido. Por fim, declarou que sua prioridade era colaborar, de forma integral, com as ações e investigações da Justiça, e que seu principal compromisso é assegurar que casos semelhantes não aconteçam outra vez.</p>
<p>No dia 27 de novembro de 2020, o Carrefour emitiu uma nota dizendo que seguia mantendo contato com a família da vítima, que desde o começo contatou o pai de João Alberto, a fim de oferecer apoio, e que o CEO da rede também ligou para ele. Além disso, afirmou que conversou com a viúva, mas que o contato foi direcionado, por ela, para seu advogado. Assim, o Carrefour declarou que iria oferecer, para avaliação da família, dois apoios imediatos: ajuda emergencial, a fim de ampará-los, e apoio psicológico à viúva, filha mais velha e ex-mulher da vítima, por meio de uma assistente social.</p>
<p>O Carrefour informou que prestou assistência psicológica e financeira aos familiares da vítima desde a morte de João Alberto, e que além disso, a rede buscou realizar acordos para indenizar os membros da família, dos quais 8 já estavam com suas indenizações definidas, e alguns, com elas já pagas. Porém, afirmou que, até então, o acordo com a viúva foi o único não finalizado, pois essa, por meio de seus advogados, vinha insistindo em valores fora dos patamares jurisprudenciais e não razoáveis, e que a rede estava negociando na busca de um acordo final. Além disso, na mesma ocasião, também afirmou a negociação de uma indenização por danos morais coletivos, mediante um TAC, junto ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, que estabelecerá obrigações e compromissos da rede junto à sociedade, na luta contra o racismo.</p>
<p>No dia 27 de maio de 2021, o Carrefour confirmou a conclusão de todos os nove acordos de indenização com os membros da família da vítima, declarando que vinha negociando voluntariamente, com o suporte da Defensoria Pública, os acordos individuais com a família, desde a morte de João Alberto, e que até abril, oito familiares já haviam recebido o dinheiro dos acordos.</p>
<p>O Carrefour declarou, em 11 de junho de 2021, o fechamento do TAC com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública do Estado do Rio Grande Do Sul, Defensoria Pública da União e as entidades Educafro e Centro Santo Dias, com vigência de três anos e no valor de R$ 115 milhões. De acordo com a rede, algumas das ações confirmadas pelo TAC são voltadas para a promoção do empreendedorismo entre pessoas negras e para a educação, como a concessão de bolsas de estudos de nível superior e pós-graduação e de aprendizagem de idiomas, inovação e tecnologia, destinadas para pessoas negras.</p>
<p>No dia 21 de dezembro de 2022, cerca de dois anos após o ocorrido, o Carrefour relembrou o caso, retomando as mudanças nas suas políticas internas para valorizar a diversidade e os compromissos públicos que firmou para incluir pessoas negras e combater a discriminação. De acordo com a diretora executiva de relações institucionais e comunicação do Carrefour, Maria Alicia Lima Peralta, quando o fato ocorreu, a rede concluiu que mesmo possuindo um programa de diversidade, ele não era suficiente. Assim, segundo ela, as mudanças realizadas pela companhia, como a internalização da sua segurança, levaram a rede a uma visão de uma gestão inclusiva de todas as diversidades, mas focada principalmente no combate ao racismo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Consequências e Impactos:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Manchinha:</strong></p>
<p>Diante do ocorrido, foram organizadas manifestações em frente ao estabelecimento de Osasco. Além disso, figuras públicas e clientes da rede pediram justiça pela morte do animal. O caso resultou em movimentos de boicote ao Carrefour, afetando negativamente a sua imagem.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Representante de Vendas: </strong></p>
<p>Clientes relataram o ocorrido nas redes sociais e postaram imagens de onde o corpo foi coberto. A rede Carrefour recebeu inúmeras críticas e ameaças de boicote acerca do acontecimento.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>João Alberto: </strong></p>
<p>O caso gerou muita repercussão midiática e, também, nas redes sociais, entre autoridades e figuras públicas. Foi comentado pela ONU Brasil, Defensoria Pública da União, pelo governador do Rio Grande do Sul, presidente do STF e ministros, por clubes e jogadores de futebol, entre outros. Além disso, aconteceram manifestações por todo o Brasil, em Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro, por exemplo, pedindo justiça pela vítima. A grande repercussão e a gravidade do ocorrido atingiram negativamente a imagem do Carrefour.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aprendizados </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Manchinha:</strong></p>
<p>No dia 11 de dezembro de 2018, o Senado aprovou um projeto que aumenta a pena, para quem maltratar animais, em até quatro anos. Além disso, também calcula, para estabelecimentos que tolerarem maus-tratos, uma multa de até mil salários mínimos. O senador Randolfe Rodrigues, autor do projeto, declarou que o apresentou por conta do episódio que aconteceu em Osasco.</p>
<p>No dia 20 de dezembro de 2018, a rede Carrefour anunciou ações voltadas para a causa animal. Algumas iniciativas são a revisão e o aprimoramento dos seus procedimentos internos, a produção de material de sensibilização e treinamento de prestadores de serviço e funcionários, eventos de adoção de animais, mutirões de castração e a elaboração do Pet Day, no mesmo dia do falecimento de Manchinha.</p>
<p> </p>
<p><strong>Representante de Vendas: </strong></p>
<p>Melhoria no treinamento e orientação dos colaboradores.</p>
<p>Fechamento dos estabelecimentos em casos semelhantes ao ocorrido.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>João Alberto: </strong></p>
<p>Internalização e melhoria do sistema de segurança dos estabelecimentos.</p>
<p>Melhoria no processo de treinamento dos colaboradores.</p>
<p>Instrução dos funcionários acerca de temas relacionados à inclusão, diversidade e ao combate ao preconceito e à discriminação.</p>
<p>O Grupo Carrefour Brasil, declarando estar comprometido em combater o racismo estrutural e promover ações de inclusão social e econômica de pessoas negras, anunciou a criação de um fundo, com o aporte inicial de R$ 25 milhões. Esse valor se soma a uma doação que a empresa divulgou, que iria reverter todo o resultado da rede no país, do dia 20 de novembro. Além disso, declarou que estava se reunindo com especialistas e entidades representativas da causa, a fim de aprender como agir concretamente na luta contra a discriminação.</p>
<p>A rede também declarou oito compromissos que assumiu e o seu plano de ação de longo, médio e curto prazo, reforçando seu comprometimento com a valorização da diversidade, com destaque para a inclusão de negros e negras, e no combate à discriminação, ajudando a enfrentar o racismo institucional no país. Seu plano compreende três principais esferas: interna, com todos os funcionários, ecossistema, com parceiros e fornecedores, e externa, com a sociedade. Com os oito compromissos, o Carrefour disse que atuará para que o ocorrido com o Sr. João Alberto não seja esquecido. Alguns dos compromissos são a abertura de um programa de trainees e estágio voltado para pessoas negras, a divulgação ostensiva, clara e permanente de uma política de tolerância zero a qualquer discriminação e o treinamento de todos os funcionários.</p>
<p>No dia 26 de novembro de 2020, o Carrefour anunciou a formação de um Comitê Externo de Livre Expressão sobre Diversidade e Inclusão, a fim de assessorá-los em ações e diretrizes contra o racismo. Algumas ações do comitê foram divulgadas, como a adição, nos contratos com fornecedores, de uma cláusula de combate ao racismo, adesão de política de tolerância zero ao racismo e qualificação diferenciada para acelerar a carreira de negros e negras no Carrefour. Além disso, a rede declarou que iria reverter os seus resultados dos dias 26 e 27 de novembro para ações de promoção da diversidade e combate ao racismo.</p>
<p>Em nota publicada no dia 27 de novembro de 2020, o Carrefour afirmou que estava em processo de contratação, a fim de internalizar a segurança da loja onde o caso aconteceu, e que estava preparando outros dois estabelecimentos de Porto Alegre para o mesmo. Além disso, justificou a criação do Comitê Externo de Livre Expressão sobre a Diversidade e Inclusão, dizendo que apenas aprendendo com organizações e pessoas comprometidas a combater o racismo é que pode contribuir, de forma efetiva, para mudar o racismo estrutural na sociedade.</p>
<p>No dia 4 de dezembro de 2020, o Carrefour declarou que, depois de ouvir as propostas do Comitê Externo e Independente, iria começar a internalizar os seus serviços de segurança, a partir de 14 de dezembro, iniciando pelos quatro hipermercados no Rio Grande do Sul, incluindo a loja onde o fato ocorreu.</p>
<p>No dia 05 de fevereiro de 2021, o Carrefour anunciou o site Não Vamos Esquecer, criado para divulgar seus compromissos que contribuem para combater o racismo estrutural, assumidos após a morte do Sr. João Alberto. No site, são detalhadas as ações implementadas pelo grupo, além de esse possibilitar o diálogo com a sociedade, por meio de propostas, sugestões ou denúncias.</p>
<p>O Carrefour anunciou a constituição de um Fundo Antirracista, de R$ 115 milhões, válido por 3 anos, que será destinado a ações internas que promovam a equidade e combatam a discriminação racial, ações que mobilizem fornecedores e parceiros e ações que impactem a sociedade, em temas como educação, empregabilidade e empreendedorismo de pessoas negras.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Estudo da ANA aponta a comunicação de risco como uma das fragilidades no contexto do desastre climático no RS em 2024</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/05/estudo-da-ana-aponta-a-comunicacao-de-risco-como-uma-das-fragilidades-no-contexto-do-desastre-climatico-no-rs-em-2024</link>
				<pubDate>Mon, 05 May 2025 17:46:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=459</guid>
						<description><![CDATA[Neste mês de maio, faz 1 ano do pior desastre climático da história do Estado do Rio Grande do Sul, ocorrido em 2024. Segundo os Boletins sobre o impacto das chuvas no Rio Grande do Sul, emitidos pela Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul, os impactos foram catastróficos e abrangentes: dos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/noticias-e-eventos/noticias/estudo-aponta-que-enchentes-de-2024-foram-maior-desastre-natural-da-historia-do-rs-e-sugere-caminhos-para-futuro-com-eventos-extremos-mais-frequentes"><img class="alignright size-medium wp-image-460" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2025/05/Sem-titulo-282x300.jpg" alt="" width="282" height="300" /></a>Neste mês de maio, faz 1 ano do pior desastre climático da história do Estado do Rio Grande do Sul, ocorrido em 2024. Segundo os Boletins sobre o impacto das chuvas no Rio Grande do Sul, emitidos pela Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul, os impactos foram catastróficos e abrangentes: dos 497 municípios gaúchos, 478 foram afetados, com quase 2 milhões e 400 mil pessoas impactadas. Mais de 15.000km² ficaram submersos, com perdas humanas e sociais alarmantes: foram 183 mortes confirmadas e 27 desaparecidos, além de 806 feridos. Cerca de 146 mil pessoas foram desalojadas e mais de 50 mil ficaram desabrigadas. </p>
<pre> </pre>
<p>Estes dados constam no relatório “<a href="https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/noticias-e-eventos/noticias/estudo-aponta-que-enchentes-de-2024-foram-maior-desastre-natural-da-historia-do-rs-e-sugere-caminhos-para-futuro-com-eventos-extremos-mais-frequentes">As enchentes no Rio Grande do Sul: lições, desafios e caminhos para um futuro resiliente</a>”, diagnóstico técnico-científico da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), ligada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) do Brasil. Para além do cenário apresentado, a publicação também descreve lições, desafios e caminhos para prevenção, resposta e resiliência. Para isso, leva em conta as mudanças climáticas, o monitoramento, as falhas e as fragilidades como referência para a construção de um futuro resiliente.</p>
<pre> </pre>
<p>O objetivo do estudo é compreender a tragédia, mas também construir a partir dela a oportunidade de formular políticas públicas e estratégias que priorizem a resiliência hídrica e a prevenção de futuros desastres. Nesse sentido, visa fortalecer a governança local, embasar a captação de recursos e inspirar ações práticas, como a adoção de infraestruturas adaptadas às mudanças climáticas e a criação de sistemas de resposta mais eficazes. A partir do diagnóstico, é possível destacar a comunicação de risco entre as fragilidades, mas também reforçar seu protagonismo em momentos críticos. Isso fica demonstrado em vários trechos da publicação.</p>
<pre> </pre>
<p><strong>Confira os principais destaques relacionados à informação e à comunicação</strong>:</p>
<pre> </pre>
<p>“As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul evidenciaram uma série de fragilidades que ampliaram seus impactos sobre a população e as estruturas urbanas. Entre os fatores que contribuíram para o agravamento do desastre, destacam-se aspectos relacionados ao planejamento urbano, à manutenção das infraestruturas de proteção e drenagem pluvial urbana, à <strong>eficiência dos sistemas de alerta e resposta</strong>, e à <strong>comunicação do risco</strong>”.</p>
<pre> </pre>
<p>“O que se percebeu, de maneira geral, foi que <strong>a comunicação do risco se mostrou deficiente tanto para autoridades quanto para a população</strong>. Informações sobre o avanço da cheia e medidas de precaução foram divulgadas tardiamente ou de forma imprecisa. Também <strong>a circulação de desinformações entre a população acabou contribuindo para reduzir a capacidade de resposta</strong> da sociedade”.</p>
<pre> </pre>
<p>“O evento de 2024 destacou a importância de uma resposta coordenada e eficiente diante de desastres naturais, além da necessidade de investimentos em infraestruturas resilientes e robustas e sistemas de alerta precoce. Além disso, <strong>evidenciou as vulnerabilidades existentes no planejamento urbano, na gestão de recursos hídricos e na comunicação de riscos à população</strong>. As lições aprendidas com essa experiência são fundamentais para orientar ações futuras, não apenas no Rio Grande do Sul, mas em todo o país, que se vê diante de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes”.</p>
<pre> </pre>
<p><strong>Algumas conclusões do estudo:</strong></p>
<p>- Redes de monitoramento do clima e dos corpos d’água são a primeira linha de defesa contra desastres;</p>
<p>- Um monitoramento mais robusto e inteligente é necessário para lidar com o futuro mais crítico e incerto;</p>
<p>- Marcas de cheia registram o passado e alertam para o futuro, mostrando-se uma ferramenta de comunicação dos riscos importante para a população.</p>
<p>- Previsão e alerta de cheias reduzem os impactos negativos;</p>
<p>- A tragédia das enchentes de 2024 não foi apenas um desastre natural, mas também um reflexo de fragilidades estruturais e falhas na gestão do risco;</p>
<p>- Cheias históricas esquecidas causam maior vulnerabilidade: um dos aspectos do desastre de 2024 que chama a atenção foi a falta da percepção de risco pela população;</p>
<p>- A comunicação durante desastres, tanto entre autoridades quanto com a população, precisa ser mais eficiente.</p>
<p> </p>
<p><strong>Para a construção de um futuro resiliente, o diagnóstico técnico-científico da ANA sobre as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul destaca os seguintes pontos:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Chuva extrema de 2024 deve ser considerada como cenário possível</strong> <strong>para o planejamento</strong> não só no Rio Grande do Sul, mas também em outras regiões.</li>
<li><strong>Monitoramento contínuo</strong> é a base para a preparação e para decisões rápidas.</li>
<li><strong>Conhecimento e tecnologia como aliados na prevenção</strong> de novos desastres e na reconstrução após a tragédia.</li>
<li><strong>Sistemas de alerta</strong> para reduzir perdas e danos.</li>
<li><strong>Planos de contingência</strong> salvam vidas quando atualizados e testados.</li>
<li><strong>Manutenção preventiva</strong> evita falhas em sistemas de proteção.</li>
<li><strong>Marco legal</strong> para garantir a eficácia permanente dos sistemas de proteção.</li>
<li><strong>Financiamento contínuo</strong> para estruturas operantes.</li>
<li><strong>Cultura de prevenção</strong> começa na educação.</li>
<li><strong>Colaboração institucional e conhecimento local </strong>multiplicam resultados.</li>
<li><strong>Governança articulada</strong> protege vidas e economias.</li>
<li><strong>Infraestrutura deve dialogar com o clima do futuro.</strong></li>
<li><strong>Legado da tragédia</strong>: reconstruir melhor.</li>
</ul>
<pre> </pre>
<p>O diagnóstico é dirigido aos gestores em todas as esferas de governo e revela o resultado do trabalho conjunto entre universidades, instituições de pesquisa, associações de classe e demais parceiros do Grupo Técnico de Assessoramento para Estudos Hidrológicos e de Segurança de Infraestruturas de Preservação e de Proteção das Cheias no Estado do Rio Grande do Sul (GTA-RS).</p>
<pre> </pre>
<p><strong>Fonte</strong></p>
<p>Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Brasil). <strong>As enchentes no Rio Grande do Sul</strong>: lições, desafios e caminhos para um futuro resiliente. Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. – Brasília: ANA, 2025.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>10 textos para pensar sobre gestão de crise a partir das enchentes no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/29/10-textos-para-pensar-sobre-gestao-de-crise-a-partir-das-enchentes-no-rs</link>
				<pubDate>Wed, 29 May 2024 18:46:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=328</guid>
						<description><![CDATA[Não é novidade que não temos no Brasil uma cultura de prevenção de crises ou de gestão de riscos. Isso se torna evidente a cada nova situação crítica que tem como desfecho uma crise, um desastre ou uma catástrofe. A cultura existente é a do gerenciamento da crise já em andamento e a do esquecimento [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Não é novidade que não temos no Brasil uma cultura de prevenção de crises ou de gestão de riscos. Isso se torna evidente a cada nova situação crítica que tem como desfecho uma crise, um desastre ou uma catástrofe. A cultura existente é a do gerenciamento da crise já em andamento e a do esquecimento do ocorrido com o passar do tempo. Soma-se, ainda, à falta de prevenção e à má gestão, o negacionismo científico e o fenômeno da desinformação.</p>
<p>Diante desse cenário, a gestão de crises se torna ainda mais complexa, requerendo uma atuação interdisciplinar de áreas e agentes envolvidos no processo. Nesse sentido, realizamos uma curadoria de textos que ajudam a entender o que falhou e como precisamos nos preparar enquanto população, enquanto sociedade e enquanto governo para fazer frente aos próximos eventos extremos.</p>
<p>Gestão de riscos, gestão de crise, ciência, prevenção, comunicação de risco e comunicação de crise são alguns dos temas abordados nos textos elencados pelo Observatório da Comunicação de Crise a fim de contribuir para a reflexão sobre a necessidade do planejamento para situações de crise. Trata-se de matérias, artigos, pesquisas, análises e reportagens de jornalistas, pesquisadores e especialistas que abordam a gestão a partir do contexto do desastre no Estado do RS.</p>
<p> </p>
<ol>
<li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/geografia-e-falta-de-gestao-de-riscos-agravam-efeitos-extremos-no-rs"><strong> Geografia e falta de gestão de riscos agravam efeitos extremos no RS</strong></a></li>
</ol>
<p>“Uma confluência de fatores deixa o estado do Rio Grande do Sul mais suscetível aos extremos causados pela mudança climática. A própria posição geográfica, a configuração das cidades e a falta de um programa eficiente de gestão de risco estão entre os fatores que favoreceram a catástrofe socioambiental vivida pelo estado”.</p>
<p>(por <strong>Fabíola Sinimbú</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="2">
<li><a href="https://beta.jota.info/noticia/tragedia-no-rs-na-crise-comunicacao-e-a-principal-ferramenta-de-gestao"><strong> Tragédia no RS: na crise, comunicação é a principal ferramenta de gestão</strong></a></li>
</ol>
<p>“Quadros sombrios como esse exigem respostas rápidas, uníssonas e a capacidade de coordenar uma mensagem coesa e unificada, de modo a dissipar as inseguranças e fazer a ajuda chegar às mãos de quem mais precisa”.</p>
<p>(por <strong>Patricia Marins</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="3">
<li><a href="https://apublica.org/2024/05/governo-eduardo-leite-nao-colocou-em-pratica-estudos-de-prevencao-de-desastres-pagos-pelo-rio-grande-do-sul/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR3vMHXz6NIUtjvqkiWrwRd8P1GC34Tm09aIsuRfmAjhQZqJYc_ibqqc2_k_aem_AVQzzq_OdIJ3-RlcMuiyBeVhjdCZ_nH_QbQ6f_6KQ0ZEAFeOvb4Xjdhrsiv1cr13c4zstQ-rXKVfyhoe9ZTWQzx_"><strong> Governo Eduardo Leite não colocou em prática estudos contra desastres pagos pelo estado</strong></a></li>
</ol>
<p>“Foi com surpresa que especialistas ambientais do Rio Grande do Sul tomaram conhecimento pela imprensa de que agora, com a catástrofe em curso, um grupo de empresários sugeriu ao governo do estado contratar empresa ou especialista em evitar catástrofes”.</p>
<p>(por <strong>Sílvia Marcuzzo</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="4">
<li><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/gestao-da-crise-pelos-governos-estadual-e-federal-e-ruim-ou-pessima-para-52-dos-gauchos-diz-atlas-cnn/"><strong> Gestão da crise pelos governos estadual e federal é ruim ou péssima para 52% dos gaúchos</strong></a></li>
</ol>
<p>“A gestão de crise dos governos federal e estadual para lidar com a situação de calamidade no Rio Grande do Sul é ruim ou péssima para 52% dos gaúchos, de acordo com a pesquisa AtlasIntel/CNN”.</p>
<p>(por <strong>Douglas Porto</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="5">
<li><a href="https://apublica.org/2024/05/militares-e-politicos-sem-experiencia-estao-a-frente-da-defesa-civil-em-cidades-do-rs/"><strong> Militares e políticos sem experiência estão à frente da Defesa Civil em cidades do RS</strong></a></li>
