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Educar e Cuidar

A Comunidade do Centro de Educação tem se envolvido em diversas ações de apoio, de cuidado e de acolhimento aos acadêmicos, aos familiares, às crianças, aos professores da educação básica, entre outros, durante o período de isolamento social, necessário ao controle da pandemia da COVID 19, as quais, certamente, fortalecem a tríade formativa, ensino, pesquisa e extensão, ensejada pela UFSM.

A Direção do Centro de Educação optou por criar o espaço “Educar e Cuidar” para divulgação das diversas atividades que estão sendo realizadas pela Comunidade CE. 

Para divulgação de textos e vídeos educativos favor enviar para assessoriace@gmail.com.

Vídeos

A professora Carolina Zasso Pigatto compartilhou histórias que contou para as crianças.

“A primeira foi “Taraveta”, pois eu já tinha contato durante as aulas presenciais no Maternal II, retomei-a com a intenção de me reaproximar das crianças e manter os vínculos afetivos que estava sendo estabelecidos antes da pandemia. Postei no grupo que fiz para a turma no WhatsApp, e para a turma do Berçário II com o intuito, também, de que os vínculos afetivos mantivessem-se e para que as crianças explorassem a imaginação, criatividade.”

 “A “Vitor e a Centopeia” foi que criei, a história, os bonecos para que eles permaneçam, nas contações, sejam uma forma de mantermos os vínculos afetivos presentes, e que sirva como um elo para o retorno, mas isso só irá acontecer se perceber o interesse das crianças pelos personagens, até o momento estão contemplando as minhas expectativas.”

Canal no Youtube que tem a finalidade de divulgar pesquisas e reflexões do Grupo IDEIA – Educação em Ciências da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM 

ufsm.br/ideia

Clique aqui para acessar os vídeos.

 

Canal do Youtube administrado pela representação discente do programa de pós-graduação Educação em Cieências da UFSM. É um espaço de compartilhamento de conhecimentos, experiências, de aproximar educadores que fazem a diferença para a Educação do país. 

Eles promovem bate-papo, rodas de conversa para discutir e refletir diversos temas ligados a Educação.

Caso você tenha alguma contribuição para o canal entre em contato com ele através do email: representacaodiscenteppgec@gmail.com 

Clique aqui para acessar os vídeos.

O Nucleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Infância construiu uma ação coletiva que se propõe a escutar as crianças nesse período de quarentena.

Os vídeos estão sendo divulgadas no Facebook do NEPEI/UFSM.

 

Luiz Caldeira Brant de Tolentino-Neto
Depto. Metodologia do Ensino
Centro de Educação – UFSM
ufsm.br/ideia

“Vazio” de Anna Llenas conta a história de uma menina que consegue superar essa tristeza, dando um novo sentido às suas perdas.

Gabriela de Andrade Rocha
Egressa do curso de Pedagogia
Especialista em Gestão Educacional – UFSM
Mestra em Políticas Públicas e Gestão Educacional – UFSM

Material produzido para  crianças da turma multi-idade da Educação Infantil da Profª Bianka.
 
História contada: O homem que amava caixas
Escrito e ilustrado por Stephen Michael King
 
Bianka de Abreu Severo
Mestranda em Educação -UFSM
Especialista em Gestão Educacional – UFSM
Licenciada em Pedagogia – UFSM
Professora de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de Júlio de Castilhos – RS

 

Textos

Socialize sua avaliação deste período da quarentena CAICE/CSA
  • O que é?

A CAICE/CSA lançou esta proposta com o objetivo de socializar sentimentos e ideias de Estudantes, TAEs e Professores do CE sobre seus fazeres, ações e realizações do período “Fica em casa”, por meio da escrita, complementando o trabalho iniciado pela UAP através de vídeos. A proposta não identificará o(a) autor(a), limitando-se a colocar, apenas, se é estudante, TAE ou professor.

