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50 Anos UFSM

O princípio

Datada de 1959, a primeira foto retrata a construção de uma das dependências da Universidade Federal de Santa Maria. Curiosamente, a UFSM começou fora do campus, com a estruturação da – naquela época – reitoria, localizada no centro de Santa Maria. Atualmente, o prédio abriga a direção do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), além de Biblioteca Setorial, gabinetes de leitura e diversos laboratórios. A segunda e terceira fotos ilustram a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental pelo fundador da UFSM, Prof. Dr. José Mariano da Rocha Filho, em 1960. O fato marcou o princípio das construções da UFSM no campus, em Camobi.

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O Fundador 

José Mariano da Rocha Filho

Vida e Obra do Reitor Fundador

1915
No dia 12 de fevereiro nasce, em Santa Maria no Estado do Rio Grande do Sul, José Mariano da Rocha Filho, o oitavo dos filhos do médico José Mariano da Rocha e de Maria Clara Marques Mariano da Rocha. 

1932
Ingressa na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Seis meses depois é eleito presidente do Diretório Acadêmico dos Estudantes de Medicina. 

1934
O jovem estudante da Faculdade de Medicina da Universidade de Porto Alegre, José Mariano da Rocha Filho, funda e preside a Federação dos Estudantes Universitários de Porto Alegre, FEUPA. Sua participação influencia diretamente a vida de muitos universitários com a criação da primeira Casa do Estudante Universitário no Rio Grande do Sul. 

1935
Institui o Prêmio Sarmento Leite do Centro dos Estudantes de Medicina Sarmento Leite, da FEUPA. Entre 1935 e 1937 trabalhou como interno em oito instituições médicas de Porto Alegre, entre elas a Santa Casa de Misericórdia. 

1937
No dia 18 de dezembro acontece a formatura de José Mariano da Rocha Filho, tornando-se médico. Na oportunidade é distinguido com o Prêmio Carlos Chagas como melhor aluno da turma. No mesmo ano é convidado a lecionar na Faculdade de Farmácia de Santa Maria, fundada (1931) e dirigida por seu tio Francisco Mariano da Rocha. Entre 1937 e 1966 realizou mais de vinte cursos de especialização na área médica. 

1938
Inicia suas atividades como professor de Microbiologia na Faculdade de Farmácia de Santa Maria e como professor do Curso Pré-Médico do Colégio Santa Maria. No dia 10 de agosto casa-se com Maria Zulmira Velho Dias, filha de Patrício Dias Ferreira e Manuela Velho Dias, na Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. De 1938 a 1965 foi médico da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários e Empregados em Serviços Públicos do Rio Grande do Sul, IAPFESP. 

1939
É eleito presidente da Sociedade de Medicina de Santa Maria e reeleito em 1941 e 1952. 

1940
Entre 1940 e 1945 publicou mais de vinte artigos na área médica. 

1945
É eleito diretor da Faculdade de Farmácia de Santa Maria e reeleito em 1948, 1951, 1953 e 1958. Com vistas a superar as dificuldades financeiras pelas quais passava a Faculdade de Farmácia, Mariano da Rocha Filho inicia a Campanha de Incorporação das faculdades existentes no interior à então Universidade de Porto Alegre. 

1946
Organiza o 1o Congresso Rio-grandense de Medicina em Santa Maria. 

1947
José Mariano da Rocha Filho consegue incluir na Constituição do Rio Grande do Sul a anexação das faculdades de Farmácia de Santa Maria e Direito e Odontologia de Pelotas à Universidade de Porto Alegre-UPA, que passou a denominar-se Universidade do Rio Grande do Sul – URGS. Na assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul contou com o apoio dos deputados José Diogo Brochado da Rocha, Francisco Brochado da Rocha e Tarso Dutra. 

1948
Em maio, José Mariano da Rocha Filho, propõe a criação da Associação Santa-mariense Pró Ensino Superior, ASPES, aprovada em assembléia pública e é eleito seu primeiro presidente. Em 4 de dezembro, é efetivada a Incorporação das faculdades do interior através de um Projeto de Lei aprovado pela Assembléia Legislativa e sancionado pelo governador Walter Jobim. A partir desta data a Universidade de Porto Alegre passou a denominar-se Universidade do Rio Grande do Sul. 