</ol>
<p>“Por trás dos coletes prestigiados, está uma estrutura de Defesa Civil precária, com baixo orçamento, falta de quadros qualificados, com o comando de aliados políticos sem nenhuma experiência prévia no tema, principalmente em pequenas cidades, ou nas mãos de militares, embora seja uma instituição civil”.</p>
<p>(por <strong>Rafael Oliveira</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="6">
<li><a href="https://www.linkedin.com/pulse/alguns-inclusive-pol%25C3%25ADticos-poder%25C3%25A3o-at%25C3%25A9-discordar-mas-%25C3%25A9-jo%25C3%25A3o-fortunato-kwilf/?trackingId=cYA%2BR55k7MKa8o8vRRvzLQ%3D%3D"><strong> Alguns, inclusive políticos, poderão até discordar, mas prevenção é a palavra da moda</strong></a></li>
</ol>
<p>“Com as mudanças climáticas se tornando o “novo normal”, os desastres climáticos serão constantes, se apresentando em diferentes formatos: ora como secas, ora como tempestades e enchentes, ora como calor intenso etc. Cientes de que estas ocorrências acontecerão, cabe as autoridades adotar medidas preventivas para minimizar os seus danos”.</p>
<p>(por <strong>João Fortunato</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="7">
<li><a href="https://apublica.org/2023/09/governo-do-rio-grande-do-sul-engavetou-planos-para-lidar-com-mudancas-climaticas/#Plano"><strong> Governo do Rio Grande do Sul engavetou planos para lidar com mudanças climáticas</strong></a></li>
</ol>
<p>“Apesar de assustadores, os acontecimentos não são imprevistos. Não faltaram alertas científicos – e não apenas para esses casos especificamente – de que a situação tende a se agravar cada vez mais e que é preciso agir para preparar o estado contra mais tragédias”.</p>
<p>(por <strong>Sílvia Marcuzzo</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="8">
<li><a href="https://theconversation.com/comunicacao-de-riscos-e-crucial-para-a-prevencao-de-desastres-climaticos-mas-segue-negligenciada-no-brasil-230767"><strong> Comunicação de riscos é crucial para a prevenção de desastres climáticos, mas segue negligenciada no Brasil</strong></a></li>
</ol>
<p>“Muito se fala na necessidade de aprimoramento dos sistemas de alertas, essenciais para salvar vidas quando há a eclosão de um desastre. Entretanto, também é necessário fortalecer a comunicação de riscos”.</p>
<p>(por <strong>Eloisa Beling Loose</strong>)</p>
<p><strong> </strong></p>
<ol start="9">
<li><a href="https://apublica.org/2024/05/tragedia-do-rio-grande-do-sul-era-mais-do-que-anunciada-mas-alerta-foi-ignorado/"><strong> Não foi por falta de aviso</strong></a></li>
</ol>
<p>“Não me entendam como alarmista nem pessimista. A ciência alerta há muito tempo que o aumento da ocorrência de eventos extremos é uma das principais consequências das mudanças climáticas”.</p>
<p>(por <strong>Giovana Girardi</strong>)</p>
<p> </p>
<ol start="10">
<li><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/ambiente/noticia/2023/09/lei-de-gestao-de-desastres-poderia-ter-reduzido-impacto-de-enchentes-no-rs-dizem-especialistas-clmz9c8gt003x0154szvbd1te.html"><strong> Lei de gestão de desastres poderia ter reduzido impacto de enchentes no RS, dizem especialistas.</strong></a></li>
</ol>
<p>“Estado usou recurso de financiamento do Banco Mundial para criar legislação, mas não deu andamento ao processo. Uma legislação estadual de gestão de desastres naturais poderia ter ajudado o Rio Grande do Sul a prevenir, mitigar e evitar tragédias como as registradas no Estado”.</p>
<p>(por <strong>Vinicius Coimbra</strong>)</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Expointer 2024: resiliência e referência em Saúde Única</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/09/30/expointer-2024-resiliencia-e-referencia-em-saude-unica</link>
				<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 19:04:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=373</guid>
						<description><![CDATA[Por Elizabeth Obino Cirne Lima (Subsecretária do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil)   A Expointer é uma feira rural realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, RS. Considerada a maior feira de agro, à céu aberto da América Latina, suas raízes são antigas, tendo sua primeira edição sido realizada no ano [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Elizabeth Obino Cirne Lima </strong>(Subsecretária do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil)</p>
<p> </p>
<p>A Expointer é uma feira rural realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, RS. Considerada a maior feira de agro, à céu aberto da América Latina, suas raízes são antigas, tendo sua primeira edição sido realizada no ano de 1901, ainda no formato de exposição estadual. A Royal Agricultural Show, do Reino Unido, foi a feira do ramo que serviu de inspiração para a Expointer. Os produtores rurais que visitaram a exposição sempre trouxeram referências de como o evento gaúcho podia ser aprimorado e modernizado. Assim, os organizadores da Expointer passaram a trabalhar no conceito de multifeira rural, uma abordagem que busca unir comércio, de utensílios, de vestimentas típicas rurais, ferramentas, máquinas e implementos agrícolas, inovações, cultura, tradição e gastronomia. O contato com animais de diferentes raças, tecnologias do campo diversas e outros elementos presentes no evento fez com que a Expointer se consolidasse como um local onde não só existe um grande volume de negócios, mas também se realiza a transferência de tecnologias, fazendo com que o conhecimento seja disseminado entre os profissionais do setor. Ainda, a Expointer é um dos principais eventos que permite a aproximação entre o campo a cidade, visto que o meio rural vive temporariamente dentro da feira, que se localiza na região metropolitana de Porto Alegre, onde residem cerca de 3 milhões de pessoas, que podem <em>tocar</em> o campo, e as pessoas do campo se conectam com as pessoas e coisas das cidades grandes.</p>
<p> </p>
<p><strong>Um Parque para servir</strong></p>
<p>Em um primeiro momento, o desafio recebido era de ressignificar o parque como um local que recebesse eventos o ano inteiro e não só a Expointer. Ali, encontrei a oportunidade para trazer as associações de criadores de animais e parceiros para realizarem seus eventos, atividades culturais e comércio, mas também trazer educação, ciência e tecnologia para dentro do PEEAB. Atualmente, estão sendo articuladas parcerias com o Sistema S para trazer cursos de formação, além de espaços de inovação para dentro do parque. Tudo isso com essa visão mais integrativa do agro com outros campos do conhecimento. Este movimento se dá no campo da saúde também. Da pandemia para cá, o espaço da Expointer serviu de centro de vacinação e até hoje são mantidas ações de saúde com a população moradora de bairro Novo Esteio por lá.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pós-pandemia</strong></p>
<p>No entanto, além desse trabalho com a agenda de ações ao longo do ano havia uma Expointer para ser organizada. E a edição de 2022 era de máxima importância, pois seria a primeira edição sem restrição de público após a Pandemia da COVID-19. O evento foi marcado por esse reencontro. Conhecida informalmente como a Expointer dos recordes, a edição de 2022 trouxe mais de 700 mil pessoas para dentro do parque (quase que o dobro da média pré-pandemia) e mais de 7 bilhões de reais em negócios realizados. Os ganhos da feira daquele ano foram investidos para melhorar a infraestrutura do parque, deixá-lo mais seguro, acessível e inclusivo – uma forma de deixar um legado para além dos números. O objetivo não era entregar um parque maior, mas sim um parque melhor. Em 2023, conseguimos alcançar novos resultados com o evento, que mais uma vez teve acréscimo de público e atingiu o número de 7,9 bilhões de reais em negócios realizados. É uma felicidade muito grande ver como o cuidado com o parque gera estes recordes e está criando uma mudança de cultura entre nossos parceiros, que passam a ver o Parque Estadual de Exposições Assis Brasil como uma casa parceira do setor agrícola do Rio Grande do Sul. </p>
<p> </p>
<p><strong>A Expointer da retomada</strong></p>
<p>Esta capacidade de cuidar do parque e das pessoas foi posta à prova neste ano de 2024, quando o Rio Grande do Sul foi afetado pela maior catástrofe de sua história. As enchentes que vivemos foi uma crise em nível humanitário, ambiental, econômico e também no âmbito da saúde pública. O bairro de Novo Esteio, ao lado do parque, foi a região do município mais afetada, com muitas casas sendo severamente alagadas e famílias ficando desabrigadas. O parque de exposições da Expointer também foi duramente atingido, com pontos de alagamento, que duraram cerca de 30 dias, onde a água chegou a 3 metros de altura. Em meio à esta situação, o Governador Eduardo Leite tomou a decisão de confirmar que a Expointer aconteceria. Este anúncio nos ajudou para que tivéssemos um norte para a reconstrução do parque, que teria que acontecer de qualquer forma. Foram montados diversos grupos de trabalho, para administração, questões jurídicas, comunicação e outras áreas, que fizeram com que a Subsecretaria do Parque de Exposições Assis Brasil tivesse pela primeira vez uma conexão íntima com o Governo do Estado, uma vez que até então estávamos fisicamente mais separados, visto que o Palácio fica localizado em Porto Alegre. Estes grupos de trabalho aceleraram muito o processo para esta reconstrução. Os nossos parceiros do setor privado receberam muito bem também o meu contato e abraçaram a causa. A desafiadora reforma andou muito rápido e provou como o povo gaúcho é unido, forte e resiliente.</p>
<p>Conseguimos cumprir todos os prazos e entregar uma Expointer muito simbólica em 2024, a Expointer da retomada. Mesmo sem funcionamento completo do Trensurb, o público estava muito animado com a volta dos eventos e compareceu em peso na feira, mais de 600 mil pessoas. Em negócios fechados, batemos um novo recorde, atingindo R$ 8,1 bilhões em comercializações. Mesmo com os impactos das enchentes, o pavilhão da agricultura familiar bateu recordes históricos ao longo da feira. Esse crescimento representa a força do agro gaúcho, que recebe produtores rurais do Brasil inteiro. Hoje, o Rio Grande do Sul está consolidado como o maior parque fabril de máquinas e implementos agrícolas do país, trazendo produtores de todo o Brasil, para durante a Expointer ter acesso aos lançamentos e linhas de crédito especiais.</p>
<p>O episódio das enchentes foi algo sem precedentes em termos de crise a ser combatida pela gestão do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Nunca houve tamanho dano ambiental, patrimonial, de infraestrutura e perdas de vidas, numa extensão tão expressiva, como foi provocado pelas enchentes de 2024. O desafio é gigante. Penso que a administração pública agiu muito rápido, ao se organizar na estruturação do gabinete de crise, que tinha escritórios nas regiões afetadas pelas chuvas. Os desafios iam se apresentando dia a dia e este grupo agia coordenadamente encontrando soluções para estes desafios. Eu fiquei dentro do parque com cerca de 15 pessoas do nosso time e não houve dia em que ficamos sem trabalhar, as situações que surgiam eram muito diferentes umas das outras e necessitavam de tomadas de decisão individuais. O PEEAB ofereceu apoio ao Município de Esteio, fomos alojamento, Centro de Distribuição de doações, fornecedores de água potável para Esteio e região e também recebemos carretas de doações e grupos que cruzavam o Brasil de norte a sul, para apoiar os gaúchos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Referência em Saúde Única</strong></p>
<p>Estes grupos de trabalho apresentaram grandes avanços no combate à crise. O trabalho com informação e a estruturação de canais de contato estão servindo até hoje para o melhoramento da administração pública, de modo a auxiliar grupos da Secretaria de Agricultura que hoje trabalham na recuperação do solo, medidas sanitárias para evitar o surgimento de novas doenças, sistema para emissão de notas de compra e vendas de animais que permitem a rastreabilidade destes e o controle sanitário apropriado, entre outras questões. Isso tudo ressalta como essa postura integrativa que temos no Rio Grande do Sul é que nos dá respaldo para trabalhar na reconstrução do Estado.</p>
<p>No âmbito da saúde, a Expointer também atua no apoio às políticas públicas e fomenta a abordagem de saúde única. Como parte da Secretaria de Agricultura, recebemos ministros da agricultura do Cone Sul e secretários de agricultura de todo o Brasil para encontros técnicos que debatem os desafios sanitários e definem os rumos a serem tomados, tanto para a parte animal como para a ambiental. Em 2023, a grande discussão foi a gripe aviária, por exemplo. Hoje, o Brasil é referência no controle da saúde animal, com um controle maior do que de muitos países que são considerados globalmente como grandes exportadores. Aqui no Parque de Exposições Assis Brasil, nós trabalhamos dentro desse rigor das legislações praticando e difundindo a importância do cuidado com a saúde animal, uma vez que ela também está integrada com a saúde humana. Este cuidado com a saúde também está gerando bons resultados econômicos, uma vez que estamos conquistando novos mercados e um aumento no número de exportações dos produtos do agro.</p>
<p>O Parque é uma referência na implementação da abordagem de saúde única, porque aplicamos todas as normas sanitárias vigentes no Rio Grande do Sul. Os animais só podem entrar no PEAAB se estiverem 100% de acordo com as normas sanitárias, o que garante um controle de doenças e pragas entre os animais, mas também dos riscos que eles podem causar aos seres humanos. Nós somos uma vitrine de negócios bem como queremos propor este debate sobre saúde e provocar o melhoramento nos cuidados com a saúde animal, humana e do meio-ambiente. Estes resultados que estamos obtendo servem de inspiração para olhar ao horizonte e almejar mais.</p>
<p>_________</p>
<p>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Redes Cooperativas no Enfrentamento de Emergências de Saúde Pública</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/06/26/redes-cooperativas-no-enfrentamento-de-emergencias-de-saude-publica</link>
				<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 12:23:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=343</guid>
						<description><![CDATA[Por Joyce Mendes de Andrade Schramm (Médica, Doutora em Saúde Coletiva, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Secretária Executiva da RSU/FIOCRUZ) e Sarah Caterina Schramm (Médica Veterinária, Colaboratório de Ciência, Tecnologia, Inovação e Sociedade (CTIS/FIOCRUZ). O conceito de Saúde Única (One-Health) propõe uma abordagem interdisciplinar e integrada para questões complexas, considerando a interação entre as [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Joyce Mendes de Andrade Schramm</strong> (Médica, Doutora em Saúde Coletiva, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Secretária Executiva da RSU/FIOCRUZ) e <strong>Sarah Caterina Schramm</strong> (Médica Veterinária, Colaboratório de Ciência, Tecnologia, Inovação e Sociedade (CTIS/FIOCRUZ).</p>
<p>O conceito de Saúde Única (One-Health) propõe uma abordagem interdisciplinar e integrada para questões complexas, considerando a interação entre as esferas da saúde humana, animal e ambiental. Essa abordagem é cada vez mais essencial em um mundo que enfrenta rápidas transformações e novos desafios, exigindo parcerias inclusivas e sustentáveis. A Saúde Única busca promover pesquisas interdisciplinares e intervenções que reconheçam a interdependência entre diferentes áreas da saúde. A Rede Saúde Humana, Animal e Ambiental (RSU/FIOCRUZ) foi criada em 2014, através de uma cooperação entre a FIOCRUZ e o Governo do Rio Grande do Sul. Seu objetivo é promover o conhecimento científico, tecnológico e a inovação em saúde.</p>
<p>A Rede se tornou uma referência em saúde pública, veterinária e ambiental, reunindo diversas instituições gaúchas como a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), a Secretaria de Saúde (SES), a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT), universidades federais e não federais, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS), o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) e a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS). A gestão da Rede Saúde Única (RSU/FIOCRUZ) é coordenada por uma Secretaria Executiva, liderada pela FIOCRUZ, e um Comitê Gestor com representantes das instituições envolvidas. As redes cooperativas são fundamentais para enfrentar emergências de saúde pública, pois promovem a colaboração entre diferentes entidades – governos, ONGs, instituições acadêmicas e comunitárias. Esta cooperação facilita uma resposta rápida, eficiente e solidária diante de crises complexas, permitindo a concentração de esforços e recursos.</p>
<p>O recente desastre climático no Rio Grande do Sul demonstrou a eficácia da atuação conjunta entre entidades governamentais, não governamentais, sociedade civil, movimentos sociais e forças armadas. As universidades desempenharam um papel crucial, potencializando ações para mitigar os efeitos da crise. É importante destacar que o impacto das emergências pode acentuar desigualdades existentes, tornando a recuperação e a reconstrução mais desafiadoras. Portanto, é fundamental garantir governança eficaz, estruturar e institucionalizar ações, levando em conta fatores como fadiga por compaixão e migração, que complicam a realocação e a construção de moradias adequadas.</p>
<p>Desde 2014, a Rede Saúde Única do Rio Grande do Sul (RSU/FIOCRUZ) vem evidenciando a necessidade de abordagens que promovam a saúde coletiva e previnam surtos sanitários e epidemias. Contudo, a Rede Saúde Única enfrenta desafios significativos para consolidar medidas eficazes, especialmente durante a recuperação e reconstrução. É crucial estabelecer uma capacidade de resposta integrada, com canais de comunicação transparentes e eficazes. Elementos estratégicos para essa integração incluem a definição clara de responsabilidades, planejamento conjunto e integrado, metas e objetivos bem delineados, integração e alocação de recursos, monitoramento e avaliação contínuos, treinamento e capacitação, compartilhamento de informações, mobilização comunitária e cooperação internacional, especialmente em áreas transfronteiriças.</p>
<p>A Rede Saúde Única no Rio Grande do Sul (RSU/FIOCRUZ), em colaboração com parceiros internacionais, tem o potencial de reforçar a prevenção, preparação, resposta oportuna e recuperação em emergências e desastres. Essa abordagem permite a participação ativa das comunidades afetadas, garantindo que suas necessidades e perspectivas sejam consideradas na formulação de respostas e soluções. A eficácia dessas ações depende de um esforço coordenado para superar desafios logísticos e administrativos, promovendo uma recuperação equitativa e sustentada.</p>
<p>A criação da RSU/FIOCRUZ exemplifica a necessidade de abordagens que integrem saúde humana, animal e ambiental, promovendo ações preventivas e colaborativas. A interligação das diferentes esferas da saúde é fundamental para responder a crises sanitárias complexas, como pandemias e desastres naturais, que têm impacto significativo na sociedade. Essa integração deve ser orientada por políticas que favoreçam a cooperação interinstitucional e a inclusão de todos os setores envolvidos, garantindo uma resposta eficiente e adaptativa às emergências de saúde pública. A Rede se configura como um modelo promissor para a gestão de emergências, destacando-se pelo seu potencial de adaptação e resposta rápida, assegurando uma abordagem holística e integrada na promoção da saúde pública.</p>
<p>Assim, a Rede Saúde Única do Rio Grande do Sul (RSU/FIOCRUZ) consolida-se como um exemplo de cooperação e inovação no enfrentamento de emergências, reforçando a importância de redes cooperativas para a promoção de um sistema de saúde resiliente e sustentável, capaz de responder efetivamente aos desafios contemporâneos de saúde pública.</p>
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				<title>João José Forni | Comunicação&amp;Crise</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/joao-jose-forni</link>
				<pubDate>Mon, 30 Jan 2023 18:21:20 +0000</pubDate>
				
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<p>O primeiro entrevistado do OBCC é também uma das principais referências no Brasil quando o assunto é risco e crise. Abrimos esta seção com o Prof. João José Forni, autor do livro <em>“Gestão de Crises e Comunicação - O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber para enfrentar Crises Corporativas”. </em>A conversa aborda interfaces atuais com os temas tratados pelo OBCC, a exemplo dos fenômenos das fake news, da cultura do cancelamento, da pós-verdade e da viralização de conteúdos por aplicativos de mensagem. A fim de contextualizar suas reflexões, o entrevistado também discute casos como a pandemia de Covid-19, o incêndio da Boate Kiss e os acidentes com o Boeing 737 MAX. Acompanhe a seguir!</p>
<p>&nbsp;</p>
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<ol>
<li><strong>Basicamente, quais aspectos envolvem a gestão de riscos e crises nas organizações?</strong></li>
</ol>
<p><strong>&nbsp;</strong>A gestão de riscos e crises deve estar profundamente alinhada à estrutura de governança da organização. E a boa governança implica ter controles rigorosos de toda a organização, que não dizem respeito apenas à necessidade de prestar contas aos acionistas, aos controladores ou à sociedade. Significam também fazer as coisas certas, o que só um sistema muito bem estruturado de <em>compliance</em>, ouvidoria, controladoria e auditoria podem proporcionar. O desempenho da empresa, o cumprimento de metas, o lucro, em última instância, tudo está relacionado com&nbsp; um bom programa de gestão de riscos e crises.&nbsp; O que nos leva à conclusão de que o tema envolve aqueles requisitos que protegem o negócio, evitando que acontecimentos negativos, por erros, mudanças na legislação, acidentes, sabotagem ou atos de má gestão comprometam a continuidade dos negócios, a segurança dos empregados, dos acionistas, dos demais <em>stakeholders</em>, em última instância, o futuro da empresa.</p>