O mini texto (relato) deverá ter, no máximo dez (10) linhas e ser enviado para o e-mail caiceufsm@gmail.com.
Os relatos são publicados aqui no espaço “Educar e Cuidar”. À medida em que vão sendo recebidos pela CAICE, os relatos serão socializados diariamente. Sugerimos que contenham as seguintes reflexões: 

    1. Como me sinto realizando as atividades/trabalhos acadêmico-pedagógicas em casa e de modo virtual?

    2. Quais são as maiores dificuldades/desafios encontrados neste período?

    3. Aspectos positivos ou propositivos da quarentena e deste modo de ensino e de aprendizagem (nos processos que envolvem ensino, pesquisa e extensão), assim como da vivência cotidiana.

Mais uma vez, sua participação é muito importante!

Autora: Ane Carine Meurer

 

A pandemia fez com que eu, em poucos dias, revivesse a história das minhas ancestrais mulheres. Cuidar dos filhos, da casa (da comida, da limpeza, etc.). Tudo isso acrescido ao trabalho online, de orientação e supervisão das tarefas escolares dos filhos, a manutenção do trabalho remoto na Universidade. Mas, como esses corpos historicamente foram forjados para a adaptação, isso era apenas parte do trabalho: ainda somos e estamos submetidas à loucura de termos que higienizar tudo; saímos limpando como se com nossa “fragilidade” pudéssemos vencer o vírus, demarcando território: “aqui ele não entra!”.

 

Sabemos, contudo, que essa delimitação transcende a esses territórios, vincula-se novamente a nossa história, a nossa cultura, a nossa educação, a nossa classe social. Assim, a bagagem hereditária e os atributos ambientais dirão se esse vírus irá se territorializar ou não em nosso organismo, assim como sobre a potência dessa territorialização.

Apresenta-se aí o projeto de educação, entre eles, nossa cultura alimentar e que poderá ou não nos ter levado a termos que enfrentar um diabetes, uma hipertensão etc. Que condições econômicas temos para a nossa saúde diante de todos os problemas de desemprego, subemprego a que é submetida a população brasileira e porque não, mundial. Enfim muitas dúvidas, poucas certezas. 

 

Uma esperança: que a humanidade aprenda com essa vivência a lição. E que saibamos identificar que um vírus ainda muito mais perverso paira historicamente em nossas relações. Urge a sua identificação e o seu rechaçamento das nossas relações.

 

 

As coisas do lado de cá estão um tanto confusas, de uma hora para hora o mundo que vivemos está passando por uma transformação da qual não estávamos preparados. É como se vivêssemos dentro daquelas histórias que pareciam ser só histórias, mas agora é nossa realidade. O vírus que circula pelo mundo tem espalhado muita dor e tristeza, inicialmente quando ele parecia estar mais distante de nós, parece que não nos demos conta da gravidade da situação e agora estamos vivendo em quarentena, sem contato social, saindo de casa só para o necessário.

Os dias que passam são cercados de dúvidas e incertezas, tento manter a rotina, mas ela está diferente. O dia de hoje, por exemplo, quarta-feira, costuma ser agitado, fiz tudo o que faço normalmente, acordei e tomei meu banho e café, o próximo passo seria correr até parada de ônibus e ir até a universidade para a reunião de um projeto que participo “Clube de Matemática” você iria adorar, por meio dele eu e minhas colegas desenvolvemos atividades para alunos com dificuldades em Matemática.

 

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As incertezas sobre o Covid 19, a mudança na rotina e a redução do contato físico e social, podem causar ansiedade e estresse, precisamos nos cuidar mentalmente e fisicamente. Mas também neste momento difícil, precisamos pensar nas pessoas que, mesmo com medo e insegurança, precisam sair todos os dias para trabalhar em serviços essenciais, assim como eu que saio todo dia de manhã, às 7 horas com medo e ansiedade. Medo? Sim, muito medo de trazer este vírus para minha família, pois sei que se alguém pegar, serei eu quem está transmitindo. É muito difícil lidar com essa sobrecarga emocional.