1949
Em janeiro, renunciam o reitor Armando Câmara e a cúpula diretiva da URGS, em protesto pela anexação das faculdades do interior á então Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. 

1950
A Faculdade de Farmácia de Santa Maria é tornada federal juntamente com a Universidade do Rio Grande do Sul. 

1951
Mariano da Rocha Filho funda a Associação Médica do Rio Grande do Sul, AMRIGS, e é seu primeiro vice-presidente. 

1952
Lança a pedra fundamental da primeira construção da UFSM (prédios das Faculdades de Farmácia e Medicina), na esquina das ruas Floriano Peixoto e Astrogildo de Azevedo, em Santa Maria. 

1953
Viaja para os Estados Unidos e Europa onde visita as principais instituições de ensino superior e começa a escrever o livro USM, a Nova Universidade, que contém as propostas básicas e a sua concepção de universidade. Quando retornou ao país, foi relator oficial do 1o Congresso de Diretores de Faculdades de Farmácia do Brasil. 

1954
Fazendo parte do Conselho Universitário da UFRGS, Mariano da Rocha obteve, em março, a autorização para o funcionamento do curso de Medicina, anexo à Faculdade de Farmácia, contando com o apoio dos excedentes da Faculdade de Medicina da UFRGS. Em dezembro, consegue a autorização para o funcionamento da Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, com o apoio dos contabilistas de Santa Maria e da Congregação dos Irmãos Maristas, que aceitou ser a entidade mantenedora. No mesmo ano, é criada, também sob o auspício da ASPES, a Faculdade de Filosofia, cuja primeira direção é formada pelo professor José Pinto de Moraes, ocupando o cargo de diretor, e Irmã Consuelo, como vice-diretora representando as Irmãs Franciscanas, entidade mantenedora. 

1955
José Mariano da Rocha Filho é indicado em lista tríplice para reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. No entanto, abdicou de sua indicação em favor do professor Elyseu Paglioli. 

1956
Consegue a criação da Faculdade de Medicina, que até então havia funcionado como curso anexo à Faculdade de Farmácia. 

1957
Mariano da Rocha apresenta pela primeira vez para o então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira seus planos para a criação da Universidade de Santa Maria. 

1958
Introduz a televisão em circuito fechado no ensino da cirurgia na América do Sul. Promove ampla e vitoriosa campanha, em Santa Maria no Rio Grande do Sul, para a aquisição do primeiro microscópio eletrônico instalado em uma universidade latino-americana. 

1959
Como Presidente da ASPES consegue a autorização para o funcionamento da Faculdade de Direito, ficando a Congregação dos Irmãos Maristas como mantenedora. O curso foi autorizado a funcionar em dezembro de 1959, sendo o seu primeiro diretor o Irmão Gelásio. 

1960
Em 14 de dezembro, Mariano da Rocha Filho consegue a criação da Universidade de Santa Maria reunindo as faculdades já em atividade e criando as Faculdades de Odontologia e Politécnica. A lei número 3834-C foi sancionada pelo presidente Juscelino na cidade de Goiânia, Goiás, em cerimônia no Palácio das Esmeraldas, na qual esteve presente uma comitiva de Santa Maria liderada pelo Reitor Mariano da Rocha. Em 4 de janeiro deste ano, por ocasião da formatura da Faculdade de Medicina, recebeu uma medalha de ouro da cidade de Santa Maria e um pergaminho com os seguintes dizeres: “A cidade de Santa Maria simboliza, em medalha que oferece ao professor José Mariano da Rocha Filho a sua maior homenagem de reconhecimento e gratidão ao artífice da interiorização do ensino superior. Honra ao Mérito – Ideal, Tenacidade e Realidade”. 