<p>Se a gestão de riscos protege a organização de eventuais ameaças, a gestão de crises, além de evitar que crises graves aconteçam, é a salvaguarda numa situação limite. São decisões estratégicas implementadas e comunicadas sob circunstâncias excepcionais e intenso escrutínio, aguda pressão e alto risco. Uma boa gestão de crise pode salvar a reputação e o negócio da empresa. Tanto a gestão de riscos quanto a gestão de crises deveriam estar implícitas nos requisitos da boa gestão de uma organização. Essa área funciona perfeitamente afinada com a governança e o <em>compliance</em> da organização. E por que grande parte das empresas ainda não estruturou uma área específica para monitorar e gerenciar eventuais crises? Por que não priorizam essa competência na gestão? Primeiro, porque não acreditam que vão enfrentar alguma crise grave. Ou porque não se deram conta de que o despreparo para enfrentar uma crise corporativa é um dos principais responsáveis por pegar a direção de surpresa e redundar em consequências graves para a gestão. Quem não se prepara, naturalmente, corre mais risco de ser atingido pela crise e de sofrer suas consequências.</p>
<p>Finalmente, a gestão de riscos e crises não é um assunto que diga respeito apenas à direção, ao ‘board’ da organização ou a quem foi designado para tocar esse programa no contexto da empresa. Todas as áreas precisam ser envolvidas, do marketing à operação,&nbsp; da logística à comunicação, do setor de distribuição ao atendimento&nbsp; dos fornecedores.</p>
<p>Por vezes, os planos de gerenciamento de crise das organizações são desenvolvidos de maneira muito isolada, onde um departamento específico (ou a equipe de liderança) assume a iniciativa por conta própria, isolados do resto da organização. Isso resulta em um plano menos do que prático.</p>
<p>O gerenciamento de crise bem-sucedido requer ação colaborativa interdepartamental. Portanto, como pode ser prático abordar a preparação para a crise de maneira isolada? É muito melhor desenvolver um programa que permeie a cultura de toda a organização. Uma abordagem holística que incorpore cada segmento relevante dará ao programa mais força e credibilidade para se sustentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li><strong>Nem tudo é uma crise! Então, o que de fato caracteriza uma crise? A partir do que/de qual momento podemos afirmar que uma crise está se instaurando ou se instaurou? </strong></li>
</ol>
<p>É importante entender o que é crise numa corporação. Quando falamos em crise corporativa, a maioria dos especialistas e consultores, que estudam e produzem material teórico sobre o tema, entende que falamos de fatos extremamente graves para o futuro da empresa. Daí se convencionar que crise é um acontecimento grave que signifique uma ruptura com a normalidade e – importante isso – representa uma ameaça ao “<em>core business</em>” da organização. Um incêndio de pequena monta não ameaça o futuro de uma grande empresa, se ele foi contido. O máximo que pode produzir é algum prejuízo, transtorno no atendimento, comprometimento de alguma instalação. Mas, se uma empresa tiver um incêndio na sua base de produção, que comprometa a continuidade do negócio, estamos diante de uma “ameaça ao <em>core business</em>”, certamente. O que caracteriza uma crise, portanto, é a gravidade do fato negativo que afeta a organização e de como esta vai enfrentá-lo, não importa a natureza desse fato.</p>
<p>Sobre quando a crise começa, é importante entender o que significa o que chamamos o “gatilho” da crise. Ou o momento zero da crise. O que e quando disparou o alarme para a empresa admitir que está mergulhada num evento grave, numa ruptura que significa crise. É quando a diretoria, a área de risco, o Comitê de Crise definem que aquele fato é realmente uma crise, porque representa uma ameaça séria ao ‘<em>business’</em> da empresa. Só a diretoria, junto com as equipes de gestão de riscos e crises, podem mensurar a gravidade do fato do ponto de vista da gestão. Se uma filial da empresa começou a dar prejuízo, pode ser que a matriz precise fechar essa filial. Mas se essa filial representa 60% do faturamento da empresa, então estamos diante de uma crise gravíssima que, realmente, ameaça os resultados, o negócio e o futuro da empresa. E não basta só fechar essa filial. Importante também registrar que muitas vezes uma grande crise não chega de uma só vez, ela é gestada aos poucos, os fatos não foram percebidos. E acabam se manifestando em forma de crise.</p>
<p><strong>&nbsp;</strong></p>
<ol start="3">
<li><strong>No seu ponto de vista, as organizações brasileiras avançaram na gestão de riscos e crises nos últimos 20 anos?</strong></li>
</ol>
<p>Sem dúvida, avançaram. Quando eu comecei a me aprofundar nesse tema, no início dos anos 2000, poucas empresas falavam em gestão de riscos ou de crises no Brasil. A gestão de riscos era um tema restrito à área financeira, compelida por decisões de fóruns internacionais que exigiam dos bancos a profissionalização dessa área. No exterior, principalmente em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Austrália, para dar alguns exemplos, a gestão de crises e a comunicação de crise já eram temas bastante discutidos e tratados, principalmente a partir de crises graves que aconteceram com indústrias de petróleo, transporte, bancos, educação e saúde, a partir dos anos 1970 e 1980.</p>
<p>Assim como a gestão das empresas avançou nos últimos anos, com muito mais profissionalismo, formação dos executivos, uso da tecnologia avançada, a gestão de riscos e crises também passou a ter uma importância muito maior. No Brasil, o tema foi inserido como prioritário no programa de muitas empresas, principalmente aquelas que já tinham planos de contingência ou de risco estruturados e profissionalizados.</p>
<p>Há pouco mais de 20 anos, não havia em português uma bibliografia consistente sobre o assunto, bem como cursos de treinamento e formação, porque o tema gestão de crises era um tanto ignorado e até estigmatizado por questões culturais. A imprensa pouco abordava o assunto, a não ser quando um fato gravíssimo acontecia, como por exemplo um grande incêndio, como do Edifício Joelma, em São Paulo, em 1974, quando morreram 187 pessoas e deixou mais de 300 feridos, fato que causou uma comoção nacional. Demorou muito ainda para as empresas começarem a se preocupar em estruturar uma área com foco em crises, com profissionais preparados, voltada para o mapeamento dos riscos e com foco em medidas de prevenção. Algo que hoje faz parte da pauta dos administradores, sendo até cobrado pelo mercado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="4">
<li><strong>Poucas comunicações de risco são publicadas. Quando algo oficial é divulgado já é uma comunicação de crise. Se há informações de interesse público que devem ser comunicadas para fins de alerta e prevenção, por exemplo, por que ainda são omitidas ou negligenciadas?</strong></li>
</ol>
<p>Esse é um outro fato da cultura empresarial no país. Desconheço se seria uma falha principalmente dos países menos desenvolvidos, com menos tradição na prevenção e nos cuidados com a vida ou se é um problema de gestão empresarial. A verdade mesmo é que até poucos anos não se falava no Brasil em prevenção ou gestão de riscos. Basta lembrar que não vai muito longe, o fumo era liberado nos cinemas, boates, clubes, salões de bailes, shows. Fazia parte de nossa cultura, com alto risco de tragédias semelhantes ao que aconteceu, por exemplo, na boate Kiss, em Santa Maria, em 2013 ou no Gran Circus Norte Americano, em Niterói, em 1961, a maior tragédia brasileira, em incêndio, com mais de 500 mortes.</p>
<p>Mesmo na área de desastres naturais, como não lembrar da tragédia no Rio de Janeiro, em 2011, quando calcula-se morreram mais de mil pessoas. Não havia sistemas de alerta de tempestades, não havia prevenção de crise para moradores de encostas. O descuido com as casas noturnas ou nos desastres naturais é uma mostra de que a palavra risco não fazia parte dos procedimentos de gestão. No caso dos incêndios, denotavam, inclusive, uma grave falha de fiscalização do próprio Corpo de Bombeiros ou das Prefeituras. O que mudou? Já existe uma nova mentalidade no país, além de vasto material bibliográfico, como uma tentativa de disseminar uma cultura empresarial sobre o tema gestão de riscos, mas ainda muito voltada para riscos financeiros. Há uma dificuldade de os gestores entenderem que quando ele previne, ele se prepara, ele está fazendo o correto na defesa do negócio e da reputação da empresa.</p>
<p>A área da saúde no Brasil também tem avançado no quesito gestão de riscos, sabendo que nesse setor a probabilidade de crises é permanente, com riscos potenciais que precisam ser continuamente monitorados, não só para preservar a reputação, defender a marca, mas porque dizem respeito à vida das pessoas. Como admitir, por exemplo, que num dos principais hospitais dos EUA, um médico ginecologista tenha fotografado e armazenado fotos de mais de 7 mil mulheres pacientes, durante anos, nos momentos mais íntimos, uma violação grosseira da confiança médico-paciente, sem que o hospital tenha descoberto. Considerado esse um dos maiores casos de negligência médica do tipo. Em 2014, o hospital concordou em pagar 190 milhões de dólares de indenização a 7 mil mulheres, vítimas desse profissional, que acabou se suicidando. Uma falha grave de gestão de riscos, no caso.</p>
<p>Mais recentemente, com alguns atentados que ocorreram nas escolas, começam a aparecer trabalhos, publicações, simpósios, grupos de estudos sobre riscos e crises na área da educação, tema totalmente ignorado há poucos anos. Repetindo e respondendo: a cultura da gestão de riscos e crises no Brasil ainda não foi disseminada, por isso informações de interesse público que possam evitar eventos negativos, que se transformam em crises, devem ser sempre amplamente divulgadas. Os gestores têm que entender que falar sobre gestão de riscos e crises, compartilhar conteúdos, institucionalizar uma área, tudo isso vai melhorar muito a relação dessa organização com a sociedade e seus <em>stakeholders</em>. E em boa hora comemoramos o surgimento do Observatório da Comunicação de Crise, certamente um fórum importantíssimo para aglutinar profissionais de gestão e de comunicação com foco nesse tema e criar uma memória, um capital intelectual sobre como gerenciar crises.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="5">
<li><strong>Vivemos um período de incertezas e desconfiança nas organizações, incluindo personalidades (da música, do futebol, do cinema, etc.). Na sua perspectiva, qual a justificativa para isso?</strong></li>
</ol>
<p>Creio que o excesso de exposição, que começou ainda incipiente com a Internet e evoluiu para as redes sociais tem possibilitado esse fenômeno. A tecnologia evoluiu, possibilitando que as empresas e as pessoas multipliquem clientes ou seguidores apenas com um clique, sem necessidade da presença física ou de mecanismos complicados de checagem e identificação.&nbsp; Por outro lado, o comércio e as relações econômicas online dispensaram a presença física, mas não o relacionamento e nem imunizaram clientes e empresas das crises. Os clientes continuam reclamando, devolvendo e repercutindo, agora, nas redes sociais.</p>
<p>Resultado disso é uma relação bastante fluida, baseada em cliques e ‘<em>likes’</em>, o que, convenhamos, se fragiliza com muita rapidez e, por vezes, leva à impessoalidade, à falta de interação e, por que não dizer, ao pouco caso pelo cliente. Os produtos são oferecidos por um algoritmo e não porque o cliente é importante ou mereça um tratamento pessoalizado. Essa obsessão por participar de tudo e da necessidade do famigerado cadastro, do condomínio ao clube, da receita federal à rede social, onde vamos deixando nossos próprios rastros e dados, acaba por criar relações muito frágeis, que geram incertezas para muitas pessoas.</p>
<p>Há uma banalização no Brasil do uso de dados pessoais; até para comprar um picolé o cliente acaba deixando sua digital, o CPF, quando não o telefone, endereço, e-mail. Em função disso, as fraudes no País se disseminaram, gerando uma insegurança no consumidor. Há ‘golpes’ em todas as áreas, sempre envolvendo Internet ou Redes Sociais. O telefone celular tanto pode ser o objeto do desejo para ficar conectado, quanto o vilão que abre as portas para as fraudes, principalmente de certas camadas da população, como idosos, pobres e desempregados. O cidadão passa a ter medo até de fornecer seus dados para o recenseamento do IBGE ou dissemina ‘fake news’, como se esses dados fossem ser usados para outros propósitos menos nobres. Tudo isso decorre do tipo de sociedade que fomos criando nos últimos anos: egoísta, mercantilista, consumista e fechada. É um cenário propício a crises, principalmente digitais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="6">
<li><strong>Levando em conta o contexto digital, como a “cultura do cancelamento” vem influenciando a forma de gerir riscos, ou então, o modo de gestão de uma crise organizacional gerada por “cancelamento”?</strong></li>
</ol>
<p>Esse é outro fenômeno que tem afetado a imagem de pessoas e organizações, principalmente aquelas com alta exposição nas redes sociais. Na minha visão, o excesso de exposição tem levado a crises desse tipo, há uma necessidade até obsessiva pela presença nas redes. Por isso, a gestão das redes sociais, tanto de formadores de opinião, ‘influencers’, gestores das empresas e principalmente das próprias redes corporativas deve ser feita por profissionais que conhecem os riscos e sabem como gerenciá-los para evitar crises. A gestão das redes sociais na empresa não pode ser delegada a qualquer empregado, até porque ele administra um instrumento poderoso que pode causar um crise grave, um prejuízo monumental e um arranhão irreparável na reputação. É como dar um fuzil para o empregado sem treino e permitir que ele fique atirando a esmo. Alguém vai se ferir. Os executivos das empresas hoje devem fazer treinamentos e dominar conteúdos voltados para esse mundo online para evitar que essa área seja a porta de entrada das crises, que podem levar ao ‘cancelamento’ de pessoas ou de marcas.</p>
<p>Outro aspecto perverso do cancelamento é que as pessoas se empoderam como se fossem juízes e acabam fazendo um julgamento em praça pública dos desafetos ou, quando não, expondo publicamente divergências sobre determinado assunto. Ninguém está <em>a priori</em> autorizado a julgar e cancelar quem quer que seja. Esse tema tem gerado um novo tipo de crise para as organizações, para o que as empresas precisam ter protocolos bem definidos e prontos para aplicar. Basta fazer uma pergunta a um gestor para conferir se ele está preparado para esse mundo: você demitiria algum empregado da sua empresa, pelas redes sociais?</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="7">
<li><strong>Na mesma direção, outros fenômenos pós-digitais preocupam os gestores da área. Na sua análise, como lidar com as fake news e a pós-verdade em tempos de viralização por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais digitais? Como planejar neste cenário?</strong></li>
</ol>
<p>As ‘fake news’ se transformaram na grande vilã das redes sociais, porque nada mais são do que notícias ou relatos falsos, que só encontram guarida nas pessoas que querem enganar, mistificar a verdade, criar factoides e narrativas falsas. Durante a pandemia, a credibilidade das redes sociais afundou porque foram caudatárias de informações pouco confiáveis. Não só no Brasil. As empresas e os profissionais precisam combater com todos os instrumentos disponíveis a divulgação de ‘fake news’, reagindo imediatamente se o alvo for a própria organização.&nbsp; Assim como a empresa reage quando a mídia tradicional publica notícias suspeitas ou inverídicas. O mundo digital, ao contrário do que muita gente pensa, não é um mundo sem lei, onde podemos ou os concorrentes, outras pessoas podem fazer o que bem entendem. Afinal, “estou na minha rede”. Existe legislação cada vez mais rígida sobre o uso irresponsável das redes sociais. O uso errado politicamente das redes sociais é a última herança dessa era da desinformação.</p>
<p>Corremos o risco de desvirtuarmos o conceito de notícia e de informação. Segundo o pesquisador e tecnólogo do Tow Center para Jornalismo Digital da Universidade de Columbia, Aviv Ovadya, nós podemos ter uma sociedade inundada de informações falsas em que as pessoas só acreditam no que querem, virando as costas para os fatos, como recentemente vimos acontecer na eleição americana e mesmo na reação à eleição para presidente, no Brasil. Quando a sociedade, as organizações deixam de combater a disseminação de notícias falsas, elas acabam correndo sérios riscos de serem enganadas, além de contribuírem para o enfraquecimento da credibilidade da mídia. Porque nada mais tem valor. &nbsp;Começamos a viver num mundo paralelo, como acontece com algumas facções que seguem determinadas ideologias. Só acreditamos naquilo que queremos acreditar e definimos como verdade. Ora, isso é um perigo e uma completa aberração porque nós, não importa nossas opções políticas, não somos donos da verdade, não temos o dom de estar no lado certo sempre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="8">
<li><strong>Qual situação de crise ocorrida nos últimos anos pode ser considerada emblemática, seja pela condução bem-sucedida seja pela gestão desastrosa?</strong></li>
</ol>
<p>Dois ‘cases’ que considero emblemáticos, nos últimos anos. O primeiro foi o resgate dos 33 mineiros chilenos, em 2013, que foram soterrados a 700m de profundidade, na mina San José, a 800 quilômetros ao norte da capital Santiago,&nbsp; e ficaram confinados num pequeno espaço que não desabou. As ações tomadas pelo governo do Chile, logo após o evento, para coordenar como seria feito o resgate, são exemplares de como uma empresa ou um governo deve agir numa situação de crise, num momento extremamente delicado e que exige ações emergenciais urgentes, porque havia vidas em jogo. Crises raras, como essa, têm a propriedade de incomodar, sacudir, romper com a normalidade. Primeiro, a escolha de quem vai liderar a crise, no caso foi o ministro das Minas do Chile, certamente o grande responsável pelo sucesso da operação. Ele coordenou todas as ações, sob grande pressão e necessidade de decisões cruciais que levavam em conta vários fatores: a premência do tempo e o risco de vida que os mineiros corriam; a pressão e angústia dos parentes e da mídia nacional e internacional; a falta de antecedentes de semelhante acidente para ajudar nas alternativas de solução, e a pressão política.</p>
<p>O ministro fixou as diretrizes que norteariam a solução da crise, ele assumiu a liderança realmente e fez valer sua autoridade. Disciplinou os contatos dos familiares com os mineiros, para manter o moral do grupo; elegeu um coordenador ou líder que lá embaixo manteria o diálogo com as autoridades e, ao mesmo tempo, tinha ascendência sobre o grupo; foi humilde ao pedir ajuda aos Estados Unidos, Rússia e Austrália, países com experiências parecidas. E conseguiu manter a mídia informada, sem entrar em choque com os jornalistas. Ele criou uma equipe de engenheiros, médicos, psicólogos, nutricionistas, pastores, padres para dar apoio psicológico aos mineiros, prometendo fazer todo o possível para resgatá-los até o Natal. Sendo que o desabamento ocorreu em agosto. Ele procurou não prometer o que não tinha segurança de que poderia entregar, para não criar falsas expectativas.</p>
<p>Não esquecer que essa crise não tinha um precedente em que o Chile pudesse se basear. Antes do prazo, em outubro, eles anunciaram o início do resgate, retirando-os um a um, numa operação delicada, envolvendo uma cápsula construída especialmente para trazer os mineiros das profundezas. O resgate, em 5 de outubro, se tornou um dos eventos mais assistidos do mundo até então, com cerca de 1 bilhão de telespectadores. E teve um final feliz: todos os mineiros foram retirados com vida da mina destruída. Se fôssemos definir quais os elementos básicos desse sucesso, diria: liderança, ousadia, coragem, humildade, comprometimento e boa comunicação.</p>
<p><strong>O pouso improvável</strong></p>
<p>O Segundo case foi o do avião da US Airways, que decolou do aeroporto La Guardia em Nova York e precisou fazer um pouso de emergência no Rio Hudson, em janeiro de 2009, devido à pane numa turbina. Pilotos experientes concordam que aquele pouso foi improvável, porque poucos profissionais nos Estados Unidos, mesmo com experiência, reuniriam todas as habilidades para pousar aquele avião no Rio Hudson, nas condições de voo em que se encontrava. O comandante do avião Chesley Sullenberger, 57 anos, foi considerado um herói nacional pela façanha. Dificilmente, dizem pilotos experientes, um piloto conseguiria pousar no rio sem danos ao avião e possivelmente vítimas. Mas o comandante conseguiu. E não foi por acaso. Sullenberger é piloto da Força Aérea, com 40 anos de experiência, e treinava pilotos para situações de emergência. Só isso pode explicar o sucesso.</p>
<p><strong>Cases negativos</strong></p>
<p>Se fosse citar dois casos de crise em que o gerenciamento foi um desastre um deles foi o da boate Kiss em Santa Maria. Não havia qualquer tipo de prevenção no prédio, além de todos, principalmente os proprietários e empregados, serem despreparados para enfrentar qualquer situação grave de emergência, como ficou demonstrado. A sucessão de erros levou à morte 242 pessoas e centenas de feridos, a maioria de jovens. Os erros em Santa Maria são de gestão, de omissão e de conivência com o desleixo nos mecanismos de prevenção de uma possível crise. Em resumo, a boate não tinha saídas de emergência (o que responsabiliza também os bombeiros e os órgãos públicos que deveriam fiscalizar), utilizou material inflamável num ambiente fechado, não sabia o que fazer quando o fogo começou; excesso de público, além da lotação, na boate, o que caracterizou privilegiar o lucro em lugar da segurança; a ganância, em contraposição aos mecanismos de prevenção. Equipes de contenção de incêndios treinadas, saídas de emergência amplamente sinalizadas e extintores espalhados pelo ambiente, poderiam ter evitado pelo menos a dimensão dessa tragédia.</p>
<p>O outro case, um desastre mais recente, é internacional. O do defeito descoberto no modelo 737 MAX da Boeing. Essa crise começa a tomar corpo a partir de dois acidentes com esse modelo, um na Indonésia, em 2018, e o segundo na Etiópia, em 2019. Não demorou para as autoridades americanas e de outros países investigarem e concluírem que os pilotos perderam o controle dos dois aviões, por defeito na aeronave, como registrado nas gravações. Os aviões eram modelos novos e as caixas pretas mostraram problemas semelhantes nos dois acidentes. Investigações apontam que a pressa em colocar o avião no mercado teria omitido uma série de testes que poderiam ter mostrado o defeito. Resultado: uma enorme crise para a Boeing, da qual ela ainda não se livrou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="9">