Hoje saí no mesmo horário, peguei o ônibus, sempre com muito cuidado, usando máscara e álcool gel. Ao mesmo tempo vejo muitas pessoas sem se cuidar. Será que eles não entenderam ainda o que está acontecendo? Quando chego no centro, vou até meu trabalho, faço as mesmas atividades todos os dias, atendimento aos pacientes, mantendo as orientações de cuidados a serem tomados nas realizações dos exames, mas sempre com o pensamento em como queria poder estar em casa. Até que são 14 horas, ufa! Hora de ir embora. Depois de mais um dia de trabalho tenso, vou até o vestiário, tiro o uniforme, e vou correndo para a parada de ônibus, onde novamente são tomados todos os cuidados possíveis.

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Texto: Diário de quarentena

 

Pedagogia Noturno

 

Escrevo da varanda da casa de meus pais, pegando um maravilhoso sol da manhã nos pés. Daqui enxergo a Nati lendo em sua cadeira de praia como faz todos os dias, junto dela está seu fiel escudeiro Salem, um gato abandonado há alguns meses que foi acolhido por nós. A cena é muito tranquila, enquanto ela calmamente passa os olhos pelo livro, o gato fica passando por meio de suas pernas e às vezes ela desce uma mão para acariciá-lo. Daqui posso ouvir de fundo o canto das caturritas nas araucárias e o rádio da mãe que está sempre ligado, às vezes isso não é tão legal. Tudo está comum para uma manhã de quarentena.  

Esse final de semana foi bem corrido, praticamente não parei fazendo as coisas da bolsa. Fico pensando que se fosse um semestre normal, esta seria a época em que estaríamos escabelados de tanta coisa para fazer. Mas terminei uma atividade agora de manhã, então estou feliz. Sinto muita saudade da universidade. Passar por aquele arco me dava a sensação de estar passando por um portal e entrando em um universo a parte. Um universo cheio de novos saberes e fazeres, que me alegravam e me apavoravam ao mesmo tempo.

Aqui as coisas são muito diferentes, o cenário dos estudos é sempre o mesmo, não mudo de cômodo. Acho que o acontecimento mais emocionante da semana foi quando a colheitadeira do tio pegou fogo. Eu estava em uma reunião no quarto e o que pude ouvir eram pessoas correndo e gritando, carros e moto indo e vindo para acudir e apagar o fogo. No final, ninguém se machucou e os danos não foram tão grandes. Por conta da reunião, nem fui para fora ver, mas depois cada um que me via falava:

– Você não viu o que aconteceu?

– Estava pegando fogo!

– Até a Nona correu para avisar!

Assim fiquei sabendo de tudo no momento em que sai do quarto. Mas enfim, acho que essas histórias poderão nos distrair um pouco nesses tempos difíceis. Outro dia escrevo mais.

Texto: Diário de quarentena

 

Pedagogia Noturno

O primeiro pensamento que vem à cabeça quando nos reportamos à esta nova realidade social é a palavra estranhamento. Somos seres que planejamos! Qualquer passo dado cotidianamente requer um preparo, pensar no que fazer amanhã, nas implicações desse fazer, se precaver ou se antecipar. O segundo pensamento é o desesperançar. Há uma onda de desesperança na pandemia, não conseguimos visualizar nada de bom pela frente, não adianta marcar datas, encher as agendas, combinar cafés, abraços, rodas de conversas.

Por outro lado, como tudo tem os dois lados, voltamos à casa, à nossa casa interna. Começamos pelas faxinas e organizações antigas que estavam por fazer nos armários, nas gavetas, e em tudo o que deu pra fazer em casa. Depois passamos pra casa interna, meditações, leituras que não tínhamos mais tempo pra fazer, artigos pra terminar, coisas do trabalho, as possíveis de fazer. Mas qual o objetivo mesmo? Se somos porque convivemos, porque aprendemos e precisamos do outro para sabermos quem somos. Se pensamos o trabalho juntos e juntas. Que tempo contraditório é esse. Que tempo… de viver junto, mas separado, de viver longe, mas perto. Tempo estranho e nublado.