1961
Obteve a aprovação do decreto número 49439/61 pelo presidente Juscelino, que criou o quadro de pessoal da Universidade de Santa Maria. No mesmo ano, foram criadas as Faculdades de Agronomia, Veterinária, Filosofia (Federal) e de Belas Artes. Sob a liderança de Mariano a Universidade continuou crescendo embora tenha funcionado, em seu primeiro ano, apenas com as verbas destinadas às faculdades de Farmácia e Medicina. 

1962
Depois de publicar vários artigos a respeito de suas idéias para a construção de uma universidade inovadora, Mariano da Rocha Filho publica o livro USM, A Nova Universidade, editado pela Associação Santa-mariense Pró-ensino Superior – ASPES e Editora Globo, de Porto Alegre. 

1963
Funda o Fórum de Reitores das Universidades Brasileiras e apresenta as reivindicações das universidades ao então presidente João Goulart. 

1964
Recebe o título de Cidadão Emérito de Santa Maria e a Medalha de Méritos da Universidade de Bonn, Alemanha. Também publica vários artigos sobre assistência aos estudantes, entre eles Bolsas nas Universidade, Considerações sobre a vida estudantil nas universidades americanas, A reforma universitária e o bem estar estudantil, e Assistência aos estudantes. Ainda neste ano foi presidente do 5o Seminário de Educação Superior das Américas, realizado entre janeiro e abril, na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos. 

1965
Em junho, recebe a Grã-Cruz de Ouro da Áustria pelos relevantes serviços prestados à educação mundial. Publica uma série de dez artigos com o título de Metas do ensino universitário. 

1966
Profere conferência sobre a UFSM em Dusseldorf, Alemanha. Publica o artigo a Universidade das américas no Brasil. Participa como delegado do Brasil no Seminário sobre Educação Superior nas Américas, realizado em Paracas, no Peru. 

1967
Profere conferência A universidade moderna no Centro de Estudos Brasileiros na Universidade de Sofia, Bélgica. Promove o 1o Encontro de Reitores Brasileiros e Alemães em Santa Maria. É membro-fundador do Conselho de Reitores de Universidades Brasileiras. Recebe a medalha da Universidade Mayor de San Marcos, Lima, Peru. 

1968
Em fevereiro representa o Brasil na 5a Conferência do Conselho Interamericano de Cultura organizada pela OEA em Maracay, na Venezuela. Na oportunidade apresenta o trabalho A nova universidade das américas e consegue a instalação da Faculdade Interamericana de Educação na UFSM. É indicado como membro do Conselho Federal de Educação. Pelos relevantes serviços prestados à educação brasileira, recebe a comenda da Ordem Nacional do Mérito. No mesmo ano, inaugura a primeira Exposição-Feira Agropecuária de Santa Maria promovida pela UFSM e Associação Rural. Profere a aula inaugural da Universidade Federal de Santa Catarina Moderna tendência do ensino universitário. Recebe a medalha do Mérito Santos Dumont, conferida pelo Ministério da Aeronáutica do Brasil pelos serviços prestados para a educação brasileira. Medalha do Mérito do Serviço Público, conferida pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul e o título de Sócio Benemérito do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria. É condecorado Oficial da Ordem das Palmas Acadêmicas do Ministério de Educação da França pelos relevantes serviços prestados à educação mundial. Em novembro, recebe o título O Melhor do Ano em Educação dos Diários e Emissoras Associados. Em dezembro, recebe o troféu de Destaque em Educação e Cultura concedido pelo jornal Zero Hora e Rádio e TV Gaúcha. Recebe o título de Cidadão Honorário de Volta Redonda, Rio de Janeiro. 

1969
Em abril, profere a palestra A televisão na educação no 1o Seminário Brasileiro de Rádio e Televisão Educativa promovido pela Fundação Educacional Padre Landell de Moura. Em agosto inaugura o primeiro campus avançado de uma universidade na Amazônia, localizado em Boa Vista, Roraima. A criação dos campi avançados foi idealizada por ele como conselheiro do Projeto Rondon. É eleito presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia. Recebe o título de Cidadão Honorário das cidades gaúchas de General Vargas, Frederico Westphalen, Cruz Alta, Três de Maio, Santiago e São Pedro do Sul. Recebe a comenda da Ordem de Instrução Pública do governo de Portugal, pelos relevantes serviços prestados à educação. 