<li><strong>De que formas os profissionais da Comunicação podem sensibilizar empresários e gestores públicos sobre a importância da cultura da prevenção e a necessidade da gestão de riscos?</strong></li>
</ol>
<p>Reputo o trabalho dos profissionais de Comunicação como decisivo para esse passo tão importante nas empresas. E por que? Porque a Comunicação tem a sensibilidade, a oportunidade e a necessidade de convencer a diretoria a mobilizar, dentro da organização, pessoas que precisam conduzir esse tema dentro da empresa. Que estruturem o Comitê de Crise, que seria o grupo centralizador das ações nos casos de crises graves, que viessem a ameaçar o negócio ou a reputação da empresa. A comunicação poderia ser esse ‘pusher’ da área de crise, principalmente num primeiro momento. Qualquer crise grave na empresa terá desdobramentos na comunicação.</p>
<p>Mas é bom esclarecer que a comunicação não é a área melhor indicada para centralizar e comandar essa atividade, nem tampouco coordenar o Comitê de Crise. Os profissionais de comunicação têm a capacidade de sensibilizar a diretoria para convencê-la a institucionalizar uma área de gestão de crise e devem fazer parte do Comitê. Mas é uma atividade mais apropriada e pertinente ao pessoal da área de gestão de riscos e de continuidade de negócios. Considero como decisivo esse papel do pessoal da Comunicação para que a empresa coloque a crise na pauta da diretoria e dissemine isso para a organização toda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="10">
<li><strong> Após a Pandemia do Novo Coronavírus e as Eleições 2022 no Brasil, a imprensa está mais bem preparada para cobrir situações críticas?</strong></li>
</ol>
<p>Acredito que sim, porque o país passou por uma fase extremamente grave e aguda entre os anos de 2020 e 2022, e a imprensa conseguiu contornar até a equivocada decisão do Ministério da Saúde de não divulgar os números da Covid-19, sob o entendimento de que não era interessante para o país e para a mídia ficar atualizando o número de contaminados e de mortes diariamente. A imprensa enfrentou na época o negacionismo do governo de então, que demitia ministros da Saúde, em plena pandemia, porque estes não aceitavam usar remédios de eficácia duvidosa para combater a Covid-19, como o Presidente da República queria.</p>
<p>Rapidamente, um pool de jornais, redes de televisão e rádio se juntaram no chamado Consórcio de Imprensa e mantiveram a população informada desses números nada bons para o país. Isso fez a imprensa assumir o protagonismo das informações sobre Covid-19. O ministério da Saúde e órgãos públicos que dependiam desse serviço, aos poucos perderam credibilidade pelos erros do governo. Representou uma tremenda falha que custou um grande prejuízo ao País em perda de vidas e no <em>timing</em> para retomar os negócios. &nbsp;Essa experiência propiciou o aprimoramento dos controles, as equipes se prepararam, buscando fontes com credibilidade para informar a população e foi decisiva para acelerar o processo de vacinação no País contra a Covid-19.</p>
<p>Não há dúvidas de que o trabalho da mídia brasileira foi o grande responsável pelos altos índices de vacinação que acabaram por estancar o avanço do vírus em nosso país. Essa insegurança na informação certamente acabou prejudicando o tratamento contra a Covid, no primeiro ano da disseminação. Tanto isso é verdade que o Brasil acabou sendo o segundo país do mundo em número de mortes por Coronavírus, só superado pelos Estados Unidos. E com um índice de mortes por milhão de habitantes entre os mais altos do mundo. Em resumo: o trabalho da imprensa nesse tipo de crise é fundamental para manter a população informada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="11">
<li><strong> E as organizações não-midiáticas, têm melhores condições de gerir os impactos de uma conjuntura semelhante a imposta pela pandemia de Covid-19, caso viesse a ocorrer algo com a mesma dimensão?</strong></li>
</ol>
<p>As organizações não midiáticas como Ongs, associações de classe, entidades culturais, associações beneficentes, até mesmo os hospitais têm um papel interessante nesse caso exemplar da pandemia. Elas lidam com milhões de pessoas e algumas têm grande credibilidade. Num momento de grande polarização no país, dividido entre grande parte da população que seguia os protocolos recomendados pela OMS a respeito da pandemia, e outro que preferia acreditar em ‘fake news’, até mesmo disseminadas pelo Presidente da República e alguns ministros sobre remédios sem eficácia, falácia da vacina, distanciamento social, etc. essas organizações acabaram assumindo um papel decisivo.</p>
<p>O que faltou no Brasil na época da Covid-19 no auge, foi exatamente isso, toda a sociedade ajudar o governo e a mídia a disseminar boas notícias sobre vacinas, prevenção, uso de equipamentos e outros instrumentos para evitar contrair e espalhar a doença. A mídia, nem as redes sociais, conseguem atender à demanda de informação, até porque os governos em geral, quando escancaradas as deficiências de atendimento, como aconteceu na pandemia do Coronavírus, têm dificuldade de entender e conviver com a imprensa livre e democrática que acaba assumindo um papel de fiscal da sociedade. Os governos têm extrema dificuldade de reconhecer problemas e erros. Preferem iludir. Só que hoje, com as redes sociais até iludir se tornou algo que a sociedade não suporta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="12">
<li><strong>Qual/Quais as melhores lições da pandemia para a subárea de gestão de risco e crise?</strong></li>
</ol>
<p>Primeiro, a pandemia colocou muitos países e grande parte do mundo num estado de crise. Enfrentamos de fato três crises a um só tempo, a sanitária, a econômica e a política, porque a pandemia, além de causar uma pane na saúde, congestionando hospitais e colapsando o sistema de saúde de modo geral, também afetou a economia, tendo em vista que vários países literalmente tiveram que adotar um <em>lockdown</em>, como a Itália, Alemanha, Espanha e tantos outros. Parou tudo. A comunicação foi a âncora desse processo, porque sem informação, sem a boa comunicação as pessoas não sabiam o que fazer. Principalmente no Brasil, onde havia uma polarização política sobre a melhor forma de combater o vírus. O governo querendo manter a economia funcionando pregava como ineficaz a sugestão da saúde de ficar em casa. E os infectologistas sensatos recomendavam máscaras e isolamento. Então, como lições, podemos inferir que a comunicação cresce de importância em momentos de crise, como insumo imprescindível para governos e empresas conseguirem administrar com um mínimo de coerência essa situação.</p>
<p>Outra lição foi aprender que as crises não podem ser minimizadas, não importa o que esteja acontecendo. O governo principalmente precisa estar preparado para essas situações emergenciais, encarando com rapidez as orientações dos órgãos de saúde e colocando toda a estrutura à disposição da população. O risco sempre vai existir não apenas na área da saúde, embora essa seja uma das mais delicadas e vulneráveis. No caso do Brasil, em todas as pesquisas a saúde sempre apareceu -&nbsp; e continua aparecendo - como “um dos maiores problemas do país”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp; &nbsp;13.<strong> No contexto atual e diante da atuação de empresas e governos, é possível perceber sinais que põem em risco a imagem e a reputação de alguma organização brasileira nos próximos anos? </strong></p>
<p>Sim, o Ministério da Saúde e órgãos correlatos, bem como os profissionais que trabalharam na área durante três anos correram sério risco de serem alijados de decisões importantes, por se aliarem a um esquema de negacionismo, que pregava drogas sem eficácia comprovada para combater a Covid-19, além de terem conspirado para protelar a compra de vacinas. Essa foi uma página errática da área de Saúde que não deveria ter sido seguida, não importa quem fosse o Presidente ou o Ministro.</p>
<p>Assim também com os médicos que aderiram ao famigerado tratamento precoce com Cloroquina e outras drogas também sem eficácia comprovada. Incluindo o Conselho Federal de Medicina (CFM), criticado pela postura dúbia, nos piores momentos da pandemia. A história é implacável. Não irá esquecer quem ficou do lado errado na pandemia. Principalmente a classe médica e aqueles que pregaram o ficar em casa, não usar máscaras, romper o isolamento e outras práticas recomendadas pela OMS e outros órgãos de saúde no auge da pandemia.</p>
<p>O setor de combustível também se desgastou bastante durante a pandemia, quando o preço da gasolina chegou a patamares de até R$ 8,00. Em algumas cidades, esse setor funciona como um cartel, todos subiam de preço no mesmo dia. O que contribuiu para deixar o cenário econômico ainda pior, num contexto vulnerável do país.</p>
<p>Outro órgão que sai chamuscado é o INSS. Ele já não tinha uma boa imagem, mas durante a pandemia chegou ao fundo do poço ao acumular cerca de um milhão de pedidos de perícia para aposentadoria por invalidez ou outros benefícios. Os problemas no atendimento online e presencial, associados à demora em agendar e resolver as perícias, deixando milhares de pessoas sem salário, é uma das páginas mais lamentáveis desse período no Brasil. A curto prazo, será difícil recuperar a reputação. De um lado ou de outro, quem escorregou durante a pandemia não vai consertar a reputação num curto espaço de tempo.</p>
<p><strong>&nbsp;</strong></p>
<p>* Natural do Rio G. do Sul. Formado em Letras e Jornalismo.&nbsp;&nbsp;É Mestre em Comunicação pela UnB. E tem um MBA em Gestão Estratégica pela USP.&nbsp;Tem vasta experiência em comunicação empresarial. Professor de Pós-Graduação em Comunicação Pública e Gestão da Comunicação nas Organizações.&nbsp;Foi Gerente de Comunicação do Banco do Brasil durante vários anos, tendo passado por todas as áreas da Comunicação Corporativa.&nbsp;Foi Superintendente de Comunicação&nbsp;e Diretor Comercial da Infraero – Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária. E também passou pela gestão do Curso de Comunicação Social do Centro de Ensino Unificado de Brasília-UniCEUB.&nbsp; Consultor de Comunicação, com foco na gestão de crises; e autor de inúmeros artigos, entrevistas e capítulos de livros sobre o tema comunicação e gestão de crises.&nbsp;&nbsp;Autor do livro&nbsp;<em>“Gestão de Crises e Comunicação - O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber para enfrentar Crises Corporativas” </em>(Atlas, 3ªedição, 2019).&nbsp;Criador e editor do site&nbsp;<a href="http://www.comunicacaoecrise.com">www.comunicacaoecrise.com</a>.&nbsp;</p>
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				<title>Livros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/livros</link>
				<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 18:31:35 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[AMARAL, M. F. (Org.) ; LOOSE, E. B. (Org.) ; GIRARDI, I. M. T. (Org.) . Manual para a cobertura jornalística dos desastres climáticos. 1. ed. Santa Maria: FACOS, 2024. 57p. AMARAL, M. F. (Org.) ; LOOSE, E. B. (Org.) ; GIRARDI, I. M. T. (Org.) . Minimanual para a cobertura jornalística das mudanças climáticas. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>AMARAL, M. F. (Org.) ; LOOSE, E. B. (Org.) ; GIRARDI, I. M. T. (Org.) . <strong>Manual para a cobertura jornalística dos desastres climáticos</strong>. 1. ed. Santa Maria: FACOS, 2024. 57p.</p>
<p>AMARAL, M. F. (Org.) ; LOOSE, E. B. (Org.) ; GIRARDI, I. M. T. (Org.) . <strong>Minimanual para a cobertura jornalística das mudanças climáticas</strong>. 1. ed. Santa Maria: FACOS, 2020. 52p.</p>
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<p>________</p>
<p>*Esta lista está em permanente atualização.</p>
<p>**Envie suas indicações de referências para o email: <a class="notranslate" href="mailto:observat%C3%B3rio.crise@ufsm.br">observatorio.crise@ufsm.br</a> </p>
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				<title>É na crise que o verdadeiro líder desponta!</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/21/e-na-crise-que-o-verdadeiro-lider-desponta</link>
				<pubDate>Tue, 21 May 2024 17:46:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por João Fortunato (Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)   Ser um bom líder não é apenas comandar com autoridade e gerenciar bem os afazeres do cotidiano, mas também e sobretudo durante as situações de crise, quando o equilíbrio emocional, o raciocínio ágil e a razão devem [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>João Fortunato </strong>(Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)</p>
<p> </p>
<p id="ember2859" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph"><em>Ser um bom líder não é apenas comandar com autoridade e gerenciar bem os afazeres do cotidiano, mas também e sobretudo durante as situações de crise, quando o equilíbrio emocional, o raciocínio ágil e a razão devem prevalecer, sem, é claro, deixar de lado a empatia e a solidariedade. </em></p>
<p id="ember2860" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Dizem que é na hora da adversidade que se reconhece o verdadeiro líder. Não tenho dúvidas da verdade desta máxima. É quando todos estão submergindo que o líder nato emerge para o “resgate” dos demais. O governador Eduardo Leite, do RS, nesta tragédia que infelizmente abraça o seu Estado, não tem se revelado o líder que se esperava ou se imaginava que seria. No início politizou a situação e depois começou a falar coisas que não soaram nada bem aos ouvidos de seus pares políticos e da população, de dentro e fora do Rio Grande do Sul.</p>
<p id="ember2861" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Primeiro, quando a imensidão das águas começava a tomar conta das cidades gaúchas, ele se aproveitou da situação para alfinetar o governo federal e o presidente da república. Quis lacrar com a sua bolha. Nada contra, faz parte do jogo democrático. Só que o momento indicado não era aquele. O seu foco deveria estar direcionado única e exclusivamente para a tragédia que acometia o Estado que dirige.</p>
<p id="ember2862" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Na ocasião, muitos hão de se lembrar, o governador disse que o drama do Estado não poderia ser visto do alto, que o presidente teria que descer de seu helicóptero para ver de perto, ou seja, experimentar no chão alagado e enlameado a dor da realidade. Observação totalmente descabida, fora de hora e oportunista. Ele, assim como todos os brasileiros, sabe que o presidente Lula, como cabalmente demonstrado em diferentes ocasiões, não tem receio de pisar na lama e, é notório, que o que mais gosta é de estar junto da população. O governador foi infeliz e, por isso, muito criticado. Não era hora de fazer política, sobretudo porque o Sul, naquele momento, não tinha ideia do quanto precisaria do apoio federal.</p>
<p id="ember2863" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Mas Leite não aprendeu a lição. Depois dessa, se envolveu numa discussão com o jornalista André Trigueiro, que é especializado em questões ambientais, durante uma entrevista ao vivo num dos programas de maior audiência da Globonews. O seu destempero se deu porque o jornalista cobrou dele a adoção de medidas preventivas. Negou, tentou desmentir o jornalista e encenou um bate-boca desnecessário. Mais tarde, numa longa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, admitiu que apesar dos alertas, “não investiu mais porque o que se impunha era a questão fiscal”. Admitiu agora porque não dá mais para tapar o sol com a peneira, a falta de investimento em ações preventivas ficou evidente com o tamanho da catástrofe.</p>
<p id="ember2864" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Depois, veio à público questionar a indicação do gaúcho Paulo Pimenta, ex-ministro das comunicações, para o cargo de representante do governo federal no processo de reconstrução do Rio Grande do Sul. O indicado terá o papel de fiscalizar os investimentos oriundos do caixa de Brasília. De acordo com o governo federal, Pimenta foi o escolhido porque é nativo do Estado e o conhece bem. O problema da indicação é que Pimenta tem interesse em se candidatar ao governo gaúcho e Leite, pensando novamente nas urnas, pôs a boca no trombone. Discussão igualmente fora de hora. Teme perder o protagonismo no processo de reconstrução. Tomara que ambos se entendam, pois o que deve ser priorizado é o bem-estar do povo atingido, a restauração do cotidiano normal das pessoas e a reconstrução do Estado, sem esquecer agora das ações preventivas conforme apontado por especialistas.</p>
<p id="ember2865" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Como se tudo isso fosse pouco, o governador veio ainda a público pedir para que cessassem as doações aos atingidos pela tragédia porque temia pela sobrevivência do comércio local. As respostas contrárias à sua observação sem sentido vieram de prefeitos, comerciantes e dos próprios atingidos. Percebido o erro, correu para tentar corrigi-lo, mas aí já era tarde. Tudo já havia sido registrado.</p>
<p id="ember2866" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">E como prova de que não aprendeu com as enchentes de 2023 a ser o líder necessário para o gerenciamento desta crise (2024) sem precedentes que abalou o Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite, sobre o não atendimento das comunidades quilombolas atingidos pela tragédia, disse que o volume de pessoas desalojadas e em abrigos dificulta o atendimento "em todas as pontas". É inaceitável a desculpa do mandatário gaúcho. Melhor parar por aqui porque o rosário que pode ser desfiado é ainda mais longo!</p>
<p id="ember2867" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">O governo do Rio Grande do Sul e o seu governador em particular precisam urgentemente de um suporte profissional e especializado em comunicação de crise. Se já existe, não parece estar atendendo as necessidades. Além disso, o governador precisa urgente de um Media Training voltado para situações de crise. Tem que aprender a lidar com o contraditório sem perder o equilíbrio emocional. Ser um porta-voz destemperado, que quando pressionado sai chutando as canelas dos jornalistas, não é a melhor postura. O Rio Grande do Sul tem inúmeros profissionais especializados e muito competentes em comunicação de crise e media training de crise que poderiam apoiá-lo e impedir este desgaste este desnecessário.</p>
<p> </p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
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				<title>Retrospectiva | 10 crises que marcaram o ano de 2023 no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/12/15/retrospectiva-10-crises-que-marcaram-o-ano-de-2023-no-brasil</link>
				<pubDate>Fri, 15 Dec 2023 13:35:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[O ano de 2023 no Brasil foi marcado por vários eventos críticos que culminaram em crises. Dentre elas, destacam-se diferentes tipos: ambiental, trabalhista, política, ética, natural, reputacional, patrimonial, direito do consumidor e de segurança pública. Tais casos se instalaram a partir de ataques violentos, casos de racismo, misoginia, homofobia e assédio, fraude, depredação do patrimônio [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignright wp-image-266 size-medium" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2023/12/Retrospectiva-2023-300x251.jpg" alt="" width="300" height="251" /></p>
<p>O ano de 2023 no Brasil foi marcado por vários eventos críticos que culminaram em crises. Dentre elas, destacam-se diferentes tipos: ambiental, trabalhista, política, ética, natural, reputacional, patrimonial, direito do consumidor e de segurança pública. Tais casos se instalaram a partir de ataques violentos, casos de racismo, misoginia, homofobia e assédio, fraude, depredação do patrimônio público, trabalho análogo à escravidão, enchentes e má gestão pública ou empresarial. Já em relação às causas, foram situações ligadas à gestão financeira, qualidade de serviços, condições de trabalho, transparência, gestão de riscos, prevenção, arrogância administrativa e discriminação. Entre as consequências, foram registradas mortes, prejuízos ambientais, materiais e financeiros, danos à reputação, indenizações, multas, boicotes, prisões, greve, desconfiança, medo e falência.</p>
<p>Algumas crises desencadearam um processo importante, outras foram esquecidas ou gerenciadas de modo com que os efeitos fossem mitigados de forma bem-sucedida. Cada uma teve repercussão distinta, seja pela dimensão seja pelos prejuízos - ou ainda - pela visibilidade midiática. Enfim, todas elas impactaram a sociedade devido à seriedade dos acontecimentos. Nessa direção, para que fiquem registradas e sejam didáticas, separamos dez casos de crise emblemáticos de 2023 para relembrarmos. Ao final da retrospectiva, listamos os aprendizados oriundos dos eventos críticos que acompanhamos, alguns pontos para reflexão e os princípios para uma comunicação de crise assertiva.</p>
<p> </p>
<ol>
<li><strong> Capitólio brasileiro: a invasão aos Três Poderes em 8 de janeiro</strong></li>
</ol>
<p>No dia 8 de janeiro de 2023, centenas de manifestantes golpistas invadiram as sedes dos Três Poderes da República no Brasil: o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, vandalizando prédios, salas, obras de arte e acervo histórico. Este caso talvez tenha sido a crise que mais ignorou sinais explícitos e riscos reais. Também, pode ser considerado o maior atentado à democracia brasileira que se tem registro na história.</p>
<p>As autoridades do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e do DF responsáveis pela segurança das sedes dos Poderes na capital federal ignoraram todos as ameaças potenciais de ação hostil, mesmo com inúmeras manifestações em curso: ameaças de eleitores que não aceitavam os resultados das Eleições de 2022, acampamento em frente ao Exército em Brasília pedindo intervenção militar, depredações pela cidade em dezembro daquele ano após a diplomação do novo Presidente da República, fechamento de estradas Brasil afora, postagens na internet relembrando a invasão do Capitólio nos EUA, organização de viagens para a invasão da Praça dos Três Poderes em grupos de redes sociais digitais, entre outros indícios. Além disso, durante os atos, alguns Policiais foram flagrados recuando para a entrada dos invasores e fazendo selfie com os vândalos. Enfim, trata-se de uma crise marcada por leniência, conivência, falhas em série e falta de Inteligência.</p>