Fica o desafio de nos reinventarmos, de olharmos com atenção aos problemas que temos no Brasil, na escola, na universidade, na saúde, na estrutura que incide diretamente na vida de quem mais sofre as mazelas do capitalismo e da forma de (des)governar o país. A COVID 19 veio tirar máscaras, ainda que seja um dos principais instrumentos de prevenção.

O que sentir? Vários sentimentos. Várias reações…, várias adaptações…, em especial estar num espaço de trabalho CASA. CASA UM ESPACO TAMBÉM DE MUITOS SENTIMENTOS. Trabalhar em casa de forma REMOTA. Sim remota, ensinar e aprender, acompanhar tantos alunos e colegas, abraços, faz falta… enfim aprender. Sinto-me profissionalmente limitada, pois acredito que a Universidade, o Centro de Educação – Curso de Pedagogia –  é o espaço de criação de laços, amizades e convivências.    

Inúmeros desafios, a exigência de tornar-me aprendiz das tecnologias REMOTAS, buscar estímulo para serem curiosos nas novas propostas dadas, apontando novas formas do que realizavam. 

Para a continuidade, reporto-me a Freire, que afirma que o sonho de um mundo melhor nasce das entranhas do seu contrário. Por isso, corremos o risco tanto de idealizarmos o mundo melhor, desgarrando-nos do nosso concreto, quanto de, demasiado “aderidos” ao mundo concreto, submergirmos-nos no imobilismo fatalista, retratando o processo da PANDEMIA da COVID 19.

Olá, sou estudante do curso de Pedagogia – Diurno, estou no primeiro semestre do curso e confesso que não há pontos positivos nessa quarentena. Está sendo bem difícil manter as atividades acadêmicas em dia, devido à grande quantia que é enviada e pelo acesso que tenho tido com a internet. A maior dificuldade é manter-se com o psicológico equilibrado perante toda essa situação.

Quanto às questões positivas em relação a esse período de quarentena, posso dizer que melhorou a relação familiar, devido à sobra de tempo. Mas referindo-se as relações acadêmicas, reconheço o esforço de todos os professores, em tentar manter o contato com todos nós estudantes, mas para nós, que estamos no primeiro semestre, sem possuir nenhuma experiência, tem sido tudo bem difícil.

De certa forma me sinto bem realizando as atividades em casa, mas é totalmente diferente das aulas presenciais onde temos a explicação do professor que é fundamental para darmos o primeiro passo para iniciar a atividade proposta. As dificuldades surgiram e vão surgir; como o acesso à internet, pois eu não tenho a mesma em casa, mas consigo realizar as atividades colocando crédito no celular, muitas vezes atraso para enviar, porque tenho dificuldades financeiras. 

A quarentena nos afastou fisicamente, porém está nos mostrando para quem realmente somos importantes. 

Criamos um grupo da turma para conseguirmos nos ajudar e isso foi um dos pontos positivos da quarentena, pois a união faz a força. Outro ponto positivo é que qualquer dúvida em relação a certo trabalho, nós vamos para a pesquisa, ou seja, para o google e isso está ajudando a praticarmos e a ter curiosidade.

COMO MANTER A ROTINA DE ESTUDOS EM TEMPOS DE ISOLAMENTO SOCIAL?

Material produzido pelas Bolsistas da Direção do Centro de Educação

Débora Alani Vargas da Silveira – Acadêmica de Letras Português/UFSM, bolsista Direção CE
Fabiéle Morin Pereira – Acadêmica de Pedagogia/UFSM, bolsista Direção CE
Nitieli de Lima Betin – Acadêmica de Economia/UFSM, bolsista Direção do CE

CONTEÚDO NO DRIVE

 

Relatos – Grupo de Pesquisa GeoIntegra/CNPq/UFSM

   A iniciativa dos relatos (auto)biográficos em tempos de Pandemia por Coronavírus nasce durante as reuniões do Grupo de Pesquisa GeoIntegra/CNPq/UFSM, realizadas quinzenalmente desde o mês de abril de 2020. A motivação inicial se deu pela necessidade das/dos colaboradores/as compartilharem suas experiências de vida no instante em que, inesperadamente, fomos forçados ao distanciamento social, ao isolamento familiar e a intensas mudanças no estilo de vida. 
O ir e vir, prerrogativa dos cidadãos, deixou de ser rotina e passou a ser por necessidade de saúde, trabalho e alimentação. Por estes e por tantos outros motivos, o tempo se mostrou lento, os espaços pouco acessíveis e o movimento (mesmo que restrito aos nossos lugares de vida) tornou-se algo tão necessário para nos manter vivos. 