1970
Recebe o título de Cidadão Honorário das cidades gaúchas de São Borja e Santa Rosa. É considerado Benemérito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e também recebe o título de Benfeitor da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira de Santa Maria. 

1971
É eleito presidente do Grupo Universitário Latino-americano de Estudo para Reforma e Aperfeiçoamento da Educação e organiza IV Reunião do GULERPE em Santa Maria. Escreve o texto Vultos da medicina santa-mariense publicado pela Revista da Faculdade de Medicina da UFSM. Recebe o título de Presidente Honorário do Sindicato dos Jornalistas de Santa Maria. 

1972
Participa do Seminário sobre Educação Superior realizado na Universidade de Houston, Texas, nos Estados Unidos. Profere a conferência A escola particular no contexto dos países em desenvolvimento no 1o Congresso Sul-americano de Instituições Metodistas de Ensino, realizado em Porto Alegre. É escolhido Cidadão Honorário de Faxinal do Soturno, Rio Grande do Sul. 

1973
Publica a obra Universidade para o Desenvolvimento – Áreas (distritos) Geo-educacionais pela Imprensa Universitária da UFSM. Escolhido Cidadão Honorário da cidade gaúcha de São Gabriel. 

1974
A pedido da Enciclopédia Barsa, escreve sobre a universidade brasileira. Sua pesquisa é publicada no Livro do Ano Barsa de 1974, editado pela Encyclopaedia Britannica Editores em São Paulo. No mesmo ano, profere a aula inaugural da Associação Educacional Dom Bosco, Resende, Rio de Janeiro. 

1975
Apresenta o trabalho Ensino e Comunidade no Seminário sobre Informações Educativas na Universidade Autônoma de Guadalajara, México. 

1977
Publica o artigo La terra, el hombre y la educacion na Revista Docencia, publicação da Universidade Autônoma de Guadalajara. 

1978
Concorre ao Senado. 

1979
Apresenta trabalho La universidad y las reformas politicos-sociales na Segunda Asemblea General CAMESA, texto publicado na Universidade Autônoma de Guadalajara. No mesmo ano publica La profesionalizacion y el mercado del trabajo na Revista Docencia na Universidade Autônoma de Guadalajara. Assume o cargo de Conselheiro do Conselho Estadual de Educação, no qual permanece até o ano de 1983. 

1980
Conselheiro da Associação Médica do Rio Grande do Sul, AMRIGS, e Diretor da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, OSPA. 

1982
Concorre a uma vaga na Câmara Federal. Deixa o cargo de provedor do Hospital de Caridade de Santa Maria, função que exerceu por quatro anos. 

1985
Entre outros textos, publica Anotações para a história da UFSM na revista do Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Santa Maria. 

1988
Recebe o título de Doutor Honoris Causa da UFSM. 

1991
Recebe o título de Cidadão Santa-mariense do Século, concedido pela Câmara de Indústria e Comércio de Santa Maria, CACISM, e pela Câmara de Vereadores de Santa Maria. 

1992
É distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa da Universidade de Roraima, fruto do campus avançado da UFSM na Amazônia, iniciado em 1969. 

1993
Lança mais uma obra A terra, o homem e a educação, pela Editora Pallotti, Santa Maria. 

1998
Em 15 de fevereiro, falece em sua residência na Rua Venâncio Aires, em Santa Maria. 

1999
Em maio, a Prefeitura Municipal de Santa Maria inaugura um busto de José Mariano da Rocha Filho na principal praça da cidade. Em julho, foi eleito pelos gaúchos o gaúcho do século, despontando como o primeiro, com mais de 90 mil votos, na lista dos 20 Gaúchos que marcaram o Século XX, promoção da RBS-TV e jornal Zero Hora. 