<p>Imediatamente após o ocorrido, o Presidente Lula que estava em compromisso oficial voltou a capital federal e se pronunciou sobre o ocorrido, decretando intervenção federal na segurança do DF. Já o STF determinou o afastamento do Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e a prisão do Secretário de Segurança à época, Anderson Torres. Os ataques foram marcados por violência e ódio, resultaram em destruição de patrimônio público, de obras de arte e de acervo histórico, onerando os cofres da União em R$ 20 milhões para reconstrução e recuperação. Em relação aos invasores, várias frentes de investigação envolvem a Polícia Civil, a Polícia Federal, A Procuradoria Geral da República e o STF. Para a investigação destes atos golpistas foi criada a Operação Lesa Pátria. Até hoje, já foram realizadas 88 prisões e 367 mandados de busca e apreensão, os quais também miram os financiadores dos criminosos por todo o país.</p>
<p><strong> </strong></p>
<ol start="2">
<li><strong> Trabalhadores em situação análoga à escravidão em vinícolas do Rio Grande do Sul</strong></li>
</ol>
<p>Até julho de 2023, no Brasil, foram quase 1.500 resgates de pessoas vítimas da escravidão moderna, um recorde em décadas. Outro marco que impacta profundamente a sociedade refere-se ao número de empregadores que submeteram trabalhadores a situações análogas à escravidão: 473 segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Durante a safra da uva em fevereiro, em ação desencadeada pelo Ministério Público Federal (MPF) e MTE, 207 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes de trabalho em Bento Gonçalves (RS), os quais relataram ter sofrido diversos tipos de violência além de jornadas de trabalho exaustivas. As vinícolas Aurora, Garibaldi e Salton contrataram uma empresa terceirizada de prestação de serviços, a Fênix, que segundo os trabalhadores oferecia condições de trabalho desumanas, com alojamentos pequenos e lotados, mantidos sob ameaça.</p>
<p>As três empresas se pronunciaram através de notas, cartas e comunicados em seus perfis em redes sociais e sites oficiais. Além disso, o Centro de Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC) emitiu nota polêmica “justificando” que os motivos da escravidão contemporânea seriam o fato de as pessoas serem preguiçosas e os programas que visam reduzir a desigualdade social no país (!). A crise não teve nenhum “rosto” até certo momento, apenas postagens oficiais. Somente vinte dias depois, o Presidente de uma das vinícolas, Maurício Salton, veio a público por meio de entrevista ao Valor Econômico e reconheceu que a empresa deveria ter sido mais diligente, monitorando a cadeia de prestadores de serviço e realizando auditorias internas. As vinícolas devem pagar mais de R$7 milhões em indenizações após Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público do Trabalho por danos morais individuais e coletivos.</p>
<p>Esta crise é, também, uma crise de imagem e de reputação, uma vez que as notas foram emitidas ao longo de uma semana, alimentando uma extensiva repercussão midiática em escala nacional e internacional. Há que se ressaltar que, no início da cobertura, a mídia brasileira mostrou-se “tímida”, denominando a situação de “trabalho irregular” por exemplo, mesmo que a pauta estivesse estampando capas, o que mostra ainda faltar uma cobertura responsável, ética e crítica por parte da mídia.</p>
<p> </p>
<ol start="3">
<li><strong> Fraude contábil gera rombo bilionário e deflagra crise na Americanas</strong></li>
</ol>
<p>Em janeiro, a Americanas anunciou uma inconsistência contábil de R$ 20 bilhões deficitários em seus cofres, de acordo com o fato relevante divulgado na data. Vale lembrar que o furo contábil era maior do que o próprio valor da companhia na Bolsa de Valores. Num esforço por recuperação de mercado, ainda em agosto de 2022, Sérgio Rial foi nomeado o novo CEO da empresa sendo a grande aposta para alavancar os negócios. Entretanto, Rial renunciou ao cargo nove dias depois de sua posse. Interinamente, como CEO, assumiu o diretor de relações com investidores João Guerra, que segundo declarações da própria empresa na época, o executivo não estava envolvido na gestão contábil deficitária da época. Apesar das trocas administrativas, em 19 de janeiro de 2023, a Americanas entrou com pedido de recuperação judicial.</p>
<p>As dívidas somavam, na época, R$ 43 bilhões. Entretanto, algumas medidas previstas no plano de recuperação judicial não foram levadas adiante principalmente em função das incertezas em relação aos balanços da empresa publicados até então. Em fevereiro daquele ano, Leonardo Coelho Pereira, assume como novo presidente da Americanas e, a partir daí, inicia um processo de pequenas manifestações públicas dando pistas sobre o esquema ocorrido na contabilidade da empresa. Em 13 de junho é publicada a primeira comunicação oficial admitindo fraude nas informações contábeis. A Americanas também esteve envolvida em uma CPI instaurada na Câmara dos Deputados para investigar fraude de mais de R$ 20 bilhões nos balanços financeiros da empresa.</p>
<p>Além de uma crise financeira, a empresa envolveu-se em uma crise de imagem. Revelou uma gestão focada nos lucros para os investidores. A comunicação de crise (ou a falta dela) das Americanas contribuiu para um agravamento da situação em termos de posicionamento social. As informações divulgadas eram imprecisas ou incompletas, o que gerava ainda mais desconfiança perante seus stakeholders, como o próprio público interno. Os consumidores, claramente não estavam no foco das estratégias da empresa, assim como o mercado financeiro que restou a margem de informações consistentes, provocando queda ainda maior nas ações da bolsa de valores.</p>
<p>A marca, tradicionalmente conhecida como patrocinadora do reality show Big Brother Brasil (que ocorre em janeiro de cada ano), usou suas redes sociais para informar a clientes, parceiros e fornecedores que decidiu cancelar a participação na edição deste ano<em>.</em> Além disso, a empresa também publicou um vídeo agradecendo o apoio dos seus clientes com a #TamoJuntoAmericanas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<ol start="4">
<li><strong> Ataques com vítimas fatais em escolas de todo o país</strong></li>
</ol>
<p>Antes um cenário que fazia parte da realidade norte-americana, os ataques a escolas tornaram-se um fato comum no Brasil, sendo 2023 o ano com mais ocorrências: total de 11, um triste recorde histórico. Os ataques aconteceram em instituições de vários estados (SP, GO, MG, SC, AM, CE e PR), resultando em mortes de estudantes e professores e dezenas de feridos.</p>
<p>Após massacre na Creche Cantinho Bom Pastor (Blumenau/SC) em abril, que resultou em 4 crianças mortas - e por recomendação das autoridades - veículos de comunicação do Brasil atualizaram suas políticas de cobertura de ataques a escolas a fim de evitar o “efeito contágio”, no sentido de não inspirar novas ações de pessoas que buscam notoriedade por meio de práticas criminosas. Além disso, governos municipais, estaduais e federal lançaram uma série de medidas de segurança no ambiente escolar e combate aos ataques nas escolas, focando os esforços em atendimentos psicológicos, fiscalização e regulação das redes sociais digitais. Também, em abril, o governo federal criou o canal de denúncias Escola Segura, que recebeu quase 10 mil mensagens em 90 dias de operação. De lá para cá, dezenas de ataques foram evitados segundo relatório de grupo de trabalho da Câmara dos Deputados.</p>
<p> </p>
<ol start="5">
<li><strong> Eventos climáticos extremos são cada vez mais comuns</strong></li>
</ol>
<p>A crise climática é considerada já há alguns anos como urgente de ser enfrentada. Nesse sentido, a reincidência de eventos climáticos extremos não é novidade ou surpresa para ninguém, muito menos para as autoridades. Ano após ano, o Brasil se depara com o fenômeno das chuvas e da seca. Ademais, a ação humana e os impactos das mudanças climáticas vêm sendo focos de alertas de riscos por diversas organizações nacionais e internacionais.</p>
<p>Em 2023, um dos eventos mais graves foi a seca, que atinge com mais intensidade oito estados brasileiros: Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Maranhão, Piauí, Bahia e Sergipe. Mesmo sendo a estação de chuvas na Amazônia, os Rios Negro e Solimões, principais formadores do Rio Amazonas, estão com volume de água muito baixos, com alguns pontos secos. Já chuvas e ventos severos afetaram com mais intensidade a cidade de Araraquara (SP), municípios do litoral paulista, regiões do estado de Santa Catarina e a região do Vale do Taquari (RS). Além disso, o ano foi marcado pelo calor extremo, com altas temperaturas, que chegaram a 50ºC em algumas cidades.</p>
<p>Acompanhamos o excesso de chuvas nas regiões Sul e Sudeste e a seca nas regiões Norte e Nordeste. No sul, sequência de ciclones. No norte, seca histórica. Foram registradas centenas de mortes, milhares de desabrigados e bilhões de reais em prejuízos materiais e financeiros, além de impactos incalculáveis ao meio ambiente. Neste ano, segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, mais da metade dos municípios brasileiros esteve em situação de emergência ou estado de calamidade, totalizando 2.797 cidades. Em dezembro, ainda há cerca de 1mil municípios afetados.</p>
<p>Mesmo os desastres climáticos sendo mais recorrentes, a verba da Defesa Civil é insuficiente. Após desmonte do governo anterior na base das ações estruturantes do Ministério do Desenvolvimento Regional, neste ano o governo federal não contou nem com verba necessária nem com planejamento para prevenção e resposta a desastres. Além disso, segundo o Cemaden, nos estados e municípios faltam equipamentos e pessoal treinado. 72% dos municípios não têm orçamento próprio para a área, e nem sempre podem contar com recursos da própria prefeitura.</p>
<p>É explícito que mesmo diante de riscos e perigos já conhecidos, não há cultura de prevenção no país. Acompanhamos que a comunicação de risco, com sistemas de alertas ainda pouco abrangentes ou não levados em conta pelas autoridades e pela população, não deram conta de mitigar os danos ou salvar vidas. Diante dos acontecimentos, em outubro, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul apresentou um plano para o enfrentamento às mudanças do clima. Trata-se da Agenda ProClima 2050 – Estratégias para as Ações Climáticas, documento que define prazos do que deve ser realizado para reduzir efeitos além de se adaptar aos seus impactos. Além disso, foi anunciado um Gabinete de Crise permanente para desastres.</p>
<p> </p>
<ol start="6">
<li><strong> 25 Estados do País e o DF sofrem apagão </strong></li>
</ol>
<p>Em agosto, o Brasil sofreu um apagão elétrico generalizado que afetou 25 dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Algumas cidades ficaram até seis horas sem luz, prejudicando cerca de 29 milhões de residências, estabelecimentos comerciais e hospitais. O Norte e Nordeste do país foram as regiões mais afetadas.</p>
<p>Para contornar a crise, o Governo Federal, através do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira determinou a criação de uma sala de situação para acompanhar o processo de retomada da energia nos Estados, assim como a apuração rigorosa das causas do apagão, envolvendo órgãos como ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e a Polícia Federal. Apesar da rapidez dos comunicados, o apagão provocou surpresa e preocupação na população, produzindo desgastes em imagem ao Governo Federal e abalando a confiança dos brasileiros no Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) - instituição que cobre a eletricidade de quase todo o país - com um modelo integrado de transmissão de energia de uma região geográfica para outra.</p>
<p>Mesmo que a energia tenha sido reestabelecida no mesmo dia, somente em setembro deste ano a ONS informou as causas do apagão. Segundo o Relatório de Análise de Perturbação (RAP), publicado pela instituição, o fato ocorreu devido ao desempenho abaixo do esperado de equipamentos de controle de tensão de diferentes usinas eólicas e solares. A fim de reduzir possíveis crises, o documento cita ainda “centenas” de providências a serem tomadas até julho de 2024 por diferentes agentes do setor elétrico, incluindo o próprio ONS e geradores eólicos e fotovoltaicos. São ações como ajustes em proteções, questões relacionadas à comunicação com os agentes no momento da recomposição de fornecimento de energia, e a validação dos modelos matemáticos de todos os geradores eólicos e fotovoltaicos.</p>
<p> </p>
<ol start="7">
<li><strong> Calouros da Unisa praticam atos obscenos em jogos universitários</strong></li>
</ol>
<p>Em setembro, circulou na internet até chegar aos noticiários o vídeo de um episódio machista e misógino protagonizado por universitários de Medicina. Durante uma partida de vôlei feminino realizado em abril, cerca de 15 calouros do sexo masculino simularam a prática de masturbação coletiva.</p>
<p>Pressionada pela demora em se posicionar, a Unisa emitiu nota apenas em 18 de setembro e, posteriormente, expulsou os estudantes identificados. No entanto, logo após readmitiu os acadêmicos por ordem judicial. O caso expôs a Universidade na mídia por cerca de dois meses, mas certamente será lembrada pelo ocorrido e pela falta de agilidade em esclarecer o fato.</p>
<p>À época, o Ministro da Educação, Camilo Santana, se pronunciou: "Episódio é repugnante, inaceitável, o comportamento de jovens que estão dentro da universidade, que pretendem ser médicos e cuidar das pessoas. Portanto, nós não só repudiamos, mas teremos como fato inaceitável".</p>
<p> </p>
<ol start="8">
<li><strong> GM quebra acordo sindical e demite funcionários por telegrama</strong></li>
</ol>
<p>Em outubro, funcionários da GM no Brasil receberam a notícia de suas demissões via telegrama e e-mail. Foram mais de mil cortes nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, justificados pela queda nas vendas e exportações segundo a multinacional. O processo de desligamento se deu em meio a um <em>layoff</em> com promessa de retorno e estabilidade dos funcionários, a qual foi quebrada pela montadora.</p>
<p>Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, até mulheres grávidas foram demitidas neste processo, culminando em protestos em frente às fábricas e greves dos funcionários. Com isso, a crise ganhou repercussão na mídia e expôs mais uma vez uma política de gestão de pessoas descolada do discurso organizacional presente em sua comunicação.  </p>
<p><strong> </strong></p>
<ol start="9">
<li><strong> Clientes da Enel ficam até 5 horas sem energia elétrica em São Paulo</strong></li>
</ol>
<p>A crise da Enel SP começou em 3 de novembro de 2023, quando um temporal deixou 2,1 milhões de pessoas sem energia elétrica na Grande São Paulo. O problema evidenciou, por sua vez, "descumprimento de acordo" por parte da empresa em relação ao estado. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que também notificaria o Procon e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).</p>
<p>Várias partes da Grande São Paulo ficaram mais de 72 horas sem luz. Uma das saídas encontradas pela companhia de energia elétrica foi acionar o influenciador Felipe Titto para fazer uma “publi”, indicando que as pessoas priorizassem o atendimento via digital e não por telefone. O ator foi bastante criticado, assim como a empresa pela escolha dessa modalidade para comunicar de forma abrangente a população.</p>
<p>O Presidente da Enel Brasil naquele momento, Nicola Cotugno, pediu demissão do cargo 20 dias depois. Outra parte da crise se deu quando o novo Presidente da empresa, Max Xavier Lins, em entrevista ao jornalista Rodrigo Bocardi, do SP1, afirmou que a emissora estaria prestando um desserviço informativo ao divulgar os caminhões da empresa parados no pátio. Disse, ainda, que se tratava de troca de turno e por isso estavam lá. Bocardi, conhecido por ser combativo, rebateu imediatamente a crítica e pediu respeito ao presidente.</p>
<p><strong> </strong></p>
<ol start="10">
<li><strong> Fã de Taylor Swift morre em show da produtora T4F</strong></li>
</ol>
<p>Em 17 de novembro, a estudante de Psicologia Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, sentiu-se mal e morreu de uma parada cardiorrespiratória em show da cantora Taylor Swift, produzido pela T4F no Rio de Janeiro. Outras centenas de fãs desmaiaram por conta do calor, cuja sensação térmica se aproximou dos 50ºC, temperatura que os institutos meteorológicos vinham alertando há dias. Além disso, segundo o público, era proibido entrar portando água no Estádio Nilton Santos. Nas redes sociais e na mídia, foram muitas as reclamações ao longo daquele dia por quem esperava na fila para acessar o Engenhão e esperar pela cantora.</p>
<p>Ao saber da morte, rapidamente a cantora escreveu carta à mão e postou em suas redes sociais, embora não tenha citado o nome da fã. Já a T4F informou sobre a morte em rede social e medidas para as próximas noites, mas demorou a se posicionar. Quando o fez - seis dias depois - através do CEO, Serafim Abreu, detalhou as providências, mas não evidenciou os próximos passos. A T4F relacionou o ocorrido ao calor extremo e, por solicitação e determinação de diversas instâncias (Ministério Público do Rio de Janeiro, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e Ministério da Justiça e Segurança Pública), a produtora liberou a entrada de água, isotônicos e refrigerante, além de ter sido obrigada a aumentar o número de ambulâncias e a adotar medidas para amenizar o calor.</p>
<p>O show do dia seguinte à morte foi adiado, de sábado para segunda-feira, deixando os fãs de todos os lugares do país em situação delicada principalmente quanto a passagem e hospedagem. Na segunda-feira, o reflexo da situação afetou as ações da T4F, que caíram 9,6% na Bolsa de Valores. Após o evento, autoridades e público cobram mais segurança e responsabilidade das produtoras de shows no Brasil. O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou portaria no dia posterior com medidas a serem adotadas imediatamente pelas empresas: “será permitida a entrada de garrafas de água de uso pessoal, em material adequado, em espetáculos. E as empresas produtoras de espetáculos com alta exposição ao calor deverão disponibilizar água potável gratuita em ‘ilhas de hidratação’ de fácil acesso”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Assim como em toda gestão de crise, devemos olhar para os erros e acertos da condução do processo após o ocorrido. Por isso, depois de relembrarmos 10 crises que marcaram 2023, vamos aos aprendizados que contribuem para evitar novos eventos críticos:</strong></p>
<p>- Não ignorar sinais e alertas emitidos pelo entorno;</p>
<p>- Prevenção baseada em análise de riscos, de cenários e de projeções;</p>
<p>- Prevenção baseada na qualidade do serviço prestado/ do produto vendido/ da experiência do público, e menos (ou não apenas) na lucratividade;</p>
<p>- Agilidade em esclarecer os fatos (e boatos);</p>
<p>- Ação proativa e não motivada por pressão pública;</p>
<p>- Sala de Situação permanente quando a área de atuação da organização oferecer risco ou for essencial para a sociedade;</p>
<p>- Gabinete de Crise permanente para gestão de eventos críticos recorrentes;</p>
<p>- Equipe/órgão treinado e em prontidão para a resposta;</p>
<p>- Comitê de crise permanente, multidisciplinar, atuante e proativo;</p>
<p>- Posicionamento consistente e verdadeiro;</p>
<p>- Porta-voz empático e ético;</p>
<p>- Conhecer profundamente a cadeia de fornecedores e prestadores de serviço contratada (matéria-prima, mão de obra, distribuição);</p>
<p>- Prestação de auxílio financeiro, psicológico e físico imediatamente às vítimas e familiares;</p>
<p>- Contato personalizado e profissional com familiares de vítimas, não apenas por meio de notas e comunicados oficiais;</p>
<p>- Organizações devem assumir mais a responsabilidade e terceirizar menos a culpa;</p>
<p>- Não culpar as vítimas ou transferir a culpa para o cenário social;</p>
<p>- Mentira ou omissão não são opções honestas, ainda mais quando o que está em jogo é a segurança pública, vidas humanas ou o interesse público.</p>
<p>- Evitar o pronunciamento de funcionários em nome da empresa em perfis pessoais a fim de não surgirem novos focos críticos a serem gerenciados concomitantemente à crise principal;</p>
<p>- Protocolos de ação para emergências;</p>
<p>- Encobrir os acontecimentos não resolvem a situação, pois tendo em vista o cenário digital é questão de tempo para que a verdade venha à tona;</p>
<p>- Alertas mais abrangentes e eficientes relacionados ao clima e a ataques violentos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Após os fatos ocorridos neste ano, ficaram explícitos alguns pontos que merecem reflexão: </strong></p>
<ol>
<li>Não há na sociedade brasileira a <strong>cultura de prevenção, de preparação e de planejamento</strong> para crises. Embora não se consiga mapear e pensar em todas as situações potenciais, o planejamento auxilia a gerir os riscos e dá o norte geral para que a resposta em momentos-chave seja a mais adequada possível;</li>
<li>A <strong>comunicação de risco</strong>, que faz parte da prevenção e da preparação para crises, mostra-se limitada a situações extraordinárias ou é empreendida de última hora. No entanto, ela é essencial pois alerta e esclarece, permitindo uma certa organização em tempo hábil. Além de contribuir para salvar vidas e evitar prejuízos;</li>
<li>A <strong>comunicação de crise</strong>, que faz parte da resposta, da mitigação de danos e da recuperação/restabelecimento/continuidade, ainda é negligenciada pelas organizações. Espera-se muito tempo para ser estabelecida e quando se efetiva é vazia ou carente de informações importantes (cenário atual, medidas, providências, políticas e outras decisões);</li>
<li>Os <strong>setores de comunicação</strong> não são os responsáveis diretos pela má condução da gestão de uma crise em primeira instância. Na maioria dos casos, a responsabilidade é da Diretoria e/ou da Presidência, quem decide efetivamente;</li>