Acesse os relatos de professoras e acadêmicas da UFSM e redes de ensino de SM.     
No site ou em PDF:
Parte 1 no site         CONTEÚDO EM PDF    
Parte 2 no site         CONTEÚDO EM PDF

Parte 3 no site        CONTEÚDO EM PDF
Parte 4 no site        CONTEÚDO EM PDF
Parte 5 no site        CONTEÚDO EM PDF
Parte 6 no site        CONTEÚDO EM PDF
Publicado o e-book “Sons, imagens, pensamentos: infâncias em tempos de pandemia

A Editora CLAEC tem a honra de divulgar a publicação de mais um livro em formato de e-book. Trata-se do livro Sons, imagens, pensamentos: infâncias em tempos de pandemia, de autoria da Professora Doutora Sueli Salva, docente da Universidade Federal de Santa Maria e do Doutorando Lucas da Silva Martinez, acadêmico da Universidade Federal de Santa Maria.

O livro discute narrativas de crianças sobre o período da pandemia de Covid-19, dando destaque ao olhar da criança como modo de entender o mundo. A obra também apresenta imagens e QR codes com acesso ao áudio das crianças e outros materiais que enriquecerão a leitura. A partir da filosofia, sociologia, antropologia e educação, espera-se contribuir com o tema da infância, e a partir do olhar e escuta sensíveis construir uma pedagogia da infância.

A publicação está disponível online e em acesso aberto e pode ser visualizada clicando aqui.

Giséli Duarte Bastos – Téc. Assuntos Educacionais, Direção CE.

Tem um lugar, tem um cantinho
Lá numa esquina da Universidade
Olhando de longe: que pequenininho!
Olhando de perto: que diversidade!

Ali cabe tanto, cabe toda uma gente
Cabe técnico, estudante e cabe docente
Cabe toda uma Comunidade
Que luta pela educação pública, inclusiva e de qualidade.

Temos que valorizar
O que acontece ali dentro!
Médico, bombeiro, astronauta
Todos precisam do professor que se formaram nesse Centro

Se você já entrou ali
Deve entender o que sinto
E também já deve ter se perdido
Pelos corredores que parecem labirintos

Nesse Centro cabem 50 anos de história
De tantas trajetórias! Tão plurais!
É tanto orgulho que quase nem cabe!
Mas cabe sim e cabe mais.

Cabe adulto, cabe criança
Cabe sonho, cabe amizade
Cabe futuro, cabe esperança
De ver a educação como prioridade!

Rafaela Antunes Vaghetti – 9 anos

A MENINA E O VÍRUS CORONA

Livro infantil criado por Rafaela Antunes Vaghetti, com nove anos de idade, sobre o Corona Vírus. 

Enviado pelos pais Helenise e Marcos , com finalidade de dar visibilidade as percepções das crianças sobre este momento de Pandemia.

CONTEÚDO NO DRIVE

 

Kelly Christiane Gonçalves Eich – Acadêmica de Pedagogia Noturno UFSM
Professor (a).
 
Faz a educação chegar,
Enquanto uma pandemia enfrenta.
Mesmo querendo chorar, 
Ele inventa e se reinventa.
 
Transforma um obstáculo 
Em uma oportunidade
Pois levar a educação ao mundo
É sua verdadeira arte.
 
Em tempos de insegurança, 
Ele leva a esperança,
E sua maior recompensa,
É  o sorriso de uma criança. 
 
Não tem corona, não tem covid,
Não tem peste alguma que o proíba,
Pois educar não é um convite,
Educar é sua própria vida. 
 