O princípio

Datada de 1959, a primeira foto retrata a construção de uma das dependências da Universidade Federal de Santa Maria. Curiosamente, a UFSM começou fora do campus, com a estruturação da – naquela época – reitoria, localizada no centro de Santa Maria. Atualmente, o prédio abriga a direção do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), além de Biblioteca Setorial, gabinetes de leitura e diversos laboratórios. A segunda e terceira fotos ilustram a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental pelo fundador da UFSM, Prof. Dr. José Mariano da Rocha Filho, em 1960. O fato marcou o princípio das construções da UFSM no campus, em Camobi. 

A evolução 

Após o início das construções, a UFSM não parou de crescer. A sequência de fotos revela o desenvolvimento da Cidade Universitária, que, em 1963 (primeira foto), contava com poucas instalações. A foto seguinte é um retrato aéreo da universidade em 1972, quando muitos dos prédios da UFSM já haviam sido construídos. Através destas fotografias, é possível visualizar a notável evolução da universidade em menos de uma década. Já a terceira imagem, do ano 2000, identifica a instituição atualmente. 

 

O desenvolvimento

Com o avanço estrutural da universidade, as instalações internas também se aperfeiçoaram, evoluindo paralelamente às tecnologias das quais se dispunha na época. Na primeira foto, temos o estúdio da Rádio Universidade, em 1970, quando a emissora completava dois anos de existência. A foto seguinte, de 1971, retrata os equipamentos usados pela imprensa universitária, que atendia tanto à universidade quanto à comunidade. A última foto, datada de 1972, marca a inauguração oficial da Biblioteca Central da UFSM, no campus. 

A ampliação 

Paralelamente ao desenvolvimento da universidade no campus de Camobi, em Santa Maria, outros centros da UFSM foram construídos.
Na primeira foto, do ano de 1972, temos um retrato da vista aérea do Colégio Agrícola do campus de Frederico Westphalen.
A foto seguinte retrata a estrutura da unidade da UFSM em Silveira Martins, a qual, desde sua criação, tem colaborado para o desenvolvimento do município e para a descentralização do ensino no Estado. 
Entretanto, como vemos na foto seguinte, a UFSM não estabeleceu centros somente no estado do Rio Grande do Sul. Ultrapassando os limites territoriais, a universidade implantou o Campus Avançado de Roraima, onde foram estabelecidos cursos superiores como extensões da UFSM. Localizado em Boa Vista, o campus deu origem à Universidade Federal de Roraima. Na foto, turma do Projeto Rondon em visita a Roraima, pelos 10 anos do campus avançado. 

Os símbolos

A década de 70 foi grandiosa para a UFSM, pois durante este período a instituição finalizou também obras consideradas marcos da universidade: pórtico de entrada da universidade, o planetário e o Parque de Exposições. Seja através das sessões do planetário – que conta também com o Museu Interativo de Astronomia – ou dos acontecimentos prestigiados no Parque de Exposições, tais edificações proporcionaram a aproximação da população de Santa Maria com a comunidade acadêmica.

Os reitores

Aqui, temos fotos de todos os reitores que marcaram a história da Universidade Federal de Santa Maria: José Mariano da Rocha Filho (1960-73), Hélios Homero Bernardi (1973-77), Derblay Galvão(1977-81), Armando Vallandro (1981-85), Gilberto Aquino Benetti (1985-89), Tabajara Gaúcho da Costa (1989-93), Odilon Antônio Marcuzzo do Canto (1993-97), Paulo Jorge Sarkis (1997-2005), Clóvis Silva Lima (2005-09) e o atual reitor, Felipe Martins Muller.

Cada um deles, através de suas ideias e ações, possibilitou à UFSM crescer, pouco a pouco, sendo hoje reconhecida nacionalmente. Além de acreditar no potencial dos estudantes, professores e funcionários, a UFSM também reconhece a importância do vínculo com a comunidade em geral. E, neste ano de comemorações, diversos eventos possibilitarão a aproximação da população santamariense com a instituição.