<li>Um dos maiores <strong>desafios para as equipes de comunicação</strong> que atuam nas ou para as organizações é ter de, ao mesmo tempo, contemplar o interesse da Presidência, da Diretoria e dos Acionistas, salvaguardar a reputação das organizações envolvidas e também resguardar o interesse público. Trata-se de um difícil exercício de ética, transparência e responsabilidade profissional e cidadã.</li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>No que se refere à comunicação de crise, James Grunig (2009, p. 92-93) sugere quatro princípios que precisam ser considerados. São eles: “Princípio de relacionamento: a vulnerabilidade a questões emergentes diminui quando a organização possui relacionamentos duradouros de qualidade com públicos que poderiam questionar decisões; Princípio de responsabilidade: aceitar a responsabilidade de administrar uma crise até mesmo quando não sejam culpadas pela crise; Princípio de transparência: revelar tudo o que se sabe sobre a crise ou os problemas envolvidos; Princípio de comunicação simétrica: A segurança pública é tão importante quanto o lucro. Por isso, é preciso o diálogo verdadeiro com os públicos.”</p>
<p><strong>Nesse sentido, além dos aprendizados a partir dos casos de 2023, elencamos alguns princípios que consideramos essenciais para uma comunicação de crise assertiva:</strong></p>
<ul>
<li>Planejamento;</li>
<li>Prontidão;</li>
<li>Agilidade;</li>
<li>Transparência;</li>
<li>Posicionamento;</li>
<li>Atendimento à imprensa;</li>
<li>Monitoramento de manifestações dos públicos;</li>
<li>Respeito e empatia com vítimas e familiares;</li>
<li>Sites/portais/hotsites/blogs atualizados;</li>
<li>Porta-voz hábil;</li>
<li>Canais de comunicação abertos;</li>
<li>Relacionamento/interação em redes e mídias sociais digitais;</li>
<li>Compromisso com a verdade;</li>
<li>Providências e medidas tomadas;</li>
<li>Notas, comunicados e coletivas;</li>
<li>Avaliação constante do processo.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Confira mais sobre algumas crises por meio das notícias e dos artigos publicados no portal durante este ano: </strong></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/09/28/gestao-de-crise-a-unisa-nao-fez-a-licao-de-casa">Gestão de crise: a UNISA não fez a lição de casa.</a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/10/26/gm-envia-telegrama-e-a-crise-retorna-em-alta-velocidade">GM envia telegrama e a crise retorna em alta velocidade</a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/07/21/artigo-gestao-de-crise-e-a-crise-climatica-como-mapear-riscos-para-evitar-crises-futuras">Gestão de Crise e a Crise Climática: como mapear riscos para evitar crises futuras</a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/04/19/artigo-gestao-de-crise-no-contexto-de-ataques-a-escolas-uma-licao-de-casa-multissetorial-multidisciplinar-e-integrada">Gestão de crise no contexto de ataques a escolas: uma lição de casa multissetorial, multidisciplinar e integrada</a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/04/17/artigo-escolas-a-beira-de-um-ataque-de-nervos">Escolas à beira de um ataque de nervos</a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/03/10/quando-a-barbarie-e-institucionalizada-a-crise-e-permanente">Quando a barbárie é institucionalizada, a crise é permanente.</a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/03/01/desastres-naturais-ou-tragedias-anunciadas">Desastres naturais ou tragédias anunciadas?</a></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comunicação de risco em desastres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/10/comunicacao-de-riscos-em-desastres</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 16:58:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=351</guid>
						<description><![CDATA[Por Ana Karin Nunes* (Professora e Pesquisadora da Fabico/UFRGS, Doutora em Educação.)   As enchentes e inundações que causaram o maior desastre climático da história do Rio Grande do Sul, em maio de 2024, afetando mais de 2,3 milhões de pessoas, em 93% do total de municípios do Estado, colocaram luzes sobre a necessidade de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Ana Karin Nunes*</strong> (Professora e Pesquisadora da Fabico/UFRGS, Doutora em Educação.)</p>
<p> </p>
<p>As enchentes e inundações que causaram o maior desastre climático da história do Rio Grande do Sul, em maio de 2024, afetando mais de 2,3 milhões de pessoas, em 93% do total de municípios do Estado, colocaram luzes sobre a necessidade de políticas públicas eficientes na gestão dos riscos decorrentes da reorganização climática mundial.</p>
<p>Os efeitos catastróficos da sucessiva degradação do meio ambiente pela ação do homem, já previstos há décadas por especialistas, estão definitivamente instalados na vida e no cotidiano da população gaúcha. O negligenciamento histórico da gestão do risco, por diferentes governos e gerações, faz crescer agora o senso de urgência no planejamento de cidades e soluções mais resilientes à nova ordem climática. Nesse contexto, também ganha destaque o debate em torno da comunicação de risco, parte do processo de gestão de risco.</p>
<p>A comunicação de risco é uma área interdisciplinar, que se abastece de conhecimentos das Ciências da Saúde, Humanas, Sociais Aplicadas, Exatas e da Terra. Tem sua origem na área da Saúde, através da atuação de organizações como OMS e OPAS no enfrentamento a doenças infectocontagiosas e infodemias. Também é a partir da experiência de campo da área da Saúde que a comunicação de risco ganha destaque como processo de mão-dupla, de permanente compartilhamento de informações entre vários sujeitos no sentido de construir mensagens confiáveis e que permitam a tomada de decisão rápida frente a situações de perigo.</p>
<p>A Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), instituída pela Lei Federal Nº 12.608/2012 no Brasil, diz que o processo de Gestão de Risco e Gerenciamento de Desastres envolve cinco grandes fases: prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. A comunicação de risco de risco está presente em todas elas, como um processo desencadeado de forma contínua e permanente e não apenas em situações de emergência.</p>
<p>A comunicação de risco como processo interativo de troca de informações e opiniões entre diversos públicos, compreende múltiplas mensagens sobre a natureza dos riscos e a maneira como são identificados, analisados, gerenciados e incorporados na vida das pessoas. É da comunicação de risco a tarefa de informar sobre a natureza e consequência dos riscos, mas, sobretudo, de coletar opiniões sobre como os cidadãos interagem com os riscos no dia a dia e como percebem suas peculiaridades. No caso de desastres como o que aconteceu no Rio Grande do Sul em maio de 2024, muito se questionou sobre a ineficiência de mensagens de comunicação de risco que não orientavam a população claramente sobre o que fazer durante as inundações, sobre como proceder uma evacuação de forma segura, entre outras situações. Uma ineficiência que é resultado de uma comunicação feita às pressas, onde pouco se sabia sobre os riscos que deveriam ser comunicados, tampouco sobre o perfil e formas de interação com quem deveria receber a mensagem em tempo real. Quando a gestão falha, a comunicação não faz milagres.</p>
<p>Prevenção, mitigação e preparação são as três fases da gestão do risco que antecedem a gestão do desastre. A comunicação de risco atua nessas fases por meio da escuta ativa das partes interessadas no risco, na identificação, mapeamento e monitoramento de ameaças e vulnerabilidades. Também tem papel determinante na educação para riscos, auxiliando em simulações, capacitações e treinamentos junto à população e públicos estratégicos como autoridades, gestores e imprensa. Na fase de preparação, cabe também à comunicação de risco auxiliar no desenvolvimento de sistemas de alerta e monitoramento precoce, em canais efetivos de interação com a população, que tanto permitam agilidade na entrega de dados quanto no retorno sobre o que está acontecendo nas comunidades que interagem com os riscos.</p>
<p>Na fase de resposta em situações de desastre, os sistemas de comunicação precisam estar preparados para fornecer informações claras e precisas sobre os riscos. Um trabalho que requer atuação em rede de especialistas, órgãos públicos, imprensa e sociedade. O desencontro de informações que se presenciou durante o desastre climático no Rio Grande do Sul reflete a realidade de uma sociedade que não gerencia riscos, que não consegue trabalhar em rede e que, via de regra, dá pouquíssimo valor ao conhecimento científico que produz. Em meio ao que diz o rádio, o jornal, o prefeito, a rede social e o Grupo de WhatsApp da família, quem sofre é quem vê a água chegando na porta de casa e não sabe se deve sair, tampouco para onde ir.</p>
<p>No caso dos municípios da região metropolitana de Porto Alegre, observou-se um conjunto de gestores públicos despreparados para lidar com situações de emergência. Um despreparado que passa pela falta de entendimento sobre gestão de risco, de volume de pessoal capacitado para lidar com desastres, de sistemas robustos de geração de informação sobre a interação dos riscos. Quanto à comunicação, ficou clara a necessidade urgente de profissionalização, em termos de sistemas, processos e pessoas.</p>
<p>O Marco de Sendai, acordo internacional que estabelece objetivos e metas para reduzir o risco de desastres no mundo, firmado durante a 3ª Conferência Mundial sobre a Redução de Risco de Desastre, em 2015, no Japão, coloca a comunicação como prioridade para a compreensão do risco de desastre, para a melhoria dos sistemas de preparação e reconstrução e para o diálogo entre as partes interessadas. Nessa direção, recomenda-se o fortalecimento de meios de comunicação, incluindo mídias sociais e meios tradicionais, big data e redes de telefonia móvel para apoiar medidas de comunicação bem-sucedida. Também se enfatiza o desenvolvimento de tecnologias sociais e sistemas de telecomunicações de monitoramento de perigos, além de canais de difusão de alerta precoce sobre desastres naturais. Nesse contexto, os meios de comunicação são chamados a assumir papel ativo e inclusivo, contribuindo para a sensibilização e entendimento público sobre riscos de desastres, em estreita cooperação com autoridades, especialistas e sociedade.</p>
<p>De forma geral, pode-se dizer que temos bons marcos teóricos sobre o papel da comunicação de risco em desastre. Mas, há um longo e desafiador caminho no que diz respeito à apropriação dessa lógica e profissionalização de pessoas, em todas as esferas, para a gestão e comunicação de riscos. Autoridades, figuras públicas e veículos de comunicação devem se preparar melhor para um processo permanente de educação para riscos junto à população. Os sistemas de alerta precisam ser melhorados, gerando informações confiáveis, oportunas, simples, e que cheguem de forma rápida a todas as pessoas, especialmente aquelas em situação mais vulnerável. Por sua vez, as pessoas precisam saber o que podem ou não esperar dos sistemas de alerta e que decisão devem tomar frente aos perigos. Profissionalização e confiança são duas palavras-chave nesse caminho.</p>
<p> </p>
<p>*Ana Karin Nunes é Doutora em Educação (UFRGS), Professora e Pesquisadora de Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenadora do Grupo de Pesquisa Interinstitucional (UFRGS e PUCRS) Risco, Crise e Comunicação (RCCom). Vice-Diretora do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres do Rio Grande do Sul (CEPED RS).</p>
<p> </p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Sabrina Ribas | Defesa Civil RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/sabrina-ribas-defesa-civil-rs</link>
				<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 13:12:23 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[Como ocorre a sua atuação junto à Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul? Desde janeiro de 2023, sou a coordenadora de Comunicação Social da Defesa Civil estadual, atuando como jornalista e atendendo todas as demandas de imprensa, produção de conteúdo e comunicação de risco (edição e publicação de avisos e alertas), assessoria [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><strong>Como ocorre a sua atuação junto à Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul?</strong></p>
<p>Desde janeiro de 2023, sou a coordenadora de Comunicação Social da Defesa Civil estadual, atuando como jornalista e atendendo todas as demandas de imprensa, produção de conteúdo e comunicação de risco (edição e publicação de avisos e alertas), assessoria de imprensa e, também, atuando como porta-voz da Instituição.</p>
<p> </p>
<p><strong>Explique-nos um pouco sobre a atuação da Defesa Civil estadual e sua relação com as Defesas Civis municipais e nacional.</strong></p>
<p>O Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, instituído pela Lei Nº 12.608, de 10 de abril de 2012, é constituído pelos órgãos e entidades da administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades públicas e privadas de atuação significativa na área de proteção e defesa civil, sendo definidas por essa legislação as competências de cada integrante do Sistema. A Lei Complementar Nº 16.263, de 27 de dezembro de 2024, institui a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil – PEPDEC e dispõe sobre o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil- SIEPDEC.</p>
<p>Os integrantes do Sistema atuam de forma sinérgica e composta horizontalmente, sem vinculação organizacional ou estruturação hierárquica entre si. No RS, atuamos por meio de uma estrutura que possui uma sede e departamentos, além de 10 coordenadorias regionais que operam de maneira mais próxima e regionalizada, apoiando os municípios (assessoramento técnico ou de maneira suplementar nas questões de ajuda humanitária quando o desastre supera a capacidade de resposta da gestão municipal, por exemplo).</p>
<p>A Defesa Civil Estadual é também a responsável pelo monitoramento hidrometeorológico das condições do RS, e realiza a emissão de avisos e alertas quando identifica quaisquer condições que ofereçam riscos à população.  Essas informações são encaminhadas tanto para os gestores públicos municipais, para que possam adotar as medidas previstas em seus Planos de Contingência, como para os cidadãos por meio de canais de comunicação direta com esses públicos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Na sua visão, qual o panorama da Defesa Civil do Estado do RS sobre aspectos como infraestrutura, equipamento, orçamento e pessoal? A forma como a Defesa Civil RS atua neste momento dá conta de atender a realidade das demandas do Estado? De algum modo, seja a partir de mudanças em processos seja por meio de investimentos, por exemplo, o que poderia ser melhorado no sentido de contribuir para a atuação da Defesa Civil RS?</strong></p>
<p>Desde que me integrei à equipe, pude verificar que a Defesa Civil do RS já estava buscando melhorias antes mesmo dos grandes desastres enfrentados pelos gaúchos ao longo dos últimos anos. Um exemplo disso é a instalação do radar meteorológico que está operando na capital, cujo processo de contratação foi iniciado no primeiro semestre de 2023. Em relação a efetivo e corpo técnico, e também à estrutura, muitas melhorias foram encaminhadas e já efetivadas, como: a contratação de corpo técnico qualificado nas áreas de interesse tais como meteorologia, geologia, engenharias, hidrologia, arquitetura, comunicação social e tecnologia da informação, etc.; o incremento no número de militares integrantes da Coordenadoria Estadual (sede e coordenadorias regionais).</p>
<p>Também estão em andamento os projetos do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, em Porto Alegre, e de mais nove Centros Regionais que atenderão todas as regiões do RS com estruturas que terão condições de atuar em contextos de desastres por terem sido pensadas dentro dos conceitos de alta disponibilidade e redundância, ou seja, se mantêm em condições de operar mesmo com impactos e interrupções nos serviços de comunicação e energia elétrica, por exemplo.</p>
<p>Um significativo avanço foi alcançado em dezembro de 2024, quando foi aprovada e sancionada a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (PEPDEC), um marco legal para a organização e coordenação das ações de Defesa Civil, com foco na prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de desastres.</p>
<p>A Política estabelece fundamentos para aperfeiçoar e fortalecer a gestão de riscos e desastres, promovendo a integração e o preparo de órgãos e entidades, tanto públicos quanto privados, para responder às demandas emergenciais e garantir a segurança das comunidades gaúchas diante do aumento dos desafios climáticos.</p>
<p>Além de trazer inovações no sistema de Defesa Civil, como o apoio a Estados, Distrito Federal e Países Fronteiriços para o desenvolvimento de ações de preparação, resposta e restabelecimento em localidades atingidas, a PEPDEC também aperfeiçoa programas e sistemas já existentes, como o Fundo Estadual de Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul – FUNDEC/RS e apresenta iniciativas focadas em educação preventiva, buscando agregar transversalmente ações que resultem em uma mudança da percepção de risco para uma perspectiva de cultura de prevenção no contexto social como um todo.</p>
<p>No contexto das competências da Defesa Civil Estadual, outros avanços estão sendo conquistados, como melhorias nos sistemas de monitoramento (contratações de estações de monitoramento, aquisição de mais três radares meteorológicos e modelagem hidrodinâmica, por exemplo), incremento de frota, e outras. Todas essas iniciativas estão incluídas nas ações do Plano Rio Grande, que se trata do Programa de Reconstrução, Adaptação e Resiliência Climática do RS, que propõe medidas para atenuar os impactos causados pelas enchentes que assolaram o Estado em 2024.</p>
<p>Considerando que, no contexto do Sistema, o município possui protagonismo nas ações de Proteção e Defesa Civil, a Defesa Civil Estadual já havia identificado a necessidade de realizar ações de fortalecimento e investimento nas estruturas e na capacidade de resposta dos municípios frente aos desastres.</p>
<p>Para tanto, desenvolveu algumas medidas, que destacamos: a oferta de capacitação dos 497 municípios em parceria com o Ministério Público, criando e executando o Curso Básico de Proteção e Defesa Civil, cujas edições foram concluídas no primeiro semestre de 2025.</p>
<p>Também foi feito o repasse de recursos, para ações de resposta e restabelecimento, do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil para os municípios por meio da modalidade Fundo a Fundo, que tinham como pré-requisito a existência de Plano de Contingência Municipal (PLANCON). Os PLANCONs são importantes ferramentas para a gestão de desastres, tendo sido inclusive destacados estrategicamente como instrumentos da Política Estadual, devendo sempre estar dentre as prioridades na gestão integrada de riscos e desastres.</p>
<p> </p>
<p><strong>No contexto dos desastres ocorridos entre maio e junho de 2024 no Estado do Rio Grande do Sul, relate brevemente sobre a sua participação naquele período. Quais os aprendizados e quais os legados desses eventos climáticos extremos para a profissional e para a instituição? </strong><strong>Após os acontecimentos de maio de 2024, como você avalia a atuação da Defesa Civil RS naquele cenário?</strong></p>
<p>No que tange à gestão das demandas da comunicação no evento de 2024, desde o início, bem como no decorrer do desastre, foram adotadas medidas para comunicar o risco às populações potencialmente afetadas. Foram enviados pela Defesa Civil estadual todos os comunicados necessários à mobilização das estruturas municipais, que possuem a atribuição de atendimento imediato em caso de desastres em seus territórios, e também as informações diretamente à população por meio dos canais oficiais (site e redes sociais). As mensagens reforçavam, em um primeiro momento, informações sobre o risco e medidas de autoproteção. Em um segundo momento, orientações sobre ajuda humanitária, voluntariado, boletins de atualização, e o combate a “fake news” dominaram as manifestações. </p>
<p>O trabalho da equipe da Comunicação Social da Defesa Civil, integrada à época por duas jornalistas e um estagiário de Jornalismo, foi fundamental para levar informação precisa e clara à população. Houve um alinhamento também muito significativo com a equipe de comunicação do Governo do Estado, que foi crucial para garantir agilidade nas demandas. Foram estabelecidas rotinas de atendimento de forma a fornecer informações de maneira sistemática e atualizada, bem como foram atendidas mídias locais, nacionais e internacionais. A Defesa Civil figurou como órgão centralizador das informações de outras instituições e secretarias de estado, enquanto atuava na gestão do desastre, e todos os dias as atualizações eram publicadas no site SOS Enchentes, portal mantido pelo Governo do Estado para a divulgação de todas as informações e serviços públicos à população gaúcha.</p>
<p>Além da atuação na produção de conteúdos e atualizações (pelo menos três vezes ao dia), foi necessária dedicação significativa para o combate às informações falsas. O Governo do Estado, que havia estabelecido um Gabinete de Crise de Comunicação durante o desastre, criou dentro dessa estrutura um Núcleo de Combate à Fake News, cuja equipe foi essencial para elaborar as respostas às inúmeras demandas originadas a partir de informações falsas que circularam e pedidos de verificação de agências de fact-checking.</p>
<p>O contexto foi extremamente desafiador, afinal, foram registrados 184 óbitos e ainda restam 25 pessoas desaparecidas do desastre de 2024. No período mais agudo, houve mais de 180 bloqueios de rodovias, chuvas ininterruptas e volumosas que impediam os resgates aéreos e embarcados, além de colapso nas comunicações, tanto em relação à internet e telefonia quando nos sistemas de recebimento de chamadas de emergência da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar.</p>
<p>A enchente de maio ultrapassou os níveis históricos até então registrados, como o da cheia de 1941. Em 2 de maio, o rio Taquari ultrapassou os 33,66 metros, e no dia 5, o Guaíba superou os 5,37 metros (na Estação Cais Mauá C6).</p>
<p>A Defesa Civil coordenou e articulou o apoio de órgãos federais, estaduais e municipais para busca e salvamento de pessoas, gestão de abrigos, restabelecimento de serviços essenciais e logística de doações e itens de ajuda humanitária. Ofereceu, ainda, auxílio técnico às cidades para que pudessem produzir as documentações necessárias aos trâmites de busca de recursos estaduais e federais.  </p>