Educar nunca foi problema 
E sim uma solução,
A vocês o meu singelo poema
Como forma de GRATIDÃO.
 
AUTORA: Kelly Christiane Gonçalves Eich.
 
Henrique Fernandes da Silva –  Acadêmico de Licenciatura Plena em Pedagogia UFSM

Quando a COVID-19 começou sua expansão no mundo, emergiram diferentes pessoas em diferentes lugares do mundo dizendo as mais diversas coisas sobre o vírus. Em geral, algumas das opiniões sobre a pandemia manifestavam-se (e ainda manifestam-se) em torno de conspiração, punição divina, arma biológica ou imprudência de uma cultura. Visões populares, religiosas, filosóficas ou científicas. Visões criadas pelo medo, não compreensão da gravidade, busca por entendimento da situação ou quais consequências esse fenômeno terá; enfim, as pautas tinham e ainda tem algum interesse ou finalidade. 

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Que o mundo passa por uma pandemia já não é novidade; novidade é ver como isso mudou nossas vidas, hábitos e o que possivelmente se verá amanhã. Foi numa simples ida ao mercado que tive esse estalar de realidade. Ao meu lado, uma senhora comprava arroz. Mais a frente, em outro corredor, uma criança pequena pedia insistentemente a sua mãe por uma barra de chocolate. Na fila, um jovem adulto discutia com a caixa por um preço etiquetado de maneira errada. O que me todos tinham em comum? a máscara. 

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Caroline Silveira Spanaveello – Doutoranda em Educação – PPGE/UFSM

É uma pergunta no mínimo intrigante… Poderíamos, para respondê-la, nos respaldarmos em uma série de lugares comuns, frases feitas ou até mesmo em teorias da Educação, da Psicologia, da Sociologia, ou tantas outras que concorrem desde sempre para a compreensão do ser humano em todas as suas dimensões. Entretanto, quanto mais nos apropriamos desses saberes, tenho a impressão de que mais nos distanciamos do significado da infância e do nosso papel enquanto adultos diante desses seres ímpares que muito mais têm nos ensinado do que aprendido conosco. Humberto Maturana, Biólogo Chileno, estudioso da “Compreensão Ontológica do Fenômeno do Conhecer”, faz referência a algo que tenho considerado fundamental para a compreensão deste processo de aprendizagem humana, aqui com especial destaque para a infância. 

 

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Sueli Salva – UFSM

Caros/as estudantes e colegas, estamos vivendo momentos diferentes de tudo que já conhecemos, de um dia para o outro nos disseram para ficar em casa. De um dia para outro nos disseram que não podíamos abraçar, acariciar, beijar. Que devíamos cuidar dos mais velhos. Junto com isso nos disseram que não teríamos aulas presencias e as crianças também deveriam ficar em casa. Muitos, de um dia para o outro, ficaram sem o seu trabalho, ficaram sem escolas onde deixar as crianças, ficaram sem as aulas na universidade, ficaram sem o convívio dos/as colegas, ficaram sem aula. Nos disseram que tínhamos que ficar em casa, mas também nos disseram que não estávamos em férias. Tudo isso, para que hospitais pudessem ter tempo de organizar-se para receber centenas, milhares de pessoas que adoecerão gravemente ao serem contaminados por um vírus que ocasiona a Covid 19.

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Valdo Barcelos – Prof. e escritor – UFSM

Fico imaginando que furo estaria dando o jornal que estampasse na sua primeira página o título dessa crônica. Imaginem o Comandante do Exército Brasileiro, general Edson Leal Pujol, acordando e dando de cara com essa manchete. Cairia na risada ou acharia que estava tendo um pesadelo. Nem uma coisa nem outra. Afinal um general não foi nomeado para Ministro da Saúde do Brasil no meio da maior pandemia do século? Uma regra básica da gestão pública ou privada, é que só tem algo pior que um chefe nomear um incapaz para um cargo importante na gestão de sua empresa: é esse incapaz aceitar a nomeação. Parece que foi o que aconteceu com a nomeação do general da ativa Eduardo Pazuello para o Ministério da Saúde. E diga-se, não atuava na área de saúde nas Forças Armadas.