 

Mensagem do Reitor

Mensagem de congratulações do Reitor à comunidade pelo transcorrer do 50º aniversário da UFSM

Uma instituição é concebida, arquitetada e edificada no passar dos anos em função da determinação, visão e valores dos incontáveis atos das pessoas, aquelas que confiam na perspectiva do seu futuro. Estes visionários acreditam, antes de tudo, no bem de toda uma comunidade, e entre tantas necessidades de qualificar e dignificar a vida, inteligentemente elegem a “educação” como o seu mais significativo bem comum. Assim, no passar dos milênios, os acontecimentos da história da humanidade nos ensinaram que junto à família e às tradições culturais, a “educação” é um dos nossos bens maiores, porque qualifica as ambientações e vivências sociais do homem nas suas relações humanas e junto ao meio natural, espaço vital que lhe provê de energias e meios de sustentação material. 

Ao conceberem uma “universidade”, os visionários que pensaram a constituição da UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA tinham em mente o vasto potencial humano existente na cidade de Santa Maria, então, nas décadas de 1940 e 1950, uma municipalidade cosmopolita que abarcava pessoas de várias localidades do Rio Grande do Sul, e do Brasil como um todo. Entre as tantas lideranças neste processo devemos reconhecer ao nosso Reitor-Fundador, Professor Doutor José Mariano da Rocha Filho, o grande articulador da causa da interiorização do ensino superior no Brasil. Depois deram continuidade a esta trajetória os professores Hélios Homero Bernardis, Derblay Galvão, Armando Vallandro, Gilberto Aquino Benetti, Tabajara Gaúcho da Costa, Odilon Antônio Marcuzzo do Canto, Paulo Jorge Sarkis e Clovis Silva Lima. 

Assim, decorridos cinquenta anos, a UFSM é hoje uma síntese de tudo o que foi sonhado e trabalhado, ano após ano, por milhares de pessoas. Na atualidade, NOSSA UNIVERSIDADE é uma UNIVERSIDADE DE TODOS, dos mais humildes trabalhadores aos mais renomados cientistas que por ela transitam. Sua missão é educar e gerar conhecimentos para a humanidade, pautada como instituição público-estatal no permanente desafio de oferecer o ensino gratuito e de qualidade. 

Somos, então, tudo aquilo que os esforços dos servidores, alunos e comunidade externa têm mobilizado para fazer de nossas ações de ensino, pesquisa, pós-graduação e extensão aportes de qualificação da vida, respeito às condições ambientais e de inovações tecnológicas e sociais, conjugando produção científica com progresso sustentável. Parabéns, UFSM. Parabéns a todos que compreendem a real dimensão de uma UFSM comprometida com a “educação”. Por isso, vamos comemorar intensamente esta efeméride que é uma conquista da cidadania brasileira, já pensando nos desafios que teremos pela frente, nos próximos cinquenta anos. 

Felipe Martins Müller 

Atenção à comunidade 

A primeira foto ao lado, datada de 1966, exibe a estrutura do Hospital Universitário de Santa Maria. Fundado em 1970, o HUSM é hoje referência em saúde para a região, atuando como hospital-escola. Voltado ao desenvolvimento do ensino, da pesquisa e assistência em saúde, o HUSM presta atendimento à comunidade, tanto pelo SUS (Sistema Único de Saúde), quanto para serviços especializados. A foto seguinte exibe a estrutura atual do Hospital Universitário. 

Além do HUSM, a instituição também se preocupa em desenvolver ações que promovam a aproximação da UFSM com a terceira idade. Projetos como o Acampavida (foto 3) têm como objetivo proporcionar aos idosos uma oportunidade de convivência dentro da Universidade. 