<p>Enquanto policial militar, integrante da Defesa Civil Estadual e jornalista, minha percepção é de que a equipe fez o melhor que podia com os recursos de que dispunha, à época. Todos se dedicaram de maneira exemplar em todas as missões que assumiram, inclusive os que foram afetados, também, de maneira mais significativa. O apoio e engajamento de outras pessoas (servidores de outras secretarias, de outras Defesas Civis e outros órgãos estaduais, das Forças Armadas, dos voluntários, dos membros de clubes de serviços e organizações, etc.) foi crucial para conseguirmos auxiliar as pessoas atingidas, nas mais diversas frentes. O desastre que enfrentamos foi o maior já registrado no Estado, e denotou que precisamos todos, instituições públicas e sociedade, preparar-nos para o enfrentamento e resiliência a possíveis novos eventos dessa natureza.</p>
<p>É necessário que todos despertemos para a cultura de prevenção e uma significativa mudança de hábitos. Do meu ponto de vista enquanto comunicadora, a imprensa possui papel crucial nesse processo: tanto em seu papel enquanto guardiã do interesse público, questionando oportuna e eloquentemente todos os órgãos públicos envolvidos com as diferentes temáticas conectadas à pauta de Proteção e Defesa Civil, como em seu papel pedagógico junto à população, abordando as temáticas de maneira transversal e que agreguem conhecimento, gerando mobilização e medidas de autoproteção, e reduzindo significativamente os danos humanos. </p>
<p>No âmbito da comunicação, evoluímos em alguns aspectos da Comunicação de Riscos, com a elaboração de alertas e avisos mais claros e assertivos, orientações mais precisas e a adoção de ferramentas (escalas de cores) para facilitar a compreensão das mensagens e os comportamentos esperados dos cidadãos em áreas de risco.</p>
<p>Testamos novas ferramentas como o alerta CELL BROADCAST, que está à disposição do nosso Centro de Operações para acionamento em caso de eventos severos e extremos, e cuja avaliação após exercícios em cidades gaúchas foi positiva por parte da população que participou dos testes.</p>
<p>Além disso, estamos buscando parcerias com instituições de ensino superior e Grupos de Pesquisa na área de Comunicação de Riscos e Crise para que o conhecimento gerado nos ambientes acadêmicos possam agregar melhorias como uma comunicação mais acessível e clara à população, que faça sentido e que, quando necessário, mobilize as pessoas e salve vidas. </p>
<p>________</p>
<p><strong>*</strong>Tenente Sabrina Ribas é coordenadora de Comunicação Social da Casa Militar- Subchefia de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do RS (PUC-RS, em 2001), atuou no âmbito da  Comunicação Pública na Brigada Militar de 2006 a 2019, e no ano de 2022, junto à Comunicação Social da Brigada Militar. Pós-graduanda em Gestão de Proteção e Defesa Civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais. Também foi docente nos cursos de formação da Brigada Militar, e cursos voltados à capacitação na área da Comunicação no âmbito da Instituição. Desde janeiro de 2023, coordena a Comunicação da Defesa Civil estadual, tendo atuado como assessora e porta-voz nos últimos eventos adversos que atingiram o RS.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fumaceira das queimadas sufocou o jornalismo?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/10/01/fumaceira-das-queimadas-sufocou-o-jornalismo</link>
				<pubDate>Tue, 01 Oct 2024 12:42:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=374</guid>
						<description><![CDATA[Por Luiz Artur Ferraretto (Professor do Curso de Jornalismo e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFRGS)   “Vocês que fazem parte dessa massa. Que passa nos projetos do futuro. É duro tanto ter que caminhar. E dar muito mais do que receber.” Admirável Gado Novo (Zé Ramalho)   Seria leviano afirmar que a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Luiz Artur Ferraretto</span></strong><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none"> (Professor do Curso de Jornalismo </span><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFRGS)</span></p>
<pre> </pre>
<p style="text-align: center"><em><strong>“Vocês que fazem parte dessa massa. </strong><strong style="font-size: revert;color: initial">Que passa nos projetos do futuro. </strong></em></p>
<p style="text-align: center"><em><strong>É duro tanto ter que caminhar. </strong><strong style="font-size: revert;color: initial">E dar muito mais do que receber.”</strong><strong> Admirável Gado Novo (Zé Ramalho)</strong></em></p>
<pre> </pre>
<p>Seria leviano afirmar que a imprensa cobriu – e está cobrindo – mal a tragédia climática representada pelas queimadas. Seria mais leviano ainda afirmar que cobriu – e está cobrindo – bem. Para sair desse impasse aparente, deveríamos buscar uma metodologia de pesquisa científica, o que exige tempo e, dado o tamanho do problema, uma abordagem no mínimo multidisciplinar a partir do esforço de estudiosos de várias regiões. Outra possibilidade talvez fosse se focar em alguns poucos veículos do centro do país, o que acabaria por excluir a realidade do chamado Brasil profundo.</p>
<p>Observo, no entanto, que o problema está aí, na nossa frente. E repete situações já vividas, em âmbito nacional, durante os semestres iniciais da pandemia de covid-19 e, no caso do estado em que vivo, das enchentes de maio e de junho deste ano. Arrisco, buscando problematizar e formar algum tipo de hipótese, que se repetem também situações como as relacionadas às tragédias de Mariana (5 de novembro de 2015) e de Brumadinho (25 de janeiro de 2019), em Minas Gerais. Portanto, os indícios existentes apontam que a abordagem jornalística das queimadas exacerba uma série de problemas pré-existentes dos veículos brasileiros de comunicação, sejam privados, sejam públicos.</p>
<p>Sejamos francos! Qual o planejamento para enfrentamento de crises de parte dos governos Temer (de 31 de agosto de 2016 até 1º de janeiro de 2019), Bolsonaro (de 1º de janeiro de 2019 até 1º de janeiro de 2023) e Lula (de 1º de janeiro de 2023 até a atualidade), as gestões federais durante os eventos que citei acima? Posso repetir a pergunta em relação a administrações estaduais e municipais. A resposta será pouco ou nenhum planejamento. Quem não planeja o enfrentamento de crises iria se preocupar com a comunicação a partir da crise? Tal questionamento chega a soar ingênuo. Afinal, a comunicação deveria fazer parte do planejamento para enfrentar grandes acidentes provocados pela irresponsabilidade de empresas e governantes, doenças com teor pandêmico ou crises climáticas, essas últimas obviamente causadas pela destruição continuada do ambiente por parte do ser humano.</p>
<p>Nesse processo, parece-me que – em especial nas tragédias relacionadas à natureza – há dose considerável de negacionismo interesseiro e de fatalismo conformista. O efeito disso torna costumeiro o impacto da ação destrutiva do ser humano sobre o ambiente. É quase aceito como algo cotidiano, normal, aceitável até.</p>
<p>Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde, entre outras atividades, ministro a disciplina Fundamentos de Rádio e Televisão, acostumei-me à estranheza das minhas turmas frente a uma comentário em uma reconstituição do programa <em>Show de Notícias</em>, atração da então TV Gaúcha, de Porto Alegre, nos anos 1960, e versão do que fazia a TV Excelsior, de São Paulo, empresa controladora, na época, da emissora aqui do Rio Grande do Sul. Não são só a estética e os hábitos de outrora que motivam essa atitude. A câmera enquadra o gesto comum naquela década de dois dedos com um cigarro aceso, enquanto a voz grave e precisa do jornalista e radialista Euclides Prado dá vida ao personagem A Mão:</p>
<p>– Algumas empresas de nossa capital esquecem, propositadamente, de investir no futuro. E vão jogando lixo industrial de todos os tipos diretamente no nosso rio. A continuar dessa forma, dentro de quinze anos teremos poluídas todas as praias do Guaíba e os locais de veraneio como Ipanema, Vila Elza e Florida serão riscados da memória dos gaúchos definitivamente.</p>
<p>De fato, mais do que o recurso hoje esdrúxulo de recorrer a personagens em um telejornal, chama a atenção a informação de que, no passado, o Guaíba – conceitualmente considerado, na atualidade, um lago – teve balneabilidade. Aliás, é a mesma reação que tive, ao assistir a reconstituição do <em>Show de Notícias </em>produzida para um dos programas da série documental <em>Memória RBS</em>, em 1988, quando a TV Gaúcha já adotara a denominação RBS TV. Parece que as águas do Guaíba sempre estiveram poluídas e foram impróprias para banho ou consumo.</p>
<pre> </pre>
<p style="text-align: center"><em><strong>“Lá fora faz um tempo confortável. A vigilância cuida do normal. </strong></em></p>
<p style="text-align: center"><em><strong>Os automóveis ouvem a notícia. Os homens a publicam no jornal.”</strong></em></p>
<pre> </pre>
<p>Reitero que, como as queimadas ocorrem em vários pontos do país e atingem um território considerável, há dificuldade em analisar, com precisão e com profundidade, a cobertura da mídia. Para se ter uma ideia da extensão do problema ecológico, no dia 12 de setembro, conforme noticiou a Agência Brasil, o Monitor do Fogo Mapbiomas indicava que, de janeiro até o mês anterior, 11,89 milhões de hectares haviam sido consumidos pelas chamas, sendo 5,65 milhões de hectares devastados pelo fogo apenas em agosto, o equivalente a 49% da área destruída ao longo do período. Setenta por cento da área atingida eram de vegetação nativa.</p>
<p>Um dia depois da divulgação desses dados, a repórter Eliana Marques apresentava, no <em>Jornal Nacional</em>, da Rede Globo de Televisão, um balanço do ocorrido no mês de setembro. Em 12 dias, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Brasil registrava 49.266 focos de incêndio, o maior número desse período desde 2007. As chamas atingiam, de início, os estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Mato Grosso. Logo, no dia 2, a fumaça chegava até São Paulo, fazendo com que 79 parques fossem fechados pelo risco de incêndio. Em 3 de setembro, era a vez de Belo Horizonte, em Minas Gerais, enquanto na capital do Acre, Rio Branco, escolas eram fechadas devido às péssimas condições do ar, que também obrigava ao uso de máscaras por seus moradores. Em Brasília, o fogo atingia a Floresta Nacional. No dia 4, chegava às nascentes dos rios que abastecem a capital federal. Peixes agonizavam na ilha do Bananal, no Tocantins. O incêndio já estava sem controle no Xingu, em área indígena no estado do Mato Grosso. Em 5 de setembro, o fogo subterrâneo brotava de folhas e galhos compactados no solo ao longo de anos, no Pantanal, em Mato Grosso do Sul. No dia 9 de setembro, o porto de Santos, no litoral paulista, ficava fechado devido à fumaça misturada com o nevoeiro. Peixes, em grande quantidade, apareciam mortos na Represa Billings, em São Paulo. A baixa umidade do ar gerava um alerta para 3.460 cidades por parte do Instituto Nacional de Meteorologia. Em várias partes do país, o céu aparecia alaranjado pelo efeito da fumaça. Na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, a terra arrasada e sem vegetação – destacava o <em>Jornal Nacional </em>– lembrava a paisagem morta de algum planeta impróprio para a vida humana.</p>
<p>Em paralelo, no dia 11, o G1 registrava que, no sul do Rio Grande do Sul, a centenas de quilômetros dos principais focos de queimadas, ocorria o fenômeno da chuva preta: a fuligem, as cinzas e outros poluentes haviam se misturado à água que se precipitava das nuvens. O ar tornava-se pesado, fétido, havendo recomendação para que, até, se reduzissem atividades ao ar livre.</p>
<p>Esses dados atestam que a imprensa em geral pode ter cumprido o seu papel de fazer o registro em si das queimadas. No entanto, efetivamente, é à descrição mera e simples que se deve restringir o papel do jornalismo frente a uma crise ecológica de tais proporções?</p>
<pre> </pre>
<p style="text-align: center"><em><strong>“E ter que demonstrar sua coragem. À margem do que possa parecer. </strong></em></p>
<p style="text-align: center"><em><strong>E ver que toda essa engrenagem. Já sente a ferrugem lhe comer.”</strong></em></p>
<p> </p>
<p>Tenho a convicção de que exercer o jornalismo é, principalmente, problematizar os fatos. Isso se faz com base na ética e na técnica da profissão. Portanto, restringir um acontecimento à sua descrição não dá conta da responsabilidade social exigida de um jornalista. Baseado na ideia de que o acesso à informação é algo fundamental, o <em>Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros</em>, documento elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), deixa claro: os profissionais não podem admitir que nenhum tipo de interesse impeça cidadãs e cidadãos de usufruirem desse direito. Creio ser importante destacar dois parágrafos do artigo 12, aquele que se refere aos deveres do jornalista. Obrigatoriamente, o profissional precisa “ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística” e “buscar provas que fundamentem as informações de interesse público”.</p>
<p>Do ponto de vista da técnica, sabendo que as queimadas são, evidentemente, notícia, o exercício pleno da profissão depende da presença de jornalistas no palco de ação dos fatos e da realização de entrevistas. Ocorre que a presença no local dos acontecimentos restringe-se aos veículos do local onde ocorrem as queimadas, às grandes redes de televisão e a poucos jornais do centro do país, os que deslocaram enviados especiais.</p>
<p>De outra parte, quais fontes deveriam ser ouvidas? Vamos lá. Trabalhemos com uma categorização óbvia, mas que pode ter sido esquecida nas redações e nas salas de aula dos cursos de Jornalismo. Um profissional pode ouvir: <em>autoridades</em>, aquelas pessoas jornalisticamente relevantes ligadas aos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo; <em>especialistas</em>, que têm atuação como pesquisadores com respaldo da comunidade científica; <em>protagonistas</em>, quem, de modo direto, vivencia o tema em foco; <em>representantes</em>, aqueles e aquelas que falam em nome de setores sociais envolvidos com o fato; e <em>testemunhas</em>, quem presencia algo relevante do ponto de vista noticioso.</p>
<p>Assim, por óbvio, ética e técnica se entrecruzam. Afinal, há que dar vez e voz a quem de direito, apresentando, não raro, mais de uma perspectiva a respeito do ocorrido.</p>
<p>Se há problema no distanciamento em relação ao palco de ação dos fatos – caso de muitos veículos que não contam com repórteres <em>in loco</em> e/ou que reduzem a cobertura a opiniões, por vezes muito próximas das do senso comum –, as fontes ouvidas não podem se restringir a autoridades. Do que consegui acompanhar – destaco que sem o rigor exigido pela ciência –, parece-me que os ecologistas estão extintos ou em vias de extinção. Isso é uma ironia. Na base do problema, representantes do agronegócio são pouco questionados, o que não oferece nem a cobrança socialmente necessária junto a infratores nem permite o esclarecimento justo e honesto de quem tem conduta correta no exercício de sua atividade.</p>
<p>A ética e a técnica também podem estar sendo deixadas de lado por assessorias de imprensa no âmbito das autoridades, dos especialistas e dos representantes. Nos três poderes, há quem exerça a função como concursado e como cargo em comissão. Nesse último, abundam militantes, raramente com conhecimento e experiência no jornalismo, quase sempre subordinados à ação política e a interesses partidários. A necessária atitude de ver o que a pessoa assessorada faz pelo viés da notícia também parece ter escasseado em instituições científicas e entidades do movimento social. Ressalve-se que o ensino de assessoria ainda encontra restrições em muitas universidades nas quais a idealização do jornalismo esbarra na realidade de um mercado no qual a atividade é cada vez mais majoritária.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center"><em><strong>“O povo foge da ignorância. Apesar de viver tão perto dela. E sonham com melhores tempos idos</strong>”</em></p>
<p> </p>
<p>É óbvio que a atividade jornalística também reflete a passividade de uma sociedade que pouco crê nas instituições e que se apresenta dividida entre quem grita de um lado e quem berra do outro. A velocidade da vida parece atropelar o raciocínio por toda parte. Nas redações, há muito o que fazer e pouca gente para fazê-lo. Se, em outros tempos, horas extras feitas não eram pagas, agora são proibidas. O tempo da realização das coberturas não dá conta do tempo dos fatos. Uma tarefa atropela a próxima. Há que cobrir para o veículo em si e para suas redes sociais. Em texto, imagem, áudio, vídeo... No que for necessário.</p>
<p>Seria leviano, portanto, afirmar que todos – profissionais e veículos – erraram e estão errando. No entanto, também é impossível ignorar que ocorreram e seguem ocorrendo erros, desinteresse e até conivência. Como a manada tocada pelos peões, jornalistas e público vão sendo tocados adiante. Para onde? Ninguém sabe bem. Vem uma crise. Passa. Vem outra. E seguimos, relatando escombros e sobras. Pandemia. Enchente. Queimadas. Qual será a próxima?</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center"><em><strong>“E correm através da madrugada. A única velhice que chegou. Demoram-se na beira da estrada. </strong></em></p>
<p style="text-align: center"><em><strong>E passam a contar o que sobrou! É o Brasil! Eh, oh, oh, vida de gado. Povo marcado, eh! Povo feliz!”</strong></em></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>_________</p>
<p>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Retrospectiva | As 10 crises que marcaram o ano de 2024 no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/12/01/retrospectiva-as-10-crises-que-marcaram-o-ano-de-2024-no-brasil</link>
				<pubDate>Sun, 01 Dec 2024 13:50:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O ano de 2024 no Brasil foi marcado por vários eventos críticos que culminaram em crises. Algumas delas desencadearam processos importantes, outras foram esquecidas ou gerenciadas de modo com que os efeitos fossem mitigados de forma bem-sucedida. Cada uma teve repercussão distinta, seja pela dimensão seja pelos prejuízos de toda ordem. Enfim, todas elas impactaram a sociedade de alguma forma. Nessa direção, para que fiquem registradas e sejam didáticas, separamos dez casos de crise emblemáticos de 2024 para relembrarmos.</p>
<p> </p>
<ol>
<li><strong> Enchentes no Rio Grande do Sul deixam rastro de mortes e destruição evidenciando os impactos da crise climática</strong></li>
</ol>
<p>Durante o fim de abril e o começo de maio de 2024, o Estado do Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes, resultantes de fortes chuvas na região. Esse acontecimento fez com que as bacias dos rios Caí, Gravataí, Jacuí, Pardo, Sinos e Taquari, além do Lago Guaíba e da Lagoa dos Patos, transbordassem e a água invadisse os municípios e áreas no entorno. De acordo com a última atualização da Defesa Civil, 478 cidades foram afetadas (o que representa mais de 90% dos municípios gaúchos), 183 pessoas morreram, 27 ainda estão desaparecidas e mais de 2 bilhões foram atingidas. Milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas, estradas foram bloqueadas e diversas atividades foram suspensas, como as do Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre. Esse episódio foi considerado o maior desastre climático da história do RS e seus impactos são sentidos até hoje na economia, infraestrutura, meio ambiente, logística e saúde mental. A partir deste caso ficaram explícitas várias falhas, a exemplo de comunicação de risco precária, reduzida percepção de risco e gestão pública ineficiente. No período, cabe destacar ainda os efeitos do negacionismo científico e do fenômeno da desinformação orquestrada que acabou atrapalhando os resgates, a ajuda humanitária e a ação por parte da população afetada.</p>
<p> </p>
<ol start="2">
<li><strong> Queimadas pelo Brasil ameaçam biodiversidade e tornam crítica a qualidade do ar em mais de 10 Estados</strong></li>
</ol>
<p>Entre janeiro e setembro de 2024, 22,38 milhões de hectares foram queimados no Brasil, 150% a mais do que em 2023. Cerca de três a cada quatro hectares incendiados nos nove primeiros meses do ano correspondem a vegetações nativas, e os estados que mais tiveram áreas queimadas foram Mato Grosso, Pará e Tocantins. Setembro é o mês que possui o pico dos incêndios, revelando 10,65 milhões de hectares queimados, que atingiram principalmente a Amazônia e o Cerrado. Segundo o delegado da Polícia Federal (PF), Humberto Freire de Barros, uma parcela das queimadas pode ter sido realizada mediante ações coordenadas, pois uma investigação preliminar da Polícia indica a execução simultânea de incêndios. A PF já instaurou 101 inquéritos para investigar queimadas criminosas. Vários estados ficaram dias sob efeito da fumaça que se alastrou pelo país. No Rio Grande do Sul, cenário das enchentes em maio, além da fumaça, também registrou a ocorrência da “chuva preta” em setembro, composta por partículas sólidas decorrentes da fuligem, fenômeno que pode ocasionar impactos na saúde de pessoas e animais, além de contaminar as águas dos rios e a biodiversidade.</p>
<p> </p>
<ol start="3">
<li><strong> Bloqueio da rede social X (antes Twitter) no país deixa milhões de usuários sem acesso e reabre discussão sobre regulação das redes</strong></li>
</ol>
<p>No dia 30 de agosto de 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio da rede social X. Isso aconteceu porque o STF havia intimado o dono da plataforma, Elon Musk, para que apontasse um representante legal da companhia no Brasil, o que não ocorreu dentro do prazo estipulado. O escritório brasileiro da plataforma havia sido fechado em 17 de agosto, após Moraes determinar a prisão da representante legal da empresa, caso não fossem respeitadas ordens de suspensão de perfis na rede social. No dia 20 de setembro, a companhia nomeou um novo representante legal e, em 4 de outubro, comunicou que havia pago multas que foram estipuladas. 39 dias depois do bloqueio, em 8 de outubro, Moraes autorizou a volta das atividades da rede social no país. Durante o período de bloqueio, voltou à tona a discussão sobre a regulação das redes no sentido de evitar a proliferação de desinformação, discurso de ódio, ataques a instituições e violação de direitos, o que põe em risco a vida de pessoas, a segurança pública, o meio ambiente e a Democracia. Além disso, o episódio desafiou as agências de publicidade e de relações públicas assim como outras empresas que tinham como foco de seus esforços comunicacionais o X, sinalizando que as organizações precisam se planejar também para crises “improváveis”, com planos de continuidade de negócios aptos para transpor os desafios apresentados.</p>