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Em função dos movimentos antirracistas que se espalharam desde os EUA para o mundo, uma pergunta tem sido feita a intelectuais e pesquisadores das questões raciais no Brasil: porque o movimento negro aqui não tem a força e a visibilidade do movimento negro nos EUA? Os representantes de nossa elite intelectual, via de regra branca, ficam constrangidos. Não é para menos. É essa elite que ocupa os postos de comando nos tribunais, parlamentos, universidades, igrejas, Forças Armadas. Uma das respostas mais frequentes é que o Brasil se constituiu de forma menos violenta que os EUA quanto ao racismo. Essa resposta mostra o enorme sedentarismo intelectual de grande parcela da intelectualidade. Uma preguiça em refletir sobre o país real e um histórico servilismo das elites em relação aos demais intelectuais dos ditos países “desenvolvidos”. O antropólogo Da Matta, afirma que a elite brasileira é uma das mais insensíveis do planeta. Para Darcy Ribeiro, há que nos libertarmos das práticas acadêmicas de copiar e imitar os intelectuais de além-mar, para não nos transformarmos em “acadêmicos perfeitos”, do tipo que só se preocupa em colocar “poréns” nos textos que outros escrevem. De preferência textos de estrangeiros. O que anseia este tipo de intelectual é fazer doutorado fora e quando voltar recitar o que lá ouviu.


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Existe um filme produzido nos Estados Unidos da América, na década de 60 do século passado, intitulado Caça de um clandestino. Ele conta a história de um pássaro que surge em Nova York e espalha pela cidade um estranho vírus contaminando toda a população. 

Coisa estranha: as pessoas passam, então, a agir de forma muito esquisita. Diminuem a agressividade; param de odiarem-se umas às outras – como ainda não havia as redes sociais elas destilavam seu ódio pelo velho e em extinção telefone fixo; ficam carinhosas, solidárias e amorosas; deixam de fumar; ficam extremamente gentis no trânsito; os casamentos duram mais tempo, pois, as pessoas brigam menos no cotidiano; nos ambientes de trabalho são educadas, não falam aos gritos com os “subalternos”; param de disputar pequenos – e podres – poderes; passam a cuidar mais de suas vidas e menos da dos outros(as). Enfim, todos(as) ficam terrivelmente pacíficos e absurdamente, insuportavelmente amorosos. Tudo muito estranho.

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Começo com uma pergunta bem simples: o que é um inimigo? Fiz essa pergunta para várias pessoas. A primeira pessoa para quem perguntei foi para Maria, minha filha, que está em quarentena comigo. Após ler as várias respostas escolhi a que mais apareceu e foi a seguinte: inimigo é alguém que quer me matar.  O Novo coronavírus quer matar alguém? Não. Então ele não é um inimigo. Inimigo é alguém que nos ataca intencionalmente. Mas porque escutamos que estamos em guerra contra um vírus? Que temos de combater o coronavírus? Que estamos frente a uma batalha? 

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Primeiro Ato: Marias. A seguinte história foi contada pelo teatrólogo Augusto Boal (1931-2009). Teatro Glória, Belo Horizonte, 1999. O evento reuniu vários grupos populares de teatro. Um deles denominava-se Marias do Brasil. Era formado por 13 mulheres de nome Maria, todas negras e todas empregadas domésticas. 

Como é de costume, após a apresentação todas voltaram ao palco e foram efusivamente aplaudidas. Apenas uma Maria não retornou. Boal perguntou ao diretor da peça o que havia ocorrido. Ouviu que uma das Marias tinha ficado chorando no camarim. Boal foi até lá ver o que tinha acontecido. Perguntou para a Maria o que havia ocorrido e ela disse, soluçando, coisas sem nexo.