Com o propósito de ampliar o desenvolvimento da educação superior, a UFSM oferece à comunidade o Ensino à Distância (EAD), cuja meta é atuar de forma inovadora nos processos de ensino-aprendizagem, propiciando a democratização do acesso à educação superior pública. Visando a excelência em qualidade científica, didática e tecnológica dos cursos à distância, o EAD investe no trabalho em equipe e na interação de profissionais de áreas diversas. (foto 4)

Assistência estudantil

A UFSM, a fim de participar, desde o princípio, da construção da identidade dos sujeitos sociais, possui unidades que possibilitam o desenvolvimento do indivíduo já no ambiente da Universidade. Exemplo disso é o Núcleo de Educação Infantil Ipê Amarelo (foto 1), cuja construção se deu a partir da solicitação dos próprios servidores da universidade, ainda nos anos 70. A instalação da unidade consolidou-se em 1989, e desde então a creche desenvolve atividades educacionais para os filhos dos alunos, professores e servidores da UFSM, em turno parcial ou integral. 

Visando à continuidade da formação pessoal e intelectual dos acadêmicos, a Universidade Federal de Santa Maria está vinculada a três escolas técnicas, dentre elas o Colégio Técnico Industrial de Santa Maria – CTISM (foto 2). Estas escolas atuam no ensino médio, na educação profissional inicial e continuada, na educação técnica de nível médio e nos cursos superiores de tecnologia. Além das escolas técnicas, a UFSM é reconhecida por possuir um dos melhores programas de Assistência Estudantil do País: a Casa do Estudante (foto 3), localizada no campus da UFSM, em Camobi, possibilita moradia gratuita a estudantes de baixa renda. Além das instalações em Camobi, a UFSM também oferece aos alunos a Casa do Estudante II, localizada no centro de Santa Maria. 

As fotos seguintes retratam a evolução estrutural do Restaurante Universitário (RU) da UFSM, em Camobi, desde o início da construção – em meados dos anos 60 – até hoje. Além do restaurante do campus, a UFSM conta também com um RU no centro de Santa Maria, na Antiga Reitoria. Contudo, devido ao grande número de alunos que os restaurantes atendem, e visando sempre à qualidade dos serviços oferecidos, a universidade apostou na construção de mais um Restaurante Universitário no campus, inaugurado em 2010. (foto 7). 

Vídeos 

A Universidade Federal de Santa Maria sempre despertou o interesse da produção audiovisual. Aqui, você encontrará alguns vídeos que retratam um pouco da história da nossa universidade. Assista! 

Construção da UFSM           Painel Salão Imembuí        Marco da Cultura     Marco da cultura 2

 

 

Fotos 

Manual da marca

Reprodução da Marca

 

Memorial Descritivo

Marca dos 50 anos da UFSM
A marca dos 50 anos UFSM é composta do numeral escrito de forma clara e legível, de fácil leitura e visibilidade, acompanhado do brasão, símbolo maior e mais tradicional da instituição.
As formas do 50, do brasão e da palavra anos estão perfeitamente integradas e o conjunto resume visualmente o título das comemorações deste ano, podendo ser lido de modo coeso e instantâneo.
O número 50 é grafado numa tipografia itálica, com o 5 inclinado, o que torna o espacial e dinâmico, transmitindo a ideia de movimento e inovação permanente, característico do momento histórico que a entidade vive.
A cor premdominante azul reforça ainda mais a associação institucional por ser a cor que mais a identifica tradicionalmente.
A marca proposta para as comemorações dos 50 anos está diretamente ligada a identidade visual da UFSM. Este é um caminho seguro e eficiente para marcar visualmente a trajetória da instituição. 

Reprodução da marca em fundo azul

Reprodução da marca em negativo

Reprodução da marca em preto

 

Reprodução da marca monocromática

 

Teste de redução

A redução demasiada de qualquer marca dificulta sua leitura e seu reconhecimento. No entanto, a determinação de limites de redução estará sujeita ao processo empregado à qualidade do original utilizado e à qualidade de reprodução obtida.

Recomenda-se como limite máximo de redução da marca, as medidas especificadas acima. A redução além desse limite comprometerá a visibilidade da marca. 

Margens de Segurança

As margens mínimas de segurança para uma boa visibilidade da marca correspondem a x/2. O valor de x corresponde ao comprimento da palavra “ANOS” presente na marca. Essas medidas devem ser respeitadas em todas as suas aplicações. 

Download do manual da marca dos 50 anos UFSM em PDF


 

Fotos