<p> </p>
<ol start="4">
<li><strong> Queda do avião da Voepass em São Paulo faz 62 vítimas fatais</strong></li>
</ol>
<p>No dia 9 de agosto de 2024, uma aeronave ATR-72 da companhia aérea Voepass, com 62 pessoas a bordo, caiu e não deixou sobreviventes. O avião saiu com 58 passageiros e quatro tripulantes, às 11:58, do município de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos, São Paulo, mas caiu em uma área residencial na cidade paulista de Vinhedo. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), até as 13:20, o voo acontecia normalmente, mas após as 13:21, o avião não retornou às chamadas da torre de São Paulo, e não informou estar sob circunstâncias meteorológicas adversas ou sob uma emergência. Segundo a Voepass, a aeronave não possuía restrições e estava apta para voar. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Polícia Federal estão investigando o acidente. No que se refere à gestão da crise, a empresa geriu o evento de forma discreta, oferecendo as informações necessárias às famílias das vítimas e à imprensa a cada etapa do processo. No contexto deste caso, vale relembrar que ainda carece à mídia exercer seu papel com mais responsabilidade, aprofundando a cobertura de forma a levantar causas, ouvir especialistas e relacionar com as consequências, além de evitar a exploração de familiares em situação de vulnerabilidade emocional com o indevido intuito de transformar a tragédia em espetáculo.</p>
<p> </p>
<ol start="5">
<li><strong> Clientes da Enel ficam quase uma semana sem energia elétrica em São Paulo </strong></li>
</ol>
<p>Os moradores de São Paulo ficaram em torno de 6 dias sem luz depois de um temporal, que começou no dia 11 de outubro de 2024. A Enel, empresa responsável pela distribuição de energia, comunicou, somente no dia 17 de outubro, que o serviço havia sido restabelecido em quase todas as residências. Segundo a Enel, 3,1 milhões de clientes foram impactados na primeira noite do ocorrido. No dia 8 de novembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) abriu uma ação judicial contra a Enel, solicitando o pagamento de R$ 260 milhões pelas falhas na distribuição de energia, além de indenizações aos consumidores afetados. De acordo com a AGU, o apagão poderia ter sido impedido. A empresa foi multada em R$ 13,3 milhões pelo Procon-SP e intimada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2023, um outro temporal deixou mais de 2 milhões de pessoas sem luz por quase 5 dias na Grande São Paulo. O Presidente da Enel Brasil naquele momento, Nicola Cotugno, pediu demissão do cargo 20 dias depois.</p>
<p> </p>
<ol start="6">
<li><strong> CEO da G4 Educação, Tallis Gomes, renuncia após declaração machista</strong></li>
</ol>
<p>No dia 18 de setembro de 2024, o então CEO e presidente do conselho da G4 Educação, Tallis Gomes, publicou uma fala machista em seu perfil na rede social Instagram, dizendo “Deus me livre de mulher CEO”, e que as mulheres CEOs não realizam “melhor uso da energia feminina”. Após repercussões negativas, Gomes se retratou no dia seguinte, afirmando que não pretendia questionar a capacidade de uma mulher como CEO, e que utilizou o tom e os termos errados para relatar quem ele desejaria como mulher. No dia 21 de setembro, a G4 Educação comunicou que Gomes havia renunciado seus cargos na empresa. Após a renúncia, foi definida uma nova liderança: a nova CEO seria uma mulher, a sócia e diretora financeira da companhia, Maria Isabel Antonini. Gomes também foi expulso do conselho consultivo da marca de moda feminina Hope.</p>
<p> </p>
<ol start="7">
<li><strong> Bullying na escola leva a suicídio de estudante a caminho do Colégio Bandeirantes </strong></li>
</ol>
<p>No dia 12 de agosto de 2024, um aluno de 14 anos, bolsista do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, cometeu suicídio a caminho da escola. O menino estava no último ano do ensino fundamental, e havia conquistado uma bolsa integral na escola pelo Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart). Antes do ocorrido, o garoto havia relatado que estava sofrendo bullying por parte dos colegas, incluindo agressões físicas e verbais. Segundo um familiar, isso ocorria pelo fato de o menino ser negro, homossexual e de origem humilde. O aluno chegou a comunicar o caso ao Ismart, que disse que notificou o Colégio Bandeirantes sobre o bullying, mas a escola contestou a versão e afirmou que não foi informada. O 23ª Distrito Policial de São Paulo, em Perdizes, investiga o ocorrido. Apesar de ser um assunto historicamente recorrente nas escolas, o bullying continua sendo um tema ainda menosprezado e, por isso, ainda causa situações críticas evitáveis, a exemplo de suicídios, atos de violência contra escolas e prejuízos à saúde mental da comunidade escolar.</p>
<p> </p>
<ol start="8">
<li><strong> Cachorro Joca morre durante transporte em voo da Gol</strong></li>
</ol>
<p>No dia 22 de abril de 2024, o cachorro Joca, de 5 anos, morreu enquanto era transportado pela GOLLOG, pertencente à companhia aérea Gol. O cão saiu de Guarulhos, São Paulo, e deveria ter sido transportado até Sinop, Mato Grosso, onde encontraria seu tutor, mas foi posto em um voo para Fortaleza, Ceará. Por isso, teve que ser levado novamente até Guarulhos, mas já estava morto quando seu tutor o recebeu. Joca fez quase 8 horas de voo e, de acordo com o tutor, o veterinário atestou que o cão suportaria uma viagem de duas horas e meia. Segundo inquérito da Polícia Civil de Guarulhos, Joca morreu dentro do avião que ia para São Paulo, por conta de desidratação e estresse, que resultaram em problemas cardíacos. Em outubro, a Justiça arquivou o inquérito que investigava o caso.</p>
<p> </p>
<ol start="9">
<li><strong> Sílvio Almeida, Ministro dos Direitos Humanos, é demitido após denúncias de assédio sexual</strong></li>
</ol>
<p>No dia 5 de setembro de 2024, vieram à tona denúncias de assédio sexual contra o então Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, que foram reportadas por mulheres à ONG Me Too Brasil. Almeida negou as acusações, declarando que eram mentiras sem provas e que iria solicitar à Justiça a responsabilização das pessoas que efetuaram os relatos. Uma das vítimas seria Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial. Quatro ex-alunas de Almeida, uma advogada e Franco relataram seus casos publicamente. De forma ágil, no dia 6 de setembro, o presidente Lula demitiu Almeida, alegando que, diante das denúncias, a condição dele como ministro era insustentável. A Comissão de Ética da Presidência da República, a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho estão investigando o caso.</p>
<p> </p>
<ol start="10">
<li><strong> Erros em exames de HIV realizados pelo Laboratório PCS Saleme resulta na contaminação de transplantados no Rio de Janeiro</strong></li>
</ol>
<p>No dia 11 de outubro de 2024, foi divulgada a informação de que seis pessoas testaram positivo para HIV após receberem órgãos infectados de dois doadores, na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). De acordo com o Governo do Estado, o erro está em 2 exames realizados pelo laboratório PCS Saleme, que resultaram em não reagentes para HIV. O caso foi percebido após um transplantado, que não possuía o vírus, positivar para HIV após receber o coração de um doador. Depois, outro paciente também positivou, e foi percebida a existência de outra doadora. Com isso, as autoridades chegaram aos exames com falso negativo. A Secretaria de Saúde, Polícia Civil, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Ministério da Saúde e Ministério Público do RJ estão investigando o caso.</p>
<p> </p>
<p><strong>A partir das crises selecionadas, identificamos características a serem destacadas tendo em vista que elas contribuíram para a configuração crítica dos acontecimentos, prejudicaram a mitigação dos impactos causados, ou ainda, não contribuem para evitar casos futuros: </strong></p>
<p>- comunicação de risco inexistente ou precária;</p>
<p>- reduzida percepção de risco pela população;</p>
<p>- falta de plano de contingência;</p>
<p>- gestão pública ineficiente;</p>
<p>- cultura de prevenção não desenvolvida;</p>
<p>- gestão de riscos insuficiente;</p>
<p>- disseminação orquestrada de desinformação;</p>
<p>- negacionismo científico;</p>
<p>- cobertura midiática superficial ou espetaculosa;</p>
<p>- gestão da situação quando a crise já está em andamento;</p>
<p>- esquecimento do ocorrido com o passar do tempo;</p>
<p>- desconsideração dos legados e aprendizados a partir de crises anteriores.</p>
<p> </p>
<p><strong>De outro lado, também elencamos aspectos positivos observados em alguns casos de crises de 2024:</strong></p>
<p>- atendimento ágil à imprensa;</p>
<p>- atendimento humanizado a familiares de vítimas;</p>
<p>- mobilização popular e de instituições para ajudar pessoas atingidas;</p>
<p>- papel essencial da Defesa Civil;</p>
<p>- agilidade na tomada e na divulgação de providências e medidas;</p>
<p>- ação contundente de algumas instituições do Estado.</p>
<p> </p>
<p><strong>MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://ufsm.br/r-880-354">Conheça as orientações emitidas pelo OBCC à sociedade para eventos climáticos extremos</a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2023/12/15/retrospectiva-10-crises-que-marcaram-o-ano-de-2023-no-brasil">Relembre as 10 crises que marcaram o ano de 2023 </a></p>
<p> </p>
<p><strong>Confira mais sobre algumas crises por meio das notícias e dos artigos publicados no portal durante o ano de 2024:</strong></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-359">Vale, Samarco, BHP e Fundação Renova são condenadas por veiculação de campanha publicitária autopromocional após rompimento de barragem em Mariana</a></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-368">Seca e queimadas reafirmam emergência e intensificam os impactos da crise climática no Brasil</a></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-313">Orientações de comunicação para resposta em situações de desastres ligados à crise climática</a></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-318">O que as 50 maiores empresas do Brasil estão fazendo (ou não) para o enfrentamento às enchentes no RS</a></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-328">10 textos para pensar sobre gestão de crise a partir das enchentes no RS</a></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-323">15 textos para pensar o desastre climático no RS sob a perspectiva comunicacional</a></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-379">Laboratório de crises expõe os deslizes da saúde no Rio</a></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-363">Queda do ATR 72: acidentes aéreos não acontecem por acaso</a></p>
<p class="entry-title text-start text-primary"><a href="https://ufsm.br/r-880-362">Gelo na asa e comunicação em chamas. O voo forçado da mídia impede que o brasileiro durma e VOE em PAZ!</a></p>
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				<title>Inundação de maio de 2024, um ano depois: lições, avanços e desafios</title>
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				<pubDate>Sun, 01 Jun 2025 19:49:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em>Por <strong>Pesquisadoras do Cuidar_Com </strong></em>-<em> Grupo de Pesquisa Comunicação, Crise e Cultura do Cuidado (CNPq)<strong><sup><a href="https://brc-word-edit.officeapps.live.com/we/wordeditorframe.aspx?ui=pt-PT&amp;rs=pt-BR&amp;wopisrc=https%3A%2F%2Fbrpucrs-my.sharepoint.com%2Fpersonal%2F10089258_pucrs_br%2F_vti_bin%2Fwopi.ashx%2Ffiles%2Fc9854c70329847ebb5bae9d7675c37a2&amp;wdenableroaming=1&amp;mscc=1&amp;wdodb=1&amp;hid=68EBA2A1-90FF-9000-1CF6-487728C0EB21.0&amp;uih=sharepointcom&amp;wdlcid=pt-PT&amp;jsapi=1&amp;jsapiver=v2&amp;corrid=cf7572f5-1906-0edb-bdd4-6633ee0b37af&amp;usid=cf7572f5-1906-0edb-bdd4-6633ee0b37af&amp;newsession=1&amp;sftc=1&amp;uihit=docaspx&amp;muv=1&amp;ats=PairwiseBroker&amp;cac=1&amp;sams=1&amp;mtf=1&amp;sfp=1&amp;sdp=1&amp;hch=1&amp;hwfh=1&amp;dchat=1&amp;sc=%7B%22pmo%22%3A%22https%3A%2F%2Fbrpucrs-my.sharepoint.com%22%2C%22pmshare%22%3Atrue%7D&amp;ctp=LeastProtected&amp;rct=Normal&amp;wdorigin=Sharing.ServerTransfer&amp;afdflight=16&amp;csc=1&amp;instantedit=1&amp;wopicomplete=1&amp;wdredirectionreason=Unified_SingleFlush#_ftn1">[1]</a></sup></strong></em></p>
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<p>No dia 27 de abril de 2024, quando fortes chuvas atingiram o Rio Grande do Sul, para muitos se tratava apenas de um episódio intenso e característico do período: as chuvas de outono. Rapidamente, os números começaram a assustar. Nos primeiros cinco dias foram mais de 500 milímetros. E era só o começo do que se revelou como um desastre histórico que se prolongou por mais de 30 dias. Os rios Taquari, Caí, Pardo, Jacuí, Sinos e Gravataí não suportaram o volume de água que recebiam, e transbordaram, alcançando cidades, ruas e vidas.</p>
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<p>Diante da dimensão dos impactos, o evento foi considerado pelo Governo do Estado como <em>a maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul</em>. Um ano depois, as feridas desse acontecimento traumático permanecem abertas. Compreender o que aconteceu, organizar as lições que ficam, fazer o inventário de como a sociedade avançou em relação ao tema, mas, principalmente, identificar os desafios que ainda precisam ser enfrentados é pauta social obrigatória.</p>
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<p>Para quem estuda ou atua nas perspectivas comunicacionais, é ainda mais urgente (re)pensar o lugar da comunicação diante de riscos e eventos extremos, reconhecendo-a como um aspecto fundamental de tudo que foi vivido e na gestão de risco.</p>
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<p>Nosso grupo de pesquisa buscou sistematizar aqui as principais lições, os avanços alcançados e os desafios que ainda persistem. Afinal, essa história não pode, e não deve, ser apagada.</p>
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<p><strong>Entre as lições</strong>, uma das maiores talvez seja compreender, em caráter definitivo, que vivemos um momento histórico marcado por uma transformação ambiental e social com impactos em todas as dimensões da vida humana. Soma-se a essa reflexão a ideia de que estamos imersos em um estado permanente de crise, em uma sociedade atravessada pela fragilidade e pela instabilidade das relações sociais. Nesse cenário, comunicação e cuidado se apresentam como dimensões indispensáveis, capazes de compor respostas e construir estratégias coletivas diante das incertezas que marcam este tempo.</p>
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<p>Olhar para o mundo do risco, a partir da perspectiva do cuidado, significa reconhecer que todos os seres humanos compartilham vulnerabilidades e que os riscos, assim como as formas de enfrentá-los, exigem uma sociedade solidária, capaz de encarar esses desafios como responsabilidades coletivas.</p>
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<p>Aprendemos também o que boa parte do mundo sabia desde a década de 80 do século passado. Entendemos – na prática – que é necessário comunicar os riscos, não apenas informar. Quando uma mensagem de alerta ou de orientação para a atitude protetiva faz sentido para quem recebe, as pessoas sabem como agir para se proteger e ajudar quem precisa. Aprendemos que informação, por si só, não basta. É essencial que haja mediação com diálogo, informação, cuidado, compreensão e proteção coletiva. Além de transmitir dados, a comunicação deve ser um processo que busca orientar, mobilizar, sensibilizar e, sobretudo, promover ações capazes de reduzir danos e fortalecer redes de apoio diante de situações de crise. Isso exige, entre outros aspectos, entender as comunidades como parte da comunicação de risco.</p>
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<p>Um exemplo disso é a atuação da Defesa Civil, que, além de operar tecnicamente na emissão de alertas, enfrentou desafios na comunicação com a comunidade. Durante as inundações de 2024, muitas pessoas resistiram a deixar suas casas, o que gerou tensões sociais. Faltou credibilidade e confiança naqueles que deveriam cuidar e proteger. Esse cenário evidencia que, no cotidiano, as relações entre os órgãos de proteção e a população nem sempre são permeadas por uma cultura de informação sobre riscos – um tema que, muitas vezes, permanece invisibilizado até que um evento extremo aconteça. Trata-se de compreender a comunicação em nosso tempo, buscando caminhos possíveis e viáveis para ocupar esses espaços e fortalecer nossas práticas.</p>
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<p><strong>Já em relação aos avanços, após um ano das</strong> inundações, há evidências de algumas mudanças. Uma delas é o reforço do efetivo e das estratégias da própria Defesa Civil do Rio Grande do Sul, sinal do início de uma reestruturação institucional voltada a preparar o estado para os eventos futuros. Nesse processo, a chegada de novos profissionais de comunicação merece especial destaque, pois ela responde à grande expectativa depositada pela sociedade em relação à comunicação de risco.</p>
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<p>Observa-se o aumento de pesquisadores e da atuação pública de grupos de pesquisa que passam a olhar para o tema sob a perspectiva comunicacional e de forma interdisciplinar. Também se fortalece a organização de redes comunitárias de prevenção, a partir do diálogo, além da atenção mais cuidadosa a eixos macros, como sustentabilidade e cultura ambiental. Ainda assim, há muito a avançar, como na estruturação de políticas públicas e na reconfiguração de planos, a exemplo dos de contingência, entre tantas outras frentes.</p>
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<p><strong>Entre os desafios</strong> que persistem, estão temas estruturais como a construção de uma política de cuidado de longo prazo, sólida e eficaz, capaz de superar as limitações das atuais propostas de Redução de Riscos de Desastres (RRD), que têm se mostrado insuficientes para garantir a proteção das pessoas.</p>
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<p>Também é preciso enfrentar de forma institucional e estratégica, as práticas de desinformação que seguem sendo um obstáculo para todos enquanto sociedade. A circulação de informações imprecisas, descontextualizadas ou falsas pode comprometer a segurança das pessoas, gerar pânico ou, ao contrário, induzir à inação diante de riscos iminentes. Esse fenômeno evidencia a necessidade de fortalecer práticas de comunicação responsáveis, baseadas na credibilidade e, principalmente, na articulação entre órgãos oficiais, mídia e comunidades.</p>
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<p>Embora muitas iniciativas tenham despontado, especialmente ações voluntárias envolvendo profissionais da comunicação e pesquisadores do tema, os esforços de enfrentamento esbarram na complexidade do próprio ecossistema comunicacional. Inseridos em um ambiente digital dinâmico, constantemente atualizado por novas plataformas, linguagens e formas de circulação da informação, lidamos com um fenômeno que se reinventa continuamente. Combater a desinformação, nesse contexto, exige constante revisão de estratégias, ao mesmo tempo em que tentamos compreender as dinâmicas que estruturam esse cenário em transformação.</p>
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<p>No tema específico da comunicação preventiva, mesmo que tenha havido avanços e haja uma nova percepção em relação aos riscos e à importância das práticas comunicacionais, a sociedade ainda tem dúvidas, especialmente quanto aos alertas emitidos, sua linguagem e seus significados. Persistem dificuldades na compreensão das orientações, o que pode comprometer a efetividade das ações de proteção. Por isso, o fortalecimento da percepção de risco deve vir acompanhado do aprimoramento contínuo das estratégias de alerta, com atenção à clareza, acessibilidade e adequação cultural, de modo a tornar a comunicação mais assertiva e, consequentemente, promover maior proteção coletiva diante de eventos críticos.</p>
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<p>A verdade é que o medo de ter de sair correndo de casa sem saber para onde ir, deixando suas coisas para trás, ainda assombra muitos gaúchos. A incerteza persiste. Mas, enquanto pesquisadores da comunicação, seguiremos evitando as simplificações, as generalizações e as abstrações baseadas na redução e na separação. De forma coletiva e interdisciplinar, buscaremos reconectar estratégias comunicacionais, caminhando em direção a dimensões de cuidado. Afinal, é cuidando das pessoas que talvez possamos contribuir para a mitigação dos riscos e para o fortalecimento da comunicação em contextos de crise.</p>
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<p><strong><sup><a href="https://brc-word-edit.officeapps.live.com/we/wordeditorframe.aspx?ui=pt-PT&amp;rs=pt-BR&amp;wopisrc=https%3A%2F%2Fbrpucrs-my.sharepoint.com%2Fpersonal%2F10089258_pucrs_br%2F_vti_bin%2Fwopi.ashx%2Ffiles%2Fc9854c70329847ebb5bae9d7675c37a2&amp;wdenableroaming=1&amp;mscc=1&amp;wdodb=1&amp;hid=68EBA2A1-90FF-9000-1CF6-487728C0EB21.0&amp;uih=sharepointcom&amp;wdlcid=pt-PT&amp;jsapi=1&amp;jsapiver=v2&amp;corrid=cf7572f5-1906-0edb-bdd4-6633ee0b37af&amp;usid=cf7572f5-1906-0edb-bdd4-6633ee0b37af&amp;newsession=1&amp;sftc=1&amp;uihit=docaspx&amp;muv=1&amp;ats=PairwiseBroker&amp;cac=1&amp;sams=1&amp;mtf=1&amp;sfp=1&amp;sdp=1&amp;hch=1&amp;hwfh=1&amp;dchat=1&amp;sc=%7B%22pmo%22%3A%22https%3A%2F%2Fbrpucrs-my.sharepoint.com%22%2C%22pmshare%22%3Atrue%7D&amp;ctp=LeastProtected&amp;rct=Normal&amp;wdorigin=Sharing.ServerTransfer&amp;afdflight=16&amp;csc=1&amp;instantedit=1&amp;wopicomplete=1&amp;wdredirectionreason=Unified_SingleFlush#_ftnref1">[1]</a></sup></strong><strong> P</strong><strong>esquisadores: </strong>Rosângela Florczak, Thaise Shaiane Ribeiro de Chaves, Abner Freitas, Aidil Brites, Carolina Reverbel, Érick Nogueira Becker, Franciele Falavigna, Janis Loureiro, Julia Machado, Leonardo Tomé, Luana Chinazzo, Patrícia Strelow, Rafaela Redin e Silvia Marcuzzo. </p>
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