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Recebi recentemente uma mensagem que me fez refletir e que deu origem a essa crônica. A mensagem dizia o seguinte: “se no Brasil nós fôssemos para as ruas protestar cada vez que a polícia matasse um jovem, uma criança negra, pobre e moradora de nossas periferias urbanas, teríamos que ficar morando nelas”. A frase é de uma simplicidade que chega a doer.

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Helenise Sangoi Antunes – Profª Titular do Dpto de Metodologia de Ensino UFSM/Ex-Diretora do CE

 Espero que o governador do Estado do Rio Grande do Sul tenha o mesmo cuidado e zelo no que se refere ao retorno das aulas no Rio Grande do Sul, como está tendo com outros setores do referido Estado. Pois, a educação é um setor muito complexo e dinâmico. Diria mais, se estamos agora com uma possibilidade de retorno de alguns setores tem muito haver com a decisão de lideranças sérias e comprometidas com a vida humana que decidiram pelo cancelamento das aulas presenciais.  Neste sentido, me refiro aos Reitores (as), Pró-reitores (as), Diretores (as) de Centros de Ensino, Coordenadores (as) de Cursos de Graduação e Pós-Graduação, Chefias de Departamentos, professores (as), Técnicos(as) administrativos(as) em  Educação, estudantes,  coordenadorias de Ensino, Secretarias de Educação, Secretarias de Saúde, Ministério Público, Prefeitos(as)… a  lista deve ser bem maior e presto o meu reconhecimento a todos eles e elas.  Espero que o governador continue ouvindo todos eles (elas), principalmente porque a possível retomada das aulas em junho ou julho de 2020 precisa ter uma contrapartida muito séria por parte do Governo do Estado do RS e do próprio Ministério da Educação e Ministério da  Saúde.

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Sou professora universitária e quando exerci o cargo de Diretora do Centro de Educação, na Universidade Federal de Santa Maria, tive a oportunidade, em várias sessões do Conselho Universitário, de presenciar manifestações dos conselheiros(as) (técnico-administrativos em educação, estudantes e professores(as) em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde) e a importância dele para assegurar a vida  e as condições de assistência à saúde da população Brasileira. Muitas destas falas estão gravadas e ainda presentes em minha memória. Lamento que na época estas falas não se materializaram em ações práticas em todo o país. Precisou uma Pandemia para que os gestores públicos brasileiros tomassem consciência da importância do Sistema Único da Saúde. 

Precisamos, enquanto nação, estarmos sempre atentos para que o investimento em saúde pública ocorra de forma que possamos ter hospitais públicos cada vez mais preparados em infraestrutura e num número maior de médicos(as) e enfermeiros(as) para dar conta de tantos desafios que ainda iremos passar.

Como brasileira e frente à Pandemia Mundial que nos assola, não poderia deixar de agradecer a todos os profissionais que atuam nos hospitais públicos e privados que estão na luta cotidiana para salvar vidas.

Para quem pode, ficar em casa é uma atitude de solidariedade e generosidade. Pois, por mais leitos que possamos ter nas Unidade de Tratamento Intensivo, tanto no sistema único de saúde e quanto na rede privada, não serão suficientes para atender a todos se começarem a serem infectados de forma rápida e desordenada. É este conhecimento, oriundo de pesquisas e observações sobre a rápida contaminação deste vírus e sua letalidade, que tem movido governos do mundo inteiro a suplicar  e orientar: “Quem puder, fica em casa”.

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Ao concorrer a um cargo público acredito que muitos eleitos pensam no bônus, raramente no ônus do exercício do cargo público. A pandemia mundial que estamos vivendo está colocando também em questão o exercício do cargo. Mas por que? Porque a sociedade de um modo geral foi abandonando ou não criou os hábitos de higiene necessários. Não investiu de forma satisfatória em ações de fortalecimento da educação, da saúde e da segurança pública. A sociedade não se preocupa em estudar a história de vida dos candidatos aos cargos públicos: quem são eles? Por que são candidatos?  O que defendem? E como percebem a maioria da sociedade brasileira? Outros pontos para pensar, o Corona vírus coloca também em cheque a capacidade que cada ser humano possui em ser generoso e altruísta. 

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