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Banco Vermelho na UFSM: onde o silêncio se transforma em compromisso



O Projeto Banco Vermelho é parte de uma campanha internacional iniciada na Itália em 2016 e oficializada no Brasil pela Lei nº 14.942/2024. Foi idealizado originalmente pela italiana Tina Magenta e já se espalhou por diversos países, incluindo Espanha, Estados Unidos, Áustria, Mongólia, Ucrânia, Emirados Árabes, Vietnã, Argentina, Austrália e Brasil. O lançamento oficial no país ocorreu em abril de 2024, consolidando uma estratégia nacional de enfrentamento do feminicídio e ampliando a visibilidade das ações de prevenção à violência de gênero em todo o território nacional.

Em Santa Maria, a campanha do Banco Vermelho é instituída pela Lei Municipal nº 6942/2024 (e reforçada pelo PL 9922/25), de autoria do vereador Sidinei Cardoso, que integra a iniciativa do Agosto Lilás. O projeto instala bancos vermelhos em locais públicos para conscientizar sobre o fim da violência contra a mulher.

A mobilização começou em agosto de 2025, com o primeiro banco instalado no Calçadão Salvador Isaia. Desde então, pelo menos 13 unidades já foram inauguradas em diferentes espaços da cidade, incluindo o Fórum, a Ulbra, a Fapas, a Deam e o Centro Administrativo Municipal.

Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Projeto Banco Vermelho transcende a pintura ao tornar espaços permanentes de reflexão sobre as vidas interrompidas pela violência de gênero. Onde antes havia um assento comum, agora existe um símbolo que convida a comunidade acadêmica a não naturalizar violações e a reafirmar, diariamente, o compromisso com a dignidade das mulheres. A escolha do vermelho não é casual: simboliza o sangue derramado e a ausência física de tantas vítimas. Cada banco instalado atua como um memorial vivo, trazendo frases que provocam a reflexão e indicam canais de denúncia, transformando o “lugar vazio” deixado pelo feminicídio, em uma presença constante na consciência coletiva do feminicídio e ampliando a visibilidade das ações de prevenção à violência de gênero em todo o território nacional.

A Expansão pelos Campi
A trajetória do projeto na UFSM, organizada pela Casa Verônica (Espaço Multiprofissional CV) e pelo Observatório de Direitos Humanos (ODH), começou a ganhar corpo em dezembro de 2025 no Restaurante Universitário. Desde então, a rede de conscientização não parou de crescer. Em março de 2026, novas unidades foram instaladas em centros estratégicos, incluindo o Centro de Educação, onde o banco presta uma homenagem sensível à memória da estudante Luanne Garcez da Silva. Neste mês de maio, a iniciativa ganha ainda mais força. No dia 08, o Centro de Artes e Letras (CAL) recebeu seu exemplar, seguido por instalações programadas para o CCNE (18/05), CEFD (19/05) e o Espaço Multidisciplinar de Silveira Martins (20/05). O objetivo é claro: garantir que todos os centros da UFSM possuam este ponto de apoio e denúncia.

Uma Rede de Cuidado e Proteção

Abaixo, detalhamos os locais que dão suporte à manutenção desse projeto nas diversas unidades:

Unidade / Campus

Localização

Campi Cachoeira do Sul

Área da comunidade / Almoxarifado

Campi Frederico Westphalen

Área dos quiosques

Centro de Artes e Letras (CAL) 

Hall do prédio

Centro de Ciências da Saúde (CS) 

Em frente ao prédio 26a

Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH)

Em frente ao prédio 74C

Centro de Ciências Rurais (CCR)

Hall do Prédio 44

Centro de Educação Física e Desporto (CEFD)

Em frente ao Prédio

Centro de Educação (CE)

Entrada Principal do Prédio 16B

Centro de Tecnologia

Saguão do prédio 10

Colégio Politécnico

Entre os blocos E e F

Colégio Técnico Industrial (CTISM)

Estacionamento de bicicletas

Espaço Multidisciplinar de Silveira Martins

Pátio 

Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM)

Hall de entrada

Reitoria

Hall de entrada

Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo

Em frente a unidade ao lado esquerdo

Santa Maria Unida contra a Violência
O impacto do Banco Vermelho ultrapassa as fronteiras da universidade. Instituído pela Lei nº 6942/2024, o projeto já se espalha por Santa Maria, com bancos instalados do Calçadão ao Fórum local. Trata-se de uma política pública pedagógica que reforça: a denúncia é o passo fundamental para a proteção.

Se você ou alguém que você conhece precisa de ajuda, utilize os canais oficiais:

Disque 180 – Canal nacional gratuito de atendimento

Direitos Humanos: 100

Centro de Referência da Mulher (CRM): (55) 3174 – 1519 (opção 2) / (55) 99139-4971 (WhatsApp)

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM): (55) 3174-2252 

Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA): (55) 3174-2225 

Polícia Civil: 197 

Brigada Militar: 190 

Guarda Municipal (Ciosp): 153 

Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher: (55) 3222-8888 

Ministério Público: (55) 3222 – 9049 

Defensoria Pública: (55) 3218 – 1032

O Banco Vermelho é um lembrete: a luta pelos direitos das mulheres deve ser um compromisso coletivo e inegociável.
Confira o Projeto na mídia pelo Link: https://docs.google.com/document/d/140fIgK6qZ_Rwxy9BH9m3c_9WzzqzOg0c/edit

Texto: Fabiane Gomes – Bolsista Casa Verônica –   Inforgráficos: NotebookLM

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